terça-feira, 26 de maio de 2015

24 Horas de Le Mans em 83 fotos: 11ª A terceira consecutiva para a Alfa Romeo

Tazio Nuvolari no comando da Alfa Romeo 8C em 1933
A batalha nesta edição de 1933 em Le Mans foi caseira, mas por muito pouco um intromissão americana não colocaria mais lenha na fogueira: assim como a Stutz fizera em 1928 contra a Bentlley, a Duesenberg levara para Sarthe um carro poderosíssimo Duesenberg de 7 Litros sobrealimentado e que desenvolvia 320 cv. Uma máquina que poderia dar trabalho à oposição italiana, como também vencer a prova.
Para a Alfa Romeo, que vinha para defender as vitórias dos dois últimos anos, sete carros foram inscritos sendo que dois eram oficiais: Raymond Sommer - vencedeor do ano anterior - dividiria um 8C #11 com Tazio Nuvolari e o #8 para Luiggi Chinetti - vencedor ao lado de Sommer em 1932 - e Philippe Varent.
Apesar de um boa apresentação do Duesenberg, este não teve vida longa na prov: na 59ª volta parou para o reabastecimento e acabou por ser desclassificado pelos comissários - naquela época o reabastecimento deveria ser feito à cada vinte voltas, segundo o regulamento da competição. Para os comissários, a parada do Duesenberg foi cedo demais e por isso a sua exclusão.
Já a Alfa Romeo, como acontecera no ano anterior, manteve um duelo local que foi definido apenas na parte final da prova: Tazio Nuvolari conseguiu arrancar para a vitória quando superou Chinetti na última volta, após terem trocado de posição por três vezes. A diferença entre os dois italianos foi de 400 metros.
Desse modo, Nuvolari - que venceria a Mille Miglia no mesmo ano - vencia em Le Mans logo na sua primeira participação e Sommer conquistava o triunfo pela segunda vez seguida. Foi dele também a melhor volta da prova (5'31''4), baixando em dez segundos o recorde que era de Ferdinando Minoia feito em 1932.
 Além da segunda posição de Chinetti/ Varent, a terceira foi da Alfa Romeo também, mas com uma equipe semi-oficial.

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