segunda-feira, 18 de março de 2013

Grande Prêmio da Austrália 2013 - Corrida - 1ª Etapa


Dois pit-stops, velocidade pura e pneus conservados. Assim Raikkonen saiu de sétimo para vencer a prova de
abertura do 64º Mundial de Fórmula-1 em Melbourne.
(Foto: Getty Images)

A sétima colocação conquistada por Kimi Raikkonen durante a classificação que aconteceu pela manhã, devido o temporal que abateu sobre o Albert Park forçando a sua realização horas antes da corrida, pouco indicava do que o finlandês poderia fazer a bordo de sua Lotus Renault. Isso porque as atenções estavam voltadas para Sebastian Vettel que havia dominado todos os estágios dos treinos livres – exceto o terceiro que foi disputado em pista molhada e que teve Grosjean como o mais rápido – e que no classificatório havia destroçado o tempo de volta, desbancando assim a Mercedes de Nico Rosberg que aparecia como uma rival a altura do tri-campeão na luta pela pole. Por outro lado, o desafio ainda vinha pelo lado da Mercedes e da Ferrari que posicionaram seus carros entre os seis primeiros. Com relação à Lotus, pouco se sabia do que eram capazes e a equipe estava mais para uma mera coadjuvante do que uma favorita em potencial.
Se Vettel fez uma boa largada ao virar a primeira curva na ponta do pelotão, Massa foi ainda melhor ao sair de quarto para segundo aproveitando-se da péssima largada de Webber e atacando sem piedade Hamilton. Alonso foi outro que teve uma boa largada ao subir para terceiro, acompanhando a brecha aberta por Felipe. Hamilton era quarto e já era acossado por Kimi, que também ganhara duas posições nesta largada e que em poucas voltas seria superado pelo finlandês na curva Ascari, numa bela manobra de Raikkonen passando-o por fora. Tinha sido uma partida brilhante de Vettel, Massa, Alonso e Raikkonen.
A prova teve seu interesse ainda no início com uma batalha aberta entre Felipe e Alonso pela segunda colocação, mas ainda sem deixar que Vettel abrisse grande vantagem. E o que se viu foi Massa aproximando-se de Sebastian com certo perigo a ponto de ameaçar a liderança do alemão, apesar de não atacá-lo em nenhum momento. Com Mark Webber abrindo as sessões de pit-stop prematuramente na sexta volta, deixou bem claro que os pneus super macios estavam se desgastando de forma absurda e isso foi fácil de ver na altura da volta 7 ou 8, quando uma das câmeras focou um dos pontos do circuito um volume absurdo da “farofa” que estes haviam deixado. Rapidamente os quatro primeiros também foram aos boxes de forma intercalada. Hamilton, Sutil e Rosberg passaram a liderar, com Vettel, Massa, Alonso e Raikkonen em seguida. Em poucas voltas foi à vez do duo da Mercedes parar e Sutil assumir a ponta da corrida.
Adrian Sutil, que voltou do seu exílio após o caso de agressão que o afastou da F1 por um ano, mostrou uma classe acima da média ao andar consistemente na liderança e mantendo uma boa diferença para Vettel, que ainda tinha no seu encalço Massa. A segunda sessão de pit-stops também foi aberta por Webber e entre os primeiros foi Alonso quem adiantou a sua parada, indo ao contrário do que fizera na primeira vez, quando parou logo depois de Massa. Isso foi muito lucrativo para o espanhol, pois com essa parada ele conseguiu tomar as posições de Sutil e Vettel que pararam juntos. Sebastian superaria Sutil pouco tempo depois e isso o ajudaria a não deixar Fernando escapar. Massa foi o mais prejudicado, pois parou quatro voltas depois que Alonso e perdendo duas posições e foi neste momento que Raikkonen assumia a liderança.
Kimi usou integralmente seus pneus médios, tanto que o seu stint foi de 25 voltas – ele fizera sua primeira parada na volta nove – e conseguiu construir uma vantagem que lhe deu todo o conforto para continuar bem após as paradas de box de seus rivais diretos, que optaram por um terceiro pit-stop.
Mais uma vez Sutil fez frente a Alonso e Vettel, mas não suportou a pressão deles. Quando foi aos boxes para a sua última parada, colocando pneus super macios, pensava-se que o piloto alemão pudesse voltar ainda melhor e tentar um ataque aos quatro primeiros, mas o que se viu foi um alto desgaste dos pneus do Force India em poucas voltas que o jogaram para a sétima colocação após ser ultrapassado por Hamilton e Webber. Mas mesmo com este contratempo, a atuação de Sutil neste seu retorno foi brilhante.
Ainda sobre a dianteira da corrida, Alonso passou a cravar voltas extremamente velozes tentando uma aproximação à Raikkonen. Mas o piloto finlandês tinha uma reserva e conseguiu virar voltas ainda melhores, que beiravam, ou passavam de um segundo de diferença com relação a Fernando. Os pneus do Lotus estavam em melhores condições e isso deu a Kimi uma vantagem considerável para que fizesse uma série de voltas velozes e se distanciasse do piloto da Ferrari e garantisse a sua segunda vitória neste seu retorno à F1.
O temor da maioria, que já indicava uma vitória fácil da Red Bull de Vettel, foi dissipada quando os rubros taurinos não apresentaram um bom rendimento com estes pneus e o próprio Sebastian havia alertado que na corrida toda aquela vantagem apresentada nos treinos, não seria traduzido na corrida. E enquanto a o resto quebrava a cabeça com pneus, a Lotus, com Raikkonen, conseguia extrair o máximo deles sem destruí-los em pouco tempo.
Ainda é cedo, mas parece que a Lotus já tem um trunfo nas mãos.  

Resultado Final - Grande Prêmio da Austrália - Circuito de Albert Park (Melbourne) - 1ª Etapa - 17/03/2013


1. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus): 1h30min03s225
2. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): +12s451
3. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull): +22s346
4. Felipe Massa (BRA/Ferrari): +33s577
5. Lewis Hamilton (ING/Mercedes): +45s561
6. Mark Webber (AUS/Red Bull): +46s800
7. Adrian Sutil (ALE/Force India): +65s068
8. Paul di Resta (ESC/Force India): +68s449
9. Jenson Button (ING/McLaren): +81s630
10. Romain Grosjean (FRA/Lotus): +82s759
11. Sergio Pérez (MEX/McLaren): +83s367
12. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso): +83s857
13. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber): +1 volta
14. Valtteri Bottas (FIN/Williams): +1 volta
15. Jules Bianchi (FRA/Marussia): +1 volta
16. Charles Pic (FRA/Caterham): +2 voltas
17. Max Chilton (ING/Marussia): +2 voltas
18. Giedo van der Garde (HOL/Caterham): +2 voltas


Abandonaram
Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso)
Nico Rosberg (ALE/Mercedes)
Pastor Maldonado (VEN/Williams)


Não largou
Nico Hulkenberg (ALE/Sauber)

     

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