sexta-feira, 29 de junho de 2018

Foto 693 - A nova marca de Nurburgring


Quando o recorde de Spa Francorchamps foi quebrado em abril por Neel Jani, as expectativas para uma volta em Nurburgring em nível de recorde já estava em voga. Após os testes que a Porsche realizou com o seu 919 Hybrid EVO em maio no mítico circuito alemão, geraram as mais variadas idéias de quanto seria a marca a ser alcançada: para alguns, o recorde poderia rodar na casa de 5'11, enquanto outros, mais otimistas, pensavam em até 4'50. A verdade é que o fabuloso recorde de Stefan Bellof já estava com os dias contados.
Na manhã de hoje em Nurburgring, madrugada aqui para nós no Brasil, Timo Bernhard subiu no 919 Hybrid EVO e se encaminhou para cravar seu nome na história do velho circuito ao derrubar a marca de seu ídolo em quase 1 minuto: com a fabulosa máquina alemã, uma das grandes jóias da Porsche em toda história, Timo ganhou a marca em 5'19"545. Um tempo magnífico, mesmo que alguns torçam o nariz pelo fato do carro estar fora do regulamento.
A marca alcançada por Bernhard hoje não anula em nada o feito de Bellof, apenas engrandece ainda mais o feito do lendário piloto alemão, numa época em que a eletrônica ainda engatinhava e que valia-se muito do instinto e braço do piloto.
Mas de toda forma, o 919 Hybrid EVO vem escrevendo a sua história.
E isso não tem valor.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

86a 24 Horas de Le Mans - Mudanças na LMP2




Mudanças na classificação da LMP2: por conta da adição de uma peça no restritor de combustível, que não estava no desenho original e foi descoberta durante a inspeção pós corrida, a G-Drive está desclassificada.
Desse modo o Alpine Signatech #36 de Nicolas Lapierre/ André Negrão/ Pierre Thiriet são os vencedores da classe.
A TDS, que ficaria naturalmente com a terceira colocação, também foi desclassificada pelo mesmo motivo, dando lugar ao Ligier da United Autosport a #32 do trio Juan Pablo Montoya, Will Owen e Hugo de Sadeleer.
As equipes desclassificadas ainda podem recorrer.


86ª 24 Horas de Le Mans - Para a Toyota! Para a história!

A edição de 2018 das 24 Horas de Le Mans, a 86a da história, talvez não tenha sido a mais emocionante como em outros anos, mas serviu para que a Toyota dissipasse um de seus grandes tabus e temores. Vencer em Sarthe é algo sublime, que faz o nome do construtor ficar encravado para eternidade por ter vencido a batalha física contra os demais competidores e também batalha mecânica. Um mísero problema, até mesmo em peças que custam um café na esquina, podem jogar um desenvolvimento de bilhões de dólares no lixo. A Toyota conhece bem essa segunda parte...
A construtora japonesa está envolvida com Le Mans desde a segunda metade dos anos 80 e desde 1994, quando teve a primeira real chance de vencer, é que coleciona dissabores: em 94 a vitória parecia estar bem encaminhada, quando o falecido Jeff Krosnoff parou o Toyota 94C-V #1 na reta dos boxes com problemas, possibilitando a chegada e ultrapassagem do Porsche 962 DAUER #36 pilotado por Yannick Dalmas/ Hurley Haywood/ Mauro Baldi. Apesar de perderem algumas voltas para o Porsche recuperaram algumas, mas não o suficiente para alcançá-los - ficando uma volta atrás. Em 1999 o pneu estourado de Ukyo Katayama em plena reta também doeu para os japoneses, quando a conquista parecia certa. Na atual era do WEC, foram outros três desaires: 2014, 16 e 17, sendo o de 2016 o mais dramático de todos, com a cena de Kazuki Nakajima informando a perda de potência do motor híbrido do TS050 ficando para a história do esporte. Mas, passado todas essas decepções, o que esperar de uma absoluta Toyota neste 2018, sendo que não teria uma concorrência tão grande?
Primeiramente houve - e terá - um desmerecimento por uma boa parte das pessoas. Para elas o triunfo da Toyota acabou ficando sem o brilho por conta da falta de uma equipe a altura, que pudesse confrontá-la de igual para igual em Sarthe. As regras da ACO para que as equipes particulares, que não tem o sistema híbrido, não fossem mais velozes que a Toyota, ficando a margem de serem punidas caso acontecesse isso, gerou uma forte onda de indignação para com a fábrica japonesa. A raiva era tamanha, que os desejos para que os dois carros quebrassem era comentado aos quatro cantos. Ora, pois... Talvez a grande culpada disso tudo tenha sido a própria ACO/ FIA que não deram toda atenção para as equipes particulares quando ainda estava com elas reduzidas aos dois carros da Rebellion e o solitário carro da By Kolles em 2016. Posteriormente, sem ter nenhum sentido em ficar andando sozinha numa classe que "adorno", a Rebellion rumou para a LMP2 em 2017. Faltou bom senso para que as entidades olhassem um pouco para os particulares, as deixando com condições de competir com as demais equipes oficiais. Mas apostaram tudo no sistema híbrido, e receberam uma bela rasteira da Audi e Porsche para depois tentarem, as pressas, salvar a LMP1 com aqueles que eles haviam desprezado desde a retomada do Mundial, em 2012. Se a Toyota moveu seus pauzinhos nos bastidores, é uma outra história... Ficará, também, a velha discussão se a Toyota "armou" para uma conquista de Fernando Alonso. A verdade mesmo é que chega ser uma falta de respeito até mesmo para com os outros dois companheiros do espanhol no carro #8, Kazuki Nakajima e Sebastien Buemi, que estão envolvidos no projeto desde o início e que tiveram suas chances no passado ceifadas por problemas, e que tiveram um trabalho tão bom quanto de Alonso na condução deste carro. E sinceramente: para quem acompanha o WEC desde a retoma em 2012, sabe bem os valores de Nakajima e Buemi e a ida de Alonso para completar o trio, só valorizou ainda mais. Mas a conquista nipônica neste dia 17 é algo marcante. Fizeram uma prova extremamente tranquila com seus dois carros, que se revezaram na liderança por quase toda as 24 horas. O mais importante nisso tudo é que deve ser bem observado é que, sem ninguém para forçá-los, os carros não apresentaram problemas. Apenas o #7 é que deu um susto já na parte final, quando Kamui Kobayashi apareceu lento na Mulsanne. Apesar dos fantasmas de edições terem reaparecido, o TS050 #7 retomou a velocidade e prosseguiu para comboiar o gêmeo #8 a vitória.
Pegando um gancho nesse curto problema do carro #7, é que os  dois não tiveram problemas crônicos que normalmente acontece nestas provas de 24 Horas. Em nenhum momento foram recolhidos aos boxes para um reparo mais intenso - o #8 teve duas trocas na seção traseira e uma na dianteira, enquanto o #7 teve o susto já mencionado. Foi algo interessante, pois as quebras no passado levantaram suspeitas de que talvez tenham sido ocasionadas pela condução bruta de seus pilotos. Em 2017, por exemplo, num certo momento, um dos Toyotas chegou levantar a dianteira quando ultrapassava um dos GTs na aérea no acostamento. Desta vez, sem pressa alguma, a pilotagem foi mais limpa e segura e desta forma os problemas crônicos nem apareceram.
Ficará para a história a quebra de um tabu que parecia não ter fim. A pole position de Kazuki Nakajima foi sensacional, a pilotagem segura e sempre veloz de Sebastien Buemi esteve presente e a fabulosa condução de Fernando Alonso, que mostrou destreza no meio do tráfego pesado e uma pilotagem animal no meio da madrugada, garantiram ao carro #8 o lugar no Olimpo dos campeões em Sarthe e honrou o DNA dos outros Toyotas que tentaram e falharam na grande prova francesa.
Pode não ter sido a melhor edição dos últimos anos, mas a história está feita e vai ecoar pela eternidade.




Entre os não híbridos, onde as chances eram praticamente zero de conquistar a vitória na geral, a disputa até que foi interessante entre os dois carros da Rebellion e o SMP #17. Uma pena que o Rebellion #1, pilotado por Andre Lotterer na ocasião, tenha se envolvido num acidente com o #10 da Dragonspeed logo na largada quando foram contornar a primeira perna da chicane Dunlop. Faltou paciência para o piloto alemão e a sua enorme experiência, do alto de suas  três conquistas em Sarthe, não serviu para nada naquele momento. Sem a dianteira, foi aos boxes e perdeu um bom número de voltas, que prejudicou muito o trio. O duelo pelo terceiro lugar no pódio ficou restrito o #17 da SMP e outro carro da Rebellion, que se revezaram no terceiro lugar por um bom tempo. Infelizmente a
(Foto: Autosport)
disputa entre os dois terminou quando o #17 escapou na Porsche Curve e bateu. Apesar da tentativa de voltar, com a traseira bem danificada, não deu certo e abandonaram antes que a prova chegasse a metade. De louvar o esforço da equipe em tentar arrumar o outro carro #11, onde estava Jenson Button, e dar a ele a chance de ao menos tomar a bandeira quadriculada. Porém o motor pifou na hora final. A Rebellion enfrentou problemas com seus dois carros, que chegaram a ficar nos boxes por um período, mas sem ter grandes ameaças, terminaram em terceiro e quarto (#3 e #1 respectivamente). A Ginetta teve lá seus problemas, mas lutou bravamente e levou o #5 até o final enquanto que o outro carro #6 apresentou falhas logo no inicio e não teve vida longa. By Kolles e o Dragonspeed acabaram se acidentando e não completaram a prova.

LMP2

A G-Drive, com o #26 conduzido por Roman Rusinov/ Andrea Pizzitola/ Jean-Eric Vergne, praticamente não teve adversários ao liderar todas as horas da prova, perdendo a liderança apenas quando estava em trabalho de box. A Signatech Alpine com o #36 (Nicolas Lapierre/ André Negrão/ Pierre Thiriet) mostrou bom ritmo, mas não o suficiente para ameaçar a G-Drive. Talvez tenham trabalhado contra o carro da Panis-Barthez, que esteve bem por quase toda a prova, mas problemas já apresentados nas horas finais da corrida, os tiraram a chance de tentar o pódio. Essa primazia ficou para a Graff SO24 que fechou em terceiro com o Oreca #39, pilotado por Vicent Capillaire/ Jonathan Hirschi/ Tristan Gomedy. A Jackie Chan Racing, que por muito pouco não venceu a edição do ano passado, teve uma atuação pra lá de discreta ao enfrentar problemas com seus carros. O melhor classificado foi com o #37, que fechou em 10º na geral (6º na classe). No geral, foi uma categoria onde as emoções foram bem reduzidas.

LMGTE-PRO
(Foto: Porsche)

A grande categoria dos GTs foi muito boa,apesar do dominio quase que absoluto da Porsche com seus 911 RSR retrô. O Pink Pig #92, que fez um sucesso tremendo na internet, ao render inúmeros memes, levou a taça para a casa de Weissach sempre com um ritmo sensacional e sabendo suportar em algumas situações o assédio dos Ford GT. As chances para os quatro carros americanos pareciam reduzidas frente ao poderio dos Porsche, mas estavam lá sempre, ora com o #68 - que passou quase que toda a prova duelando contra os dois Porsche #92 e #91 - e o #66, que apareceu rapidamente entre os primeiros em alguns estágios. Coube o #68 a travar o melhor duelo da prova contra o Porsche #91 quando restava três horas e meia para o fim, mas o Porsche nas cores da Rothmans levou a melhor e ficou com a segunda posição na classe. A BMW foi valente e até desafiou a Ford em alguns momentos da prova, mostrando que o "panzer" M8 GTE é um carro para ser muito bem observado nesta super temporada. Corvette e, principalmente, Aston Martin,não estiveram nos seus grandes dias em Sarthe, justamente as duas que protagonizaram os melhores duelos na edição de 2017 que durou até a volta final.
Para a Porsche foi mais um presente para este ano de aniversário da marca, que completa 70 anos: além da conquista em Sarthe, a fábrica já havia vencido as 12 Horas de Sebring e Nurburgring. Agora faltará as 24 Horas de Spa e a Petit Le Mans para fechar o quadro de comemorações - se bem que ainda terá as 24 Horas de Daytona de 2019, uma vez que as comemorações dos 70 anos ainda estará em voga.

LMGTE-AM

Talvez uma festa tão legal quanto a da Toyota, tenha sido a da Dempsey-Proton Racing com a conquista do seu Porsche #77 na categoria. Infelizmente a festa poderia ter sido ainda maior, caso o #88 não tivesse se acidentado nas horas finais. O #77 teve uma disputa contra a Ferrari da JMW #84 e com o Ferrari #54 da Spirit Of Race, mas soube controlar bem a disputas para abrir boa vantagem para conquistar a primeira da equipe Dempsey em Sarthe. Com opositores tão fortes e com carros já numa linha decrescente, os dois Aston Martin não foram páreo e só apareceram nesta classe quando escapavam ou batiam, como foi o caso do #98 que bateu quando Paul Dalla Lana estava no comando.
É uma edição para esquecer por parte da Aston Martin.
 

domingo, 17 de junho de 2018

86a 24 Horas de Le Mans - Caminhando para a Vitória


As últimas horas tiveram lá suas movimentações. A Toyota continua com o #8 na dianteira, ainda com mais folga. José Maria Lopez não teve o melhor dos stints ao rodar na Dunlop e quase escapar na Tetre Rouge. E ainda teria o susto que foi ver o #7 lento na Hunnaudières. Kobayashi rodou por um período bem lento para depois retomar a velocidade, ir aos boxes e retornar a pista com total tranquilidade já que a diferença para o Rebellion #3 é de 11 voltas.
Na LMP2 a liderança é inabalável para ao #26 da G-Drive a um bom par de horas, ainda quando era a tarde. A Panis-Barthez estava muito bem entre os três primeiros, quando apresentou problemas e foi para os boxes e não voltou. O #22 da United Sports, pilotado Paul Di Resta acabou batendo na Porsche Curve, mas sem danos para o piloto. A segunda colocação vai para o Alpine #36 da Signatech e a terceira colocação para o #39 da Graff.
Na LMGTE-PRO a liderança continua para o Porsche "Pink Pig" #92, mas o #91 teve um trabalho sobre humano para resistir o assédio do Ford #68, tanto que Fred Mackowieck (Porsche) e Sebastien Bourdais (Ford) travaram a melhor batalha até aqui dessa edição por um bom tempo. Neste momento o #91 leva a segunda colocação, com o #68 em terceiro.
Assim como na PRO, na GTE-AM a Porsche #77 da Dempsey continua imbatível na dianteira, com o Ferrari #54 da Spirit of Race em segundo e o Porsche #85 da Keating em terceiro.
A prova se aproxima da sua hora final.

86a 24 Horas de Le Mans - Problemas ao amanhecer



É nessa hora que os problemas aparecem, no despertar do amanhecer.
O #88 da Dempsey acabou batendo na chicane Ford quando ocupava a quinta colocação na GTE-AM. Não demorou muito para que o #10 da DragonSpeed, que se envolvera no acidente da primeira volta com o Rebellion #1, acabou escapando na Porsche Curve e batendo forte, mas sem danos para o piloto.
O local ficou sob bandeira amarela, no os dois Toyotas acabaram excedendo a velocidade no local e foram punidos em 60 segundos.
Nas demais classes, nenhuma mudança significativa.

86a 24 Horas de Le Mans - Uma nova liderança para a líder... Toyota


O dia já se faz em Sarthe e a liderança tem novo dono: Kazuki Nakajima ultrapassou Kamui Kobayashi e retoma a dianteira da prova para o #8.
A tendência é acabe abrindo uma boa diferença para quando Sebastién Buemi assumir o volante.
A prova se encontra com bandeira amarela na zona de Indianápolis, após o #47 da Cettilar Villorba ter ido para a barreira de pneus.

86a 24 Horas de Le Mans - Japas



Estamos se encaminhando para as 6 Horas da manhã em Sarthe. O sol está para nascer e a batalha entre as duas Toyotas se engrandece, agora com os dois japoneses ao volante: Kobayashi tem feito um stint primoroso ao rodar constantemente mais veloz que Nakajima (#7) e isso fez a diferença subir consideravelmente para os 14 segundos.
A foto que encabeça a postagem é do #11 da SMP, que se encontra na 52a posição com 52 voltas de atraso para o líder.
Na P2, a G-DRIVE continua muito bem na liderança, assim como a Porsche com o #92 na GTE-PRO e na GTE-AM com o #77 da Dempsey-Proton.

sábado, 16 de junho de 2018

86a 24 Horas de Le Mans - Na madrugada tudo acontece

É aquele momento em que as coisas passam a ficar mais tensas. Os carros tendem apresentar defeitos devido a fadiga do equipamento. Para a Rebellion, com seu #3 que estava intacto, acabou que este entrou para o Pit Lane e foi imediatamente recolhido para o box com suspeita de problemas no assoalho. Uma pena, pois o ritmo era bom e terceiro lugar estava bem seguro. No entando, é o #1 da equipe que ocupa a terceira colocação no momento.
Enquanto isso a Toyota continua no comando, com o #7 a frente do #8 com menos de 50 segundos de diferença entre eles.

86a 24 Horas de Le Mans - 9a e 10a Hora

Esta nona hora breve poucas novidades. Talvez a única que vale nota foi a punição do Porsche #8 por ter ultrapassado o #48 em zona com bandeira amarela. Pagou o Stop & Go e seguiu, mas já longe do #7 que segue firme. A terceira colocação é do #3 da Rebellion.
Na LMP2 a liderança inabalável do G-Drive #26, que leva uma volta de vantagem sobre #36 da Alpine é uma volta sobre o terceiro, que é #23 da Panis-Barthez.
Na LMGTE-PRO a Porsche continua muito bem, com o #92 e #91 a ocuparem as duas primeiras posições. Em terceiro aparece o Ford #68. O BMW 81 que vinha muito bem nas últimas horas, apresentou problemas e foi recolhido para os boxes. Voltou um bom número de voltas depois e agora ocupa a décima segunda posição na classe.
Na LMGTE-AM o Porsche #77 ainda é o líder, seguido pelos Ferrari da JMW (#84) e Keating Motorsports (#85).





86a 24 Horas de Le Mans - 6a, 7a e 8a Horas

Nestas últimas horas foram os mais variados movimentos em Le Mans, iniciando por Juan Pablo Montoya que bateu na Indianápolis após assumir o comando do #32 da United Sports na sexta hora de prova. Se encontram na décima colocação da LMP2; A Toyota trocou mais uma vez peças do carro #8, desta vez a dianteira sendo que das outras vezes foram a seção traseira (2X); o Porsche #94 da Porsche GT Team da GTE-PRO teve problemas na suspensão e acabou indo aos boxes, onde se encontra até o momento; Paul Dalla Lana, quando estava prestes a entregar o Aston Martin #98 para Pedro Lamy, acabou escapando e batendo na Porsche Curve. Se encontram na 13a posição da classe - último na geral; o #17 da SMP vinha muito bem na LMP1, conseguindo se manter na batalha pela terceira colocação com o #3 da Rebellion. Porém uma escapada na Porsche Curve, acompanhada por uma batida de traseira, deixou o carro de fora por um longo período. Porém o piloto tentou retornar, mas ficou parado na área de escape daquele trecho forçando a Slow Zone.
Abaixo os três primeiros de cada classe:




86ª 24 Horas de Le Mans - 5ª Hora

Esta quinta hora foi totalmente dominada pelo... Safety Car! Um acidente entre o #4 da By Kolles com um Porsche (bem provavel que algum da Dempsey-Proton), fez com que o protótipo verde e cinza fosse ao encontro da barreira de pneus da curva... Porsche! Com isso, a entrada do SC foi inevitavel e ficou na pista quando faltavam treze, dez minutos para o fim da quinta hora.
A relargada foi bastante movimentada, com os dois Toyotas brigando pela liderança enquanto costuravam um trânsito pesado formado pelos GTs e LMP2.
Na LMP2 as posições se mativeram com o #26 da G-Drive na ponta, seguido pelo #36 da Alpine e pelo #23 da Panis-Barthez.
Os duelos continuam na GTE-PRO, mas a Porsche também continua na ponta com o #92. A BMW aparece bem com o #81 em segundo e outro Porsche #93 em terceiro. O Ford #66 apresentou problemas e ocupa a 16ª posição na classe.
Na GTE-AM o Porsche #77 mantém a ponta, sempre com o Ferrari #84 em segundo. A terceira posição é do Porsche #56 da Team Project. 

86ª 24 Horas de Le Mans - 4ª Hora

A quarta hora de prova transcorreu de forma tranquila. A Toyota continua firme na liderança, apesar do #8 ter trocado mais uma vez a seção traseira - assim como acontecera na abertura da segunda hora. O #7 liderou boa parte desta hora até ser superado pelo #8. A terceira posição é do #17 da SMP.
Na P2 o #38 da Jackie Chan teve outro pneu estourado, bem na metade da reta Hunnaudières. Os detritos deste estouro acabou acionando o Safety Car para que fosse limpo o local. Na liderança, a G-Drive se mantem forte com o seu #26, com o #36 da Signatech em segundo e o #23 da Panis-Barthez em terceiro.
Na GTE-PRO a liderança é do Porsche #91, mas as paradas de box mudaram um pouco o cenário sendo que agora é o BMW #81 em segundo e o #69 da Ford em terceiro.
Na GTE-AM a liderança é para o Porsche da Dempsey #77, seguido pelo Ferrari #84 da JMW e pelo Aston Martin #98.

86ª 24 Horas de Le Mans - 3ª Hora

Sem grandes mudanças nesta terceira hora. A Toyota se mantém na dianteira com o #7 e o #8, mas agora com um ritmo cadenciado ao rodarem na casa de 3'22, bem longe dos insanos 3'17 e 3'18 que andavam até a segunda hora. O #3 da Rebellion aparece em terceiro.
Na P2, a G-Drive continua na liderança com o seu #26. A Alpine com o #36 subiu para segundo e o #23 da Panis-Barthez é o terceiro. O #28 da TDS caiu para quarto na classe.
Na GTE-PRO a batalha continua entre os dois Porsche #91 e #92 que lideram. Porém, levaram advertências por terem excedido os limites da pista. O Ford #68 continua em terceiro.
Na GTE-AM o duelo é entre a Porsche e Ferrari: a liderança é do Porsche #77 da Dempsey, seguido pelo Ferrari #84 da JMW e pelo outro Porsche da Dempsey, o #88.

86ª 24 Horas de Le Mans - 2ª Hora

A Toyota se mantém na dianteira, mas com o #7 no comando após a parada do #8 nos boxes. Aliás este, no inicio da segunda hora, foi aos boxes para trocar a parte traseira. Fora isso, os ponteiros se mantem muito bem. A terceira colocação é da Rebellion com o #3, mas sempre em revezamento com o #17 da SMP por conta das paradas de box. O #1 da Rebellion recuperou-se e está em sexto.
Na LMP2 a G-Drive #26 se mantém na dianteira, sempre seguida pelo #28 da TDS e pelo Alpine #36 da Signatech. O #31 da Dragonspeed teve um pneu furado e caiu na tabela de classificação, ocupando agora a 19ª posição na classe. O #38 da Jackie Chan também teve um pneu furado e agora se encontra na 15ª posição.
A batalha na GTE-PRO continua e sempre com o duelo entre os dois Porsche #91 e #92 contra o Ford #68. Este último chegou a liderar, mas o Pink Pig retomou a liderança com as paradas de box. O #51 da Ferrari teve um pneu furado e caiu para 16º na classe.
Na GTE-AM o Porsche #68 da Gulf Racing acabou por se acidentar na Indianapolis - ocasionando uma Slow Zone para reparos - quando se encontrava em segundo. O carro foi para os boxes e já perdeu quatro voltas.
A liderança é da Ferrari da Spirit Of Race #54, com o Porsche #77 da Dempsey em segundo e o Ferrari da JMW #84 em terceiro. 

86ª 24 Horas de Le Mans - 1ª Hora

A 86ª edição da grande prova já está em andamento em Sarthe. A largada reservou uma pequena confusão entre o Rebellion #1 e o Dragosnspeed #10, sendo o que carro #1 acabou levando a pior e perdendo toda a dianteira. Isso o fez rodar toda a primeira volta sem a dianteira até chegar aos boxes. A Toyota conseguiu se manter à frente com seus dois carros, sendo que houve um curto revezamento entre eles. Neste momento, o #8 é quem segue a frente com dezoito segundos de vantagem sobre o #7. A terceira posição é do #17 da SMP; o Rebellion #1 não perdeu voltas e se encontra em 19º na geral; o #4 da By Kolles, que enfrentou problemas na largada, é o nono. O #10 da Dragonspeed é o sexto.
Na LMP2 é do #26 da G-Drive a liderança, uma vez que esta posição chegou a ser do #23 da Panis-Barthez que agora ocupa a quinta posição na classe. Mesmo antes de se iniciar as paradas de box, a TDS Racing com seu #28 já estava entre os três primeiros, mostrando o ótimo carro que tem para essa prova e agora é o segundo na classe. Em terceiro aparece o Alpine #36 da Signatech, que deve receber todas as atenções.
Na LMGTE-PRO duelos dos dois Porsche retrô, sempre com o #91 à frente do #92, animou bastante a classe. Mas tivemos também a disputa entre a Ferrari e Ford pela oitava posição da PRO. Com as paradas de box, o Ford #68 que já perseguia o Porsche #91 após a parada do #92, subiu para segundo no pit-stop e agora está a cerca de um segundo do Porsche 'Pink Pig". Em terceiro aparece o Porsche #91.
Na LMGTE-AM a Ferrari da Spirit of Race #54 desafiou o poderio dos Porsches da Dempsey-Proton Racing e Gulf Racing, chegando liderar a classe. Com as paradas de box, o Porsche da Gulf #86 lidera a classe, seguido pelo Ferrari #54 e pelo #88 da Dempsey. 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

86ª 24 Horas de Le Mans - Esperanças

(Foto: Toyota)
Sabemos que a grande classe deste ano está um tanto manca, pelo fato de apenas a Toyota estar num nível de tentar a vitória em Sarthe. Uma vitória que é tão sonhada pela fábrica que hora e outra bate na trave por conta dos seus famoso azares. Por outro lado, a polêmica que envolta a sua o seu favoritismo faz com que os fãs - uma boa parte deles - não queira que nenhum dos dois TS050 esteja na dianteira da prova quando a bandeira quadriculada for baixada no bater das 16:00 do domingo em Le Mans. Impossibilitar o ataque das equipes particulares que não possuem o sistema hibrido, gerou uma onda negativa para esta edição e por isso o desejo para que a Toyota não vença a prova é grande. Mas esta é uma discussão extremamente longa, onde posso expressar a minha opinião ao dizer que lá trás, ainda quando existia a presença de Porsche e Audi, a ACO/FIA podiam muito bem ter dado uma atenção melhor para as equipes que não tinham essa tecnologia. Certamente teriam evitado os atuais estresses...
Voltando para a corrida, a Toyota certamente tem os filmes de suas duas últimas edições bem guardadas como lição e desta vez, onde a vitória pode acontecer, o mantra dentro da equipe é que "devagar se vai ao longe" visto que, para muitos, a condução exagerada de seus pilotos principalmente na edição de 2017 poder ter influenciado para os problemas que afetaram os três carros naquela edição, sendo que dois foram limados na mesma hora. Ter uma condução mais cadenciada frente a toda essa situação que permeia a prova deste ano, fará mais sentido para que preservem ao máximo o equipamento. E caso as coisas vão mal - lembrando que estamos a tratar de uma longa prova - o uso do equipamento bem cuidado para um momento critico, é de grande valia. Bem provável que os seis pilotos da marca devem ter recebido todas os conselhos ao máximo, de tal ponto de saberem isso de memória.
Entre os não hibridos, a batalha tende a ser das mais apertadas: Rebellion e SPM estão bem próximas - como já vimos em Spa - e isso trará a essa turma uma gama de situações que podem definir seus futuros durante o certame. Apesar de não ter parecido tão bem, a By Kolles não é de se descartar da briga: acredito que tenham se preparado bem, uma vez que falharam a prova de abertura justamente para uma melhor ambientação para Le Mans. Os Ginettas... bem, não foram lá grande coisa devido os mais variados problemas, mas na última classificação melhoraram o passo chegando andar na casa de 3'23. Mas não devem passar de meros figurantes.
Na LMP2 a disputa tende a ser palmo a palmo, já que os tempos de volta foram bem próximos principalmente entre os Oreca que praticamente dominaram as ações. A TDS com o #28 foi o pole, mas por não ter feito a parada para a pesagem, teve as suas melhores voltas retiradas o que fez cair na tabela de tempos e largar apenas na 17ª posição da classe (25ª na geral). Mas podem muito bem escalar o pelotão e batalhar contra IDEC, Dragonspeed e G-Drive, que mostraram um bom passo e ocuparam as três primeiras colocações no grid da P2. Apesar de não terem aparecido tão bem até aqui, é para se observar o ritmo dos atuais campeões da classe LMP2 a Jackie Chan Racing.
A classe de onde esperamos os melhores e mais insanos duelos, a LMGTE-PRO teve na Porsche a sua grande dominadora com seus dois 911 RSR retrô dominando os treinos oficiais desde a primeira atividade. Mesmo que a Ford tenha feito um belo trabalho no treino livre, foram nas qualificações que a Porsche deu o ar da graça a comandar amplamente. Mas o domínio da Porsche e o bom ritmo da Ford podem sofrer uma pequena queda de rendimento com o BOP apresentado pela ACO para a prova de amanhã, onde ambas foram as mais "castradas", com adição de peso enquanto as demais tiveram uma diminuição, ou não, de peso: Aston Martin e BMW perderam 10kg, enquanto que a Corvette perdeu apenas 5kg e Ferrari continuou com o mesmo peso, no entanto tiveram um aumento na capacidade do tanque de combustível de de 92 para 93 litros; Porsche e Ford tiveram seus pesos aumentados para mais 10kg. A Aston ainda terá um aumento no boost que lhe dará cerca de 7cv. Ou seja, se a categoria estava fadada a ter um duelo particular entre Porsche e Ford, poderemos ter mais outros pretendentes na disputa.
E na LMGTE-AM, a Porsche também mostrou a sua força ao se posicionar com três 911 RSR (o pole e o terceiro sendo da Dempsey-Proton Racing e o segundo para a Gulf Racing), mas a Ferrari ainda pode dar luta a estes durante a prova. A classe também sofreu com o BOP divulgado pela ACO hoje: Aston Martin perde 10kg; Porsche ganha 10kg e Ferrari se mantém no peso. Talvez o equilibrio apareça.
Independente do que possa acontecer durante as 24 horas de prova, esta tende a ser mais uma grande edição. Mas haverá aqueles a esbravejarem e chorarem ao final. Aí restará saber se é de raiva ou alegria. 

86a 24 Horas de Le Mans - Toyota no comando


A Toyota confirmou a sua força e isso foi mostrada ainda com mais veemência quando o terceiro e último classificatório foi realizado: Kazuki Nakajima elevou o jogo ao manter o #8 com uma volta em 3'15"377, contra os 3'17"270 que fizera na primeira classificação. Ele foi simplesmente dois segundos melhor que o gêmeo #7, que não melhorou a sua marca estabelecida ontem (3'17"377). A Rebellion tem o #1 na terceira posição do grid, mas podiam ter feito uma dobradinha caso o #3 - que marcara originalmente o terceiro posto - não tivesse falhado a pesagem (algo que muitos outros de outras classes também não fizeram). Este largará em quinto.
Na LMP2 a pole original era da TDS Racing com o seu #28, mas este também sofreu punição por ter faltado a pesagem e perdeu suas melhores voltas, caindo para quarto. A IDEC Sports, que havia feito a pole provisória no primeiro treino, voltou a sua pole com a marca de 3'24"842. A segunda posição foi para o #31 da DragonSpeed e o terceiro posto para o #26 da G-DRIVE. A classe sofreu com alguns incidentes e acidentes desde a segunda qualificação - onde ocorreu boa parte deles e também o mais preocupante que foi causado pelo #47 da Cettilar Villorba, quando este, com o italiano Giorgio Senargiotto, acabou batendo após perder a dianteira na freada para a primeira chicane da Hunnaudières. O Dallara levantou vôo, mas acabou aterrissando de lado sem provocar capotamento. Este acidente causou a bandeira vermelha que pôs fim mais cedo ao segundo treino. O piloto nada sofreu.
A Porsche teve o domínio nas duas classes dos GTs: na PRO, o tempo feito pelo Porsche #91 no primeiro treino foi o suficiente para que chegasse a pole. Na verdade, nenhum dos três primeiros melhoraram seus tempos, com o Porsche #92 e o Ford #66 ficando com as mesmas marcas do primeiro treino.
Na LMGTE-AM, a Porsche não teve oposição: a Dempsey-Pronton Racing manteve o #88 na pole, mas a possível dobradinha foi quebrada pelo Porsche #86 da Gulf Racing. A terceira colocação foi para o outro carro da Dempsey, o #77.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

86a 24 Horas de Le Mans - 1o Treino Classificatório


O primeiro classificatório em Sarthe não fugiu muito a regra do que havia acontecido no treino livre que aconteceu mais cedo: a Toyota comandou sem nenhuma ameaça, tendo no #8 a melhor marca - que foi feita por Nakajima - com o tempo de 3'17"270, sendo acompanhado de perto pelo gêmeo TS050 #7 que fez o segundo lugar com o tempo de 3'17"377. Os não Híbridos estiveram bem: apesar de boa parte achar que o abismo entre os Toyotas e os rivais mais próximos seria maior, Stephane Sarrazin pôs o BR Engineering #17 da SMP na terceira colocação, ficando 2.213 segundos atrás do melhor Toyota. O melhor Rebellion aparece em quarto, com o #1 ficando 2.3 segundos pior que a marca da pole provisória. Quem não teve uma boa jornada foram os Ginettas, que enfrentaram uma série de problemas e ficaram em últimos na classe e até mesmo abaixo dos carros da LMP2.
Falando na LMP2, esta teve o melhor tempo sendo feito pelo Oreca da IDEC Sport com a marca de 3'24"956, o que foi um belo tempo se levarmos em conta o equilíbrio dessa classe. A segunda posição foi para a TDS Racing (3'25"240) e a terceira posição para a G-Drive (3'26"447).
Na LMGTE-PRO a Porsche manteve a sua boa forma ao cravar o melhor tempo com o #91 (3'47"504), seguido pelo #92 que ficou um segundo e meio acima (3'49"097). A Ford, com o #66, esteve próxima com a marca de 3'49"181. A Aston Martin, atual vencedora da classe, decepcionou até aqui ao fechar as duas últimas posições.
A Porsche também esteve muito bem na LMGTE-AM: os dois Porsche 911 da Dempsey-Pronton Racing ficaram com as duas primeiras posições, sendo o #88 o mais veloz (3'50"728 e ficando a frente de alguns GTE-PRO) e o #77 com a marca de 3'51"930. A terceira posição foi de outro Porsche 911, da Gulf Racing, ao marcar 3'62"517.
Os outros dois treinos que definirão o grid oficial, acontecerá amanhã. 

86a 24 Horas de Le Mans: 1o Treino Livre


O primeiro treino livre para as 24 Horas de Le Mans teve na liderança na geral a Toyota, que comandou todas ações das três horas de treino especialmente com o #7. No entanto, vimos a SMP Racing e Rebellion andar bem e próximo dos carros japoneses e até mesmo melhor, como foi visto por um período onde o #8 chegou ocupar a quinta colocação.
No final do treino a lógica se estabeleceu, com o #7 cravando a marca de 3'18"718 contra 3'19"275 do #8 feito por Buemi nos minutos finais do treino. A terceira colocação foi para o Rebellion #3 com o tempo de 3'19"426.
Na LMP2 melhor tempo para o #26 da G-Drive com a marca de 3'26"29. A segunda colocação foi para a IDEC Sport (3'27"054) e a terceira posição para o TDS Racing (3'27"817).  Por um bom tempo a diferença entre o primeiro e o oitavo esteve no mesmo segundo.
Na LMGTE-PRO a Ford até iniciou bem os trabalhos, mas a Porsche ditou o ritmo como bem quis ao posicionar três dos seus quatro 911 na dianteira deste treino. O # 93 fez a marca de 3'50"121, com o #92 em segundo (3'50"859) e o #91 em terceiro (3'50"862). O melhor dos Ford apareceu em quarto, com o #66 ocupando a posição.
O domínio da Porsche estendeu-se para a LMGTE-AM, onde o Porsche #88 da Dempsey-Pronton Racing foi a mais veloz com a marca de 3'52"903. Seguiu o outro Porsche #86 da Gulf Racing (3'53"834) e pelo Ferrari #54 da Spirit of Race (3'53"976).
A primeira qualificação se iniciará a partir das 17:00 (horário de Brasília), 21:00 (horário de Le Mans).

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Foto 692: Os trinta anos do grande duelo



Derrubar a Porsche do seu pedestal no Endurance nos anos 80 não era uma tarefa das mais fáceis. A Lancia com seu modelo LC2 ofereceu alguma resistência a Porsche, mas quando se tratava das 24 Horas de Le Mans essa chance de confrontar os alemães desaparecia. A fábrica de Weissach, com seus 962 e 956 servindo equipes particulares, semi-oficiais e oficial, dominava de forma ampla a famosa prova. Tanto que o domínio se estendeu de 1981 até 1987, incluindo a famosa frase "Nobody's Perfect", quando a Porsche fechou as 24 Horas de Le Mans de 1983 com nove carros entre os dez primeiros. O Sauber-BMW acabou sendo o "penetra" nesta festa porschiana, ao chegar na nona posição. Mas este era apenas uma pequena "falha" no que poderia ser perfeito naquela edição. No entanto, nos anos seguintes, tirando proveito de seus 956 e 962, a Porsche foi soberana. Era difícil alguém pensar que alguma fábrica pudesse quebrar essa hegemonia.  A Jaguar, atual campeã do mundo, já havia "trincado" o cristal ao derrotar a Porsche na disputa pelo título de 1987, mas em Le Mans acabaram falhando por conta de problemas mecânicos. No entanto, o projeto para conquistar novamente as 24 Horas de Le Mans - algo que não acontecia desde 1957 - ainda estava em voga. Portanto, os ingleses eram os mais credenciados a tal façanha: tomar de assalto as 24 Horas de Le Mans de 1988.
O início do World Sports Car Championship de 1988 era do mais animador para a Jaguar: das quatro provas disputadas antes de Le Mans, a fábrica britânica venceu três delas (Jarama, Monza e Silverstone) e a outra foi vencida pela Sauber (a prova de abertura, em Jerez). Para a Porsche, o melhor resultado até então era um terceiro lugar em Jerez com o Team Joest. O que ficava claro é que o 962 parecia chegar ao máximo de sua evolução frente a carros muito mais bem preparados – e novos – como era o caso no Jaguar XJR-9 e o Sauber C9 Mercedes, que já despontava como uma das grandes forças. A chegar no território preferido da Porsche, o cenário era totalmente desfavorável a fabrica alemã, mas... ali os protótipos alemães ganham uma força extra e mesmo estando por baixo, pareciam ganhar uma força acima da média. Por outro lado, as rivais mais próximas também tinham as suas ambições para aquela prova.
Além da Porsche com seus 962 – num total de 12 carros – a Jaguar levou uma esquadra de cinco XJR-9 que foram confiados a equipe oficial de Tom Walkinshaw: o #1 (Martin Brundle/ John Nielsen); #2 (Jan Lammers/ Johnny Dumfries/ Andy Wallace); #3 (John Watson/ Raul Boesel/ Henri Pescarolo); #21 (Danny Sullivan/ Davy Jones/ Price Cobb); #22 (Derek Daily/ Larry Perkins/ Kevin Coogan).  A Sauber Mercedes alinhou  seus dois C9 com o #61 para Jochen Mass/ Mauro Baldi/ James Weaver e o #62 para Klaus Niedzwiedz/ Kenny Acheson. Por mais que a Porsche estivesse com a sua costumeira horda de 962, os reais favoritos eram da equipe de fábrica Porsche AG. Com as cores icônicas da Shell, os três carros ficaram aos cuidados de Hans Stuck/ Klaus Ludwig/ Derek Bell (#17); Bob Wollek/ Vern Schuppan/ Sarel van der Merwe (#18);  e o #19 sendo um carro totalmente familia, com Mario, Michael e John Andretti ao volante. Os possiveis vencedores já estavam com as suas maquinas a postos para a real batalha em Sarthe.
A Porsche não decepcionou e mostrou a sua classe naquele território: com a alimentação do turbo elevada para a qualificação, os alemães levaram as três primeiras posições sem grandes dificuldades, com o #17 a cravar a pole com a marca de 3’15’’640. Os números #18 e #19 seguiram para formar a trinca porschiana, enquanto que o melhor dos Jaguares aparecia em quarto com o #1. O #2 era o sexto; #21 o nono; #22 o décimo primeiro e o #3 o décimo segundo. O grande desfalque para aquela edição remontava a Sauber Mercedes: os dois carros chegaram a treinar, mas o estouro de um dos pneus do #62 quando Niedzwiedz estava no comando deixou a cupula da Sauber – e claramente, também da Mercedes – assustados com o acontecido e resolveram retirar seus dois carros. O grande problema é que este estouro do pneu não era novidade para eles: Mike Thackwell teve um pneu estourado em 1987, forçando seu abandono e para piorar a situação, Mauro Baldi teve os dois pneus traseiros de seu Sauber estourados quando testava em Monza, no inicio de 1988. Isso levou pilotos seus pilotos a recusarem andar em Le Mans por conta da famosa Hunadiéres-Mulsane, como ficou bem visto na opinião de Jean Louis-Schlesser. Mauro Baldi, que havia sentido na pele o que é ficar perdido sem pneus num circuito veloz, também acompanhou a opinião de seu companheiro. Para piorar a situação, a Michelin não deu nenhum retorno seguro se aquilo que acontecera com Niedzwiedz poderia voltar acontecer e aliado com as lembranças macabras que acontecera em 1955 com carros Mercedes, o jeito mais lógico foi retirar as suas inscrições. O que prometia ser um duelo fabuloso entre as três grandes favoritas, se resumiu a uma discussão entre Porsche e Jaguar pela vitória em Sarthe.
Os treinos em Sarthe serviram para imortalizar o recorde do WM-Peugeot #51 que cravou a marca de 405 Km/h na Mulsanne feita por Roger Dorchy, nesta que foi a penúltima vez que prova foi realizada sem adição das chicanes na famosa reta.
Quando a largada foi dada, estavam em jogo os sete anos de dominio absoluto da Porsche e a retomada da Jaguar em tentar chegar novamente ao topo daquela prova que havia sido quase que dominada por ela nos anos 50. Apesar da boa partida dos Porsches, a Jaguar com o #2 assumiu o comando logo cedo e a partir se deu o duelo contra #17 da Porsche que seria a grande batalha por toda as 24 Horas. Porém, os problemas foram dos mais variados para as duas fábricas e talvez a Porsche é quem tenha sofrido mais: por um certo momento, na madrugada, o #18, com Wollek ao volante, estava em grande forma ao cair da noite, mas problemas na bomba d’água o fez perder duas voltas. O Porsche da familia Andretti também teve o mesmo problema quando o relógio batia meia noite e isso fez com que a peça também fosse trocada. Por precaução, o #17 foi chamado ao box para substituir a peça. Descobriram em seguida que o problema era ruptura de um dos dutos, exatamente onde este dava uma volta. Com 192 voltas completadas, a Porsche perdia o seu #18 com motor quebrado. Nos lados da Jaguar, as coisas não eram tão diferentes: o #3 foi limado da prova na volta 129 com problemas no câmbio, quando Pescarolo estava no comando; o #21 teve inúmeros problemas no câmbio, chegando a ter a caixa de transmissão desmontada e remontada duas vezes, mas sem nunca resolver os problemas de vibrações; o #1 abandonou na volta 306 com problemas mecânicos; o #2 teve problemas mais amenos, mas nem por isso preocupantes, quando foi visto o
carro entrar no boxes para que a parte traseira fosse reparada após um toque do Porsche #5 de Jesus Pareja. Pela manhã, foi a vez do para-brisa ser trocado. Nestas duas trocas, o tempo perdido foi de minutos somando estes contratempos. O único Jaguar que não sofreu com problemas foi o #22, mas o baixo rendimento do carro não deixou o trio Daly/ Cogan/ Perkins sonhar alto e o quarto lugar na geral foi o que conseguiram. Voltando para a Porsche, esta ainda sofreria problemas quando o Porsche dos Andretti sofreu uma fuga de combustvel e um furo em um dos pistões, que o fizeram rodar as últimas sete horas com apenas cinco cilindros. A sexta colocação para eles saiu de bom tamanho até.
O duelo entre o Jaguar #2 e o Porsche #17 sempre esteve em voga, mesmo que os problemas tenham atrapalhado. Porém, a falha de Ludwig na quarta hora ao tentar fazer duas voltas com o tanque reserva matou as chances da Porsche em conquistar mais uma em Sarthe. O Porsche #17 apareceu extremamente lento na zona das curvas Ford e dali até os boxes, ele perdeu mais de cinco minutos que foram cruciais, uma vez que a diferença deles para o Jaguar #2 foi de 2 minutos e 36 segundos, mesmo após perder duas voltas após o acontecido. Norbert Singer, então chefe do programa da Porsche, falou alguns anos depois sobre o acontecido: "Klaus Ludwig cometeu um erro ao tentar fazer duas voltas com o tanque de combustível  reserva, o que era impossível. Mas pelo menos ele chegou à chicane da Ford, pouco antes da linha de chegada. Nos últimos 200 metros ele pilotou com o motor de arranque e o carro perdeu duas voltas, o que teria sido o suficiente para vencer. Problemas técnicos acontecem em uma corrida, mas um erro de piloto como esse não deveria acontecer". No decorrer de toda a prova, a distância entre os dois carros variavam até uma volta de diferença, que era descontado ou aumentado conforme as fases da prova avançava. Talvez Jan Lammers tenha sido o mais elogiado daquele trio do Jaguar #2, ao conseguir domar bem o XJR-9 e ter toda a paciência para abrir e fechar aquela jornada para os ingleses. Principalmente o final, quando o carro passou a ter problemas no câmbio e Lammers teve todo cuidado para trocar as marchas.
Independente do que aconteceu durante a prova, a grande velocidade dos Jaguares XJR-9, aliada aos poucos problemas enfrentados pelo carro vencedor, foram importantes para o desfecho a favor dos ingleses. Enquanto que o erro de calculo de Ludwig tenha doído para os alemães, eles sabem que isso poderia ter colocado mais fogo na corrida principalmente na sua parte final uma vez que este Porsche #17 não teve problemas e a sua única parada de box para fazer um grande reparo foi justamente para a troca da bomba d’água por pura precaução, já que os outros dois carros tinham enfrentado problemas semelhantes.
Enquanto que a Porsche lambia as feridas e perdia a sua hegemonia de sete anos, a Jaguar voltava a linha de frente em Sarthe em grande estilo.
E a história acontecia mais uma vez em Le Mans.