domingo, 1 de novembro de 2026

Foto 1051 - Bravo, Antonelli!

(Foto: ESPN)

Por um longo período, sempre falei que o automobilismo italiano havia "gastado" toda sua reserva de grandes pilotos durante as décadas de 1920 e 1930 e que as conquistas de Giuseppe Farina e Alberto Ascari, ainda na juventude da Fórmula 1, era apenas um resquício de uma grande fase de um dos pilares históricos do automobilismo. 

A última vez que os italianos tiveram um piloto da casa na briga pelo título mundial, remonta ao distante ano de 1985 quando Michelle Alboreto sucumbiu junto da Ferrari na batalha contra Alain Prost que, assim, como o italiano, também buscava seu primeiro título. Após o naufrago de Alboreto e Ferrari, os italianos se contentariam - e muito bem - com as sequências de conquistas de Michael Schumacher com a Ferrari nos anos 2000. Mas isso não fecharia essa lacuna de um país que teve grandes nomes no passado: Tazio Nuvolari, Antonio e Alberto Ascari, Felice Nazzaro, Achille Varzi, Giuseppe Farina e tantos outros, ajudaram a elevar o nome do automobilismo italiano ao topo, mas infelizmente o cenário havia mudado quando o novo Campeonato de Pilotos surgiu. 

Passado tanto tempo, ainda era possível aparecer um piloto italiano para mudar esse cenário? Se pegarmos a Alemanha, é provável que alguém se agarrasse nessa esperança. O automobilismo alemão precisou esperar por 44 anos para que visse um piloto local ganhar o mundial de Fórmula-1. Assim como a Itália, a Alemanha foi uma importante potência no automobilismo europeu nos anos 1930 com nomes do calibre de Rudolf Caracciola. Bernd Rosemeyer, Hermann Lang, Rudolf Hasse, Manfred Von Brauschitsch, mas quando a Fórmula-1 apareceu no cenário alguns pilotos haviam morrido - como é o caso de Rosemeyer - e outros o peso da idade - e a ausência da Mercedes e Auto Union - não davam à eles a oportunidade de competir contra os italianos e ingleses. A Auto Union, que mais tarde tornaria-se a Audi, voltaria muitos anos depois especialmente nos rallies e a Mercedes voltara pelas corridas de Sportscar e chegaria à F1 de forma imponente levando os campeonatos de pilotos de 1954 e 55 com Juan Manuel Fangio no comando. Piloto alemão com alguma chance, apenas com Wolfgang Von Trips em 1961, mas este acabou morrendo num acidente logo no início do GP da Itália daquele ano. Ainda que tivessem uma expectativa ao redor de Stefan Bellof - que também morreu em Spa durante uma etapa do World Sportscar Championship em 1985 - acabou sendo Michael Schumacher quem rendeu de verdade. 

A esperança italiana de chegar ao topo do campeonato mundial de pilotos teve em Kimi Antonelli essa renovação. Não é fácil tomar partido de uma carreira à partir de uma equipe que vem dominando a categoria ao lado da Red Bull desde 2010, mesmo que ainda esteja debaixo do guarda chuva da Mercedes e Toto Wolf desde os 12 anos. A sua temporada de 2025 foi um verdadeiro aprendizado, onde precisou lidar com os altos e baixos que uma carreira de novato proporciona e claro, lidar com as criticas que vinham forte a cada erro. Ao final daquele mundial, Kimi chegou aos 150 pontos fechando em sétimo. 

Com um ano de experiência e entrando num regulamento novo, as chances de subir mais na Fórmula-1 é sempre existente. Mas dessa vez, as coisas foram bem diferentes: ainda que George Russell tenha iniciado o campeonato deste ano muito bem com a vitória em Melbourne, Antonelli estava à postos para, a partir da China, iniciar um sequência positiva face a queda de performance de Russell e construir a partir dali uma boa gordura no campeonato que foi sendo muito bem administrada com uma pilotagem
segura. A sua corrida nesta tarde no Hermanos Rodriguez foi o retrato de seu campeonato: quieto e atacando quando preciso. Ele precisava apenas de uma nona colocação para chegar ao seu título, mas passou a prova toda comboiando os três primeiros (Leclerc, Max e Hamilton) para depois, quando a corrida foi retomada após a bandeira vermelha, ele se aproveitou dos problemas de Charles Leclerc para assumir o terceiro lugar e ir ao pódio junto dos dois maiores campeões da atualidade. Numa das cenas mais legais dessa temporada, foi erguido por Max e Lewis no pódio para que o público que lotou a parte do estádio saudasse o novo campeão mundial.

Foi uma tarde especial para Kimi Antonelli, que pôde comemorar com a sua familia e com certeza inspirar uma nova geração que está chegando ao automobilismo, seja para competir, seja para apenas assistir a história sendo feita. 

E hoje tiveram uma amostra disso.

Foto 1050 - De Primeira


Conquistar a primeira vitória na Fórmula-1 e ao final do ano tornar-se Campeão Mundial da mesma, são para poucos. A lista é bem restrita e tem nela Giuseppe Farina que, claramente, venceu a prova de abertura e ao final de 1950 tornou-se o primeiro Campeão Mundial da Fórmula-1. 

Agora pode ser a vez de Kimi Antonelli fazer parte de um grupo pesos pesados da categoria: um nono lugar no GP do México dará ao jovem italiano de Bolonha a coroa de campeão mundial justamente no ano em que venceu a sua primeira corrida, que aconteceu no GP da China. 

Mas antes dele, outros chegaram ao topo da categoria no mesmo ano que venceram suas primeiras corridas.





Jack Brabham
- O futuro tricampeão da Fórmula-1 arriscava seus primeiros passos na categoria no GP da Grã-Bretanha realizado no hipódromo de Aintree em 1955, quando ele fez o seu debut no comando de um Cooper T40 carenado - numa época que era permitido tal tipo. Ele conseguiria bons resultados pelos anos seguintes, mas apenas em 1959 é que a primeira vitória chegou: Jack venceu a prova de abertura realizada em Mônaco e voltaria a vencer em Silverstone. Em Sebring, ele chegou na quarta posição no mais dramático desfecho de Mundial de Fórmula-1, ao cruzar a linha de chegada do antigo aeródromo empurrando o seu Cooper Climax para garantir a quarta posição, que era suficiente para o seu primeiro título mundial. 



Graham Hill - O primeiro Mister Mônaco fez a sua estreia na Fórmula-1 justamente em Monte Carlo no ano de 1958 ao volante de um Lotus Climax, mas abandonaria a prova na 69ª volta. Ele sofreria bastante com a falta de confiabilidade dos carros, primeiramente com os Lotus e depois com a BRM, mas o ano de 1962 foi a virada de chave ao conquistar a sua primeira vitória na categoria no GP da Holanda, que abria a temporada. Na decisão do campeonato, no GP da África do Sul, realizada em East London, ele herdou a vitória com o abandono do então líder Jim Clark - que precisava vencer a corrida para ganhar o mundial - faltando 20 voltas para o término. 



Denny Hulme - Após uma série de bons resultados em categorias menores, Hulme fez a sua estreia no GP de Mônaco em 1965 onde terminou em oitavo pela Brabham. Em 1966 ele passou a ser piloto titular da equipe de Jack Brabham e conquistaria bons resultados que culminaria num bom quarto lugar, enquanto que seu chefe e amigo Jack chegava ao terceiro título mundial pilotando um carro que ele mesmo havia fabricado. Enquanto que muitos apostavam no quarto titulo mundial de "Black Jack" em 1967, aquele ano acabaria por ser de Hulme: o neozelandês de Te Puke venceu seu primeiro GP naquele ano ao levar a prova de Mônaco. Ele conquistaria mais um vitória naquele ano (Nurburgring) e chegaria no GP do México precisando de apenas três pontos para derrotar Jack Brabham. O velho Jack fechou em segundo - vitória de Jim Clark - e Hulme fechou em terceiro para levar seu único título na Fórmula-1.



Keke Rosberg - O piloto nascido na Suécia e naturalizado finlandês estreou na Fórmula-1 em 1978 e naquele mesmo ano mostrou seu cartão de visitas no chuvoso International Trophy, quando venceu essa tradicional prova extra-campeonato à bordo de um Theodore. Ele marcaria pontos pela primeira vez no GP da Argentina em 1980 ao fechar em terceiro com a Fittipaldi, e só voltaria a marcar pontos com um quinto lugar no GP da Itália realizado em San Marino. Após um 1981 sem um mísero ponto, ele mudou-se para a Williams em 1982 a sua regularidade, aliada a várias mudanças naquela temporada, creditou ele à disputa do título. Keke chegou à sua primeira vitória na categoria no GP da Suíça realizado no circuito de Dijon-Prenois, antepenúltima etapa. Rosberg chegaria ao título com uma quinta posição no GP dos Caesar's Palace.

domingo, 25 de outubro de 2026

GP dos EUA - Há um passo

(Foto: Mercedes AMG Petronas/ Twitter)

A pole position de Kimi Antonelli no sábado já havia sido impressionante, visto que a batalha pela posição de honra no grid parecia pender para Charles Leclerc e Max Verstappen que haviam tido um ótimo desempenho nos treinos livres. Ele ter tomado a pole era um alerta para os demais que pretendiam algo nessa etapa americana. 

E a sua corrida foi brilhante do início ao fim, com ele realizando uma ótima largada e conseguindo manter uma diferença segura para Verstappen que flutuava entre os 2.3 e 2.8 segundos. Mesmo com a aposta da Red Bull em dar um jogo de pneus macios para Max ter uma oportunidade frente o piloto da Mercedes, Kimi esteve tranquilo e não se afobou em nenhum momento: mais tarde ele faria a sua troca de macios para os duros e recuperaria terreno sobre Leclerc (2º) e Max (1º) a ponto de reassumir a liderança ultrapassando Charles e ficando até ali para confirmar uma importante vitória. 

Ele tinha a chance de fechar a contenda nessa etapa, mas precisava de uma combinação de resultados que consistia em ter Hamilton chegando até a quinta posição e Russell em nono. Em mais uma corrida onde os dois ingleses não brilharam, eles terminaram em quarto e oitavo, respectivamente, e empurraram a decisão para a Cidade do México na próxima semana. Mas desta vez, uma simples nona colocação dará ao jovem italiano o seu primeiro título mundial e o recorde de campeão mais novo da história.

Este GP dos EUA foi apenas ok, com breves batalhas e uma esperança de houvesse uma disputa acirrada pela vitória que foi logo rechaçada pela ótima forma que Antonelli apresentou na pista texana. Leclerc salvou um bom segundo lugar se aproveitando de pneus macios novos nas voltas finais - e talvez ele tivesse uma bala de prata caso o SC entrasse em cena, quando Valtteri Bottas estacionou seu Cadillac no canto interno da pista com problemas mecânicos. Mas o VSC foi suficiente para que o carro do finlandês fosse retirado. Essa condição de pista privou Lewis Hamilton de conquistar um possível pódio, já que estava bem mais veloz que Max.

Verstappen relatou alguns problemas de dirigibilidade que foi deflagrado no seu segundo stint com pneus macios, o que o fez perder terreno para Kimi e dificultar qualquer chance dele conquistar a vitória. Do mesmo modo, Isack Hadjar também teve suas dificuldades e ficou em sexto.

Em mais um final de semana onde foi obliterado por seu companheiro, George Russell conseguiu apenas a sexta posição na classificação enquanto que Kimi conquistava uma importante pole. Na corrida, em momento algum, esteve em condições de lutar nem mesmo pelo pódio e fechou numa oitava colocação que acaba servindo de consolo, jogando a decisão para o México. 

Gabriel Bortoleto, que precisou trocar várias peças do motor de seu Audi, largou de último e lutou até onde pôde para fechar em 13º.

A única coisa que talvez Kimi Antonelli reclame deste GP, é de não ter provado o gosto do champanhe no lugar mais alto do pódio já que a legislação do Texas não permite consumo de bebida alcoolica por menores de 21 anos. Mas de resto, só tem o que comemorar e sorrir, esperando apenas pelo próximo fim de semana para cravar de vez o seu nome na história da categoria. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Vídeo - Herbert MacKay Fraser, O Primeiro Pernambucano na Fórmula-1

A confirmação de Rafael Câmara pela Haas para a temporada de 2027 da Fórmula-1, fez surgir uma história que poucos conheciam: Herbert MacKay-Fraser, que correu sob a bandeira dos EUA, era pernambucano de nascimento. 

A história completa eu conto no vídeo do Blog Volta Rápida no Youtube.

sábado, 17 de outubro de 2026

Vídeo - Can-Am, Laguna Seca 1979


Melhores momentos da penúltima etapa da Can-Am de 1979 realizada em Laguna Seca. Destaque para a presença de Jacky Ickx, Keke Rosberg, Geoff Lees, Geoff Brabham, Bobby Rahal que era pilotos estavam ou estariam na Fórmula-1 em alguns anos. 

De se destacar a grande volta de Keke Rosberg para a obtenção da pole position. 


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Vídeo - Quando fotografei Nossa Senhora Aparecida num carro de Corrida

 Após um bom tempo, voltei a gravar um vídeo no canal do Blog Volta Rápida lá no Youtube. Desta vez falando um pouco de quando registrei a imagem de Nossa Senhora de Aparecida em um carro de corrida lá em Interlagos. 

Ficou muito bom. 

Apreciem!


domingo, 11 de outubro de 2026

F1 2026 - O despertar de Max

Mais um pra conta de Max e Red Bull: a segunda no ano e a primeira do piloto em Marina Bay
(Foto: Red Bull/ Twitter)

Se existe um momento que todos sabem que haverá um amplo domínio nas corridas, é quando Max Verstappen se encontra à vontade com seu carro. Isso foi muito comum nos últimos anos, principalmente nos anos de seus bi e tricampeonato. Ainda que este ano as coisas não foram fáceis na primeira parte do mundial, com Max sendo bem ácido em suas declarações - seja com o carro/ equipe, seja com o regulamento - as coisas melhoraram de forma significativa nos últimos GPs após o recesso: descontando seu acidente em Zandvoort logo no inicio, ele foi terceiro em Monza; segundo em Madrid e Baku; venceu em Sepang e agora em Marina Bay, local que até então ele nunca havia vencido. 

As duas corridas desse final de semana foram de amplo domínio do tetracampeão, tendo apenas um breve trabalho com a melhor largada de George Russell na Sprint Race. Mas o erro deste quando estava prestes a completar a primeira volta, facilitou as coisas para Max e ele venceu a corrida de sábado sem maiores problemas. Ele repetiria a pole da Sprint na qualificação para a corrida principal indicando que poderia repetir a dose no domingo. E foi o que o aconteceu. 

Ainda que Charles Leclerc tenha pressionado ele nas voltas iniciais, Max estava com tudo sob controle e usou a sua vantagem para se distanciar quando viu que as Ferrari tinham alguma velocidade, que mais tarde verificou-se inútil frente ao poder de fogo do carro rubro-taurino nessa pista que num passado já distante era território certo de vitória nos tempos de Sebastian Vettel: ali o piloto alemão venceu três vezes seguidas (2011, 12 e 13) ao volante dos Red Bull - e conquistaria uma quarta e uma quinta já pela Ferrari nos anos de 2015 e 2019. 

Para Max foi a primeira vitória em Singapura, enquanto que para a Red Bull foi a primeira desde a conquista de Sérgio Perez em 2022. Mas uma certeza que ficará a partir daqui é que eles se econtraram nessa segunda parte do mundial e credencia o piloto holandês chegar ao vice-campeonato, coisa que era impensável até antes da tradicional pausa de agosto.

A Ferrari poderia mais nessa corrida? Se a disputa fosse contra até mesmo contra Mercedes ou Mclaren, talvez até pensassem em algo, mas desta vez eles esbarraram num duo inspirado que foi Max e Red Bull. Charles Leclerc foi muito bem na qualificação, ficando muito próximo da pole para a corrida principal, mas não conseguindo seguir o ritmo de Verstappen e com isso a segunda posição acabou sendo de bom agrado para ele. Lewis Hamilton não esteve em seu melhor fim de semana e a mancada de não ter parado para fazer uma troca de pneus no último VSC lhe custou a posição no pódio. Ele assumiu a culpa pela aposta arriscada e após a prova ele passaria mal devido o desgaste.

Se tem um piloto nesse final de semana que fez um corrida bem consciente para a sua situação no campeonato, foi Kimi Antonelli. Sua qualificação não foi das melhores para a Sprint Race - saiu de sétimo - , mas se beneficiou do acidente de Russell no início e do enrosco das Mclarens para chegar num bom quarto lugar. E na corrida principal fez o suficiente para subir ao pódio sem correr grandes riscos ao terminar em terceiro, somando pontos ainda mais importantes para a sua caminhado ao primeiro título mundial. George Russell teve mais um final de semana complicado: teria uma boa oportunidade na Sprint Race, mas desperdiçou com o acidente e na corrida largou do final do pelotão devido a troca de motor e demais componentes, mas não conseguiu ir muito além que a nona posição. Se ele ainda sonha com este título, precisará de um grande milagre nessas etapas finais. 

A Mclaren teve mais um de seus finais de semana apagados com seus dois pilotos. O enrosco na volta final da Sprint Race era bem evitável e na corrida principal nenhum de seus dois pilotos teve ritmo para conseguir almejar algo nessa etapa. 

De todo modo, este GP de Singapura seguiu a sina de ser uma corrida longa e modorrenta e bem parca de emoções. Meio que é uma marca registrada desde circuito que completou neste 2026 dezoito anos de sua estreia no calendário do Mundial de Fórmula-1.    

domingo, 4 de outubro de 2026

F1 2026 - Malware GP


Os carros alinhando no problemático GP do Bahrein, em Sepang
(Foto: F1/ Twitter)

Deve ter sido bem engraçado o desespero dos caras da FIA/ Liberty Media quando viram os carros parando na pista por problemas no software. Bem provável que nunca tivessem pensado que, em algum momento, pudessem dar algum problema em mais carros de uma vez só. Uma comparação meio "porca" que faço é com o famoso GP da Inglaterra de 2013 quando os pneus Pirelli resolveram estourar feito bombinhas de São João em plena corrida, uma vez que a reclamação das equipes na época giravam em torno da durabilidade da borracha. Uma vez arrumada a carcaça da construção destes, as coisas voltaram ao normal.

O problema acabou se originando por conta dos carros estarem rodando lentamente e, como foi esta a primeira corrida no ano com situação de chuva mais pesada, acabaram descobrindo - ou lembrando - de que estes novos motores tem um modo de 250kw para serem usados em situação de chuva. Com o turbo caindo de potência, fica complicado a MGU-K recuperar a energia e isso implica num corte de todo sistema do motor. Não à toa que Max Verstappen sentiu uma perda de potência na volta de apresentação, causando um "efeito safona" e automaticamente os demais que vinham à seguir também sofreram algo - especialmente os que usam os motores Ferrari, com Lewis Hamilton chegando parar na pista e sendo seguido pelos carros da Haas e Cadillac. A Audi também sofreu com esse problema. 

Apesar de Nikolas Tombazis, o diretor de monopostos da FIA, ter dito que “Não conseguimos testar o software tão extensivamente quanto gostaríamos, porque houve muito pouca pista molhada este ano”, é de se esperar que uma categoria do porte e história da Fórmula-1 tivesse um projeto mais bem feito e testasse ao máximo todos os sistemas, tentando prever quaisquer problemas futuros num regulamento novo e que ainda carecia - e carece - de mais tempo para maturar. As criticas dos pilotos são válidas e o episódio de hoje é só mais um capítulo patético do que estamos vendo nessa temporada bem deplorável e triste de um campeonato do tamanho da Fórmula-1.

Para o público que levantou cedo - Brasil - para assistir essa corrida, que retornou brevemente ao belo circuito de Sepang para receber a alcunha de "Grande Prêmio do Bahrein", ainda sobrou a alternativa de voltar para a cama e não perder muito tempo de sono. Mas para quem paga - muito - caro para se deslocar ao autodromo e assistir as corridas, é uma situação bem decepcionante - ainda mais tomando um verdadeiro dilúvio. 

Passou da hora da Liberty Media para de cobrar do espectador para assistir seus GPs e pagá-los para tal. É mais justo.


A corrida

Max Verstappen esteve na sua boa forma de sempre em Sepang
(Foto: Red Bull Racing/ Twitter)


Apesar dos pesares, tivemos um bom GP. Dificilmente alguém pararia Max Verstappen hoje em Sepang. Uma junção de sede por vitória - que não vinha desde o GP de Abu-Dhabi de 2025 - com um carro muito bom - que tem se destacado nas últimas provas - deu à Max a condição perfeita para que pudesse arrancar para a sua primeira conquista neste ano de 2026. A sua má arrancada na largada, sendo superado pelas duas Mercedes, não causou grandes danos em sua autoconfiança e em poucas voltas ele estava no comando do GP após uma breve disputa com Kimi Antonelli pela liderança deste GP. Independente de qual tipo de pneu ele estivesse usando hoje, Verstappen estava em outra classe e isso foi importante para que ele, Red Bull e especialmente a Ford - que não conquistava uma vitória desde o caótico GP do Brasil de 2003 com a Jordan e Giancarlo Fisichella - voltassem ao topo do pódio. 

A Mercedes poderia muito bem ter fechado a prova com seus dois pilotos no pódio, com Kimi em primeiro e Russell em terceiro, mas este último sofreu uma falha no motor quando a corrida estava com cinco voltas para o fim e acabou abandonando e vendo a diferença que ele conseguira diminuir na prova de Baku subir novamente em relação ao seu companheiro de Mercedes. Antonelli ficou em segundo e mostra, até aqui, uma maturidade e confiança que o faz caminhar bem para o primeiro título mundial. É claro que ainda faltam sete corridas para o final do campeonato, mas ele conseguiu se recuperar de alguns revezes nessa temporada e isso conta muito para o mental. 

A Ferrari teria alguma chance hoje? Bem difícil, visto que o ritmo de Verstappen estava em outro plano, mas uma segunda posição era bem possível. A pista secando lentamente tirou de Hamilton uma aposta que teria sido certeira em outros tempos, quando ele arricou continuar com os macios numa pista ainda úmida/ molhada em alguns trechos, o que o jogou para trás no pelotão, mas quando a pista passou a apresentar uma melhor aderência, ele conseguiu escalar o pelotão de forma rápida e com os pneus macios tendo boa durabilidade, Lewis igualou com os quatro primeiros e isso lhe deu a oportunidade de parar, fazer sua troca para médios e continuar na caçada à Isack Haadjar que seria superado mais à frente pelo piloto inglês. Charles Leclerc também fez boa recuperação, mas não esteve nem perto da velocidade de Lewis nesse final de semana. Mas salvou alguns pontos, ao menos. 

Depois da prova de Madrid, onde Lando Norris foi dominante, esperava-se que a Mclaren fincaria a bandeira de principal opositora da Mercedes nessa fase final de campeonato, mas essas duas últimas corridas não das melhores para os "Papayas". Uma boa chance de se recuperar é em Singapura. 

Do pelotão intermediário, é impossível não destacar o grande resultado de Fernando Alonso com o sofrível Aston Martin. Já foi uma baita façanha ele e Lance Stroll terem levado seus carros ao Q2, e nessa corrida o ritmo do espanhol esteve bom o suficiente para conseguir um suado e louvável oitavo lugar numa pista que ele conhece tão bem.

Gabriel Bortoleto parecia ter uma boa condição de pontos hoje, mas um enrosco com Carlos Sainz na segunda curva do circuito, pôs tudo a perder. E isso piorou quando acabou tomando 10 segundos por ter sido considerado culpado pelo entrevero. 

Os acontecimentos de hoje em Sepang é parte de um capítulo de uma condição que deveria ter sido muito bem cuidada e sanada para depois pensar em colocá-la em prática. 

Mas é aquela coisa: apressado acaba queimando a boca. Problema é, que nesse caso, todo mundo se dá mal por tabela. 

domingo, 27 de setembro de 2026

Stock Car 2026 - Na inédita prova Endurance, vitória de Sette Câmara e Lucas Di Grassi

A dupla Sergio Sette Câmara e Lucas Di Grassi venceram a prova de duas horas de duração
(Rafael Gagliano/ Grupo Veloci)

Sérgio Sette Câmara/ Lucas Di Grassi tornaram-se os primeiros vencedores de uma prova de Endurance da Stock Car ao levarem as 2 Horas de Brasília. A dupla assumiu a liderança nos minutos finais, com Di Grassi ultrapassando a dupla Alfredinho Ibiapina/ Pedro Piquet faltando três voltas para o fim, após a saída do Safety Car causado pelos problemas no carro de Daniel Serra/ Marcos Gomes.

Além de se tornar o primeiro vencedor de uma corrida Endurance da história da Stock Car, Câmara festejou a sua primeira na categoria: “A estratégia foi muito importante. Conseguimos fazer as duas primeiras paradas durante os períodos de safety car, mas acabamos prejudicados na última, porque tivemos que cumprir a parada inteira em bandeira verde. Estávamos na liderança, com uma vantagem muito boa, e de repente perdemos a ponta e caímos várias posições. O Lucas fez um stint final incrível, recuperou tudo na pista e colocou a gente novamente na briga. Na relargada, conseguimos completar o trabalho e conquistar essa vitória. Para mim é ainda mais especial porque é a minha primeira na Stock Car”

Lucas Di Grassi, que encerrou recentemente a sua carreira de piloto, acabou voltando especialmente para essa após aceitar o convite de seu amigo Sette, o que marcou, também, seu retorno à categoria após uns bons anos: “Foi muito especial voltar à Stock Car e conquistar mais uma vitória. Quando o Serginho me convidou, aceitei na hora. Tenho um respeito enorme por ele, que competiu no mais alto nível, e também tenho muitos amigos aqui. É um grid de altíssimo nível, então sabia que seria um desafio grande. No final, tivemos praticamente uma corrida sprint, em que era preciso atacar, mas também entender os momentos de poupar o carro. Conseguimos fazer isso e foi muito bom voltar, reencontrar todo mundo e conquistar minha quarta vitória na categoria”

A segunda posição ficou para a dupla Guilherme Salas/ Arthur Gama. Salas exaltou o trabalho da equipe Cavaleiro Sports e de seu parceiro Gama: “No final, deu tudo certo. Nosso ritmo estava muito forte e, antes das últimas voltas, estávamos mais atrás, então o safety car nos ajudou a recuperar terreno e voltar para a disputa. Tenho que agradecer muito à equipe, porque o carro estava perfeito, e também ao Arthur, que fez um grande trabalho e ainda marcou a volta mais rápida da corrida. Esse segundo lugar é muito importante para a nossa recuperação no campeonato e saio daqui bastante animado com o resultado”

Arthur Gama também destacou a parceria com Salas, assim como o seu retorno ao carro da Stock onde esteve até o ano de 2025: “Estou feliz demais. É muito bom voltar à Stock Car em uma corrida tão especial e já subir ao pódio. Tenho que agradecer ao Gui, que andou muito. Conseguimos trabalhar muito bem juntos durante o fim de semana e encontrar um acerto que funcionasse para os dois, que é uma das grandes dificuldades em uma corrida de duplas. Nosso carro estava muito rápido e foi uma pena não termos mais algumas voltas no final para brigar pela vitória. Mesmo assim, foi um resultado muito especial”

Rafael Reis, junto de Alberto Cattuci, fechou em terceiro o que significou o seu primeiro pódio na temporada, já que na etapa de Curvelo ele acabou perdendo o pódio após uma punição: “Acho que o pódio não ter vindo na última etapa tornou este ainda mais especial. Conseguir o nosso primeiro pódio da temporada justamente nesta corrida e ao lado do Cattucci não poderia ter sido melhor. Fizemos uma prova muito boa do começo ao fim, soubemos preservar o carro e os pneus e deixamos tudo para atacar no final, como estava na nossa estratégia. Estou muito feliz com o resultado e agora é seguir para a próxima etapa”

Alberto Cattuci fez a sua estreia na Stock Car e de imediato chegou ao pódio, destacando o trabalho de Rafael Reis durante o stint: “Toda a experiência que tenho em corridas longas ajudou bastante. Conseguimos preservar o carro e fui evoluindo a cada volta, sempre mantendo um ritmo bom. O Rafa fez um trabalho sensacional no final, ficou mais de 45 minutos com o mesmo jogo de pneus e conseguiu manter um ritmo muito forte. Foi demais estrear na Stock Car e já subir ao pódio. Só tenho a agradecer a ele, a toda a equipe e aos patrocinadores pela confiança no meu trabalho”

Resultado - 2 Horas de Brasília - Stock Car Pro Series 2026


1º – Sergio Sette Câmara/Lucas Di Grassi (Team RC/Mitsubishi), 52 voltas/2h03min25s835 
2º – Guilherme Salas/Arthur Gama (Valda-Cavaleiro Sports/Chevrolet), +1s574 
3º – Rafael Reis/Alberto Cattucci (Car Racing/Toyota), +2s985 
4º – Allam Khodair/Diego Nunes (Blau Motorsport/Mitsubishi), +4s523 
5º – Alfredinho Ibiapina/Pedro Piquet (Full Time Gazoo Racing/Toyota), +7s911 
6º – Felipe Bartz/Enzo Bedani (Albatroz Racing/Mitsubishi), +9s003 
7º – Arthur Leist/Gabriel Koenigkan (Crown Racing/Toyota), +9s188 
8º – Rafael Suzuki/Nelson Piquet Jr. (Full Time Sports/Chevrolet), +9s597 
9º – Gaetano Di Mauro/Felipe Drugovich (Eurofarma RC/Mitsubishi), +9s900 
10º – Helio Castroneves/Daniel Malzoni (Mercado Livre Racing/Toyota), +11s519 
11º – Vicente Orige/Jeff Giassi (Sterling Racing/Mitsubishi), +12s138 
12º – Cacá Bueno/Sergio Ramalho (Scuderia Chiarelli/Chevrolet), +13s809 
13º – Zezinho Muggiati/Dennis Dirani (Team RC/Mitsubishi), +15s946 
14º – Julio Campos/Antonio Pizzonia (Time Lubrax TMG/Chevrolet), +16s794 
15º – Felipe Fraga/Felipe Nasr (Eurofarma RC/Mitsubishi), +20s425 
16º – Lucas Foresti/Rafael Martins (Vogel Motorsport/Chevrolet), +39s952 
17º – Thiago Camilo/Caio Chaves (Mercado Livre Racing Team/Toyota), +1min03s880 
18º – Enzo Elias/Gianluca Petecof (AMattheis/TMG/Toyota), 1 volta 
19º – Ricardo Zonta/Antonella Bassani (Full Time Gazoo Racing/Toyota), 1 volta 
20º – Cesar Ramos/Nicolas Costa (Mercado Livre Racing/Toyota), 2 voltas 
21º – Andre Moraes Jr./Andre Negrão (Scuderia Chiarelli/Chevrolet), 2 voltas 
22º – Daniel Serra/Marcos Gomes (Blau Motorsport/Mitsubishi), 6 voltas 
23º – Gabriel Casagrande/Gabriel Robe (Vogel Motorsport/Chevrolet), 7 voltas 
24º – Rubens Barrichello/Fefo Barrichello (Full Time Sports/Mitsubishi), 11 voltas 
NC – Ricardo Mauricio/Denis Navarro (Valda-Cavaleiro Sports/Chevrolet), 34 voltas 
NC – Renan Guerra/William Freire (AMattheis/TMG/Toyota), 23 voltas 
NC – Leonardo Reis/Albert Costa (Car Racing/Toyota), 13 voltas 
NC – Felipe Baptista/Vitor Baptista (Sterling Racing/Mitsubishi), 13 voltas 
NC – Lucas Kohl/Danilo Dirani (Crown Racing/Toyota), 9 voltas 
NC – Felipe Massa/Caio Collet (Time Lubrax TMG/Chevrolet), 6 voltas 

Classificação do campeonato, após nove etapas (top 10)
1º – Felipe Fraga – 791 pontos 
2º – Gaetano Di Mauro – 679 pontos 
3º – Guilherme Salas – 638 pontos 
4º – Gabriel Casagrande – 633 pontos 
5º – Sergio Sette Câmara – 625 pontos 
6º – Rafael Suzuki – 621 pontos 
7º – Enzo Elias – 578 pontos 
8º – Arthur Leist – 572 pontos 
9º – Felipe Massa – 532 pontos 
10º – Julio Campos – 501 pontos 

A Stock Car retorna em Cascavel nos dias 16, 17 e 18 de outubro.

Perdidos na Noite Speed Festival 2026 - 6 Horas de Cascavel

O Sigma durante os treinos para o GP de São Paulo 1000 Milhas de 2025
(Foto: Paulo Abreu/ Voltarapida23)

Vitória do Sigma P1 G5 na primeira edição das 6 Horas Perdidos na Noite Speedfest realizada nesse sábado em Cascavel. 

O protótipo pilotado por Jindra Kraucher/ Ariel Schallenberger/ Fabiano Pinto completaram as 6 horas de prova com um total de 285 voltas, 38 voltas à frente do Chevrolet Absoluta de Ney Faustini/ Rodrigo Mourão - os dois protótipos também competiam na categoria P2. 

Os vitoriosos nas demais categorias:

Força Livre A - Bruno Munhoz/ Luccas Munhoz nº47

Turismo A - Lorenzo Massaro/ Marco Massaro/ Cido Morais nº64

Turismo B - Toninho Espolador/ Elberto Alves/ Davi Dal Pizzol nº7

P4 - Admir Pardo/ Diego Pardo/ André Pardo nº 48

FIA WEC 2026 - Toyota e BMW vencem as 6 Horas de Fuji


(Foto: Toyota/ Twitter)

Grande vitória da Toyota nas 6 Horas de Fuji, sexta etapa do FIA WEC. A conquista veio através de uma ótima estratégia de box no último stint, quando a equipe optou em não trocar os pneus do n°8. Ryo Hirakawa, no comando do Toyota, aguentou bem a pressão exercida pelo até então grande favorito que era a Alpine que liderou boa parte da prova sempre com dobradinha. Victor Martins, no Alpine n°36, pressionou Hirakawa nas voltas finais, mas surtiu efeito.

O que eles disseram:

Kamui Kobayashi (Chefe de Equipe e piloto do carro nº 7) : “Vencer em Fuji é muito importante para nós, então parabéns a toda a equipe por esta vitória, e em especial à equipe do carro nº 8, que fez uma corrida muito forte. Todos trabalharam muito para isso e lutamos até o fim. Para o nosso carro, foi um dia um pouco difícil e acho que não fizemos uma corrida limpa o suficiente. Estávamos um pouco abaixo do ritmo no geral, então estávamos sempre correndo atrás e isso definiu o nosso dia.”

Mike Conway (Piloto, carro nº 7) : “Um ótimo resultado no final para o carro nº 8. Eles mereceram essa vitória depois de uma ótima jogada na última parada, ultrapassando todos nos boxes. Parabéns a eles. Como equipe, marcamos bons pontos hoje e vencemos diante de nossa torcida, o que é sempre ótimo. A penalidade nos tirou da disputa pelo título. Infelizmente, isso significa que perdemos terreno no campeonato de pilotos, mas ainda faltam duas corridas e faremos o nosso melhor para voltar ao topo.”

Nyck de Vries (Piloto, carro nº 7) : “Este é um ótimo resultado para a equipe e estou muito feliz que a TOYOTA RACING tenha conseguido vencer em casa, no Japão. Acho que isso deixa todos muito, muito orgulhosos. Marcamos alguns pontos com o nosso carro, mas é claro que esperávamos mais. Acho que várias coisas poderiam ter sido diferentes e melhor executadas, mas isso faz parte das corridas. Precisamos nos concentrar na grande vitória da equipe e celebrar um dia muito bom para o time.”

Sébastien Buemi (Piloto, carro nº 8) : “Esta é uma das nossas melhores vitórias em muito tempo. Estou muito orgulhoso dela, especialmente porque foi completamente inesperada na parte final da corrida. A equipe tomou uma ótima decisão na última parada nos boxes e isso foi o suficiente para nos colocar à frente de todos. Uma jogada estratégica incrível. E, claro, o Ryō manteve todos atrás e não cometeu nenhum erro em condições difíceis. No geral, foi uma vitória incrível.”

Brendon Hartley (Piloto, carro nº 8) : “Que corrida incrível e que vitória em casa! Estou muito feliz pelo Ryō ter conquistado a vitória em casa. É uma sensação maravilhosa que vamos aproveitar por um bom tempo. Não tínhamos o ritmo ideal, mas com uma boa execução, sem erros na pista e uma estratégia fantástica no final, conseguimos a vitória em casa. Um enorme agradecimento a todos da equipe.”

Ryō Hirakawa (Piloto, carro nº 8) : “É incrível estar no degrau mais alto do pódio diante dos nossos fãs. Claro, sempre lutamos pela vitória, mas até o último safety car, parecia impossível. A equipe fez um ótimo trabalho na estratégia. Esta vitória é para eles. As últimas voltas foram realmente estressantes. As condições da pista estavam bem complicadas e o Alpine estava se aproximando muito rápido. Consegui controlar a situação, então estou muito feliz, especialmente em Fuji. É uma sensação muito especial e também é bom para o Campeonato Mundial.”



(Foto: BMW M Motorsport/ Twitter)

Na LMGT3 Augusto Farfus, ao volante do BMW n°32, fez o stint final de forma primorosa e levou seus outros dois companheiros de BMW, Sean Gelael e Darren Leung, a uma vitória que não conquistavam desde as 6 Horas de Ímola de 2024.

O que eles disseram:

Augusto Farfus - “Mantivemos um bom ritmo durante toda a corrida. Sem ser ultrarrápidos, fomos suficientemente competitivos, mas todas as intervenções do safety car, reais ou virtuais, aconteceram no momento errado para nós.

Na última parada nos boxes, eu estava em sexto lugar, mas tinha uma vantagem nos pneus, mesmo que não seja tão acentuada neste circuito. Então, eu realmente precisava fazer a diferença nas curvas.

Não foi fácil, porque não tínhamos o carro mais rápido. Tive que arriscar, mas disse a mim mesmo que aquele era o dia.

Estou muito satisfeito com o que conquistamos. Estávamos esperando por essa vitória há muito tempo.”

Vincent Fosse - “Tivemos uma corrida muito boa até a última parada nos boxes, onde encontramos um problema que nos fez perder tempo com os dois carros.

Mas Augusto fez uma atuação excepcional, levando-nos à frente da corrida. Foi uma exibição incrível. Agradecemos a ele por nos dar a vitória.”

Darren Leung - “Essa vitória é realmente enorme, porque tivemos um campeonato absolutamente péssimo este ano e, portanto, o objetivo mudou simplesmente para 'só precisamos de um resultado.

Superamos muita má sorte. Teria sido muito frustrante não conseguir nenhum resultado este ano, depois de todo o trabalho árduo que dedicamos. Significa tudo para nós.”

A próxima etapa do FIA WEC será em Barcelona nos dias 16, 17 e 18 de outubro

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Foto 1049 - Ao nosso Grande Mestre

 

(Foto: Lucas Lacaz Ruiz/ Folha Press)

É bem provável que a primeira vez que eu ouvi algo sobre o Claudio Carsughi tenha sido no inicio dos anos 1990. O meu saudoso pai ligava no antigo Jornal de Esportes, programa esportivo da Jovem Pan AM 620, que passava do meio dia até as 13:30. Além do tradicional noticiário do futebol, também havia os de Fórmula-1 que era falado ora pelo Reali Júnior, Nilson César, Flávio Gomes e ao final sempre tinha aquele arremate clássico de Claudio Carsughi com seus comentários pontuais. 

O rádio sempre fez parte da minha vida, especialmente o AM - costumo dizer que fui um adolescente diferente dos demais: enquanto que os outros ouviam os últimos lançamentos das músicas na FM, eu ficava de ouvido atento na AM, acompanhando os noticiários de tudo que fosse abordado. A partir de 1994, especialmente após a morte de Ayrton Senna, a minha relação com o automobilismo se estreitou de forma ainda mais forte do que antes e a Rádio Jovem Pan passou a ser a minha rádio de cabeceira, me acompanhando noite e dia sem parar. 

Dessa forma, ficava mais fácil acompanhar os comentários do Carsughi na programação esportiva da antiga Rádio Pan-Americana da qual ele ingressara em 1957 e viria a se tornar uma das principais vozes daquele local, ainda que tenha sido de forma não linear já que ele saíra e voltara para lá em algumas oportunidades. Mesmo que eu não comprasse as revistas, mas tivera contato com elas posteriormente, seus textos na Quatro Rodas foram lidos com muita atenção por este que vos escreve. 

Neste período todo, acompanhei boa parte da carreira do Mestre na Jovem Pan. Foram 21 anos acompanhando de forma religiosa todo seu trabalho ali, absorvendo o máximo de um aprendizado que talvez pagasse caríssimo em alguma faculdade. A fala suave e ao mesmo tempo marcante, prendia a nossa atenção e fazia com que o ouvinte aprendesse muito sobre o mundo dos carros e automobilismo de forma simples. Não posso mentir que ele, junto de Reginaldo Leme e Francisco Santos, foram pilares importantes para que escrevesse algumas linhas sobre o motorsport, seja nos meus cadernos ali nos anos 1990, seja aqui no Volta Rápida ou em outros locais onde pude rabiscar um pouco da história desse esporte e também opinar sobre. 

Com o passar dos anos, fui deixando de lado a escrita e cuidando de outra paixão que é a fotografia. Curiosamente, isso acabou me levando de encontro a família do Mestre ao conhecer a sua neta Gabriela e a sua mãe Claudia durante as 6 Horas de São Paulo de 2024. Nessas gratas coincidências da vida, pude colaborar naquela edição e na de 2025 com fotos para as matérias que foram assinadas pela Gabriela no Portal Carsughi. Não tive a oportunidade de conhecer o Mestre pessoalmente, mas aqui fica um enorme orgulho de ter colaborado brevemente para o site de um dos grandes ícones da nossa crônica esportiva. Como a vida ainda nos reserva grandes surpresas, pude empunhar o microfone da Jovem Pan durante a transmissão das 24 Horas de Le Mans deste ano na parte da madrugada junto dos meus amigos Matheus Furlan e Rodrigo Carelli, realizando um dos sonhos que foi ter ido à rádio e que tentei na metade dos anos 2000 onde, certamente, teria conhecido o Mestre e outros grandes nomes.

A Gabriela e sua mãe Claudia, familiares e amigos que conviveram com ele, minhas condolências. E hoje me despeço dessa legenda escrevendo um simples texto, mas carregado de ótimas lembranças e emocionado. Por outro lado, feliz que tenha me inspirado tanto a escrever - e falar - sobre o nosso esporte a motor que tanto amamos.  

Ao nosso Grande Mestre, todo carinho e respeito sempre. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Foto 1048 - Escuderia Bandeirantes, Zandvoort 1952


Um dos momentos de parte da Equipe Bandeirantes no primeiro GP da Holanda de Fórmula 1, onde Chico Landi (de boina) ajuda a empurrar o Maserati A6GCM com o piloto da casa, Jan Flinterman, no comando. Gino Bianco, de boné branco, está na ajuda. 

A Holanda conseguiu para aquele ano de 1952 a sua ingressão no Campeonato Mundial de Fórmula-1 utilizando o então ainda novo circuito de Zandvoort, que fora inaugurado em 1948. Para aquele primeiro GP holandês os patrocinadores locais foram em busca de alugar um assento para um piloto local, conseguindo junto da Escuderia Bandeirantes um de seus A6GCM. Inicialmente, os nomes de Jan Flinterman e Maurice Gatsonides eram os mais cotados e no final acabou que o cockpit de um dos Maserati acabara ficando para Flinterman. Apesar da Escuderia Bandeirantes ter levado quatro Maserati A6GCM, três para Chico Landi, Jan Flinterman e para o piloto uruguaio e um dos fundadores da Escuderia, Eitel Cantoni, este acabou cedendo seu lugar para o brasileiro Gino Bianco. O quarto Maserati acabou ficando sobressalente. 

Flinterman veio da aviação onde teve atuação destacada durante a 2ª Guerra Mundial ao ser piloto da força aérea holandesa sendo, inclusive, condecorado ao final. Tornou-se instrutor de vôo e neste período ingressou no automobilismo competindo em provas na Holanda à bordo de um Cooper. 

Na corrida, Jan Flinterman conseguiu qualificar-se na 15ª posição - uma a frente de Landi - e na corrida ele teria problemas de motor em seu Maserati #20 na volta 7. Algumas voltas depois, Chico Landi acabou entregando o seu #16 para Flinterman e a dupla terminaria na nona posição. Gino Bianco, no outro Maserati, abandonou na volta 4 com falhas no câmbio - além de Flinterman, os holandeses tiveram a presença de Dries Van Der Lof que pilotou um HWM Alta e terminou na 12ª posição. 

Após essa participação no GP holandês, Flinterman encerrou a sua carreira e concentrou forças definitivamente na aviação.

Já a Escuderia Bandeirantes, continuou na categoria até 1953. 

sábado, 13 de junho de 2026

94ª 24 Horas de Le Mans - 1ª à 4ª Hora


- Carros em volta de apresentação

- Inicia a 94ª 24 Horas de Le Mans 

- Cadillac #12 assume a ponta na Hypercar, seguido pela BMW #15

- BMW #20 assume a liderança, seguido pelo #12 da Cadillac; mais atrás a Cadillac #38 abre caminho entre o pelotão, assim como a Ferrari

- As Lexus vão bem na LMGT3 com os dois em segundo e terceiro. A liderança na classe é do Aston Martin #27

- As Toyota em batalha contra o Genesis #17 pela 12ª posição; O Toyota #7 subiu para 12º.

- René Rast, no comando do BMW #20, leva nove décimos de vantagem sobre o Cadillac #12 de Will Stevens. A terceira posição é do BMW #15

- Na LMP2 a liderança é do #28 da Idec Sport, seguido pelo #30 da Duqueine e o #4 da Crowdstrike

- Earl Bamber, no comando da Cadillac #8, na cola do Cadillac #101 de Filipe Albuquerque na briga pela quinta posição

- Alpine #35 é o terceiro, passando pelo BMW #15 que parece estar sem ritmo nesse momento

- A repetição da batalha entre as Ferrari 499P oficiais após a largada


- Continua a queda do BMW #15 que desce para quinto, perdendo a quarta posição para o Cadillac #101 da Wayne Taylor

- René Rast pegando tráfego neste momento, ao mesmo tempo que a Ferrari #51 se aproxima do Cadillac #38 pela sexta posição

- Toyota #7 nos boxes para a sua parada

- Cadillac #38 assume a quinta posição, deixando o BMW #15 para os ataques da Ferrari #51
- Toyota #8 em sua parada também. Equipe japonesa entrando em outra janela de trabalho, aparentemente

- BMW #15 caindo para sétimo, sendo superado pela Ferrari #51
- Neste momento, várias paradas de box reunindo os LMP2 e LMGT3

- Akkodis liderando as duas primeiras posições na LMGT3

- Mercedes #61 rodou e retornou; logo adiante ele acaba batendo na barreira de pneus na segunda perna da primeira chicane, danificando a dianteira

- Repetição da parada de box do Toyota #7 


- O BMW #20, líder da Hypercar, em trabalho de box

- Com as paradas de box, a Toyota assume o comando com o #8

- Batalha entre o Toyota #7 e o Cadillac #38 pela quarta posição

- Diferença entre o Alpine #35 que é o terceiro para o Toyota #7 o quinto, é de quatro décimos

- BMW #20 à três segundos do Toyota #8, que lidera a Hypercar neste momento

- Batalha pesada entre o Alpine #35, Cadillac #38 e Toyota #7 pela terceira e quartas posições

- Ferrari #51 arriscando tudo para assumir a oitava posição sobre a BMW #15

- Fim da primeira hora em Le Mans - Classificação



- A diferença do Toyota #8 sobre o BMW #20 é de oito segundos

- Toyota #7 em parada de box

-Toyota #8, que estava liderando, está em sua parada de box

- O #28 da IDEC também em parada de box

- Porsche #92 da Manthey dentro da garagem, com a parte dianteira sendo desmontada. Ao mesmo tempo, o #91 fazendo a sua parada

- Vários Hypercar parando nos boxes. A liderança neste momento é do BMW #20

- BMW #20, Cadillac #12 e #101, Ferrari #51 e #83 e suas paradas de box. Com isso, a Toyota #8 volta à liderança

- A liderança na LMP2 continua com o #28 da IDEC, seguido pelo #30 da Duqueine e pelo #43 da InterEuropol

- Na LMGT3 a liderança é do Lexus #78, seguido pelo BMW #69 e pelo Ford Mustang #77

- Pietro Fittipaldi, com o #26 da Vector, supera o #99 da Ao By TF ded P.J Hyett

- Cadillac #38 se aproximando da Alpine #35 pela batalha pela terceira posição
- Toyota #7 parando nos boxes enquanto que Habsburg ganha um fôlego sobre os dois Cadillac da Hertz Team Jota
- Brendon Hartley assume o comando do Toyota #8 nessa parada de box
- Aston Martin #27 rodou na saída da primeira chicane e retornou

- Fim da segunda hora - Resultado



- Antonio Felix da Costa assumindo o comando do Alpine #35
- Ferrari #50 fez a sua parada de box e retornou
- Ferrari #51 em ataque sobre o Cadillac #101 a Wayne Taylor
- Liderança na LMP2 é do #30 da Duqueine seguido pelo #28 da IDEC e pelo #29 da Forestier By Panis
- Na LMGT3  a liderança continua com o Lexus #78 seguido pelo BMW #69 e em terceiro o outro Lexus #87
- BMW #20 que liderava, está em trabalho de box e Sheldon Van der Linde assume o posto

- Boa batalha entre o Alpine #35, Toyota #7 e as duas Ferrari #51 e #50 pela quinta, sexta e sétima posições; o Ferrari #50 acabou rodando na Tertre Rouge após um toque com um LMP2 e voltou
- A rodada do Ferrari #50 na Tertre Rouge 


- Na LMP2, a #29 da Forestier assume a segunda posição na classe

- O dois Lexus nas duas primeiras posições na LMGT3, com o #78 em primeiro e o ##87 em segundo; em terceiro aparecia o Ford Mustang #77, até ser ultrapassado pelo Porsche #91

- Toyota #7 em sua parada de box

- Ayhancan Guven continua a sua escalada assume a segunda posição na LMGT3

A arte da Porsche Motor Racing retratando uma das paradas de box do #91

- Genesis #19 fez sua parada de box, com Jean Loup Chatin assumindo o comando. Voltou em 18º na classe

- Ferrari #50 em sua parada de box neste momento; ocupava a nona posição

- Batalha entre o Ferrari #51 e o Cadillac #101 pela terceira posição

- Fim da terceira hora - Resultado



- Ferrari #83 em sua parada de box, voltando em 13º

- Ferrari #51 em sua parada, assim como o BMW #15

- Full Course Yellow

- BMW #20 realizando a sua parada de box , assim como o Cadillac #12 e o Cadillac #101. Dessa forma, neutralizam a Toyota #8

- Bandeira verde em toda pista

- A BMW #20 fez a sua parada total neste momento

- Toyota #8 é o líder na Hypercar com 25 segundos vantagem sobre o BMW #20; a terceira posição é do Cadillac #38

- A Duqueine continua liderando a LMP2 com o #30, seguido pela #29 da Forestier by Panis; em terceiro aparece a InterEuropol #343

- A LMGT3 a Porsche lidera pela primeira vez essa classe graças a grande pilotagem de Ayhacan Guven no #91; Julian Hanses é o segundo com o Mercedes #62 do Team Qtar by Iron Lynx e em terceiro o Lexus #87 com Pechito Lopez

- Aston Martin #007 pressionando o Ferrari #83 pela 12ª posição

- Ferrari #51 se toca com o #9 da Proton nos S da Dunlop

- Com esse toque, o #9 da Proton foi aos boxes para reparos; retornou em 10º na LMP2

- Toyota #8 em sua parada de box; voltou em quarto

- Cadillac #38 assume o comando da Hypercar

- Ferrari #51 leva um Drive & Through por conta do incidente com o #9 da Proton



- Ótima batalha entre o Aston Martin #27 e o Mercedes #62 pela quinta posição, com o Aston levando a melhor; Ferrari #74 chegou ameaçar o Mercedes também

- Doriane Pin assumiu o comando do #30 da Duqueine que continua na liderança da LMP2; as segunda posição trocou de mãos e agora é o #343 da InterEuropol que é o segundo, com a terceira posição ficando para o #37 da CLX Motorsport

- BMW #15 em sua parada de box

- Ferrari #83 leva time penalty de 5 segundos por saída não segura dos boxes

- Cadillac #12 realizou a sua parada de box

- Fim da quarta hora - Resultado



quinta-feira, 11 de junho de 2026

94ª 24 Horas de Le Mans - Depois do desaire, melhor tempo para a Cadillac no ultimo treino livre

(Foto: DPPI)

Pouco tempo depois de uma qualificação eletrizante que viu a posição de honra ser trocada por conta de uma infração, a Cadillac, justamente com #38 que perdera a pole, voltou para o quarto e último treino livre para ser a mais veloz e mostrar que acontecera foi apenas um acidente de percurso. 

Sebastién Bourdais colocou o #38 da Hertz Team Jota na dianteira já no final do treino livre ao anotar 3'26''843, quase dois décimos mais rápido que o BMW #20 de Robin Frijns que terminou em segundo. A Toyota apareceu bem entre os primeiros chegando a liderar essa sessão final e ficou em terceiro com o #7.

Mathieu Vaxiviere fez o melhor tempo na LMP2 à bordo do #183 da AF Corse ao marcar 3'36''111, ficando seis décimos na frente do #30 da Duqueine que teve Doriane Pin no comando. Em terceiro fechou o #37 da CLX Motorsport com mais de um segundo de desvantagem para o #183.

Na LMGT3 a Corvette passou perto de fechar a trinca nesse quarto treino livre. O melhor tempo ficou para o #33 da TF Sport com a marca de 3'55''262, seguido pelo #34 do Team Turkey by TF com três décimos de desvantagem e em terceiro aparecendo o Aston Martin #23 da Heart Of Racing, com Eduardo Barrichello no comando.

Os carros voltam para pista no sábado com a realização do Warm-up e depois com a largada para a 94ª Edição das 24 Horas de Le Mans às 11 de manhã - horário de Brasília.

Resultado - Treino Livre 4

94ª 24 Horas de Le Mans - BMW conquista a pole após punição da Cadillac

 

(Foto: Willy Chanteloup)

A volta de Jack Aitken à bordo do Cadillac #38 da Hertz Team Jota tinha sido fenomenal a ponto de garantir-lhes a pole para essa edição, ficando míseros cinco milésimos à frente do BMW #15 pilotado por Dries Vanthoor. A festa foi bonita, com os poles de cada uma das três classes subindo ao pódio para receber as medalhas, mas ao mesmo tempo na parte de baixo as coisas mudaram rapidamente quando chegou a noticia que Aitken havia perdido a sua melhor volta e agora era relegado para décimo. O que foi divulgado de primeira é que ele não respeitou as regras indicadas pelo diretor de prova ainda no inicio da sessão.

A BMW chega a uma pole que estava perdida, mas ainda sim conseguiu lutar contra a Cadillac por esta ficando cinco milésimos da posição de honra. Desde os treinos de quarta que as coisas pendiam muito para os carros alemães e americanos para conquistar a pole, e acabou não sendo diferente. O tempo alcançado por Vanthoor - que torna-se o primeiro belga a largar na pole em Le Mans desde Jacky Ickx na edição de 1983 - foi de 3'22''564, cinco décimos mais veloz que Will Stevens no Cadillac #12 da Hertz Team Jota. A terceira posição ficou para o Alpine #35, que mostrou forte ritmo para poder brigar pela pole.

A Genesis acabou sendo a grande sensação ao levar seus dois carros para a Hyperpole 2 e se posicionar em quinto com o #19, enquanto o #17 ficou em nono. Um bom inicio para uma primeira visita em Le Mans. 

Decepção ficou por conta da Toyota que não teve carro na Hyperpole 2, mas talvez tenham alguma carta na manga em relação à corrida onde realmente importa. 

A Ferrari salvou um pouco da dignidade quando o #51 salvou um lugar no Hyperpole 2 no final do HY 1, mas passou perto de ter os dois carros de fora. 

Mais um bom destaque para a Aston Martin que teve o melhor resultado entre os carros LMH ao fechar em sétimo com o #009.

Na LMP2 a pole estava nas mãos da Forestier Racing by Panis quando Esteban Masson cravou o tempo de 3'32''855, mas ele viria perder essa pole após ser punido por atrapalhar o Mclaren #58 da Garage 59 ainda na primeira parte da qualificação da quarta. 

Com isso, a pole passou para o #28 da Idec Sport que será seguido pelo #29 da Forestier Racing By Panis, e em terceiro aparece #24 da Nielsen Racing que foi pilotado nesta Hyperpole por Jack Doohan. 

Na LMGT3 a pole ficou para o Aston Martin #27 da Heart Of Racing que teve Mattia Drudi no comando e fazendo o tempo de 3'52''433, nove décimos mais veloz que o Ferrari |#21 da Vista AF Corse. Em terceiro aparece o Lexus #87 da Akkodis - que ainda tem o #78 em quarto.

Resultados: Hyperpole LMP2-LMGT3 e Hyperpole Hypercar

94ª 24 Horas de Le Mans - BMW a mais veloz ao final do TL3

(Foto: BMW Motorsports)

Esse terceiro treino livre para a realização da 94ª Edição das 24 Horas de Le Mans só reforçou a impressão de que teremos uma qualificação muito equilibrada. Se a Cadillac chegou a posicionar seus três carros nas três primeiras posições (Jota - WRT - Jota) por um certo período, a BMW e Alpine mostraram que tem ritmo para enfrentar os carros americanos e desafiá-los mais tarde na conclusão do Hyperpole que acontecerá mais tarde. 

A BMW Team WRT chegou posicionar  seus dois carros nos minutos finais, mas a Alpine se fez presente com o seu #36 ao assumir a segunda posição. Dries Vanthoor colocou o BMW #15 no topo da tabela ao cravar a marca de 3'23''302, ficando quatro décimos à frente do Alpine #36 que foi conduzido por Victor Martins nessa fase final. A Cadillac ainda conseguiu um terceiro posto através do #12 da Hertz Team Jota com Will Stevens fazendo o tempo de 3'23''816. Na quarta posição aparece o BMW #20, mostrando o bom ritmo dos carros alemães. 

Destaque positivo para a Genesis que conseguiu um ótimo quinto lugar com o tempo de com o #17, repetindo um bom andamento que foi visto na parte noturna quando o #19 foi sexto no segundo treino livre. Para uma equipe que ainda está tateando para achar um bom caminho de desenvolvimento, tem sido uma ótima jornada para eles. 

A LMP2 viu o #29 da Forestier Racing by Panis fazer o melhor tempo de 3'34''252, repetindo o feito do TL2, ficando apenas 1 milésimo à frente do #30 da Duqueine e tendo o #343 da InterEuropol na terceira posição. 

Na LMGT3, Eduardo Barrichello ditou o ritmo ao cravar o tempo de 3'53''728 com o Aston Martin #23 da Heart Of Racing, desbacando o BMW #32 do Team WRT - conduzido por Augusto Farfus - por dois décimos. Em terceiro apareceu o Lexus #83 da Akkodis.

A tarde será realizada a segunda parte da Hyperpole, que definirá os poles de cada classe.

Resultados do Terceiro Treino Livre

94ª 24 Horas de Le Mans - O primeiro dia de atividades em La Sarthe

O Alpine A424 #35 de Antonio Felix da Costa/ Ferdinand Habsburg/ Charles Milesi
(Foto: DPPI)

Mesmo com duas sessões de treinos livres e uma primeira parte da qualificação sendo realizada, é possível apontar algum destaque? É bem provável que venhamos a cair na armadilha - ou tentação - em apontar pra já um favorito para a Hyperpole de amanhã, mas a verdade é que, sem sabermos do tão conflituoso BOP, a primeira sensação é que não existe um super favorito de imediato. Talvez uma leve impressão. 

A Cadillac, seja com os carros da Hertz Team Jota, seja com o solitário da Wayne Taylor Racing, parece ter um leve um favoritismo. Na primeira sessão de treinos livres vimos o #38 da Hertz Team Jota cravar o melhor tempo através de Earl Bamber que conseguiu melhorar a marca em duas voltas seguidas já na parte final de treino, desbancando o Cadillac #101 da Wayne Taylor que havia liderado boa parte das três horas de atividade. E os carros americanos poderiam muito bem ter cravado a trinca caso o BMW #20 do Team WRT não tivesse se intrometido e ficado em terceiro, seguido pelo #12 da Hertz Team Jota.

Mas a aparição repentina da Alpine na qualificação, deixou uma pequena duvida no ar de como pode ser essa segunda parte da Hyperpole. Para eles, que estarão disputando a sua última 24 Horas de Le Mans, é uma ótima oportunidade de conseguir uma lendária pole e tentar fazer uma saída digna. Mas eles sabem que a batalha será intensa, não somente com o desafio vindo dos Cadillac, mas também dos BMW do Team WRT que fizeram boas voltas no primeiro TL e depois na qualificação. 

Correndo por fora aparece a Aston Martin que foi uma grata surpresa no Test Day ao cravar o melhor tempo e no TL1 chegou figurar na ponta da tabela de tempos, assim como no turno da Hyperpole e também no TL2. Ferrari e Toyota, as velhas rivais, não podem ser descartadas, mas a principio não aparenta ter velocidade suficiente para a segunda parte da Hyperpole, mesmo que tenham feito boas voltas nos dois TLs - principalmente para a equipe italiana, que por muito pouco não viu seus três carros serem eliminados. O #83 da AF Corse, o atual campeão da prova, ficou de fora após não ter ritmo suficiente, já que perdeu parte do TL1 após a escapada de Yifei Ye na Mulsanne.

Para a Peugeot, que não tinha grandes aspirações para a Hyperpole, acabou sendo mais um grande desastre com seus 9X8 ficando de fora. 

Na LMP2, Doriane Pin foi o grande nome desde o TL1 e também na qualificação dessa classe ao levar o #30 da Duqueine ao melhor tempo após um duelo interessante contra Ian Aguilera que esteve muito bem no comando do #37 da CLX Motorsport, ao se revezarem na primeira posição. A pilota francesa cravou o tempo de 3'34''662, ficando com o melhor tempo. Mas como de costume, é classe onde não dá para cravar um favorito.

Da mesma forma como a LMP2, a LMGT3 segue a mesma toada em não dar nenhum indicativo de quem pode sair na pole. Em cada sessão, contando os dois treinos livres e qualificação, a tabela teve sempre um ponteiro diferente: enquanto que a Akkodis teve o seu Lexus #78 na liderança, o Mustang #77 da Proton fez o melhor tempo, mas com o Aston Martin #23 da Heart Of Racing na cola por apenas 24 milésimo na Hyperpole. No segundo treino livre, disputado na parte noturna, foi a vez do BMW #32 do Team WRT fazer a melhor marca através de Augusto Farfus. 

Saber quem será os poles de cada classe, será uma missão bem dificil. Mas com certeza não faltará emoção para tal em La Sarthe

Resultados

TL1 - Hyperpole Hypercar - Hyperpole LMP2 e LMGT3 - TL2

Foto 1051 - Bravo, Antonelli!

(Foto: ESPN) Por um longo período, sempre falei que o automobilismo italiano havia "gastado" toda sua reserva de grandes pilotos d...