sexta-feira, 29 de maio de 2015

24 Horas de Le Mans em 83 fotos: 13ª E a Lagonda aproveita a chance

Momentos que antecediam a largada de 1935: aqui podemos ver a esquadra da Aston Martin posicionada com os #33 #32 #28 #31 e #27

O Lagonda de Hindmarsh e Fontès
Com um recorde de 58 carros na largada para as 24 Horas de Le Mans de 1935, sendo que trinta e oito equipes eram inglesas, a história mudou um pouco para aquela edição: a chuva castigou o circuito e esta tornou-se uma prova de sobrevivência à primeira vista, mas com 28 carros chegando ao final, não foi nada tão desastroso como a edição de 1931 onde terminaram apenas seis carros.
O favoritismo ainda repousava sobre os carros da Alfa Romeo, mas não podia ser descartado a presença do Duesenberg (com apenas um carro) e os Bugatti, com o seu grande número de adeptos. A prova acabou por consolidar-se como uma das grandes do automobilismo mundial: tinha conquistado prestígio frente a público e crítica, e as equipes particulares procuravam cada vez mais ingressar naquele evento.
A chuva, que tinha sido anunciada dias antes, limou os favoritos conforme passava o tempo. Se não fosse por problemas mecânicos provenientes da água, o despiste era certo: os Alfas de Raymond Sommer (#15), Luigi Chinetti (#11) e Earl Howe (#10), deixaram a prova devido a problemas mecânicos causados pela chuva. Dos cinco Alfas inscritos, apenas dois completaram: #21 de Guy Don/ Jean Desvignes em sexto e o #12 de Pierre Louis-Dreyfus/ Henri Stoffel em segundo. Estes problemas com os favoritos Alfas - principalmente os de Sommer e Chinetti -, abriram uma oportunidade de ouro para que a Lagonda, com o seu modelo "Rapide M45-Meadows", passasse ao comando da prova com a dupla Johnny Hindmarsh/ Luis Fontès assim que o Bugatti #2 de Pierre Veyron/ Roger Labric abandonou com problemas no motor. A batalha entre o Lagonda #4 e o Alfa Romeo #12 pela liderança foi intensa e decidida apenas na volta final, com a dupla da Alfa perdendo por apenas 9 km de distância.Esta vitória da Lagonda acabou por ser um grande alento para a fábrica, que estava beirando a falência e foi também palco de uma pequena polêmica, pois por se tratar de uma equipe britânica, estes correram com na cor vermelha ao invés do tradicional verde britânico.
Nesta edição de 1935 a prova contou com a participação de 10 mulheres e foi também a que contou, pela primeira vez, com a presença de um brasileiro: Bernardo de Souza Dantas, competindo com um Bugatti T57 inscrito por ele mesmo, participou em parceria com o francês Roger Teillac. Eles abandonaram com preoblemas no câmbio.
No momento que as 24 Horas de Le Mans atingia um grande prestígio, a edição de 1936 teve que ser cancelada por causa da grande greve que assolou a França.  

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