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domingo, 10 de maio de 2026

6 Horas de Spa Francorchamps - Enfim, BMW

(Foto: DPPI)

É bem provável que os olhos estivessem voltados para as equipes francesas nessa segunda etapa do Mundial de Endurance: a pole position da Peugeot, a primeira dela após o retorno em 2024, foi um dos grandes momentos para eles devido toda a dificuldade encontrada nas últimas temporadas e, claro, mostra alguma evolução para o seu elegante 9X8. Para a Alpine, que já anunciou a sua saída do mundial ao final desta temporada, uma segunda fila toda dela também trazia uma esperança de poder lutar pela vitória. Isso seria um sonho para os "Le Bleus" e também para a Peugeot já que estamos há 30 dias para mais uma edição das 24 Horas de Le Mans. Mas, no meio de todo o percurso, sempre existe as armadilhas.

As duas equipes francesas estiveram bem nas horas iniciais, mesmo que ainda houvesse a intromissão da Jota Sport com o seu Cadillac #12 de Will Stevens que assumiu a ponta após a largada. Mas isso era apenas um detalhe e, quem sabe, mais adiante, as coisas poderiam voltar ao controle. Apesar dos esforços, a Peugeot viu o seu pole position #94 sair da corrida na terceira hora quando Jakobsen acabou acertando o desgovernado Mercedes AMG GT3 da Iron Lynx pilotado por Matteo Cressoni no S da Le Combes. Isso pôs fim a chance da Peugeot conseguir uma possivel vitória em Spa.

Por mais que as atenções ainda estivessem voltadas para Cadillac e Alpine, a BMW surgiu com uma estratégia interessante ao parar fora da janela tradicional das demais equipes, o que lhes dava uma vantagem de mais tempo de pista. Com a queda das Alpine e da Cadillac - cauasados por incidentes, ritmo ou punições - a BMW assumia as duas primeiras posições e passava a vislumbrar uma importante chance de vencer em casa, já que a equipe WRT é belga. 

O sumiço da Cadillac, Alpine e Peugeot também proporcionou a chance para que Ferrari e Toyota, que não brilharam na classificação, pudessem entrar na brincadeira e ameaçar uma possível conquista da equipe belga-saxônica. E ainda tinha a Aston Martin com seus Valkyrie que estavam em grande forma, apesar de ter perdido o #009 na Kemmel quando tentou ultrapassar o Alpine #35 em plena reta. 

As voltas finais foram interessantes com Robin Frijns no BMW #20 escapando na liderança e procurando se desvencilhar como podia do tráfego pesado, assim como também Kevin Magnussen no comando do BMW #15 ques ficou com o "trabalho sujo" de segurar os ataques do Ferrari #50 de Antonio Fuoco e eventualmente do revitalizado Toyota #7 com Kamui Kobayashi, que mais tarde perderia terreno e também a quarta posição para um veloz e surpreendente Aston Martin #007 com Tom Gamble que confirmou uma belíssima apresentação do carro inglês. 

René Rast, que forma o trio junto de Robin Frijns e Kevin Van Der Linde, comentou sobre essa primeira conquista da BMW desde o retorno da marca ao mundial em 2024: “É uma história inacreditável para nós. Foi um longo caminho percorrido – estávamos esperando por este momento nos últimos dois ou três anos. Todos trabalharam muito duro, e celebrar nossa primeira vitória na Bélgica, onde a WRT corre em casa, é algo muito especial.”. A BMW voltou a vencer no campeonato mundial após quase 45 anos, quando Hans Joachim Stuck e Nelson Piquet venceram os 1000km de Nurburgring de 1981 com o BMW M1 da BASF Cassetten / Team GS-Sport. Na ocasião foi a sétima etapa do Mundial de Marcas daquele ano. E a última grande vitória da marca bávara remonta às 24 Horas de Le Mans de 1999 que foi vencida por Joachim Winkelhock/ Pierluigi Martini/ Yannick Dalmas.

“A equipe fez um milagre em termos de estratégia. Eles me colocaram na frente, e aí o carro simplesmente voou e, com ar limpo, tivemos um ritmo ótimo. Fizemos ótimas paradas nos boxes, não cometemos erros e não tivemos nenhum contato. Foi um dia incrível!”, destacou René Rast. Além da ótima estratégia os dois M Hybrid V8 estavam muito bem de reta, o ajudou muito nas defesas de Magnussen frente as investidas de Fuoco.

Além dos destaques positivos da BMW e Aston Martin, a Genesis Magma Racing conquistou seus primeiros pontos com a oitava colocação conquistada pelo Genesis GMR-001 Hypercar #17 que teve Pipo Derani fazendo o stint final e segurando todas as investidas do Cadillac #12, Toyota #8 e Alpine #36. Derani, que completa o trio junto de Andre Lotterer e Mathys Jaubert no #17, comentou sobre esses primeiros pontos da equipe Genesis: “Foi muito difícil, porque desde o momento em que entrei no carro, quase duas horas e 40 minutos antes do final, estávamos lutando contra um problema no trem de força. Perdemos muito desempenho por causa disso e, definitivamente, ficamos um pouco receosos de que teríamos dificuldades até o final. Tivemos um pouco de sorte com a bandeira amarela que nos uniu, mas no fim das contas, estávamos lá para aproveitar a oportunidade e lutar pelos nossos primeiros pontos, então estamos muito orgulhosos da equipe, muito orgulhosos de todo o grupo. Não foi fácil chegar até aqui, e não é para ser fácil, porque estamos em um campeonato de altíssimo nível. Dito isso, devemos estar muito orgulhosos do que conquistamos, mas mantemos os pés no chão, pois sabemos que temos muito trabalho pela frente.”

Na LMGT3, vitória para a Garage 59


(Foto: DPPI)

Após o drama vivido nas 6 Horas de Ímola, etapa de abertura do mundial 2026, onde o Mclaren #10 da Garage 59 viu a sua vitória escorrer pelos dedos na última meia hora por problemas no alternador. Em Spa, durante os treinos, parecia que a maré baixa continuaria já que o carro enfrentava contratempos por conta da direção. E juntando esses problemas, mais a classificação que foi das melhores ao anotarem apenas a 15ª posição na classe, o cenário não era nada animador.

Mas corridas de endurance dão uma ótima oportunidade para as coisas comecem a se alinhar, e foi o que aconteceu quando o trio formado por Antares Au/ Tom Fleming/ Marvin Kirchhöfer levaram o Mclaren 720S LMGT3 Evo #10 ao topo da prova, recebendo a primeira posição de "presente" após a punição levada pela Ferrari #21 da Vista AF Corse.

"Fui eu quem colocou a equipe nessa situação, classificando o carro em 15º lugar", lembrou Antares Au. " Então, achei melhor encontrar uma maneira de nos tirar dessa.Tivemos a sorte de estar numa posição relativamente favorável em comparação com os outros. Saímos dessa situação muito bem. Conseguimos evitar incidentes e completar voltas consecutivas." completou o piloto de Hong Kong

Marvin Kirchhöfer também destacou o desempenho de seus companheiros no Mclaren #10, assim como a equipe: "Antares e Tom fizeram um trabalho notável. Eles também evitaram penalidades, o que eu acho que foi um dos fatores mais decisivos para nos permitir assumir a liderança sobre a Ferrari.”

"E não podemos nos esquecer da equipe. Eles foram incrivelmente eficientes durante as paradas nos boxes, e forçamos a AF Corse a cometer um erro ao tentar uma relargada perigosa. Eu soube imediatamente, assim que aconteceu, que eles provavelmente receberiam uma penalidade por isso.

Isso foi confirmado após 15 ou 20 minutos do meu turno, mas, ao mesmo tempo, conseguir manter a pressão e evitar ser ultrapassado não foi a coisa mais fácil do mundo." concluiu Marvin.

Para o Ferrari #21 da Vista AF Corse acabou sendo um grande desastre nesse final quando Alessio Rovera teve uma saída de box insegura na sua última parada de box e isso implicou nos 5 segundos que lhes tiraram a vitória, sendo que estiveram em toda prova entre os três primeiros. 

Outra equipe que esteve muito bem e que poderia muito bem ter conseguido um resultado interessante, foi a Proton Competition com seu par de Ford Mustang GT3 que estiveram em algum momento da prova com boas oportunidades. O #77, na ocasião pilotado por Eric Powel, assumiu a liderança com cinco voltas de corrida após uma bela ultrapassagem sobre o pole Lexus #87, mas o sonho foi para o espaço quando o mesmo abusou na Stavelot e ficou na brita. O gêmeo #88 também chegou liderar a prova, mas um bocado de punições por conta de track limits e drive-through os tiraram da luta. 

A Lexus ainda possuia alguma chance de brigar por pódio, mas abrandou o ritmo no final e acabou despencando de terceiro para sexto na classe.

O Mundial de Endurance volta em junho para a realização de sua jóia maior: as 24 Horas de Le Mans que realizaraá a sua  94ª edição

sexta-feira, 6 de junho de 2025

93ª 24 Horas de Le Mans - Pesagem Dia 1


Podemos dizer que a festa em Le Mans começa a partir do tradicional Scrutineering? Sem dúvida alguma esse momento tem se tornado um clássico para aqueles que esperam ansiosamente para terem os primeiros contatos com equipes, carros e pilotos na Place de La République. É o start para a grande semana desta 93ª Edição das 24 Horas de Le Mans. 

Entre carros das classes Hypercar, LMP2 e LMGT3, foram 39 inspecionados nesta sexta-feira e entre uma inspeção e outra, entremeadas a autógrafos e fotos, alguns personagens que farão parte dessa grande edição falaram com o site oficial das 24 Horas de Le Mans.


Sendo o primeiro para este dia inicial de inspeção, é uma bom sinal? O BMW Team WRT teve um dos seu BMW M Hybrid V8 abrindo a fila dos carros a serem inspecionados. Vicent Vosse, chefe da equipe, analisou a atual fase da equipe e manteve a cautela, esperando para ver como serão os testes do próximo domingo:  "Temos feito progressos constantes desde junho de 2024. Entendemos melhor o carro. Tivemos algumas boas corridas no final da temporada passada, mas também em 2025. Apesar disso, não sabemos realmente o que esperar aqui, porque o circuito é diferente dos outros. No domingo, após o Dia de Teste, teremos uma primeira opinião sobre o nosso nível de desempenho."

No entanto, Dries Vanthoor, que estará no comando do BMW M Hybrid V8 #15 junto de Rafaelle Marcielo e Kevin Magnussen, foi direto ao ponto indicando que sim, eles tem uma grande chance: “Podemos vencer a corrida”.



A Peugeot experimentou um breve sucesso em algumas horas na edição de 2023, quando ela estreou no campeonato naquele ano. De lá para cá, com uma nova abordagem para com os 9X8, teve alguns bons momentos e nas 6 Horas de Spa-Francorchamps, última etapa do WEC, estiveram muito bem na prova. Löic Duval, que estará na pilotagem do 9X8 #94 junto de Malthe Jakobsen e Stofel Vandoorne, se apega na boa apresentação da equipe em Spa: “Durante a as 6 Horas Total Energies de Spa-Francorchamps, lutamos na frente com as Ferraris, BMWs e Toyotas. O resultado da corrida não foi o que esperaávamos, mas tivemos o desempenho necessário para colocar os dois carros entre os 5 primeiros.”. Prestando atenção nas palavras de Jean-Marc Finot, chefe de automobilismo da Stellantis, talvez tenha alguma esperança de que a Peugeot consiga mesmo um bom papel nesta edição frente aos grande concorrentes: “Vamos lutar para fazer a melhor participação possível. Nunca na história do automobilismo vimos tantos fabricantes participarem. Vamos experimentar 24 horas de suspense”.

 

 


Ainda entre os donos da casa, a Alpine espera ter uma jornada bem melhor que a do ano passado quando perdeu seus dois carros num curto espaço de tempo, incluindo um belo estouro de motor. Os últimos resultados foram bem animadores com pódios nas últimas etapas, inclusive, chegando a desafiar a Ferrari em Spa. De todo modo, apesar dos bons momentos em provas passadas, Bruno Famin, Diretor da Alpine Motorsport, reconhece que Le Mans é outro mundo e requer cautela: “Foi realmente gratificante. Apesar disso, as 24 Horas de Le Mans tem suas especificidades e dificuldade. Não devemos nos deixar levar. Vamos nos concentrar em continuar progredindo. O punico objetivo que estabelecemos para nós mesmo é não nos arrenpendermos no domingo, 15 de junho.”

 

 


A Cadillac tem sido constantemente apontada como uma força para vencer a grande prova nos últimos anos, mas problemas, acidentes e enroscos com outros competidores, tiraram dos carros americanos a possibilidade de pegarem o lugar mais alto do pódio. Para esta edição, serão quatro carros para três equipes e espera-se que um grande resultado. Sébastien Bourdais, que estará ao lado de Earl Bamber e Jenson Button no Cadillac V-Series #38 do Hertz Team Jota, destaca a evolução neste ano: “Mostramos bons resultados desde o ínicio da temporada; é preciso dizer que a equipe está ganhando impulso. A Cadillac instalou um novo chicote eletrênico no carro, o que resultou em um período de adaptação. Nas 6 Horas de Spa-Francorchamps da Total Energies, demonstramos um bom nível de desempenho, terminando em quinto e sexto lugares. O carro tem potencial, então todos sonhamos com um grande resultado.”



O retorno da Aston Martin, até aqui, não tem sido dos melhores, mas a sua marca mais presente, além da beleza incontestável dos Valkyrie, é a sinfonia do V12 que o coloca em pé de igualdade com os V8 da Cadillac em termos de preferência do público. O experiente Harry Tincknell, que conduzirá o #007 junto de Tom Gamble e Ross Gun, destaca o trabalho pesado nos últimos meses para levar o Aston Martin Valkyrie no nível dos demais: “É muito emocionante participar da corrida com este carro. Ele tem potencial para se tornar uma lenda. De qualquer forma, esse é o destino que queremos oferecer a ele. Nos últimos seis meses, tanto nos testes quanto durante as corridas, trabalhamos duro para fazê-lo progredir em termo de desempenho e confiabilidade. Hoje, podemos dizer que ele melhorou em todas as áreas”.

 

Nos LMP2 a batalha pela vitória é sempre a mais apertada das classes, sobrepondo até mesmo aos GTs em edições anteriores. Não é de estranhar que velhos conhecidos queiram escrever o seus nomes na história de Le Mans nesta classe.

 A Inter Europol Competition já teve bons momentos em Le Mans, mas nunca chegou a vitória. Mas seria esta edição a grande chance? Para Tom Dilmann, que pilotará o Oreca 07-Gibson #43 da equipe junto de Jakub Smiechowski e Nick Yelloly, é uma ótima oportunidade: “O objetivo é vencer. Temos a equipe e a tripulação para alcançá-lo. Apeasr disso, há muitos parâmetros a dominar. É preciso ser muito sério, muito focado... e estar pronto para enfrentar todas as condições. Este ano, vencemos as 12 Horas de Sebring. Se pudéssemos vencer as 24 Horas de Le Mans, seria ótimo”.

 


Outro carro querido pelos torcedores, o Oreca #99 da AO By TF com a liverý do “Dragão”, também estará nessa batalha para buscar escrever o seu nome na galeria de campeões desta classe nas 24 Horas de Le Mans. P.J Hyett, que estará junto de Dane Cameron e Louis Deletraz, acredita na equipe incorporando o espírito do simpático mascote para chegar ao triunfo: “Na equipe, todos estão trabalhando para colocar o carro na frente. Um dragão está representado em nossa carroceria e é assim que estaremos na pista”.

 

Na LMGT3 a batalha promete ser intensa, claro. A herdeira natural das classes LMGTE-PRO e AM, teve bons momentos na edição de 2024 que marcou a primeira sob o regulamento consagrado GT3 e para este ano, com novos players na disputa, tende a ser bem interessante.

A United Autosports, com seu par de Mclaren 720S LMGT3 EVO, vem embalada em torno das festividades dos 30 anos da única conquista da Mclaren nas 24 Horas de Le Mans com o legendário Mclaren F1 GTR na edição de 1995. Uma conquista nessa classe seria algo bem interessante para ir pavimentando a ida da Mclaren à classe principal em 2027. Grégoire Saucy, piloto do #59 ao lado de James Cottingham e Sébastien Baud, se apega a marca festiva e o bom desempenho do 720S para chegar à vitória: “Este aniversário nos deixa ainda mais ansiosos para vencer. Estamos confiantes porque sabemos que o carro é capaz.”

 


Se existe um retorno que sempre mexe com os sentimentos daqueles acompanham a história das 24 Horas de Le Mans, esse é o da Mercedes. Seja em qual for a classe, a presença da equipe da heráldica de três pontas é sempre celebrada, ainda mais nesta edição onde os três AMG LMGT3 da Iron Lunx estarão com o clássico prata como livery para homenagear o icônico Sauber C9 Mercedes que venceu a edição de 1989. Ainda que seja especial este retorno à Le Mans e também a homenagem, Maxime Martin, que fará trio com Martin Berry e Lin Hodenius no #61, destaca o foco em fazer uma corrida sem incidentes para todos possam chegar ao final da maratona dos dias 14 e 15 de junho: “Participar das 24 Horas de Le Mans é sempre uma experiência excepcional, mas contribuir para o retorno da Mercedes é ainda mais especial. Agora, temos que dar o nosso melhor para chegar à linha de chegada. Temos que fazer uma corrida limpa. Seria pretencioso dizer que podemos vencer na primeira tentativa.”

As inspeções continuam amanhã e ao final do dia acontece o desfile pelo centro da cidade de Le Mans.

FOTOS: Dailysportscar.com

quinta-feira, 5 de junho de 2025

93ª 24 Horas de Le Mans - Outros nomes para o Test Day em Le Mans


O Cadillac V-Series do Hertz Team Jota já em Le Mans
(Foto: Jonathan Grace/ Sportscar 365)

O Dia de Testes em La Sarthe não se limita apenas a ver se está tudo ok com os carros, mas também para que os pilotos, mesmos aqueles que fiquem apenas na reserva para qualquer eventualidade, possam estar muito bem familiarizados com o percurso da prova e com o bólido. E desta vez, não será diferente. 

Especialmente as equipes da Hypercar terá um piloto a mais para testar os carros, sendo que em alguns casos, como o de Earl Bamber, estará dividido em duas frentes neste domingo: o piloto neozelandês estará no comando dos dois Cadillac V-Series da Hertz Team Jota - equipe qual ele defende no WEC - assim como no #311 da Action Express Racing que compete regularmente no IMSA. A sua missão neste domingo é verificar se está tudo de acordo entre os carros das duas equipes, onde ele destacou que a sua função é "comparar o equilibrio e sensação" destes. No Cadillac V-Series da Wayne Taylor, que contará com a presença dos irmãos Rick e Jordan Taylor junto de Filipe Albuquerque, Louis Deletraz foi escalado para ajudar nessa tarefa - Deletraz estará no comando do Oreca #199 da AO By TF na LMP2 tanto no dia dos testes, como no fim de semana da prova, mas o destino pode lhe dar uma oportunidade de subir de classe caso Felipe Drugovich, escalado na tripulação do Cadillac #311 da Action Express, tenha que substituir Lance Stroll no GP do Canadá. A principio, o piloto brasileiro estará no Test Day. 

O Porsche Penske Motorsport terá seus pilotos titulares no teste e junto deles, nos três carros, Nico Müller fará os testes. Nos Peugeot 9X8, Théo Pourchaire foi escalado nos dois - ele também estará no Oreca #25 da Algarve Pro Racing na LMP2. A Toyota trouxe seu velho conhecido José Maria Lopez para ajudar os trios titulares nos dois GR0-10 Hybrid - ele que também estará no comando do Lexus RC F #87 da Akkodis ASP Team na LMGT3. Philipp Eng estará nos dois BMW M Hybrid.

As Ferrari 499P, o Porsche 963 da Proton Competition, Aston Martin com seus dois Valkyrie e os dois Alpine A424 não escalaram pilotos adicionais para os testes. 

Algumas equipes na LMP2 também escalaram pilotos para o Test Day de domingo, como os casos da Algarve Pro Racing que contará com a presença de Sophia Flörsch no #25 enquanto que no #43 da Inter Europool Competition Bijoy Garg estará ajudando a tripulação. 

Na LMGT3 até o momento, nenhuma noticia das equipes sobre adição de algum piloto para o Test Day.

Aqui, a lista de confirmados para o Dia de Testes em Le Mans

quinta-feira, 13 de junho de 2024

92ª 24 Horas de Le Mans - Toyota volta ao topo no último treino livre

 

(Foto: Toyota Gazoo Racing/ X)

A última atividade oficial, visando buscar algum desempenho para a prova, fechou a noite em La Sarthe com a Toyota cravando o melhor tempo desse quarto treino livre. O protótipo nipônico, com Brendon Hartley no comando, fez o tempo de 3''29''451 e foi cinco décimos melhor que o Ferrari 499P #50. A terceira posição foi do BMW #20. 

De se destacar a presença da Peugeot entre os dez primeiros, tendo o #93 alcançado o quarto lugar - um bom resultado para eles no apagar das luzes. A Alpine, que tem andado bem nos últimos treinos, incluindo a ida ao Hyperpole, teve os dois carros no top 10: #35 ficou sexto e o #36 em nono. 

Na LMP2, o #23 da United Autosports fez a melhor marca ao atingir 3'37''121. Foi dois décimos melhor que o #24 da Nielsen Racing e sete décimos à frente do outro carro da United Autosports, o #22. 

Na LMGT3 o Lexus #87 da Akkodis da ASP Team fez o primeiro lugar com o tempo de 3'58''755. Foi seguido pelo #95 da United Autosports e pelo Mustang #77 da Proton Competition. 

Os carros voltam apenas no sábado, onde será realizado o warm-up e depois a largada para 92ª Edição das 24 Horas de Le Mans.

Abaixo os dez melhores de cada classe.





92ª 24 Horas de Le Mans - Antonio Fuoco garante o terceiro treino livre para a Ferrari

 

(Foto: Ferrari Hypercar/ X)


Esse terceiro treino livre em Le Mans foi aperitivo bem interessante para o que veremos daqui a pouco para a definição das poles em cada classe, principalmente da principal. A Ferrari #50, com Antonio Fuoco no comando, roubou a primeira posição nos Hypercar no baixar da quadriculada quando o italiano cravou a marca de 3'27''283, desbancando o Porsche #6 da primeira posição. Aliás, essa sessão foi interessante, onde vimos Toyota, Cadillac, Porsche e por último a Ferrari, ponteando em algum momento a prática - até mesmo a Alpine, por um curto espaço de tempo. De se destacar o bom andamento da BMW #15 com Dries Vanthoor no comando, quando chegou ocupar a segunda posição - logo atrás do irmão Laurens que estava no comando do Porsche #6, fechando em terceiro e se credenciando ainda mais como sério candidato a pole junto de seu parceiros Marciello e Whittman. 

O Hertz Team Jota, que teve o Porsche #12 batido ontem no segundo treino livre, precisou trocar todo chassi, com o monocoque chegando hoje pela manhã. A equipe passou toda sessão montando o novo carro e ainda é dúvida sua presença para a Hyperpole.

A LMP2, o #65 da Panis Racing, que teve algumas atribulações neste treino como escapadas e até mesmo ficando encalhado na gravilha em Indianápolis, pegou a primeira posição na classe no finalzinho ao anotar 3'37''217 com Scott Huffaker no comando. A segunda posição ficou para o #47 da Cool Racing e em #14 da AO by TF.

Essa classe foi de onde saíram algumas ocorrências, como carro da Panis escapando e alguns minutos depois ficando na Indianápolis e o #47 da Cool Racing, rodando na Porsche Curves. 

Na LMGT3 a primeira posição foi do Mclaren #59 da United Autosports com o tempo de 3'57''558 feito no início da sessão James Cottingham, já que algum tempo depois este carro sofreria uma escapa seguido de acidente ao bater de traseira da Tertre Rouge e encerrar mais cedo o trabalho do trio que ainda tem Nicolas Costa e Gregoire Saucy. A segunda posição foi para o Lamborghini #60 da Iron Lynx e a terceira para o Ferrari #86 da GR Racing que, enfim, conseguiu botar o carro em pista após 24 horas, já que eles não conseguiram participar da qualificação e nem do treino livre noturno. 

Abaixo, os dez melhores de cada classe.





quarta-feira, 12 de junho de 2024

92ª 24 Horas de Le Mans - Toyota comanda a parte noturna

 

(Foto: Dailysportscar)

Depois da qualificação que que definiu a turma que vai à Hyperpole nesta quinta, as atenções voltaram para o segundo treino livre que serve para que pilotos e equipes se ambientem para uma das principais partes da prova em Sarthe. A Toyota, ainda lambendo as feridas do desaire na classificação, voltou ao topo nessa sessão através do mesmo #8 com a marca de 3'27''474, meio segundo à frente do Ferrari 499P #83 e do Porsche #6. 

Essa sessão viu dois acidentes envolvendo carros que destacaram nessa classe: o BMW #15, que cravou a pole provisória na qualificação, teve danos na dianteira quando o mesmo Dries Vanthoor passou reto na Indianápolis e bateu de frente. Ele conseguiu retornar, levando o carro para os boxes. O outro acontecimento foi o acidente de Callum Illot no final do treino, quando bateu forte o Porsche #12 da Hertz Team Jota na Tertre Rouge. O piloto saiu bem do carro, mas os danos na dianteira foram consideráveis. 

A LMP2 teve o #37 da Cool Racing como o mais veloz com o tempo de 3'35''386 e foi seguido pelo #22 da United Autosports e pelo #65 da Panis Racing. O #14 da AO by TF teve a perda de um dos pneus num dos trechos do circuito, terminando, assim, mais cedo a sua jornada na sessão. 

A Proton Competition terminou na frente na LMGT3, desta vez através do outro Mustang de #88 com o tempo de 3'58''689. A segunda posição foi do Aston Martin #777 da D'Station e a terceira do BMW M4 #31. Mais uma vez a Ferrari da GR Racing apresentou problemas, impossibilitando a participação do trio.

Abaixo os dez melhores de cada classe.





92ª 24 Horas de Le Mans - BMW surpreende com a pole na geral

 

(Foto: BMW Motorsport/ X)

Se haviam olhos para uma pole nessa qualificação voltados para Toyota, Porsche e Ferrari, provavelmente ficou boquiaberto quando a BMW Motorsport colocou o #15, com Dries Vanthoor, na ponta da tabela dos tempos em Le Mans. Ele cravou a marca de 3'24''465 nos últimos 15 minutos da classificação que teve 1 hora de duração. A volta de Dries foi 1 décimo melhor que o do Cadillac #3, que foi a outra boa surpresa nesse qualy, e dois décimos melhor que o Ferrari 499P #50. A Toyota teve o seu melhor com #7 na quarta colocação - e acabaria sendo o mesmo, pilotado por Kamui Kobayashi, a dar um ponto final nesta sessão quando rodou e ficou atolado na brita da Curva Porsche. Justamente quando o #8 da equipe estava prestes a entrar no oito que vão para a Hyperpole. Outra boa surpresa ficou por conta da Alpine que conseguiu colocar o #35 em quinto. 

De se destacar que tivemos 12 carros no mesmo segundo na Hypercar.

A LMP2 teve o #37 da COOL Racing cravando a melhor marca dessa classe com 3'32''827, seguido pelo #14 da AO by TF e em terceiro o #23 da United Autosports. Mais uma vez a disparidade foi um ponto a ser observado nessa classe, com apenas os três primeiros no mesmo segundo. 

Na LMGT3 o Mustang #77 da Proton Competition apareceu como um relâmpago cravou a pole na classe com o tempo de 3'55''263 ainda no inicio da atividade. A segunda posição foi do Mclaren #70 da Inception e a terceira do Corvette #82 da TF Sport. 

Para os brasileiros, em todas as classes, a qualificação não foi das melhores com seus respctivos carros não avançando. Talvez a situação mais critíca tenha sido o do Ferrari #86 da GR Racing, onde está Daniel Serra, que não foi para a qualificação por conta de problemas - que apareceram no TL1 - e não foram resolvidos à tempo para o qualy. Sairá de último. 

Abaixo, os oito melhores de cada classe que avançam para o Hyperpole.


ADENDO: Devido a rodada no final da qualificação, que acabou deixando o Toyota #7 encalhado na brita, os comissários decidiram desqualificar o carro japonês que sairá de último. O #12 da Jota entra para a Hyperpole.




92ª 24 Horas de Le Mans - Toyota a mais rápida no primeiro treino livre

 

(Foto: Toyota Gazoo Racing/ X)

A Toyota iniciou os trabalhos da melhor forma possível em La Sarthe. Através do GR010 #8 eles cravaram a marca de 3'26''013, ficando mais de meio segundo à frente do Porsche 963 #12 do Hertz Team JOTA que chegou liderar parte da sessão que durou três hora. O outro Toyota #7 esteve em terceiro até o final da prática, quando foi desalojado pelo BMW M #15 do Team WRT - que ficou em terceiro - e pelo Porsche 963 #99 da Proton Competition. 

Os Porsche Penske Motorsport ficaram do meio para trás da tabela - talvez visando a qualificação de daqui a pouco que começará às 14 horas daqui. O melhor deles foi o de #5 que marcou 3'27''672. 

Nesta classe, oito carros ficaram no mesmo segundo enquanto que o Isotta Fraschini foi o mais lento de todos eles com mais de sete segundos de atraso. 

Na LMP2 o #14 da AO by TF ficou com a melhor marca da classe atingindo o tempo de 3'34''245, meio segundo melhor que o #30 da Duqueine e seis décimos a frente do #23 da United Autosports. Apesar de ser uma classe bem equilibrada, dessa vez houve uma grande disparidade com apenas os quatro primeiros ficando no mesmo segundo. 

Na LMGT3 o #87 da Akkodis ASP Team pegou a primeira posição dessa sessão no finalzinho, desbancando os dois Mclaren que ficaram um tempo nas duas primeiras posições. O Lexus #87 ficou com a marca de 3'57''808, seguido pelos Mclaren da esquipes Inception Racing (#70) e pelo da United Autosports (#59). Foi quase 1 segundo de avanço. 

Essa sessão foi marcada por muitas paradas na pista e também por inúmeras punições, seja por excesso de velocidade nos pits, seja por desrespeitar zonas em bandeiras amarelas. 

Uma das vermelhas foi causada por um incidente com o Cadillac #2, com Alex Lynn ao volante, quando rodou na Tertre Rouge. 

 Os carros voltam à pista a partir das 14 Horas (horário de Brasília) para a qualificação. 

Abaixo os dez melhores de cada classe:





sexta-feira, 7 de junho de 2024

92ª 24 Horas de Le Mans - Pesagem, Dia 1

O inicio das pesagens na Place de La République
(Foto: Antonin Vincent/ ACO)


As atividades para a 92ª Edição das 24 Horas de Le Mans iniciam não exatamente na mítica pista, mas ali próximo na Place de La République onde já é um local de peregrinação - um dos - para os fãs do motorsport em geral, especialmente os do Endurance. 

Nesse primeiro dia de pesagem tivemos 37 carros para a tradicional verificação, contando com os Hypercars, LMP2 e GT3. 

Abaixo, algumas palavras de pilotos e dirigentes.

BMW

Uma das principais marcas do motorsport tem o seu retorno à Sarthe neste ano. A BMW volta ao local onde conquistou a sua única vitória na geral em 1999, quando o V12 LMR conduzido por Yannick Dalmas/ Pierluigi Martini/ Joachim Winkelhock deram a grande conquista à marca bávara. Passados 25 anos, eles retornam para tentar beliscar novamente essa conquista, mas sabem que tem muito trabalho a ser feito com o BMW M Hybrid V8. Vincent Vosse, chefe da BMW M Team WRT, comentou sobre esse retorno da marca à classe mais alta do WEC: “Quando um fabricante entra em Le Mans é para jogar na vanguarda. Este ainda não é o nosso caso. Esta é a nossa primeira temporada no FIA WEC. Ainda temos muito que descobrir sobre o carro, mas aos poucos estamos nos aproximando das nossas ambições ”

Com a presença da esquadra da BMW por lá, não podia faltar Valentino Rossi. O nove vezes campeão da MotoGP fará sua estréia nas 24 Horas de Le Mans à bordo do BMW M4 LMGT3 #46 junto de Ahamad Al-Harthy e Maxime Martins esteve nesta pesagem e aproveitou para falar sobre a expectativa da estréia em Sarthe, agora como piloto de endurance: "Eu tinha em mente dirigir um carro depois da minha carreira de motociclista. Estou feliz e animado por estar aqui. Eu não sei o que esperar. No ano passado participei no Road to Le Mans, mas as 24 Horas são outra história! Espero que sejamos competitivos e que possamos lutar pelos lugares importantes durante a corrida”

 

LAMBORGHINI

Ainda na tentativa de se achar no mundial, a Lamborghini terá um grande desafio em Sarthe que é mostrar um bom andamento de seus dois SC63 na pista francesa. Até aqui, não tem sido uma jornada tão fácil para eles na classe dos Hypercars e Emmanuel Esnault, que comanda equipe, reconhece as dificuldades e espera ter uma boa jornada na clássica francesa: “O objetivo é terminar a corrida . O nível e a qualidade da grelha obrigam-nos a ser realistas. Se terminarmos sem cometer erros e passando o mínimo de tempo possível nos boxes, será uma grande satisfação. Os pilotos têm feito um trabalho extraordinário desde o início da temporada, pois não cometeram erros em pista, apesar de um carro nem sempre fácil de conduzir porque está em desenvolvimento. Isto prova que fizemos as escolhas certas em termos de recrutamento.

As garotas da Iron Lyx, que estarão no comando do Lamboghini Huracan LMGT3 EVO2, Sarah Bovy/ Michelle Gatting/ Rahel Frey, tem uma expectativa mais alta na classe GT3 justamente por suas ótimas prestações nesta classe e, claro, lembrando que em 2023 tiveram uma ótima chance na corrida. Sarah Bovy comentou sobre essa nova oportunidade: “É hora de o pódio ser nosso. No ano passado acreditamos nisso até aos últimos 45 minutos e depois terminamos em quarto. Daremos 1000% para ter uma corrida limpa. A motivação é alta e teremos orgulho em oferecer um bom resultado ao nosso time e aos nossos torcedores.

 

Team Hertz Jota

Uma vitória muda e muito o ambiente e a equipe da Hertz Team JOTA sabe muito bem disso após conquistarem as 6 Horas de Spa Francorchamps, tornando-se a primeira equipe particular em anos a vencer na geral do WEC. No entanto, o ótimo andamento deles não é de hoje: em 2023 chegaram liderar e por um tempo foram os melhores da horda de Porsche 963 que estava em pista nas 24 Horas do ano passado. Portanto, é uma equipe que entra com certo favoritismo e eles sabem disso, como demonstra o campeão mundial de Fórmula 1 de 2009 Jenson Button: "Os particulares podem competir com as equipes oficiais. Estou convencido de que temos o mesmo equipamento que o Porsche Penske Motorsport ou o Proton Competition. Estamos aqui para vencer. O Porsche 963 é capaz disso e provou isso em Spa-Francorchamps"

 

Alpine

Apesar de correrem em casa e estarem de volta à classe principal após um ano na LMP2, a Alpine Endurance Team sabe que ainda tem muito o que trabalhar em seu novo A424. No entanto, eles tem no veterano de guerra Nicolas Lapierre um entusiasmo mesclado com cautela para essa edição. E será a partir do Test Day deste domingo, que eles verão onde o carro estará em relação aos concorrentes para que possam tomar o melhor acerto. Com a palavra, Nicolas Lapierre: "Não vai ser fácil, porque a competição é acirrada e enfrentamos monstros do automobilismo. Nesta temporada, a equipe vem se fortalecendo cada vez mais. Estamos progredindo à medida que avançamos. No domingo, durante o Dia de Teste, veremos o desempenho do carro nesta pista, após o qual teremos a semana inteira para melhorá-lo. É complicado dizer quando poderemos chegar ao pódio ou vencer as 24 Horas, mas daremos tudo para chegar lá o mais rápido possível."

 

Cadillac

Uma das fabricantes que podem muito bem chegar em Sarthe e derrubar as tradicionais marcas que já venceram Le Mans algumas vezes, é a Cadillac que terá em pista três Cadillac Serie V.R em duas equipes (oficial e a semi, pela Whellen). É a oportunidade para que possam fazer um papel muito melhor que o de 2023, quando ficou claro que tinham carros rápidos, mas por azares e acidentes, ficaram de fora da disputa direta. Mas salvaram a terceira e quarta colocações na ocasião. O outro veterano de Le Mans e quatro vezes campeão da Indycar Sebastien Bourdais, comentou sobre as chances nessa edição: "Temos uma melhor compreensão do nosso carro, que evoluiu em termos de configurações e sistemas. Gastamos muita energia otimizando isso, porque o sucesso está nos detalhes. Com 23 carros inscritos na categoria, a dificuldade é muito alta. Queremos fazer melhor do que em 2023, e fazer melhor significa vencer!

 

Peugeot

Aqui está uma equipe sedenta em voltar aos seus dias de glória no endurance mundial e tiveram um inicio promissor na etapa de abertura no Qatar quando chegaram liderar com o 9X8 - que ainda usava a configuração sem asa - e travar um duelo sensacional com Porsche e Ferrari pela vitória. Com uma nova configuração para o 9X8, que desde a etapa de Ímola está usando asa traseira e outras melhorias, e mais outras novidades para essa corrida em Le Mans, eles esperam um desempenho próximo ou melhor do que foi apresentado em Losail na abertura do campeonato. E ainda povoa na mente de todos da equipe a surpreendente liderança do carro na edição centenária de 2023. Jean Eric Vergne comentou sobre as novidades e expectativas para essa edição 2024: “Estou bastante confiante, porque as mudanças que fizemos nos tornarão mais fortes. No ano passado tivemos uma boa surpresa na corrida que liderámos na sua primeira parte. Espero que seja assim novamente este ano. Teremos uma primeira parte da resposta no domingo.”

As pesagens continuam amanhã com os outros 25 carros restantes.


sexta-feira, 17 de maio de 2024

4 Horas de Interlagos - Solidariedade e vitória para Queirolo e Muffato

 

Enfim, a vitória de Pedro Queirolo/ David Muffato
(Foto: Paulo Abreu)

Em Goiânia, quando o Império Endurance Brasil abriu a temporada 2024, tudo parecia caminhar bem para uma tranquila e imponente vitória do AJR #35 conduzido por Pedro Queirolo/ David Muffato. O ritmo convincente dessa já  veterana dupla parecia intocável, até que problemas numa das portas e mais tarde numa das rodas, tiraram deles a oportunidade de iniciar a campanha no mais alto do pódio. Não se pode negar que foi um duro golpe para eles e a TMG Racing, que gerencia o AJR verde e preto nesta temporada, mas Interlagos lhes reservou uma retomada importante e emocionante, já que a volta final foi bem dramática. 

Essa corrida foi pautada especialmente pela economia de combustível, já que pelos cálculos de algumas equipes a possibilidade de até dois Splash & Go era considerável. Portanto, que conseguiu ter um ritmo mais cadenciado no inicio poderia tentar apenas uma rápida. Esse foi o caso de Queirolo/ Muffato que optaram em usar pneus da etapa anterior no inicio da corrida - com David no comando - e apenas administrar bem o carro para que no decorrer das horas seguintes apenas aumentasse o ritmo e fosse buscar o melhor resultado. O longo Safety Car já nas primeiras voltas da corrida foi uma benção dos céus para esta dupla - este foi ativado após o forte acidente de Marco Pisani com o Ligier #22 da KTF no final da reta oposta - o que ajudou bastante nessa economia. Faltando duas horas para o final eles já estavam entre os três primeiros e liderando na geral e mesmo que houvesse a oposição do AJR #444 de Vicente Orige/ Sarin Carlesso e mais adiante do Ligier #117 de Guilherme Botura/ Gaetano Di Mauro, a dupla do carro #35 estava afinadíssima para abrir uma boa vantagem, que foi crucial para uma dramática volta final onde questões de combustível e ABS assustaram a todos da equipe TMG. David Muffato elogiou a equipe e todo trabalho, destacando, também, a apreensão na derradeira volta: “A equipe está de parabéns, foi fantástico. Mas sem emoção, não tem graça. Na última volta, tivemos um problema e o carro começou a ter uma falha, o Pedro virou 10, 12 segundos mais lento, mas deu tudo certo”. Pedro Queirolo, que finalizou a prova e esteve no olho do furacão naquela volta final, também fez seu comentário daquela situação: “Nas duas últimas voltas, achei que o combustível poderia não bastar. Ainda tivemos um problema no ABS. Na última curva, o carro estava falhando, mas de repente cresceu. Na etapa passada, passamos sufoco, mas essa é nossa”. Foi uma importante vitória para esta dupla após a decepção em Goiânia e olhando bem, o leque de estratégias que eles possuem, aliados a conhecida velocidade, é uma dupla que entra forte na busca desse tão sonhado título. Para a TMG, que até ano passado gerenciava o Mclaren da equipe Blausiegel, foi a primeira vitória na P1 e melhor: casaram de forma imediata com os protótipos. 

A conquista de Queirolo/ Muffato não significou que esta corrida tivesse um favorito disparado. O Sigma #12, pilotado por Sergio Jimenez/ Marcelo Vianna/ Christian Rocha teve um ótimo inicio ao liderar praticamente toda primeira hora, mas problemas elétricos e outros percalços durante a prova, os tiraram da briga pela vitória - ainda teve outro Sigma P1 de #11 conduzido por Henrique Assunção/ Fernando Ohashi/ Emilio Padron, que receberam esse carro de Jindra Nicolau para que pudessem competir nessa etapa. A FTR, equipe pela qual este trio compete, foi uma das afetadas pela enchente no Rio Grande Sul assim como a Mottin, que também não pode estar nessa etapa pelo mesmo motivo. Voltando ao trio do #11, eles também tiveram uma prova bem atribulada após a primeira hora quando problemas hidráulicos apareceram constantemente, forçando algumas paradas do protótipo de cor azul pela pista. 

Além da conquista do AJR #35, os outros dois que estavam presentes tiveram um bom andamento. O de #30 da Power Imports, pilotado por Alexandre Finardi/ Rafael Martins, enfrentou problemas no sábado durante a qualificaão, mas na corrida, com Rafael Martins no comando, a ritmo foi excelente chegando a ocupar a segunda posição em certo momento, mas problemas no motor acabou deixando o protótipo branco de fora da corrida. O AJR #444 da JLM pilotado por Orige/ Carlesso saiu na pole, mas perderia a liderança ainda nas primeiras voltas para o Sigma #12. No entanto, o ritmo da dupla era muito bom, mas acabariam perdendo três voltas para o líder no decorrer da corrida e isso os deixaria de fora da briga - o que foi uma pena, afinal tinham um jogo de pneus novinho e podiam, quem sabe, entrar na briga pela vitória em Interlagos. 

O Ligier de Leandro Ferrari/ Guilherme Moraes
(Foto: Paulo Abreu)
Os Ligier estiveram bem, ainda que dois dos cinco carros franceses caíssem durante a corrida por conta de acidentes. O #22 da KTF Sports, pilotado por Renan Guerra/ Marco Pisani e que foram os vencedores da corrida de abertura, ficaram de fora logo de cara após o acidente de Pisani no final da
reta oposta. Apesar do forte acidente - que não foi explicado e a camera não captou - Marco saiu andando do carro. O outro Ligier, o de #22 da Autlog - gerenciado pela BTZ - pilotado por Leandro Ferrari/ Guilherme Moraes esteve muito bem na corrida e sempre entre os primeiros. Talvez aparecesse a oportunidade na parte final da corrida quando fez o ultimo pit-stop, mas ao sair dos boxes acabou exagerando e batendo na barreira de pneus da pista de rolamento, decretando o abandono da dupla. 

Dos outros três Ligier restantes, o #42 da equipe Foresti Sport, conduzido por Lucas e Victor Foresti, fechou em sétimo e isso garantiu ao Victor a vitória na subclasse "Endurance Legends" destinado a pilotos acima de 50 anos. Para os outros dois a disputa foi mais árdua, com os Ligier #117 de Botura/ Gaetano e #9 de Xandinho Negrão/ Marcos Gomes precisando recuperar voltas para que pudessem entrar na briga pela vitória, o que proporcionou uma aula de pilotagem dos quatro pilotos, especialmente de Gaetano - que conseguiu entrar na volta do #35 e quase consegue a vitória - e da dupla formada por Xande e Marcos, que ainda tiveram que lidar com um furo de pneu no inicio da corrida e também com problemas elétricos e na bomba de combustível. Mas o terceiro lugar foi festejado: “O terceiro lugar foi ótimo para o campeonato, já que saímos daqui na vice-liderança e bem próximos dos primeiros colocados”, comentou Marcos Gomes. Xandinho Negrão também destacou o bom resultado, perto do que foram as adversidades que eles tiveram: “Não foi a corrida que a gente sonhava, mas estamos vivos na disputa pelo título e tenho certeza de que, na próxima, vamos evoluir mais”. “Não dá para reclamar de nada hoje, não. O terceiro lugar, perto de tudo o que passamos, foi bem positivo. Ficamos a somente dez pontos da liderança, então acho que devemos sair daqui com motivos para comemorar”.

Estreia com vitória para Suzuki/ Baptista

Uma importante vitória para a dupla Rafael Suzuki/ Ricardo Baptista
(Foto: Paulo Abreu)

Infelizmente essa classe GT3 esteve bem esvaziada mais uma vez, mas isso não privou de termos uma corrida bem interessante entre as duas Mercedes da RC Competições vs o novo Porsche 911 GT3 R 992 da Stuttgart Motorsport. 

A vitória da dupla Rafael Suzuki/ Ricardo Baptista com o Mercedes AMG GT3 #27 foi construída a partir da pole position e estiveram muito bem no controle ao suportar a pressão inicial do Porsche #55 e depois para abrir uma volta de vantagem sobre os demais competidores dessa classe para chegar a uma confortável conquista. Rafael Suzuki, que fez a sua estreia com pela GT3, tendo passado um bom tempo andando com o AJR da Power Imports, falou sobre essa conquista e também de todos os problemas que os gaúchos tem enfrentado nestes últimos dias: "Agradeço a receptividade da equipe RC e também ao Ricardo Baptista. Estrear com vitória e ainda por cima em Interlagos é sempre especial, sou grato pela oportunidade. Dedico ao pessoal da Edenred, nossos parceiros aqui na Endurance, eles têm muitos colaboradores no Rio Grande do Sul e eu tenho muitos amigos também por lá. Foi uma semana difícil para o povo gaúcho, de muita solidariedade nesse momento difícil, então eu dedico essa vitória para eles também." Ricardo Baptista também comentou sobre esta vitória: "Foi muito boa a corrida, tivemos um pouco de sorte com o safety entrando durante a nossa parada do box. Infelizmente não conseguimos fazer a primeira etapa por conta da chegada do carro que demorou mais do que esperávamos." A equipe RC ainda teria o outro Mercedes de #83 de Marco Billi/ Maurizio Billi/ Max Wilson em segundo. 

O novo Porsche 911 GT3 R 992
(Foto: Paulo Abreu)
O novo Porsche 911 esteve com bom ritmo e na parte final pressionou o Mercedes #83 na briga pela
segunda posição, mas acabou recuando e ficando em terceiro. Mas as impressões dos três pilotos - Ricardo Mauricio/ Marcel Visconde/ Marçal Muller - foram as mais positivas do carro que deve ter uma nova configuração de câmbio para a etapa de VeloCittà:

Marcel Visconde: "O carro é muito confortável e apresentou dirigibilidade superior. Me senti bem menos desgastado após mais de uma hora de corrida. Mas é um carro que oferece muitos ajustes, que ainda precisamos estudar mais. Para a próxima etapa teremos uma nova relação de câmbio, mais curta".

Ricardo Maurício: "O carro se comportou muito bem e surpreendeu pelo ritmo, considerando que tivemos pouco tempo de pista para trabalhar nele. Mas depois de ajustes no câmbio é carro para conquistar a vitória"

Marçal Muller: "O carro tem muito downforce, o que melhora muito o compartimento nas curvas"

A outra Mercedes AMG presente na corrida foi a de #63 de Guilherme Ribas/ Sergio Ribas que ficou em quarto nessa classe.


Vitória tranquila para a Porsche na GT4

Apesar da perda da pole, Allan Hellmeister/ Jacques Quartiero conseguirama vitória na classe
(Foto: Paulo Abreu)


Apesar de alguns momentos onde o Audi da Eurobike/ MC Tubarão esteve na liderança por conta das paradas de box, essa classe teve um amplo domínio dos dois Porsche 718 Cayman Sportclub desde a qualificação até a bandeirada final. A pole desta classe ficou reservada o #718 conduzido pelo quarteto formado por Kreis Júnior/João Tesser/Giuliano Bertuccelli/Eric Santos, uma vez que esta posição parecia ser certeira para a dupla do outro Porsche de #21 de Jacques Quartiero/ Allan Hellmeister e o próprio Allan comentou sobre isso: “A perda da pole foi um tapa na cara da humildade para a gente. Fomos bem nos treinos, mas não conseguimos fazer a pole”. Mas na corrida, a dupla do #21 conseguiu assumir a liderança logo de inicio e administrou bem a vantagem, já que o do quarteto do #718 enfrentou um furo de pneu no começo e isso os deixou em desvantagem.

Hellmeister elogiou o companheiro de equipe:  "O Jacques fez um ótimo terceiro stint e me entregou o carro numa posição muito competitiva. Aí foi só administrar os pneus e todo o equipamento. Nossa vitória realmente veio do stint do Jacques". 

Quartiero destacou a temperatura da pista e o bom comportamento do #21 nesta condição: "Apesar de a pista estar bem quente, conseguimos manter um bom ritmo, porque o carro estava muito bom". 

A segunda posição, assim como em Goiânia, ficou para o #718 e Giuliano Bertucelli demonstrou a sua satisfação em estar nas provas de Endurance, assim como destacar o bom carro que tem em mãos: "Estou gostando muito de correr no Endurance. O carro é muito bom de pilotar".

A trinca da Eurobike/ MC Tubarão: bom presságio
(Foto: Paulo Abreu)
Por mais que o ritmo não esteja dentro do ideal, os três carros levados pela Eurobike/ MC Tubarão para
Interlagos - 
o BMW M2 CS #64 pilotado por Enzo Visconde/ Kim Camelo; o Audi RS 3 LMS #5 com Henry Visconde, Tiel Andrade e Felipe Steyer no comando; e o BMW 320i #89 conduzido por Fernando Rebellato e Rodrigo Garcia - trouxeram boa sensação para os pilotos e equipe, dando um interessante horizonte para as próximas etapas. Henry Visconde comentou sobre os desempenhos: “Houve um pequeno contratempo com o Audi RS 3 LMS devido a uma sobrepressão de óleo, mas foi prontamente resolvido. O BMW 320i também surpreendeu positivamente, apesar de necessitar de alguns ajustes nos freios. Estou satisfeito com os resultados e acredito que aprendemos valiosas lições internas para a próxima corrida".

Além das duas primeiras posições terem sido ocupadas pelos carros da Stuttgart, a terceira posição ficou para o BMW#64 de Visconde/ Camelo. 


A vitória da Solidariedade em Interlagos

Foram mais de 20 toneladas de donativos arrecadados em Interlagos juntando os dois eventos - Porsche Club e Império Endurance Brasil - mostrando que a categoria, mais uma vez, esteve na ponteira da solidariedade, agora para ajudar a todos do Rio Grande Sul frente a mais grave de todas as enchentes que aquele local já passou. 

De lembrar que a categoria foi a primeira a retornar e iniciar a campanha durante o período da pandemia em 2020, quando iniciou o campeonato e Interlagos no segundo semestre e junto a campanha de arrecadação para ajudar aqueles que passaram momentos apertados por conta da pandemia. 

Mais uma vez eles estiveram na liderança, que pôde ser vista, também, entre as próprias equipes, já que Jindra Kraucher emprestou um dos Sigma G5 P1 para que o trio formado por Henrique Assunção/ Fernando Ohashi/ Emilio Padron pudessem competir nessa etapa, já que a FTR não pôde vir. “A Tech Force monta tão bem os carros que não teremos grandes dificuldades. Contaremos com a colaboração de mecânicos em São Paulo e esse é o espírito: colaboração mútua para superarmos as dificuldades diante da crise”, destacou Jindra. 

As ações de arrecadações continuaram por todo restante dessa temporada. 

A próxima etapa, as 4 Horas de Velocittá, será nos dia 15 de junho.


6 Horas de Spa Francorchamps - Enfim, BMW

(Foto: DPPI) É bem provável que os olhos estivessem voltados para as equipes francesas nessa segunda etapa do Mundial de Endurance: a pole p...