sexta-feira, 5 de junho de 2015

24 Horas de Le Mans em 83 fotos: 19ª O domínio da Jaguar e a chegada da Porsche

O fabuloso XK 120S de Peter Whitehead e Peter Walker marcando a primeira vitória da Jaguar em Le Mans

Enquanto isso, a Porsche debutava em Sarthe e logo de cara conquistava a vitória em sua classe
O desafio das fábricas em Le Mans estava a aumentar a cada ano. As melhorias alcançadas por estas, ao fazerem carros especialmente para esta corrida, elevava ao máximo a competição. Casos como o da Cunningham (que utilizou em seu carro luzes no painel que mostravam a temperatura dos freios a tambor) e Allard, contando com motores de 5.5 litros em seus carros (motores Cadillac e Chrysler, respectivamente) mostravam o quanto que aquela prova estava sendo levada a sério. Mas não podemos desprezar a presença de outras marcas respeitáveis naquele ano, que mais uma vez alinhavam seus carros – com menos cilindradas que o duo anglo-americano, mas nem por isso menos potentes – para tentar mais uma conquista em Sarthe: a última vencedora, a Talbot, sempre representada por equipes particulares, teve seis carros na prova e todos religiosamente do modelo campeão – o Talbot Lago T26 GS. Os destaques para as duplas eram de Louis Rosier e Juan Manuel Fangio no #6 e Jose Froilan Gonzalez/ Onofre Marimon no #7.
A Ferrari colocou oito carros para a prova, sendo que quatro modelos 340 America participavam da classe 3001/5000, três 212 Export na classe 2001/3000 e um 166M na classe dos 1501/2000. Este 166M de #32, inscrito por Luigi Chinetti, foi pilotado por Yvone Simon/ Betty Haig que terminaram em 15º no geral e em terceiro na sua classe.
Os britânicos, além dos dois Allard J2, ainda tinham os da Jaguar e Aston Martin que ao todo somavam nove carros inscritos por essas duas fábricas. A Jaguar, com a experiência adquirida da visita do ano anterior, vinha com quatro carros XK 120C – dois oficiais e dois semi-oficiais. Nos carros de fábrica o comando ficou por conta de Peter Whitehead/ Peter Walker no #20 e Stirling Moss/ Jack Fairman no #22. Na Aston Martin cinco DB2 (três oficiais) estavam à disposição de Reg Parnell/ David Hampshire (#24), George Abecassis/ Brian Shawe-Taylor (#25) e Lance Macklin/ Eric Thompson (#26).
A corrida teve o seu inicio ensombrada pela morte prematura de Jacques Lariviere, que foi degolado por um cabo de aço quando a sua Ferrari 212 Export #30 escapou na Tertre Rouge na quinta volta. A prova continuou com um duelo fortíssimo pela liderança entre o Jaguar de Moss e os Talbot de Fangio e Gonzalez. O jovem Stirling Moss, então com 22 anos, foi o grande destaque dessa edição ao mostrar agressividade e velocidade pura ao volante do Jaguar #22 ao alcançar médias espetaculares de 169Km/h na maioria das voltas. Mas aquele ritmo imposto não apenas por ele, como os demais, acabaram saindo caro no decorrer da horas seguintes: o Jaguar #22 saiu da prova na nona hora por causa da pressão do óleo e ao mesmo tempo o Talbot de Rosier/ Fangio também se retirava por falta de refrigeração no motor. O outro Talbot, de Gonzalez/ Marimon, abandonaria horas depois com um furo no radiador.
Com o Jaguar dos “Peters” na dianteira (Whitehead/ Walker), a fábrica britânica confirmou a sua força tão bem demonstrada pelo carro #22 e a dupla acabaria por vencer e bater o recorde de distância percorrida (3.611Km). A melhor volta também tinha sido da Jaguar, mas com Moss estabelecendo 4’46’’800. Com nove voltas de atraso para o vencedor (258), Pierre Meyrant/ Guy Mairesse repetiram a segunda colocação de 1950 com o Talbot Lago e em terceiro o Aston Martin de Macklin/ Thompson. E a Aston ainda posicionaria outros três carros entre os dez.

Enquanto que a Jaguar iniciava a sua história em Sarthe, outra marca que tomaria de assalto a fabulosa prova a partir dos anos setenta, também fazia a sua estréia e com vitória: a Porsche estreou-se em Le Mans naquele ano com o seu modelo 365/4 SL Coupé na classe S1.1 (751/1100) e que acabaria por vencê-la com os franceses Auguste Veuillet/ Edmond Mouche. 

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