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domingo, 25 de outubro de 2026

GP dos EUA - Há um passo

(Foto: Mercedes AMG Petronas/ Twitter)

A pole position de Kimi Antonelli no sábado já havia sido impressionante, visto que a batalha pela posição de honra no grid parecia pender para Charles Leclerc e Max Verstappen que haviam tido um ótimo desempenho nos treinos livres. Ele ter tomado a pole era um alerta para os demais que pretendiam algo nessa etapa americana. 

E a sua corrida foi brilhante do início ao fim, com ele realizando uma ótima largada e conseguindo manter uma diferença segura para Verstappen que flutuava entre os 2.3 e 2.8 segundos. Mesmo com a aposta da Red Bull em dar um jogo de pneus macios para Max ter uma oportunidade frente o piloto da Mercedes, Kimi esteve tranquilo e não se afobou em nenhum momento: mais tarde ele faria a sua troca de macios para os duros e recuperaria terreno sobre Leclerc (2º) e Max (1º) a ponto de reassumir a liderança ultrapassando Charles e ficando até ali para confirmar uma importante vitória. 

Ele tinha a chance de fechar a contenda nessa etapa, mas precisava de uma combinação de resultados que consistia em ter Hamilton chegando até a quinta posição e Russell em nono. Em mais uma corrida onde os dois ingleses não brilharam, eles terminaram em quarto e oitavo, respectivamente, e empurraram a decisão para a Cidade do México na próxima semana. Mas desta vez, uma simples nona colocação dará ao jovem italiano o seu primeiro título mundial e o recorde de campeão mais novo da história.

Este GP dos EUA foi apenas ok, com breves batalhas e uma esperança de houvesse uma disputa acirrada pela vitória que foi logo rechaçada pela ótima forma que Antonelli apresentou na pista texana. Leclerc salvou um bom segundo lugar se aproveitando de pneus macios novos nas voltas finais - e talvez ele tivesse uma bala de prata caso o SC entrasse em cena, quando Valtteri Bottas estacionou seu Cadillac no canto interno da pista com problemas mecânicos. Mas o VSC foi suficiente para que o carro do finlandês fosse retirado. Essa condição de pista privou Lewis Hamilton de conquistar um possível pódio, já que estava bem mais veloz que Max.

Verstappen relatou alguns problemas de dirigibilidade que foi deflagrado no seu segundo stint com pneus macios, o que o fez perder terreno para Kimi e dificultar qualquer chance dele conquistar a vitória. Do mesmo modo, Isack Hadjar também teve suas dificuldades e ficou em sexto.

Em mais um final de semana onde foi obliterado por seu companheiro, George Russell conseguiu apenas a sexta posição na classificação enquanto que Kimi conquistava uma importante pole. Na corrida, em momento algum, esteve em condições de lutar nem mesmo pelo pódio e fechou numa oitava colocação que acaba servindo de consolo, jogando a decisão para o México. 

Gabriel Bortoleto, que precisou trocar várias peças do motor de seu Audi, largou de último e lutou até onde pôde para fechar em 13º.

A única coisa que talvez Kimi Antonelli reclame deste GP, é de não ter provado o gosto do champanhe no lugar mais alto do pódio já que a legislação do Texas não permite consumo de bebida alcoolica por menores de 21 anos. Mas de resto, só tem o que comemorar e sorrir, esperando apenas pelo próximo fim de semana para cravar de vez o seu nome na história da categoria. 

domingo, 11 de outubro de 2026

F1 2026 - O despertar de Max

Mais um pra conta de Max e Red Bull: a segunda no ano e a primeira do piloto em Marina Bay
(Foto: Red Bull/ Twitter)

Se existe um momento que todos sabem que haverá um amplo domínio nas corridas, é quando Max Verstappen se encontra à vontade com seu carro. Isso foi muito comum nos últimos anos, principalmente nos anos de seus bi e tricampeonato. Ainda que este ano as coisas não foram fáceis na primeira parte do mundial, com Max sendo bem ácido em suas declarações - seja com o carro/ equipe, seja com o regulamento - as coisas melhoraram de forma significativa nos últimos GPs após o recesso: descontando seu acidente em Zandvoort logo no inicio, ele foi terceiro em Monza; segundo em Madrid e Baku; venceu em Sepang e agora em Marina Bay, local que até então ele nunca havia vencido. 

As duas corridas desse final de semana foram de amplo domínio do tetracampeão, tendo apenas um breve trabalho com a melhor largada de George Russell na Sprint Race. Mas o erro deste quando estava prestes a completar a primeira volta, facilitou as coisas para Max e ele venceu a corrida de sábado sem maiores problemas. Ele repetiria a pole da Sprint na qualificação para a corrida principal indicando que poderia repetir a dose no domingo. E foi o que o aconteceu. 

Ainda que Charles Leclerc tenha pressionado ele nas voltas iniciais, Max estava com tudo sob controle e usou a sua vantagem para se distanciar quando viu que as Ferrari tinham alguma velocidade, que mais tarde verificou-se inútil frente ao poder de fogo do carro rubro-taurino nessa pista que num passado já distante era território certo de vitória nos tempos de Sebastian Vettel: ali o piloto alemão venceu três vezes seguidas (2011, 12 e 13) ao volante dos Red Bull - e conquistaria uma quarta e uma quinta já pela Ferrari nos anos de 2015 e 2019. 

Para Max foi a primeira vitória em Singapura, enquanto que para a Red Bull foi a primeira desde a conquista de Sérgio Perez em 2022. Mas uma certeza que ficará a partir daqui é que eles se econtraram nessa segunda parte do mundial e credencia o piloto holandês chegar ao vice-campeonato, coisa que era impensável até antes da tradicional pausa de agosto.

A Ferrari poderia mais nessa corrida? Se a disputa fosse contra até mesmo contra Mercedes ou Mclaren, talvez até pensassem em algo, mas desta vez eles esbarraram num duo inspirado que foi Max e Red Bull. Charles Leclerc foi muito bem na qualificação, ficando muito próximo da pole para a corrida principal, mas não conseguindo seguir o ritmo de Verstappen e com isso a segunda posição acabou sendo de bom agrado para ele. Lewis Hamilton não esteve em seu melhor fim de semana e a mancada de não ter parado para fazer uma troca de pneus no último VSC lhe custou a posição no pódio. Ele assumiu a culpa pela aposta arriscada e após a prova ele passaria mal devido o desgaste.

Se tem um piloto nesse final de semana que fez um corrida bem consciente para a sua situação no campeonato, foi Kimi Antonelli. Sua qualificação não foi das melhores para a Sprint Race - saiu de sétimo - , mas se beneficiou do acidente de Russell no início e do enrosco das Mclarens para chegar num bom quarto lugar. E na corrida principal fez o suficiente para subir ao pódio sem correr grandes riscos ao terminar em terceiro, somando pontos ainda mais importantes para a sua caminhado ao primeiro título mundial. George Russell teve mais um final de semana complicado: teria uma boa oportunidade na Sprint Race, mas desperdiçou com o acidente e na corrida largou do final do pelotão devido a troca de motor e demais componentes, mas não conseguiu ir muito além que a nona posição. Se ele ainda sonha com este título, precisará de um grande milagre nessas etapas finais. 

A Mclaren teve mais um de seus finais de semana apagados com seus dois pilotos. O enrosco na volta final da Sprint Race era bem evitável e na corrida principal nenhum de seus dois pilotos teve ritmo para conseguir almejar algo nessa etapa. 

De todo modo, este GP de Singapura seguiu a sina de ser uma corrida longa e modorrenta e bem parca de emoções. Meio que é uma marca registrada desde circuito que completou neste 2026 dezoito anos de sua estreia no calendário do Mundial de Fórmula-1.    

GP dos EUA - Há um passo

(Foto: Mercedes AMG Petronas/ Twitter) A pole position de Kimi Antonelli no sábado já havia sido impressionante, visto que a batalha pela po...