sábado, 30 de abril de 2011

Big Crashes: Eurocup Megane e F-Renault 2.0- Spa Francorchamps

A Eau Rouge esteve movimentada hoje numa das estapas dos campeonatos europeus de F-Renault 2.0 e Megane. No primeiro vídeo o Megane do piloto holandês Bas Schothorst, tem o eixo traseiro esquerdo quebrado na subida da curva e acaba rodando e batendo no lado interno. No segundo vídeo um ato de coragem quando dois pilotos da F-Renault 2.0 tentam dividir, lado a lado, a subida da Eau Rouge. Resultado: um deles acaba rodando e sendo acertadoi em seguida quando já estava no topo. Logo após, Timmy Hansen encosta seu carro na área de escape interna e quando se preparava para voltar à pista, outro carro acaba acertando-o na traseira e decolando. O detalhe bizarro é que a corrida já estava em safety car naquele momento.Já os pilotos, envolvidos em todos estes acidentes, nada sofreram.






quarta-feira, 27 de abril de 2011

Foto 12: Suecos em ação

Peterson não aliviou um milímetro para o seu conterrâneo Gunnar Nilsson, e o piloto da Lotus acabou rodando, batendo nos guard-rails e abandonando a corrida na 9ª volta. Peterson completou a prova, três voltas atrás do vencedor James Hunt. A foto é do GP dos EUA de 1977, disputado em Watkins Glen.

Sobre Barrichello e a Williams

Domingo estava vagueando pelo Twitter quando vi o link do post que o amigo Paulo Alexandre Teixeira, o Speeder76 do ótimo Continental Circus,  deixou por lá sobre a sua análise do mau começo de temporada da Williams. Junto do link, ele observou o comentário de um dos seus leitores onde este detonava Barrichello como perdedor e culpado pelo péssimo início de ano do time de Frank Williams. Acho que está mais do que na hora de eu falar um tanto sobre este assunto.
Primeiramente não sou fã do Rubens e nem desço o pau como a maioria faz, como se o pobre fosse um judas no sábado de aleluia. De alguma forma isso me desarma para sobre o veterano piloto. Sei que Rubens falou algumas asneiras no decorrer dos seus longos 18 anos de F1 e que também sempre alimentou algo que ele, e todos nós sabíamos e sabemos, que não será campeão do mundo. Sem contar em certas ocasiões em que a vitória estava distante, difícil e até, na maioria das vezes no seus tempos de Ferrari, impossível de ser alcançada, ele sempre prometeu consegui-lá com todo seu esforço. Essa sua autoconfiança exagerada sempre inflou a torcida em várias ocasiões e assim que o resultado não vinha, por algum motivo, a primeira coisa a ser lembrada  era de se fazer chacotas com o sobrenome do piloto, como Burrinho, Rubens Pé de Chinelo entre outras. Foi por esse motivo, de sempre acreditar que podia, é que Rubens caiu na armadilha que a imprensa, em especial a Globo, armou que foi querer transformá-lo num novo Senna. Barrichello mergulhou de cabeça e pilotando um Jordan Peugeot, que era o sexto melhor carro do grid de 1995, tentou ser o que não podia: um novo ídolo brasileiro na F1. O que conseguiu de melhor naquele ano, foi uma segunda posição em Montreal e só. Ele já era alvo de piadas e ao meu ver, isso piorou muito após seus inúmeros erros em 96. Dai foi a gota d'água para que ele caísse de vez na boca dos comediantes e do povo brasileiro como a grande piada do esporte nacional. Seus tempos na Ferrari, só alimentaram ainda mais este tipo de chacota principalmente após o lance do GP da Áustria de 2002 onde teve que entregar a primeira posição para Schumi.
Por outro lado, Barrichello conseguiu suas tão sonhadas vitórias e algumas com performances tão eletrizantes quanto as de Schumi. Hockenheim 2000 e Silverstone 2003 são os dois melhores exemplos. Foi por duas vezes vice campeão, em 2002 e 2004, perdendo para o imbatível Michael. Num país qualquer, esses resultados teriam sido festejados. Mas aqui no Brasil, onde não apoiamos nada, queremos apenas o primeiro lugar. O governo federal não destina um vintem para o esporte a motor aqui no país e nem ajuda os pilotos que estão lá fora. Assim foi o caso de Rubens e de tantos outros pilotos que saíram, saem e ainda vão sair daqui para tentar um lugar ao sol. Se chegarem lá e fizerem algo de bom na F1 ou em qualquer categoria que vão correr e até mesmo se não fizerem, não temos que julgá-los. Barrichello está na sua 19ª temporada completa de F1. Velho demais para correr? Acho que não. Tantos pilotos na NASCAR que correm há décadas e nem é jogada na mesa a sua idade quando vão contratá-los. Rubens está na F1 ainda por gostar de fazer o que a vida lhe proporcionou, que foi viver de automobilismo. Pego como exemplo uma reportagem que passou em algum canal daqui do Brasil, sobre um senhor, já idoso, com quase ou mais de 80 anos que ia religiosamente para seu serviço todos os dias há mais de 60 anos. Havia entrado ainda adolescente, construiu sua vida ali dentro e aposentou-se na mesma fábrica de autopeças. Quando lhe perguntaram o porque de ainda estar trabalhando após tanto tempo, mesmo estando aposentado, ele foi simples e direto: "trabalho por que gosto e é o que sei fazer. Se sair daqui não terei mais nenhum sentido na minha vida". Para o Rubens, essa é a explicação por estar ainda na F1. Schumi, mesmo levando uma lavada histórica de Rosberg, voltou porque ama o que faz. Mas não está competitivo o suficiente por ter ficado tanto tempo fora da categoria. Barrichello ainda está em forma e digo, se estivesse pilotando um Renault Lotus, teria marcado pontos nesta temporada estando altamente competitivo ainda. A Williams o contratou por sua experiência e o time sabe bem que o FW33 não é um carro dos sonhos, mas sim um pesadelo que vem tirando o sono de todos por lá. Nem mesmo Hulkenberg, que citaram no comentário, não daria jeito nenhum. Aliás, ninguém daria ou dará jeito naquele carro. Rubens é apenas um piloto bom, cauteloso e bom acertador. Não um milagreiro.
Com relação à Williams, é penoso você ver o time vagueando por posições intermediárias e quase do fundo do pelotão. Mas sabe-se que o time, após a saída de Adrian Newey em 97, cairia de produção se não achasse alguém do mesmo calibre para ajudar Head na construção dos carros. Eles tiveram um breve sucesso nos anos 2000 durante a sua parceria com a BMW, mas ficou por isso. Os alemães rumaram para a Sauber em 2006 e o time de Groove ficou dependente, primeiramente da Toyota e desde 2008 ficando a dispor dos propulsores Cosworth. Com a BMW podiam ter conseguido algo caso não tivesse Frank batido o pé e não aceitado a ajuda deles à partir de 2005. 
A base no qual se ergueu a Williams foi o dela ter sempre aperfeiçoado as inovações tecnológicas introduzidas por outros times, como o efeito solo e a suspensão ativa da Lotus. Head trabalhou fundo no FW07 e criou um bólido que assombrou todos em Silverstone 1979 e que daria o título para Alan Jones no ano seguinte. Com a suspensão ativa, desenvolvida pela Lotus em 87, eles aperfeiçoaram e juntando a outro montante de tecnologias, criaram as jóias que foi o veloz FW14 de 91; o destruidor FW14B de 92 e o marcante FW15 de 93. Foram crias, que sob a batuta de Newey e Head, e tendo Mansell e Prost no ao volante dos bólidos, levaram a equipe ao olimpo da categoria. Mesmo sem eletrônica, mas com carros ótimos e eficientes, eles foram fortes até 1997.
Siceramente eles caminham para um lugar para onde não deveriam e nem devem ir, que é o fundo do poço. E eles buscaram Barrichello para ajudar. Se vai dar certo, ninguém saberá. Mas a princípio, respeite-os. Só isso já basta.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

GP da França, 1932

O vídeo abaixo é da sexta etapa do campeonato Grand Prix de 1932. Temporada que foi dominada totalmente pelos Alfas Romeo Tipo B, pilotadas pelos mestres Nuvolari e Caracciola. O video retrata o 24º GP do ACF disputado no veloz circuito de Reims. Nuvolari venceu a prova seguido por Caracciola e Borzacchini, seus companheiros de Alfa Romeo.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Garotas da F1- GP da Malásia e GP da China

 A elegância das malaias...
... e o charme no olhar da bela chinesa. As mais belas dos grids dos GPs da Malásia e China.

terça-feira, 19 de abril de 2011

F1 Battles: Arnoux vs Rosberg vs Bellof vs De Angelis, GP da Bélgica 1984


Visto em primeiro plano, a briga entre Rosberg e Arnoux pela sexta posição posição no GP belga, disputado em Zolder, durou pouco. Arnoux ultrapassou o finlandês da Williams após alguma voltas de intensa batalha. Com um carro mais rápido, o francês com sua Ferrari chegou rapidamente em outra disputa que tinha Bellof e De Angelis duelando pela quinta posição. René não teve dificuldade em ultrapassar os dois contendores, talvez estes com problemas de pneus ou seja lá o que for. Mas o mais belo foi a manobra de Rosberg, que entrou colado no câmbio do Tyrrell de Stefan ultrapassando-o por fora no meio da reta. Keke deslocou-se rápido para a esquerda e mergulhou por dentro para passar De Angelis. Foi uma bela manobra.
Arnoux fechou em terceiro, seguido por Rosberg e De Angelis. Bellof fechou em sexto,mas devido a exclusão de todos os resultados da Tyrrell naquela temporada por ter usado combustível adulterado por todo aquele ano, é Senna quem aparece em sexto com sua Toleman nos resultados oficiais da FIA.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Foto 11: Qual o problema Rindt?

A maior preocupação de Rindt com relação aos Lotus eram a sua resistência. Não é à toa que bateu de frente várias vezes com Colin Chapman questionando o mago sobre essa sua preocupação. Rindt tinha razão em preocupar-se: tinha sentido na pele a fragilidade do monocoque do Lotus 49, ao ficar prensado na ferragens após o acidente em Montjuich Park, 1969. Na foto acima, retratada no boxes de Jarama, durante o fim de semana do GP da Espanha de 1970, Jochen e Chapman conversam enquanto que o inglês observa a suspensão traseira direita da sua jóia, o Lotus 72. 
Jochen não completou a prova por problemas na ingnição, vindo abandonar na volta 9. Ele ainda sagrou-se campeão daquela temporada, mesmo depois de morto. Se estivesse vivo completaria, hoje, 69 anos. Parabéns a um dos mestres do contra-esterço.

domingo, 17 de abril de 2011

F- Indy- GP de Long Beach

Watch live video from BWL no Ar! on Justin.tv

GP da China- Corrida- 3ª Etapa

Quando foi levantada a hipótese da Pirelli sobre as equipes fazerem de 1 a 2 paradas para as trocas de pneus na prova chinesa, o que se imaginou é que teríamos uma prova chata seguida por uma procissão quase sem fim. E não era pra menos: por mais que a pista de Xangai tenha duas retas colossais, o que facilitaria as ultrapassagens, o uso da asa móvel vs KERS seria o único trunfo em que os pilotos poderiam apoiar-se para tentar escalar posições. E os treinos mostraram bem o que podia ser com relação ao desgaste dos pneus: a baixa temperatura em Xangai diminuía muito o desgaste excessivo da borracha, o que levou a Pirelli a levantar tal tese. A performance de Vettel nos treinos livres e classificação sugeria desde já um domínio absoluto dele com seu Red Bull. Mas como costumo destacar em meus textos aqui no blog, a única situação que pode mudar o rumo de uma corrida que já tenha Vettel na pole é uma má largada que possibilitaria haver uma luta incessante pela liderança. E foi o que aconteceu quando o alemão não acionou o KERS rapidamente na largada, sendo engolido facilmente pelo duo da Mclaren e por pouco, muito pouco, não sendo ultrapassando por um soberbo Rosberg que esteve na luta pela vitória até o último stint.
A corrida na China foi interessante, pois serviu para reanimar alguns que já pareciam ou já davam como mortos para o campeonato, como Ferrari e Mercedes. As duplas dessas equipes estiveram bem durante todo certame, em especial Rosberg e Massa, que suplantaram até com certa facilidade seus companheiros. Schumi já não é novidade da lavada que vem tomando de Rosberg desde ano passado, mas na corrida de hoje teve um bom desempenho duelando, em boa parte, com Alonso pela sexta posição. O espanhol não conseguiu em momento algum ser páreo para Massa, no que resultou numa prova confusa para ele sempre andando no pelotão intermediário que disputa os pontos. Rosberg teve até chance de vencer em Xangai, mas os pneus não agüentaram e lhe tiraram essa chance. Massa esteve formidável por toda a corrida, sempre rápido e em alguns lances, teve a chance de atazanar os Mclarens e o RED Bull de Vettel. Assim como Rosberg, os pneus não agüentaram e foi facilmente passado por Hamilton e Button quando estava em segundo. A aposta de Vettel, Massa e Rosberg em fazerem apenas 2 paradas foi quase certeira, mas o desgaste não deixou que conseguissem chegar às posições que, de início, parecia ser definitivas após a segunda parada de cada um. Os Mclarens optaram por três, e isso deu a eles a chance de discutir a liderança da corrida em especial Hamilton, que ultrapassou Vettel faltando 5 voltas para o fim assumindo a liderança da prova que acabou por vencer. Button ainda parecia ter fôlego para pegar a segunda posição de Vettel, mas um surpreendente Webber, que largou em 18º após uma exibição desastrosa no treino de ontem e escalou com velocidade pura até chegar à zona de pontuação, ultrapassou-o para garantir um heróico, e quem sabe, animador terceiro lugar que pode fazê-lo reacender para um campeonato que parecia estar perdido para ele.
No pelotão de trás, as Lotus malaias surpreenderam ao levarem apenas 1 uma volta dos líderes e conseguiram colocar uma volta nos seus rivais mais próximos, que são a Marussia Virgin e Hispania. Barrichello completou a corrida em 13º sofrendo com baixíssimo rendimento de seu Williams. Trabalho pesado para o time de Frank Williams pelas próximas semanas que antecederão a corrida na Turquia se quiser melhorar o rendimento e a confiabilidade de seu FW34.
Após esta corrida de Xangai, ficou fácil ver que a Red Bull ainda tem um bom ritmo de corrida que sem a variável dos pneus, ainda mandará tanto nos treinos como nas corridas. Os Mclarens têm força e se quiserem vencer, terão que fazer como hoje sendo mais espertos na largada para anular Vettel, ou por ventura, Webber. E estrategicamente falando, é a equipe que mais tem feito bom uso disso desde ano passado. Daí é só lembrar-se das duas vitórias de Button na Austrália e em Xangai, onde a Mclaren foi precisa na estratégia assim como foi hoje com Hamilton. Ferrari, Mercedes e Renault Lotus estão no mesmo nível e apenas corridas movimentadas como a de hoje, darão a elas a chance de conseguir algo.
O KERS não funcionou: Vettel é ultrapassado facilmente pelos Mclarens, enquento que Massa mais um vez sai melhor que Alonso

Um vazamento de combustível antes da largada quase tirou Hamilton da corrida. Passou pela saída de box faltando apenas 30 segundos para o fechamento do pit lane conseguindo, assim, largar
Schumacehr teve vários duelos na provas e um deles foi contra Webber

Por um certo momento Rosberg e Massa foram favorítos a vitória em Xangai. 

RESULTADO FINAL
Grande Prêmio da China- Xangai
3ª Etapa- 17/04/2011


1. Lewis Hamilton (GBR/McLaren Mercedes): 56 voltas
2. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull Renault): +5s1
3. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault): +7s5
4. Jenson Button (GBR/McLaren Mercedes): +10s0
5. Nico Rosberg (ALE/Mercedes GP): +13s4
6. Felipe Massa (BRA/Ferrari): +15s8
7. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): +30s6
8. Michael Schumacher (ALE/Mercedes GP): +31s0
9. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault GP): +57s4
10. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber Ferrari): +1min03s2
11. Paul di Resta (GBR/Force India Mercedes): +1min08s7
12. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault GP): +1min12s7
13. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth): 1min30s1
14. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso Ferrari): 1min30s6
15. Adrian Sutil (ALE/Force India Mercedes): +1 volta
16. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus Renault): +1 volta
17. Sergio Perez (MEX/Sauber Ferrari): +1 volta
18. Pastor Maldonado (VEN/Williams Cosworth): +1 volta
19. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus Renault): +1 volta
20. Jérôme d'Ambrosio (BEL/Virgin Cosworth): +2 voltas
21. Timo Glock (ALE/Virgin Cosworth): +2 voltas
22. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania Cosworth): +2 voltas
23. Narain Karthikeyan (IND/Hispania Cosworth): +2 voltas

Não completaram
24. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso Ferrari): 9 voltas (roda)

FOTOS: Getty Images

segunda-feira, 11 de abril de 2011

GT Brasil- Interlagos- 1ª Etapa

No início da quinta temporada de sua existência, o GT Brasil teve duas corridas distintas neste fim de semana em Interlagos. No sábado uma prova dominante da dupla Khodair/Hahn (Lamborghini Gallardo) e no domingo a corrida terminando antes do tempo por causa da chuva, Xandy/Xandinho Negrão levando o Audi R8 à vitória. Houve também as estréias dos Corvetes Z06 (pilotado pela dupla Claudio Dahruj/Rodrigo Sperafico e outro ficando ao comando de Pedro Queirolo), Ferrari 458 (da dupla Chico Longo/Daniel Serra) e do Aston Martin Vantage (pilotado por Eduardo Souza Ramos/Leandro Almeida) sendo que este último corre na categoria GT4.
Após sair da pole na primeira corrida, Khodair viu-se surpreendido pelo Corvete de Sperafico que o passou na largada. Mas problemas no carro de Sperafico, alijou-o da primeira posição,mas não da corrida. Daí em diante Khodair aumentou a diferença para o Corvete e quando parou nos boxes, Hahn assumiu o volante e só administrou a diferença paraa vencer na GT3 após um ano de jejum. Na GT4 a vitória ficou com Laganá/Hellmeister (Ferrari 430 Challenge), seguidos por Rossete/Greco (Ferrari 430 Challenge) e Ramos/Almeida (Aston Martin Vantage) fechando em terceiro.
 O Lamborghini da dupla Khodair/Hahn, vencedores no sábado...

 ... e o Audi R8 de Xandy/Xandinho Negrão, vencedores no domingo. Logo atrás, o Ford GT de Brito/Stumpf e o outro Ford GT de Boni/Moro

No domingo a vitória parecia estar nas mãos da dupla Brito/Stumpf (Ford GT) quando a chuva começou a embaralhar a prova. Para quem foi aos boxes antes do aguaceiro desabar, levou a sorte. E este foi o caso de Xandy/Xandinho Negrão. O velho Xandy assumiu o volante do Audi R8 na metade da corrida, quando a chuva começo a apertar em Interlagos. E foi neste momento que a dureção de prova decidiu colocar o safety car na pista, pois a àgua era muita em praticamente todo o circuito. Com 75%da prova realizada, a direção decidiu encerrar a corrida e assim a vitória ficando para o pai e filho do Audi R8. Em segundo fechou Brito e Stumpf e em terceiro o Corvete de Sperafico/Dahruj. Na GT4 o resultado foi o inverso do de sábado: Greco/Rossete venceram, com Hellmeister/Laganá em segundo e Sant'anna/De Rey (Ferrari 430 Challenge) ficando em terceiro.
Baseando-se no que foi apresentado nesta primeira etapa, os Ford GT ainda são favoritos e bem próximos deles aparece o Lamborghini do Khodair e Hahn . Mas não podemos descartar a boa apresentação do Corvete, que esteve forte em Interlagos e que também pode vir fazer frente aos dois. O Audi R8, segundo boatos, deve ser substítuido em breve por um Lamborghini, o que credencia a dupla Xandy e Xandinho Negrão à favoritos também. As Feraris 430, gradualmente, devem ser substituídas e não foi difícil de ver que nenhuma delas estiveram em condições de vencer em Interlagos. A 458 do Chico Longo e Daniel Serra estreou apenas na sexta sendo que no shakedown de quinta, o carro ainda não estava pronto e isso refletiu na corrida com uma atuação apagada da dupla. E os Vipers ficaram para trás também. Ora por problemas mecânicos ou punições. Mas são carros que devem ser vistos com outros olhos, pois são extremamente rápidos.
Na GT4 a batalha será tão intensa quanto o da GT3. Os Ferraris Challenge foram absolutos em Interlagos, mas já vistam no seus retrovisores a chegada do Aston Martin Vantage que foi bem na sua estréia. Os Ginetas foram mal nesta primeira etapa, mas são carros que ainda brigarão pela dianteira nas corridas. Os velho Maserati Trofeo não tem mais gás algum para acompanhar os demais. São carros defasados que serão substitídos pelos Gran Sport no decorrer do campeonato.

FOTOS: FERNANDA FREIXOSA (SITE GT BRASIL)

FIA GT1- Zolder- 2ª Etapa

Ficam a abaixo os highligths das duas corridas do FIA GT1, que foram disputadas em Zolder. Na prova de sábado, a vitória foi da dupla Markus Winkelhock/ Marc Basseng (Team Münnich- Lamborghini Murciélago) após largarem da 12ª posição. Subiram nove psoções logo na largada, beneficiando-se do enrosco entre a Lamborghini de Pastorelli e o Aston Martin de Stefan Mücke. A dupla do Team Münnich ainda duelou contra o Aston Martin (Team Hexis AMR) de Christian Hohenadel/Andrea Piccini. Já perto do fim da prova, Basseng tentou ultrapassar o Aston Martin de Hohenadel na entrada de das chicanes que resultou num toque, no qual levou o carro do Team Hexis AMR abandonar por uma quebra na suspensão dianteira. Zonta/Bernoldi, do Team Sumo Power, sairam em 11º, mas abandonaram com problemas no Nissan GTR. Jaime Câmara, que divide o Corvette do Team DKR com o francês Michael Rössi, fechou em 9º.

GT1 Qualifying race 2 minute highlight por GT1

Na prova de domingo, nova vitória para a dupla Basseng/Winkelhock que não tiveram problemas por toda a corrida. Foram seguidos pela dupla Pastorelli/Hahenadel e Muller/Enge (Team Young Driver- Aston Martin DB9). Bernoldi e Zonta, mais uma vez ficaram de fora após seu Nissan GTR ter sido tocado pelo Corvete de Rössi na largada.Para azar do Team Sumo Power, o carro de Bernoldi acabou acertando o outro Nissan da dupla Campbell/Brabham. Os três carros abandonaram no ato. A próxima prova será em Portugal, na pista de Algarve, nos dias 6,7 e 8 de maio.  

GT1 Championship Race from Zolder Short Highlights por GT1

domingo, 10 de abril de 2011

GP da Malásia- 2ª Etapa

O maior problema dos Pirelli no início dos anos 90 eram... a sua durabilidade. Assim, como hoje, desgastavam-se facilmente e o único trunfo destes compostos eram seus pneus de qualificação, que permitiu por algumas vezes colocar carros médios em posições de destaques nos grids do início da década retrasada. Assim foi em Phoenix, 1990, quando quatro carros calçados com esses pneus conseguiram ficar entre os seis primeiros com certa facilidade, permitindo à um jovem Alesi brigar de igual para contra Senna. Outro exemplo foi Modena, ao colocar sua Tyrrell na primeira fila do GP de Mônaco ao lado de Senna. Fora esses momentos de velocidade pura que os Pirelli proporcionava aos seus usuários, na corrida eram um desastre.
Basicamente, foi isso o que se viu nessa madrugada na Malásia. Bons pneus (nem tanto) de qualificação e pneus ainda piores durante a corrida. Isso proporcionou a alguns pilotos a chance de fazer até três paradas e a sujeira dos detritos dos pneus pela pista toda foi bem visível. Mas isso não pareceu afetar nenhum pouco Vettel, que reinou sozinho na Malásia sem ser incomodado em nenhum instante da corrida. Isso pode até ser atribuído pela ótima largada que Heidfeld fez ao pular de sexto para segundo, mas assim como na Austrália Sebastian fez um trabalho consistente controlando e preservando o equipamento.
Atrás, as disputas se deram até com certa intensidade. Kobayashi fez de Schumi o que quis, fazendo várias ultrapassagens sobre o heptacampeão todas quando disputavam a décima posição da corrida. Alonso e Hamilton também se encontraram pela pista, protagonizando um duelo intenso pela terceira posição. O espanhol sem a asa traseira móvel que não funcionava, pressionava o inglês que sofria com o desgaste prematuro dos seus pneus moles. Isso resultou num toque quando Alonso se preparava para passar Hamilton, mas a asa dianteira do Ferrari do espanhol se despedaçou ao tocar a roda traseira direita do Mclaren. Fernando foi para os boxes e trocou o bico danificado, terminando em sexto enquanto que Hamilton foi obrigado à voltar aos pits para trocar os danificados pneus. Os dois seriam punidos mais tarde com o acréscimo de 20 segundos no tempo de cada um: Alonso pelo incidente e Hamilton por ter mudado a trajetória por duas vezes durante a disputa. No geral, Fernando ficou em sexto e Hamilton caiu de sétimo para oitavo.
Além do desgaste excessivo dos Pirelli, o duelo entre a asa móvel contra o KERS também interessante, se bem que alguns tiveram problemas com um ou com outro. Além de Alonso que não pode usar sua asa tráseira duarante a corrida toda, Webber sofreu com o KERS que não funcionou. Isso explica a sua péssima largada, quando caiu de quarto para décimo.
Massa fez uma boa corrida, enfim. Largou bem e se colocou logo à frente de Alonso que se encontrava em sétimo após a largada. Problemas na sua primeira parada no box, jogou-o para trás. Mas fechou em quinto. Barrichello não teve sorte igual. Teve um pneu furado logo na terceira volta e sua corrida ficou comprometida . Abandonou na volta 25.
Heidfeld voltou a linha de frente ao chegar em terceiro, que acabou por ser um ótimo resultado visto que seu desempnho em Melbourne tinha sido decepcionante. O carro da Renault é sim muito bom, mas a resalva que fica é com relação à sua durabilidade. Petrov teve a barra de direção quebrada logo que aterrissou na pista, após uma escapada durante a corrida e nos treinos de sexta, o freio se desmanchou quando o russo freava ao aproximar-se de uma curva.
A corrida foi boa, se levarmos em conta que com suas retas grandes e largas, os pilotos puderam se esbaldar no uso da asa traseira na reta principal. Na China, semana que vem, poderá ser algo bem parecido. E talvez até mesmo o resultado até porque Vettel é ótimo naquela pista chinesa.
A Mclaren pode até estar próximo da Red Bull, mas no meu ver, aplica-se isso apenas nos treinos. Na corrida ainda há um certo conforto do time rubro taurino.
 Vettel defende-se de Hamilton na largada, mas Heidfeld facilitaria as coisas para o seu conterrâneo logo a seguir, colocando-se na frente do inglês


 Foi um bom fim de semana para o duo da Ferrari, pelos menos em desempenho durante a corrida: Massa fechou em quinto, enquanto que Alonso poderia ter ficado com a terceira posição caso não tivesse tocado em Hamilton durante a disputa pela mesma posição


 Webber sofreu com o KERS e issofez falta na sua largada que foi péssima. Fechou em quarto após boa recuperação.


 Barrichello teve o pneu furado na terceira passagem e isso arruinou sua prova, pois voltou com um giro de desvantagem para os demais.Abandonou na volta 25 com problemas hidráulicos 

RESULTADO FINAL
Grande Prêmio da Malásia- Circuito de Sepang
2ª Etapa- 10/4/2011


1. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull Renault): 56 voltas
2. Jenson Button (GBR/McLaren Mercedes): +3s2
3. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault GP): +25s0
4. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault): +26s3
5. Felipe Massa (BRA/Ferrari): +36s9
6. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): +37s2
7. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber Ferrari):+1min06s4
8. Lewis Hamilton (GBR/McLaren Mercedes): +1min09s9
9. Michael Schumacher (ALE/Mercedes):+1min24s8
10. Paul di Resta (GBR/Force India Mercedes): 1min31s5
11. Adrian Sutil (ALE/Force India Mercedes): +1 volta
12. Nico Rosberg (ALE/Mercedes): +1 volta
13. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso Ferrari): +1 volta
14. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso Ferrari): +1 volta
15. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus Renault): +1 volta
16. Timo Glock (ALE/Virgin Cosworth): +2 voltas
17. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault GP): +4 voltas

Abandonaram
Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania Cosworth)
Jérôme d'Ambrosio (BEL/Virgin Cosworth)
Jarno Trulli (ITA/Team Lotus Renault)
Sergio Perez (MEX/Sauber Ferrari)
Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth)
Narain Karthikeyan (IND/Hispania Cosworth)
Pastor Maldonado (VEN/Williams Cosworth)

FOTOS: GETTY IMAGES

sábado, 9 de abril de 2011

GP da Malásia- Classificação- 2ª Etapa

As coisas pareciam caminhar para uma pole fácil de Hamilton. Incomodando o domínio soberbo dos Red Bulls desde a Austrália, o inglês com sua Mclaren parecia que posição de honra não escaparia de suas mãos. Realmente, ao ver sua volta feita em 1'34''974, ninguém mais duvidaria disso. Button completou a passagem em seguida com a marca de 1'35''200, colocando a outra Mclaren em quarto. Webber, que havia destroçado Hamilton na sexta, colocando mais de 1 segundo nos treinos livres, não foi nem sombra e ficou com uma pálida terceira marca comparado ao seu desempenho absurdo no dia anterior. E Vettel? Sim, o alemão parecia fora do contexto e a única possibilidade que parecia estar ao seu alcance era uma segunda posição. Mas ele conseguiu cravar uma volta que deixou o pai de Hamilton assombrado, ao não conseguir desgrudar os olhos da TV, e levar todo o time da Red Bull a comemorar a pole como se fosse um gol de final de Copa do Mundo. A marca de Sebastian foi de 1'34''870, que lhe deu a segunda pole do ano, e só aumentou o seu status de Pole Man da atual F1.
Por mais que ele admitisse que tenha usado o KERS e, sem ele a pole não teria vindo, a volta de Sebastian na Malásia já entra, no meu ver, como uma das mais belas poles da história recente da F1.
O ótimo duelo dos treinos entre Red Bull e Mclaren será extendido para a corrida. Favoritos? Aposto apenas nos dois da primeira fila, enquanto que Webber e Button podem apenas esperar por alguma migalha que possa restar da batalha entre Vettel e Alonso. Qualquer outro resultado, não vindo dessas equipes, será extremamente surpreendente. Mas claro que podemos contar, também com a chuva que pode cair durante a prova e o desgaste dos Pirelli, sempre eles, não podem ser descartados.

GRID DE LARGADA PARA O GP DA MALÁSIA- 2ª ETAPA

1. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull Renault): 1min34s870
2. Lewis Hamilton (GBR/McLaren Mercedes): 1min34s974
3. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault): 1min35s179
4. Jenson Button (GBR/McLaren Mercedes): 1min35s200
5. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): 1min35s802
6. Nick Heidfeld (ALE/Lotus Renault GP): 1min36s124
7. Felipe Massa (BRA/Ferrari): 1min36s251
8. Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault GP): 1min36s324
9. Nico Rosberg (ALE/Mercedes): 1min36s809
10. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber Ferrari): 1min36s820
11. Michael Schumacher (ALE/Mercedes): 1min37s035
12. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso Ferrari): 1min37s160
13. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso Ferrari): 1min37s347
14. Paul di Resta (GBR/Force India Mercedes): 1min37s370
15. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth): 1min37s496
16. Sergio Perez (MEX/Sauber Ferrari): 1min37s528
17. Adrian Sutil (ALE/Force India Mercedes): 1min37s593
18. Pastor Maldonado (VEN/Williams Cosworth): 1min38s276
19. Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus Renault): 1min38s645
20. Jarno Trulli (ITA/Team Lotus Renault): 1min38s791
21. Timo Glock (ALE/Virgin Cosworth): 1min40s648
22. Jérôme d'Ambrosio (BEL/Virgin Cosworth): 1min41s001
23. Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania Cosworth): 1min41s549
24. Narain Karthikeyan (IND/Hispania Cosworth): 1min42s574

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Estranho...

Já vi muitas demonstrações de carinhos em vários esportes como beijos, abraços, afagos, mas ao fuçar o youtube encontro uma recepção um tanto calorosa de Jean Marie Balestre no pódio do GP da Bélgica, ao receber o então vencedor Didier Pironi. O velho encheu seu compatriota de beijos e um deles, por pouco não foi na boca do Pironi que se esquiva. Era muito carinhoso o Monsieur Balestre, não?