segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

58ª 24 Horas de Daytona – Mais uma para a Wayne Taylor e Cadillac


Para quem assistiu a as 24 Horas e Daytona de 2020 desde o inicio, talvez tenha esperado por uma batalha titânica na classe principal (DPi) quando se deparou com um volume intenso de disputas entres os principais favoritos. Acura, Mazda e Cadillac estavam no mesmo nível e isso sugeria uma disputa intensa pelas próximas horas. Porém as coisas foram se definindo por etapas: a Mazda teve um belo inicio de corrida, especialmente com o então pole #77 que liderou de forma segura as primeiras horas da prova, mas acabaria por ser superado pelo Cadillac #10 da Wayne Taylor quando Kamui Kobayashi mostrou a sua classe na condução do belo protótipo preto. Mas ainda podíamos ver que os rivais mais diretos estavam próximos, como eram os casos dois Acura do Team Penske e o Cadillac #5 da JDC Miller, enquanto que outro favorito a corrida, o Cadillac #31 da Action Express, enfrentava um problema de superaquecimento por causa de lixo alojado na tomada de ar e isso o fizeram cair na classificação.
Apesar de problemas mais graves não terem atingido o pelotão da DPi, pequenos percalços fizeram parte: o Cadillac #10 sofreu com punições e problemas que poderiam muito bem ter deitado a corrida da equipe por terra. A condução de Ryan Briscoe no meio desses problemas foi importante para deixar o carro entre os primeiros e com chances de vitória; alguns problemas também fizeram parte da rotina da tripulação do Cadillac #31: além do já mecionado superaquecimento, um problema de cambio acabou de vez com qualquer que fosse a chance do quarteto formado por Felipe Nasr/ Pipo Derani/ Mike Conway/ Filipe Albuquerque de tentar, pelo menos, um pódio. Os Acuras pareciam fortes, mas o primeiro a dar adeus a qualquer oportunidade foi o #7 pilotado por Helio Castroneves/ Ricky Taylor/ Alexander Rossi quando foi acertado na freada para a “Bus Stop” pelo Mazda #55 então pilotado por Harry Tincknell. No momento do incidente, era Castroneves quem estava o volante e vinha com uma condução bem sólida, mas a escapada e forte batida nos pneus fez o brasileiro levar o carro para o boxes e por lá ficar por um bom tempo e perder 23 voltas para o líder. O outro Acura #6, conduzido por Juan Pablo Montoya/ Dane Cameron/ Simon Pagenaud, esteve bem nas horas seguintes, mas enfrentaria problemas mecânicos que também os privaram de tentar algo a mais.
A Wayne Taylor, com o seu Cadillac #10, esteve em grande forma apesar dos pequenos problemas que enfrentaram. Mesmo com a oposição do Mazda #77, que esteve na sua cola nas últimas três, quatro horas de prova, e do Cadillac #5 da JDC Miller que pareceu muito forte principalmente na noite/ madrugada, onde chegou liderar bem, o carro negro com patrocínio da Konica Minolta foi sempre o mais veloz do lote. A recuperação de Ryan Briscoe, após enfrentar problemas com a direção hidráulica e mais tarde por conta da punição de 60 segundos por não ter respeitado o sinal vermelho na saída de box, foi o ponto chave para que o Cadillac #10 não perdesse tempo em relação seus rivais. Quando Kobayashi assumiu o comando, o carro já estava na dianteira e o japonês continuou com seu ritmo forte e agressivo para responder qualquer possível investida do Mazda #77 e do Cadillac #5, para dar a Wayne Taylor Racing mais uma vitória nas 24 Horas de Daytona. Para Kamui, que já havia estreado em 2019 com vitória, foi a sua segunda consecutiva – assim como Van Der Zande – enquanto que Scott Dixon ganhou pela quarta vez, sendo essa a terceira na geral e Ryan Briscoe, vital para este sucesso, vencendo pela primeira vez. Na segunda colocação ficou o Mazda #77 – que completou pela primeira vez a clássica americana – pilotado por Oliver Jarvis (que esteve muito bem nos seus stints)/ Tristan Nunez/ Olivier Pla e na terceira colocação o Cadillac #5 de Loic Duval/ Sebastien Bourdais/ João Barbosa. Para os brasileiros, que repousavam uma boa oportunidade de vitória nessa classe e que ficou pelo caminho com o Cadillac #31 e Mazda #7, teve em Matheus Leist o seu melhor representante ao terminar em quinto com o Cadillac #85 da JDC Miller que ele compartilhou com Juan Piedrahita/ Chirs Miller/ Tristan Vautier.

Na LMP2, vitória para a Dragonspeed


Nesta classe, a exemplo da principal, as coisas pareciam ser emocionantes, mas no decorrer das horas foram se acalmando a ponto do #52 da PR1 Mathiasen parecer como grande favorito a conquista, mas um pequeno incidente fez com que o Oreca 07 da equipe ficasse parado por três voltas para reparos.
O caminho ficou aberto para que o #81 da Dragonspeed USA pudesse liderar. Um pneu furado na quinta hora podia ter dificultado ainda mais as coisas, porém os problemas que iam a frente do carro estelar facilitou um pouco as coisas e o quarteto formado por Bem Hanley/ Henrik Hedman/ Colin Braun/ Harrison Newey passou para vencer na classe, nessa que foi a segunda conquista consecutiva da equipe. Eles terminaram com duas voltas de vantagem sobre o #52 da PR1 que teve na formação do seu quarteto Bem Keating/ Simon Trummer/ Nick Boulle/Gabriel Aubry. A terceira colocação ficou para o quarteto do #18 da ERA Motorsport formado por  Kylle Tilley/ Dwight Merriman/ Ryan Lewis/ Nicolas Minassian.

BMW vence o duelo com a Porsche no GTLM



Talvez tenha sido a classe que proporcionou os melhores duelos. A BMW Team RLL, com o seu M8 de #24, aceitou o desafio vindo dos dois Porsche 911 da equipe oficial e partiu para um duelo espetacular que se entendeu até a última hora, acalmando apenas nos últimos 40 minutos quando a derradeira bateria de pit-stop foi realizada e o BMW voltou à frente e aniquilou de vez qualquer chance da Porsche vencer nessa classe.
Mas antes disso, o duelo entre o BMW #24 e o Porsche #911, pilotados por Jesse Krohn e Earl Bamber, respectivamente, animou as horas finais. Mesmo em horas anteriores, ficava claro que a disputa não fugiria deste trio mesmo havendo uma intromissão e outra do novo Corvette C8.R #3. Ficava claro que o BMW M8 #24 tinha uma velocidade absurda na parte do oval e vendo que isso seria impossível de lutar no mano a mano, levou Bamber a conduzir de forma brilhante o Porsche na parte do miolo para que houvesse distância suficiente para defender-se dos ataques do BMW. Isso funcionou bem até penúltima parada de box, quando o BMW #24 conseguiu supera o #911 e ir a caça do Porsche gêmeo #912, então pilotado por Nicki Tandy naquele momento. Ao contrario que conseguira Bamber, Tandy não teve a mesma destreza para segurar o BMW e procurar, ao menos, atrasá-lo para uma possível aproximação do #911 e acabou perdendo a liderança no contorno da primeira curva para a segunda quando o seu carro escorregou e deixou o caminho aberto para a conquista da liderança do BMW. Mesmo com a parada final, faltando em torno de 45 minutos, não foi possível uma mudança de cenário e o BMW #24 – com quarteto formado por John Edwards/ Augusto Farfus/ Chaz Mostert/ Jesse Krohn – passou para vencer na classe, com os dois Porsche (#912 e #911) em segundo e terceiro. A Corvette posicionou-se em quarto na estreia do seu novo C8.R de motor dianteiro, com os pilotos do #3 – Antonio Garcia/ Jordan Taylor/ Nick Catsburg – conseguindo um bom ritmo e fechando com apenas uma volta de atraso para o vencedor da classe. O único problema que tiveram foi uma rodada de Catsburg ainda nas primeiras horas, após baterem porta com o Aston Martin #98 da GTD. Ao menos o #3 teve melhor sorte que o outro Corvette #4 pilotado por Oliver Gavin/ Tommy Milner/ Marcel Fassler, que precisou ficar por mais de oito horas de reparos na parte mecânica – inclusive com a retirada do motor.
Foi uma má jornada também para a Ferrari #62 da Risi Competizione – a única da classe – que foi pilotada por James Calado/ Daniel Serra/ Alessandro Pier Guidi/ Davide Rigon: primeiramente problemas na parte da traseira – perfurações – que influenciaram bastante no rendimento do carro, e para piorar uma punição por ter girado as rodas com o carro suspenso durante uma parada de box na segunda hora. O tiro de misericórdia foi outros problemas que apareceram na parte final da prova, que culminou no abandono. Outro que enfrentou uma série de problemas e ficou de fora da disputa direta, foi o BMW M8 #25 conduzido por Connor De Phillipi/ Colton Herta/ Philipp Eng/ Bruno Spengler.

Batalhas e vitória para a Lamborghini na GTD



Assim com a GTLM, a GTD também teve seu suspense com uma batalha direta entre dois Lamborghinis, um Audi e um Porsche pela vitória. Mas coube ao Lamborghini Huracán GT3 EVO #48 (Madison Snow/ Bryan Sellers/ Corey Lewis/ Andrea Caldarelli) da Paul Miller Racing a honra de levantar a taça nessa classe após duelar contra o outro Lamborghini Huracán #44 da GRT Magnus pilotada por John Potter/ Andy Lally/ Spencer Pumpelly/ Marco Mapelli na última hora de prova e vencer após uma estratégia de box que colocou o #48 na frente do #44 para não perder mais. Quem estava com boas chances era o Audi R8 LMS GT3 #88 da WRT Speedstar Audi Sport – Mirko Bortolloti/ Rolf Ineichen/ Daniel Morad/ Dries Vanthoor – que ainda tinha um ritmo muito bom até a atenpenultima volta com Vanthoor virando tempos velozes, mas não puderam fazer muito contra os Lamborghinis na parte final da prova e terminaram em terceiro, com 40 segundos de atraso.
A Porsche teve boa oportunidade com o #9 da Pfaff Motorsports quando este, pilotado por Dennis Olsen/ Zacharie Robichon/ Lars Kern/ Patrick Pilet, estava em grande forma na corrida e viu tudo ir por água abaixo quando um sério problema no eixo da transmissão os tiraram da luta. Quem levou susto foi o quarteto feminino composto por Christina Nielsen/ Katherine Legge/ Tatiana Calderon/ Rahel Frey quando o Lamborghini #19 da GEAR Racing que elas estavam comandando teve principio de incêndio quando faltavam cinco horas para o final, forçando o abandono do quarteto. O Mercedes AMG GT3 EVO da Riley Motorsport, pilotado por Lawson Aschenbach/ Ben Keating/ Gar Robinson/ Felipe Fraga, teve problemas no motor, mas conseguiu retornar para receber a quadriculada após um longo período nos boxes.
Esta edição das 24 Horas de Daytona teve novo recorde de distância com 833 voltas completadas pelo Cadillac #10, superando as 808 voltas de 2018. A corrida deste também teve um dos maiores períodos sem bandeira amarela, atingindo sete horas em pausa.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Foto 828: Mike Hawthorn, Casablanca 1958


O ano dos ingleses. Na foto, Mike Hawthorn durante o GP do Marrocos que sediou a última etapa do campeonato de 1958. Aquela temporada foi quase 100% britânica, com apenas a vitória do GP de Mônaco ficando para Maurice Trintignant e a Indy 500 que não contou com a presença dos pilotos da Fórmula 1. Foram 10 vitórias de pilotos britânicos, sendo Stirling Moss o maior vencedor entre eles ao conquistar quatro vitórias. Nas equipes, os ingleses estiveram em grande forma também ao vencerem oito corridas (seis da Vanwall e duas da Cooper) e duas da Ferrari. Os resultados levaram a Vanwall a vencer o primeiro Mundial de Construtores com 48 pontos, oito a mais que a Ferrari.
Entre os pilotos, o título foi decidido em Casablanca (Marrocos). A corrida foi marcada pelo acidente do piloto inglês Stuart-Lewis Evans, que veio falecer dias depois. Hawthorn e Moss estavam na luta pelo título com vantagem para Mike que estava oito pontos à frente. Moss venceu a corrida e Hawthorn foi o segundo, o que foi o suficiente para ele conquistar o mundial. Foi a sua última temporada.
Em 1959 Mike Hawthorn anunciou a sua aposentadoria precoce (tinha 29 anos) e pouco tempo depois morreu num acidente rodoviário, que completa hoje 61 anos.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Foto 827: Jacarepaguá, 1986


Belíssima foto do saudoso Jacarepaguá, aqui retratado durante o GP do Brasil de 1986.
Ayrton Senna (Lotus) puxando o pelotão, seguido por Nelson Piquet (Williams), René Arnoux (Ligier), Nigel Mansell (Williams), Michele Alboreto (Ferrari), Jacques Laffite (Ligier) e mais os McLaren de Keke Rosberg e Alain Prost.
Piquet e Senna fizeram a dobradinha brasileira, seguido por Jacques Laffite e René Arnoux. Mansell abandonou ainda no início, enquanto que Rosberg saiu na volta 6 por problemas no motor assim como Prost, que abandonou na volta 30. Michele Alboreto saiu na volta 35 por problemas no sistema de combustível.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Foto 826: Rally de Acrópole, 1986

Os reparos nos Peugeot 205 Turbo 16 E2 durante os intervalos dos estágios do Rally de Acrópole de 1986, sexta etapa do WRC (ou Grupo B, como queiram) daquela temporada.
Na foto, pela ordem, o #5 de Juha Kankkunen/ Juha Piironen, o #9 de Bruno Saby/ Jean-François Fauchille e o #1 de Timo Salonen/ Seppo Harjane.
Apenas dois destes Peugeot chegaram ao final, com o #5 de Kankkunen/ Piironen vencendo a etapa, seguido pelo Lancia Delta S4 #8 de Mikki Biasion/ Tiziano Siviero e com o outro Peugeot #9 de Saby/ Fauchille em terceiro.
O Peugeot de Salonen/ Harjane abandonou por problemas na suspensão.
Juha Kankkunen/ Juha Piironen e a Peugeot venceram aquele mundial de 1986, com o duo finlandês vencendo três provas (Suécia, Acrópole e Nova Zelândia) e a Peugeot ganhando 6 das treze etapas.

domingo, 19 de janeiro de 2020

Foto 825: Jenson Button, Melbourne 2009


O festejo de Jenson Button após a sua vitória no GP da Austrália de 2009, que iniciou a caminhada para um surpreendente título para ele e então novata BrawnGP, que havia surgido meses antes do que sobrara da Honda.
Jenson era a esperança do automobilismo britânico no início dos anos 2000, tendo feito uma boa temporada de estréia em 2000 pela Williams e andando no mesmo nível que Ralf Schumacher na segunda parte daquele mundial.
Porém a sua carreira foi pautada em ir para certos lugares em momentos errados, como ter ido para a Benetton em 2001 - quando esta já estava em fase de transição para a Renault, onde ele ficou em 2002 e não teve grandes oportunidades. Mas acabou indo para a BAR em 2003 onde teve grandes atuações, que culminou na sua primeira vitória - e com estilo - no chuvoso GP da Hungria de 2006.
Apesar dos anos seguintes não terem sido dos melhores, 2009 foi uma grande oportunidade que apareceu assim como um cometa. E claro, foi muito bem aproveitado.
Hoje o Campeão Mundial de 2009 completa 40 anos.

sábado, 18 de janeiro de 2020

Foto 824: Pedro Rodríguez, Spa 1970

Um momento de festa para a BRM e Pedro Rodríguez, após o GP da Bélgica de 1970 vencida pelo mexicano.
Na foto ele está junto de Tony Southgate, então projetista da BRM e que fez o P153 que ajudou Rodríguez a conquistar o GP belga daquele ano.
Pedro Rodríguez completaria hoje 70 anos.


Foto 823: Christian Fittipaldi, Mil Milhas Brasileiras 1994



Um jovem Christian Fittipaldi a bordo do Porsche 911 Carrera RSR 3.8 da Roock Racing, que ele dividiu com seu pai Wilson Fittipaldi na 24a 1000 Milhas Brasileiras de 1994, realizada em Interlagos no dia 22 de janeiro.
Ambos venceram clássica brasileira após completarem 372 voltas, terminando 4 voltas a frente do trio formado por Antônio Hermann/ Franz Konrad/ Mikael Gustavsson, que pilotavam o Porsche 911 GT Le Mans da Konrad Motorsport e nove voltas adiante do trio do outro Porsche 911 RSR da Konrad Motorsport, formado por Maurizio Sandro Sala/ Ornulf Wirdheim/ André Lara Rezende.
Hoje Christian Fittipaldi, um dos melhores pilotos de Endurance deste século, completa 49 anos.

Foto 822: Gilles Villeneuve, 70 anos


Louco, veloz; espetacular, inconsequente; gênio, doido... Seja lá as qualidades, defeitos, adjetivos que sejam usados para definir Gilles Villeneuve, a verdade é que a estadia do canadense entre 1977 até 1982 na Fórmula 1 foi marcada por momentos espetaculares e - infelizmente - trágicos. Podem dizer que a sua presença na Ferrari ajudou a mistificar o seu nome - o que não deixa de ser uma verdade -, mas Gilles ainda tinha aquele espírito combativo que levava uma disputa até as últimas consequências e, caso estivesse ao lado de um piloto respeitoso, entraria para a história como um dos grandes momentos do motorsport - os duelos contra René Arnoux (Dijon 1979), as inúmeras disputas contra Alan Jones e a sua condução espetacular em Jarama 1981, não deixam mentir. A foto do post é do final de semana do GP da Bélgica de 1978, disputado em Zolder, na ocasião em que ele terminou em quarto.
Hoje o "Principe da Destruição" completaria 70.
Sallut Gilles!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Foto 821: Maurice Trintignant, Monte Carlo 1964

O veterano Maurice Trintignant durante o final de semana do GP de Mônaco de 1964, com seu BRM P57. Na ocasião o francês largou na 13ª posição e abandonou na volta 53 por superaquecimento de motor.  A prova foi vencida por Graham Hill com Um BRM.
Maurice disputou 84 provas entre 1950 e 1964 e venceu duas vezes o GP de Mônaco, em 1955 (Ferrari) e 1958 (Cooper Climax), além de ter sido palco da sua estréia no mundial em 1950 quando pilotou um Simca Gordini. O “Le Petoulet” – alcunha ganha no final dos anos 40 quando descobriu que o problema em seu Bugatti particular, que havia ficado guardado num celeiro por todo período da Segunda Guerra, tinha sido causado por fezes de rato que entupiram o filtro de combustível durante a Coupé de La Liberation de 1945, e daí o apelido que significa “O Homem de Fezes de Rato” – encerrou a sua carreira no final de 1964 após o GP da Itália. Trintignant foi cuidar de seus vinhedos na cidade de Vergèze e faleceu em 2005 em Nimes, quando estava com 87 anos

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Foto 820: Dia de Gênios



Dois dos grandes pilotos do último século.
A.J. Foyt e o Coyote Ford chegando no Victory Lane após a sua quarta e última vitória na Indy 500 de 1977, então recorde que seria igualado por Al Unser Snr. e Rick Mears no decorrer das próximas décadas.
Na outra foto, Luis Pereira Bueno no Surtees Ford Cosworth durante o GP do Brasil de 1973 disputado em Interlagos. Na ocasião ele terminou na 12a posição, quatro voltas atrás de Emerson Fittipaldi então vencedor daquele primeiro GP da Fórmula 1 aqui no país.
Foyt e Bueno nasceram no dia 16 de janeiro: enquanto o americano nasceu em 1935, o brasileiro veio ao mundo em 1937.
A.J completa hoje 85 anos e Luis Pereira Bueno completaria 83 anos.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Foto 819: GP da França, 1975


Uma das belas fotos de Paul Ricard. A foto do post é do grid de largada do GP da França de 1975, disputado em 6 de julho. Niki Lauda lidera o pelotão, com Jody Scheckter em segundo, James Hunt em terceiro, Jean Pierre Jarier em quarto, José Carlos Pace em quinto e Tom Pryce em sexto. Pace e Pryce abandonaram por problemas na transmissão, enquanto que Scheckter fechou em nono e Jarier em oitavo.
Niki Lauda venceu este GP - a quarta até então naquela temporada - seguido por James Hunt - que chegou ameaçar a conquista do piloto austríaco - e na terceira colocação Jochen Mass, que fechou em terceiro e fez a melhor volta da corrida.

domingo, 12 de janeiro de 2020

Foto 818: Fittipaldi, Óscar Galvez 1975


Um dos momentos mais importantes do motorsport brasileiro na Fórmula 1. Wilson Fittipaldi Jr. no comando do Fittipaldi FD-01 no final de semana do GP da Argentina , que marcou o início do campeonato de 1975 da F1.
Um final de semana onde se viu que muita coisa ainda estava por melhorar num carro que foi testado a exaustão em 1974, mas que agora era posto a prova contra os melhores do mundo. Apesar das dificuldades encontradas por conta da juventude do FD-01, Wilsinho ainda teve o prazer de duelar contra Graham Hill pela 17a colocação daquele GP argentino. Infelizmente a corrida durou apenas 13 voltas, com Wilsinho rodando e batendo no guard rail por conta de uma quebra de suspensão traseira. O acidente ainda foi acompanhado de incêndio, que consumiu o FD-01 após a saída de Fittipaldi. Apesar do desaire, a história já havia sido feita: um Fórmula 1 brasileiro havia largado num GP do Mundial. Pessoas como o próprio Wilson Fittipaldi Jr., passando por Ricardo Divila, Yoshiatsu Itoh, Darci Medeiros, Odilon Costa Franco Jr. e tantos outros que contribuíram para aquele sonho viesse a realidade, merecem toda reverência pela eternidade.
Aquela aventura de uma Equipe Brasileira na Fórmula 1 teve início há exatos 45 anos, no já distante e quente verão de Buenos Aires de 12 de janeiro de 1975.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Foto 817: Ignazio Giunti, Spa Francorchamps 1970


A estréia de uma promessa. Ignazio Giunti já era conhecido no meio dos Sportscar exatamente pelos serviços prestados a Ferrari no Mundial de Marcas.
Na foto a sua estréia no Campeonato Mundial de Fórmula 1 no GP da Bélgica em Spa-Francorchamps. Foi um início promissor, onde Giunti conseguiu colocar a Ferrari 312B #28 na oitava colocação do grid e terminar a corrida em quarto - sem contar que ainda houve um erro da direção de prova ao mostrar a bandeira preta para ele, acreditando que era o Ferrari de Giunti que espalhara óleo pelo circuito, mas que depois verificaram que o vazamento vinha do BRM de Jackie Oliver que acabou por abandonar. A prova, a última da F1 no antigo traçado de Spa Francorchamps, foi vencida por Pedro Rodríguez com a BRM.
Hoje completa 49 anos do acidente que tirou a vida do piloto italiano, durante os 1000km de Buenos Aires válidos pelo Mundial de Marcas de 1971.