terça-feira, 28 de setembro de 2010

Garotas da F1- GP de Cingapura

E a organização caprichou não só na pista, mas também nas garotas que são muito belas.

Análise dos dez primeiros- GP de Cingapura 2010

Fernando Alonso- Pole, vitória, melhor volta e 100% das voltas na liderança. Não é preciso dizer mais nada, seu desempenho foi genial. Mesmo com Vettel no seu cangote a prova toda ele não aliviou em momento algum seu ritmo. Vitória importante que o coloca de vez briga pelo mundial, mas os motores podem azedar sua pretensão ao título.


Sebastian Vettel- Enfim uma boa corrida do alemãozinho, mas sem nunca deixar de cometer seus erros. Errou no classificatório quando tinha a pole no bolso ao ralar o pneu traseiro direito no muro e na corrida, não conseguiu emplacar uma boa seqüência de voltas rápidas. A equipe também pisou na bola ao mandá-lo entrar na mesma volta em que Alonso fez sua parada de box. Um a ou duas voltas a mais na pista, poderia ter lhe dado uma possível vitória.


Mark Webber- Saiu em quinto, fez uma parada de box nas primeiras que o jogou para 11º. Recuperou-se até a oitava posição e estava em terceiro na segunda relargada, graças a um ritmo muito bom que o jogou na frente das duas Mclarens. No incidente com Hamilton, podia ter recolhido o carro mais cedo, mas no calor da disputa é algo quase impensável e daí a culpa foi de ambos. Agora tem Alonso na sua cola no campeonato, com 11 pontos de vantagem sobre o espanhol.


Jenson Button- Corrida apagada do inglês, mas o carro da Mclaren não esteve bem durante o fim de semana todo, que refletido no desempenho do sempre combativo Hamilton. Teve uma pequena esperança no final da corrida, quando esteve na caça à Webber, que tentava se equilibrar nos pneus totalmente gastos. A ultrapassagem não veio, mas ao menos ainda está na briga pelo campeonato, há uma vitória do líder Webber.


Nico Rosberg- Assim como em Monza, prova tranqüila do alemão que não foi ameaçado por ninguém. O que lhe falta é um bom carro para poder explorar mais suas potencialidades.


Rubens Barrichello- Ótima classificação ao sair em sexto, na frente das duas Mercedes. Na prova um má largada que o jogou para oitavo, mas teve sorte ao ganhar as posições do desistente Hamilton e da furada do pneu do Renault de Kubica para chegar em sexto. Um grande fim de semana para o veterano piloto.


Robert Kubica- Corrida tranqüila até então, mas um pneu furado parecia ter estragado sua corrida. O polonês não baixou os braços e foi à busca de Petrov, Hulkenberg, Massa e Sutil para chegar em sétimo e salvar a sua boa corrida. Foi uma dádiva para quem viu as últimas voltas do polonês em Marina Bay.


Felipe Massa- Depois do azar danado no treino de sábado com o problema do câmbio, ele saiu em último e fez uma parada de box na primeira entrada do safety, ainda no inicio da corrida, tentando ganhar algumas posições caso este entrasse novamente. Não surtiu muito efeito e desgastou seus pneus todos atrás de Hulkenberg. Chegou em décimo, mas graças as punições de Hulk e Sutil ele pôde marcar mais três pontos.


Adrian Sutil- Boa prova, apesar de ter largado em 15º. Escalou o pelotão até duelar com Petrov e Hulkenberg pelas posições pontuáveis. Acabou sendo punido em 20s por cortar a curva 7 no inicio da corrida, assim caiu de oitavo para nono.


Nico Hulkenberg- Outro que fez boa corrida, mas sempre atrás de Rubens. Também foi punido por cortar uma chicane e assim ficou em décimo. É veloz, mas tem errado aos montes. Normal para sua primeira temporada.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Bathurst Ferodo 1000, 1972

Um ótimo vídeo da prova de 1972 da V8 Super Car australiana, vencida por Peter Brock pilotando um Holden Torana GTR-XUI. Confiram:

A nova ameaça a Red Bull: Alonso e Ferrari

Christian Horner, chefe da Red Bull, havia sido indagado sobre quem podia fazer frente a sua equipe e sem pestanejar, ele apontou a Ferrari como a principal ameaça aos touros vermelhos. Talvez ele estivesse apenas menosprezando a Mclaren, que até então, no GP da Bélgica, estava quase no mesmo nível deles. Porém não era um menosprezo, mas sim uma constatação da crescente desempenho da Ferrari nas últimas provas. No final de semana em Cingapura, as suas declarações estavam certas e Fernando Alonso dominou amplamente, desde o classificatório até bandeirada final. Mesmo com Vettel no seu encalço, Alonso teve a corrida sob domínio e mesmo quando o alemão tentava reagir, ele de imediato respondia com uma volta veloz. E assim foi pelas 61 voltas da corrida em Marina Bay, completadas em quase duas horas. Alonso, enfim, fez uma boa largada espremendo Vettel no muro e assim garantindo a sua posição. Foi a sua quarta vitória no ano, a segunda consecutiva com Hat Trick e para mostrar como foi dominante, ainda liderou 100% da prova. Um final de semana brilhante.
Enquanto que Alonso e Vettel festejam suas recuperações num campeonato que já parecia perdido para ambos, Hamilton tem com que se preocupar. Foi sua segunda prova sem pontuar, devido, mais uma vez, por seu excesso de arrojo. Acabou fechando cedo demais uma manobra de ultrapassagem sobre ninguém mais que Webber, então líder do campeonato, e acabou levando um toque no pneu traseiro esquerdo e abandonando a prova. Webber ainda prosseguiu na corrida e fechou em terceiro, após ter feito uma arriscada tática de parar no início da prova para trocara para pneus duros. Devido sua ótima recuperação sem perder tempo atrás de outros concorrentes, ele pode ficar à frente de Hamilton quando houve a segunda entrada do safety. Daí aconteceu o toque entre eles quando disputavam a terceira posição. Um acidente que pode e muito, sair caro a Hamilton e Mclaren.
Button fechou em quarto sem mostrar grande brilhantismo, apenas levando um carro que estava abaixo da expectativa dele, de Hamilton e Mclaren nesta prova. Ao menos ainda continua vivo no mundial, agora com vinte cinco pontos de desvantagem para Webber.
A corrida foi boa num modo geral. Duas entradas do safety, sendo que na segunda foi onde aconteceram os grandes lances, como a grande recuperação de Kubica abrindo caminho ao meio do pelotão após fazer um pit stopnão programado, devido um pneu furado. Ultrapassou Petrov, Massa, Hulkenberg e Sutil com estilo e arrojo, aproveitando-se bem dos seus pneus novos. Kamui Kobayashi, mesmo batendo, ainda teve tempo de dar um chega-pra-lá em Schumi, quando estes travavam um duelo pela nona posição, isso antes a entrada do segundo safety. E a temida chuva não apareceu, o que deixou a prova previsível.
Suzuka é a próxima parada e lá é mais um circuito que Ferrari e Red Bull podem dominar as ações. Mas sendo uma pista seletiva, no estilo de Spa, a Mclaren estará no páreo por essa briga. Ainda faltam quatro etapas, mas pode se tornar apenas três. A corrida da Coréia ainda está ameaçada pela demora das obras. A pista ainda precisa de mais uma camada de asfalto, que demora cerca de 45 dias para curar. Caso isso aconteça, quem pode sair perdendo é Hamilton que terá apenas três corridas para tentar uma recuperação. E ainda tem os motores, pelo que parece, todos os cinco vão entrar na corrida nipônica de motor usado.
A madrugada do dia dez de outubro promete ser das boas.
Assim como Alonso, Vettel também de volta na briga pelo título. É esperar para ver como se comportará nas últimas provas.

O acidente que originou o segundo safety: Kobayashi entrou forte e bateu na curva da ponte e Senna, que não viu sinalização alguma, segundo ele, entrou em cheio no Sauber do japonês.


A desolação de Hamilton que mais um vez abandonou e vê a coias complicarem para ele no mundial.


Um extintor, por favor! Kovalainen sai calmamente de seu Lotus em chamas para pegar um extintor e apagar o incêndio.

RESULTADO FINAL
Grande Prêmio de Cingapura- 15ª etapa
Circuito de rua- Marina Bay
26/9/2010


1. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): 1h57min53s579
2. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull Renault): +0s293
3. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault): +29s141
4. Jenson Button (ING/McLaren Mercedes): +30s384
5. Nico Rosberg (ALE/Mercedes): +49s394
6. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth): +56s101
7. Robert Kubica (POL/Renault): +1min26s559
8. Felipe Massa (BRA/Ferrari): 1min53s297
9. Adrian Sutil (ALE/Force India Mercedes): +1min52s416 *
10. Nico Hulkenberg (ALE/Williams Cosworth): 1min52s791 *
11. Vitaly Petrov (RUS/Renault): +1 volta
12. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso Ferrari): +1 volta
13. Michael Schumacher (ALE/Mercedes): +1 volta
14. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso Ferrari): +1 volta
15. Lucas di Grassi (BRA/Virgin Cosworth): +2 voltas
16. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth): +3 voltas

Abandonaram:
Timo Glock (ALE/Virgin Cosworth): a 12 voltas
Nick Heidfeld (ALE/Sauber Ferrari): a 25 voltas
Lewis Hamilton (ING/McLaren Mercedes): 26 voltas
Christian Klien (AUT/Hispania Cosworth): a 30 voltas
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber Ferrari): a 31 voltas
Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth): a 32 voltas
Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth): a 34 voltas
Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes): a 60 voltas

* Foi punido com 20s por cortar caminho

Melhor Volta: Fernando Alonso (Ferrari) 1min47s976

sábado, 25 de setembro de 2010

Esqueceram de combinar com o Alonso

Eu era um daqueles que apostavam numa fácil pole de Vettel em Marina Bay. Seu domínio absoluto nos treinos livres indicava isso, mas esqueceram de avisar Fernando Alonso que veio e marcou uma importante pole no circuito cingapuriano.
O ótimo trabalho de Alonso no Q1, quando marcou a melhor volta cerca de 3/10 mais rápido que Vettel, indicava que a vida fácil do alemão poderia ser complicada. Mas as coisas sorriram para Sebastian quando Alonso apresentou problemas no motor no inicio da Q2. O espanhol foi aos boxes, reprogramaram seu motor e ele voltou arrasador, cravando o melhor tempo até então que era de Hamilton. No final da segunda parte, ficou atrás do alemão da Red Bull. Na Q3 não deu chances e cravou o tempo da pole na sua primeira saída e ainda teve a ajuda de Vettel, que errou na sua primeira tentativa ao dar uma raspada no muro. Para Vettel restou marcar o segundo lugar, que de um todo ainda foi lucrativo para ele, afinal estava em sétimo quando iniciou sua segunda volta veloz.
Destaque neste treino foi o grande trabalho de Barrichello, que colocou seu Williams em sexto perdendo apenas para a Ferrari, Red Bull e Mclaren. Ficou na frente da Mercedes de Rosberg e Schumi, mostrando que a nova asa traseira do Williams foi eficaz. O outro destaque, mas negativo, foi a não participação de Massa no treino. Ele até saiu, mas seu carro parou antes mesmo dele tentar abrir sua volta no começo do Q1. Mais tarde foi detectado o problema que o fez parar: câmbio travado. Assim ele, que já largaria em último, teve o motor trocado e não terá como receber a punição com perda das dez posições.
Interessante também foi que os cinco postulantes ao título, vão largar nas cinco primeiras posições: além de Alonso e Vettel na primeira fila, Hamilton e Button formam a segunda fila e Webber abre a terceira, mostrando o quanto que qualquer descuido nessa fase final do campeonato, pode fatal para as pretensões deles no campeonato.
Com Alonso e Vettel na primeira fila, digo que a largada será tensa. Ambos este ano já mostraram que fazem tudo para defender suas posições e nisso, esquecem dos outros e acabam perdendo seus lugares. Não ficarei surpreso se acontecer algo na partida entre eles e o duo da Mclaren pular na frente ou apenas um sair ganhando as posições dos dois da frente. A primeira chicane, o asfalto novo misturado com o velho que tende a secar lentamente e talvez a possível chuva, podem ser o divisor de águas neste belo campeonato.

GRID DE LARGADA PARA O GRANDE PRÊMIO DE CINGAPURA- 15ª ETAPA

Q3
1. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): 1min45s390
2. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull/Renault): 1min45s457
3. Lewis Hamilton (ING/McLaren Mercedes): 1min45s571
4. Jenson Button (ING/McLaren Mercedes): 1min45s944
5. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault): 1min45s977
6. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth): 1min46s236
7. Nico Rosberg (ALE/Mercedes): 1min46s443
8. Robert Kubica (POL/Renault): 1min46s593
9. Michael Schumacher (ALE/Mercedes): 1min46s702
10. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber Ferrari): 1min47s884

Q2
11. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso Ferrari): 1min47s666
12. Vitaly Petrov (RUS/Renault): 1min48s165
13. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso Ferrari): 1min48s502
14. Nick Heidfeld (ALE/Sauber Ferrari): 1min48s557
15. Adrian Sutil (ALE/Force India Mercedes): 1min48s899
16. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes): 1min48s961

Q1
17. Nico Hulkenberg* (ALE/Williams Cosworth): 1min47s674
18. Timo Glock (ALE/Virgin Cosworth): 1min50s721
19. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth): 1min50s915
20. Lucas di Grassi (BRA/Virgin Cosworth): 1min51s107
21. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth): 1min51s641
22. Christian Klien (AUT/Hispania Cosworth): 1min52s946
23. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth): 1min54s174
24. Felipe Massa (BRA/Ferrari): sem tempo

* Punido com a perda de cinco posições por ter trocado a caixa de câmbio

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

As alternativas caso a chuva aconteça em Marina Bay

Não sei se quando eles trataram dessa prova noturna para o ano de 2008, se estudaram também a possibilidade de chuva. Todos sabem que Cingapura é um país de clima tropical, assim como na região norte do Brasil, portanto uma hora ou outra isso iria acontecer.
Está previsto uma tempestade justamente na hora da corrida, o que tornaria inviável afinal com as luzes dos refletores ligados e mais o spray lançado pelo carro da frente, deixará a visão nula. Para quem dirige em auto estrada, atrás de um caminhão sabe o terror que é. E isso tanto faz se for de dia ou à noite.
Vai valer e muito a participação da GPDA nesta hora, assim como foi na Malásia ano passado, quando pararam a corrida no meio devido à tempestade que abateu sobre o circuito. Também gostaria de ver o posicionamento da FIA e FOM sobre isso, principalmente dessa última que é de propriedade de Bernie Eclestone. Sabendo da sua sede inacabável por dinheiro, será interessante ver o comportamento dele frente a isso.
Estaria ele de acordo em cancelar a prova? Jogá-la para segunda-feira? Fazer a prova inteira sob SC? São várias as perguntas.
Em Fuji 2007, com todo aquele aguaceiro, a prova teve quase vinte voltas feita em SC. Vendo que a s coisas seriam monótonas demais ou que talvez alguém tenha gritado que a audiência no mundo estava despencando, decidiram soltar os pilotos para se engalfinharem debaixo daquele dilúvio. Transferir a prova para segunda, no meu modo de ver, seria o mais inteligente. Não lesaria ninguém, mas atrasaria em alguns dias a liberação do trânsito em Marina Bay. Já o cancelamento só acontecerá caso as coisas estiverem irreversíveis.
As respostas virão domingo e espero que sejam as melhores, pois estou cansado de tanta bagunça na F1.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Grandes Atuações- Jim Clark, Monza 1967


Uma das poucas critícas feitas a Jim Clark era sobre seu desempenho quando tinha que fazer uma prova de recuperação. Quando estava no comando era formidavelmente rápido e dominante, porém, tendo que abrir caminho entre seus oponentes para subir de posições, encontrava dificuldades. Talvez esquecessem da sua magnífica prova em Nurburgring 1964, onde em uma só volta ultrapassou 17 carros, quase um carro por quilometro dos lendários 23Km do Nordschleif na primeira volta. Mas em setembro de 1967, durante o GP da Itália, Clark calaria seus críticos com uma condução ainda mais soberba que a apresentada na Alemanha, três anos antes.
Mesmo com a estréia vitoriosa dos motores Cosworth em Zandvoort (3ª etapa) pelas mãos de Clark pilotando o Lotus 49, este motor ainda não era páreo para os Repco da Brabham, conduzido por Jack Brabham e Denny Hulme que vinham na liderança do mundial. O motor Cosworth havia apresentado vários problemas, tendo deixado Clark na mão em três oportunidades após a estréia deste propulsor. E isso deixou o escocês de fora da briga pelo título (mesmo tendo vencido em Zandvoort e Silverstone e depois ficado em sexto em Spa), pois tinha abandonado também a as duas primeiras provas, quando a Lotus estava usando os motores BRM somando assim cinco abandonos em oito corridas.
A largada do GP da Itália de 67
Já em Monza para a disputa da nona etapa, Clark crava a pole, mas numa pista em que era formada basicamente de retas e curvas velozes, esta posição significava pouco. Seus adversários diretos eram Brabham e Hulme, seu companheiro de Lotus Graham Hill, Dan Gurney com seu Eagle e John Surtees a bordo do Honda V12 desenhando por Eric Broadley, o mesmo que havia concebido o Lola vencedor da Indy 500 de 1966 e por isso o carro japonês lembrava um pouco o bólido inglês. Prometia ser uma corrida de grandes ases.
Mesmo com uma largada complicada com Dan Gurney pulando à frente, Clark conseguiu recuperar a primeira posição e pelas treze voltas seguintes, ele conseguiu abrir uma boa diferença para Brabham que lutava freneticamente contra outros contedores nos famosos “slipstreamig” que Monza oferecia sem a existência das chicanes. Era pé cravado no acelerador quase que a volta toda, aliviando apenas nas duas de “Lesmo” (quem tivesse mais coragem, fazia de pé embaixo) e na entrada da “Parabólica”. Na 14ª passagem, um furo em um dos pneus fez com que Clark abrandasse o ritmo e assim caísse várias posições. Entre completar uma volta com pneu furado e a troca deste, Jim voltou em décimo quinto com uma volta de atraso para os demais. Para qualquer um que visse tal situação, diria que a prova para o escocês já havia acabado, mas ainda faltavam 52 voltas para o fim da corrida (de um total de 68) e muita coisa ainda poderia acontecer.
A grande recuperação: Clark passa pelo então líder Graham Hill, para descontar o atraso de uma volta
Com o uso do vácuo, Clark fez uma das recuperações jamais vistas numa corrida. Descontou sua desvantagem de uma volta e na passagem 58, para espanto de todos em Monza, ele estava em primeiro após herdar a liderança de Hill que abandonara com problemas no seu Cosworth. Tomando certa distância da luta titânica que Surtees e Brabham travavam pela segunda posição, Jim caminhava para sua maior vitória na F1.
Porém o azar o visitou novamente. Quando estava no contorno da “Curva Grande” o motor Cosworth começou a falhar e Jim foi alcançado ultrapassado facilmente por Brabham e Surtees, que passaram colados. Ambos decidiram a vitória na linha de chegada, com Surtees a vencer por um bico o Brabham do “Old Jack”. Clark chegou 23 segundos atrás com o motor a sugar as últimas gotas de gasolina.
Jim saiu do carro revoltado por ter perdido a vitória por falta de gasolina, afinal tinha confiado nos cálculos de Colin Chapman. Ele ficaria ainda mais enraivecido quando soube que o tinha lhe tirado a vitória não era a falta de gasolina, mas sim um problema no pescador de combustível que não havia conseguido sugar o resto de gasolina que ainda tinha no reservatório e que com certeza lhe daria a conquista. Clark tinha perdido a sua maior vitória por algumas gotas de combustível.
A chegada mais apertada até então: Surtees (esquerda) vence a prova com uma diferença de 0''2 à frente de Jack Brabham. Clark terminaria em terceiro

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Keke Rosberg vs Alboreto, Mônaco 1986

Talvez vocês já tenham percebido a minha atração por este circuito de Monte Carlo. Não apenas pelas vitórias do Senna, mas também pela sua história e isso vale também para os circuitos tradicionais como Monza, Spa-Francorchamps, Paul Ricard, Interlagos e outros tantos espalhados por ai.
Desta vez vou postar mais um vídeo, com duas belas ultrapassagens de Keke Rosberg (Mclaren-TAG Porsche) sobre Michelle Alboretto (Ferrari) durante o GP de Mônaco de 1986.
Na primeira ultrapassagem, Rosberg, após perseguir Alboreto por algumas voltas, emparelha com o italiano na curta reta dos boxes. Michelle até tentar intimidar Keke, mas como sempre o finlandês não tira o pé e completa a bela ultrapassagem na entrada da Ste. Devote. Na segunda passagem, também na reta dos boxes, as coisas foram mais fáceis com Rosberg ultrapassando o italiano ainda na metade da reta.

domingo, 19 de setembro de 2010

A primeira on board durante um GP

Em desenvolvimento junto a uma TV francesa, a Renault foi a primeira, em 1985, a usar uma câmera on board num F1 durante um GP, no da Alemanha, disputado em Nurburgring. A equipe inscreveu um terceiro carro que foi conduzido por François Hesnault e as imagens de dentro do carro chegava na casa de milhões de espectadores, que puderam ver pela primeira vez como era a sensação e também o trabalho de um piloto dentro do carro. A câmera ainda era robusta e não tinha o sistema que movimentava a tela, fazendo a limpeza desta por isso que no vídeo abaixo a sujeira era constante. Hesnault abandonou a prova depois de 8 voltas.

As cinco mulheres da F1

Maria Teresa de Filippis- Italiana, nascida em Nápoles em 11/11/1926, esteve presente em 5 GPs entre 1958 e 1959. Correndo por Maserati e Porsche participou de apenas três corridas, todas pela Maserati (Spa, Porto e Monza). Na pista belga obteve seu melhor resultado chegando em décima; no Porto abandonou na sexta volta por problemas mecânicos, assim como em Monza. Falhou as classificações de Monte Carlo 58 e Monte Carlo 59, quando estava ao volante de um Porsche. Parou de correr no mesmo ano. Atualmente é presidente do Clube Maserati e vice do Clube Internacional de ex-pilotos de F1.

Lella Lombardi- Maria Grazia Lombardi (1941-1992) foi a mais bem sucedida de todas. Estreou no GP da Grã-Bretanha de 1974 e fez sua última aparição numa corrida em Osterreichring 1976. Correu por Brabham, March, Williams e RAM. Dos 17 treinos que participou, classificou-se em 12 oportunidades. O seu melhor resultado foi o meio ponto que conquistou no acidentado GP da Espanha de 75, quando chegou em sexto após a prova ser interrompida na metade. Depois da F1, correu em provas de turismo em 1977 chegou a correr em Daytona, na NASCAR. Morreu em 1992 devido a um câncer.

Divina Galica- Britânica, nascida em 1944, tentou por três vezes se qualificar para um GP, mas sem sucesso. Em 76 tentou correr em Brands Hatch, com Surtees (foi a única vez em que teve duas mulheres inscritas para um GP de F1, pois Lella também tentava qualificação para esta corrida) e 78 fez mais outras duas tentativas, em Buenos Aires e Jacarepaguá, correndo com Hesketh. Após este seu segundo fracasso, passou a correr em categorias menores com relativo sucesso.


Desiré Wilson- Nascida na África do Sul em 1953, correu com uma Williams para tentar qualificação para Brands Hacht 1980, mas não obteve êxito. Porém, alguns meses depois, na mesma pista de Brands Hatch pilotando na categoria de velhos carros de F1, conhecida aqui no Brasil como Fórmula Aurora, venceu a corrida. Depois tentou se qualificar para as 500 Milhas de Indianápolis de 1982, onde também não conseguiu tal façanha. Esta com 56 anos.


Giovanna Amati- Esta italiana tentou nas três primeiras provas de 1992 a classificação, falhando em todas. Tentou em Kyalami, Cidade do México e Interlagos correndo pela Brabham. Logo em seguida foi substituída por Damon Hill. Não voltou mais à F1 e continuou sua carreira nos Sport Protótipos. Hoje, com 48 anos, é jornalista na Itália.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Teste Nº 2- Resultado


O piloto da foto, no caso a piloto, se trata de Giovanna Amati que testou o Benetton 186- BMW no circuito de Donington Park, em dezembro de 1986. Foram cinco dias de testes e além dela, mais outros três pilotos conduziram o carro: Emanuele Pirro (que foi piloto da equipe na temporada de 89), Andy Wallace e David Hunt (irmão de James Hunt).
Teo Fabi, piloto da Benetton nos anos de 86 e 87, fez o set-up do carro que foi usado pelos quatro pilotos nos 5 dias de testes, que foram realizados de 8 à 12 de dezembro. Abaixo o melhor tempo de volta dos pilotos contando também a marca de Fabi:

Teo Fabi 1'23 "04- tempo feito na segunda-feira dia 8 (1'21" 7 foi feito com um carro diferente)
1- Emanuele Pirro: (não há o tempo dele, porém, segundo informações, a marca foi parecida com a que Fabi marcou)
2- Andy Wallace 1'23 "8
3- David Hunt 1'24 "8
4- Giovanna Amati 1'33 "(mas ela foi a única a conduzir em pista molhada)

Subida de Montanha- Norma M20

O local onde foi realizado esta prova não sei, mas posso garantir que é um dos melhores vídeos já postados aqui com o tema de Subida de Montanha. Confiram:

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Garotas da F-1- GP da Itália

Dentro das pistas a Renault vem bem... e fora dela, então, nem se fala...

Análise do dez primeiros- GP da Itália 2010

Fernando Alonso- Um final de semana dele. Bela pole e uma corrida feita no limite, pois largou mal e teve que correr atrás do prejuízo para não deixar Button sumir na dianteira da prova. Vitória importante que o coloca de novo na briga pelo mundial e também serviu para conquistar de vez o coração dos tiffosi.


Jenson Button- Ótimo treino e sua escolha em usar o duto e mais um pouco de asa em Monza, quase o ajudou a vencer a prova italiana. Tinha uma velocidade razoável nas retas, mas nas curvas conseguia fugir de Alonso. Perdeu a prova na parada de box. Volta à briga pelo título, mas aqueles pontos jogados fora em Spa vão fazer muita falta.


Felipe Massa- Boa jornada em Monza com um terceiro lugar no grid que poderia ter sido segundo, caso os pneus macios tivessem aquecido adequadamente. No incidente com Hamilton não teve culpa e na durante a prova mostrou bom ritmo, mas não o suficiente para ameaçar Button e nem Alonso.


Sebastian Vettel- Final de semana complicado que acabou saindo no lucro pra ele. Sexto no grid fez uma largada ruim caindo para sétimo. Teve problemas de motor no meio da prova, que logo foi sanado. E subiu para a quarta posição graças uma estratégia corajosa de ficar 52 voltas com pneus macios, trocando-os apenas na volta final e garantindo assim um suspiro na luta pelo campeonato.


Nico Rosberg- Não era uma corrida favorável para os carros da Mercedes, mas Rosberg, mais uma vez, conseguiu fazer ótimo trabalho ao sair em sétimo e pular para quinto na largada. Andou em quarto sem ser pressionado por ninguém e seria dele essa posição se Vettel não ousasse na sua estratégia.


Mark Webber- Os vários problemas mecânicos desde a sexta indicavam um final de semana dos infernos para ele, mas um quarto lugar tirado no braço e uma prova cautelosa, brigando contra Mercedes e Williams e os vencendo, deram a ele a chance de subir para sexto e assumir também a liderança do mundial com cinco pontos de vantagem sobre Hamilton.


Nico Hulkenberg- Esteve na frente de Rubens por todo o fim de semana. Saiu em oitavo e ficou em sétimo por um bom tempo. No duelo contra Webber abusou um pouco nas escapadas pela chicane, o que gerou reclamação por parte do australiano. Foi a melhor paresentação dele no ano até aqui.


Robert Kubica- Não era de se esperar muito da Renault em Monza pela falta de potência do motor, mas soube fazer uma corrida valente lutando contra Mercedes, Red Bull e Wiiliams. Continua levando sozinho nas costas a equipe.


Michel Schumacher- De volta à Monza, não conseguiu grande performance. Foi eliminado na Q2 e mesmo largando em 12º, pulou para oitavo. Duelou com Webber e perdeu a disputa. O resto da prova foi tranqüilo para ele que admitiu durante a semana do GP, que a idade já pesa e que está influenciando na sua pilotagem.


Rubens Barrichello- Corrida discreta e bem conservadora, pois seu motor Cosworth já estava na segunda prova de uso. Talvez isso responda o porquê de ter sido superado com freqüência por Hulkenberg.

domingo, 12 de setembro de 2010

O renascimento de Alonso, Button e Vettel para o campeonato

No término do GP da Bélgica, 13ª etapa, o comentário geral era da briga reservada à Hamilton e Webber pelo resto das 6 provas restantes. Pudera, afinal Alonso tinha sido prejudicado num acidente com Barrichello e quando estava para marcar ao menos dois pontos, rodou e bateu no finl da prova. Button foi acertado por Vettel quando era segundo e também abandonou o GP. Vettel terminou a corrida, mas em décimo quinto e sem contar seus erros, punições e azares que o complicaram ainda mais. Passados quinze dias o paramêtro para Monza, após o treino classificatório, indicava uma prova um tanto interessante com Alonso na pole, Button em segundo, Webber em quarto com uma Red Bull limitada pela falta de potência e também pelos problemas que ele tinha enfrentado desde sexta, Hamilton num surpreendente quinto lugar, quando todos indicavam uma pole fácil para ele (inclusive este pobre mortal que escreve este texto) e Vettel num sétimo, mostrava como poderia ser trabalhosa a prova para os dois contendores ao título.
Alonso saiu mal, como de costume, permitindo Button assumir a ponta da prova mesmo depois de ter sido expremido pelo espanhol. Massa, que saiu em terceiro, viu uma boa oportunidade e emparelhou com Fernando desde a saída da primeira chicane até o início da outra, a "Roggia", onde levou um toque de Hamilton que acabou abandonando a prova com a suspensão dianteira direita quebrada. Um péssimo resultado para ele. Mark Webber caíra para nono e com a preocupação entre ganhar posições e poupar equipamento, acabou tendo um prova improdutiva que o levou a terminar em sexto. Como prêmio, saiu com a liderança do campeonato no bolso.
Voltando a ponta do GP, a má largada de Alonso nos deu a chance de vermos um ótimo duelo entre ele e Button pela primeira posição. Fernando tinha o uso do duto frontal na sua Ferrari, que o deixava mais rápido nas retas, mas o acerto do Mclaren de Jenson, que usou o front-duct e mais um pouco de asa que normal em Monza, dava ao inglês a chance de andar muito mais em curvas como a Curva Grande, Lesmo e Parabólica. Foram 38 voltas com os dois a aumentarem e diminuírem a diferença entre ambos, até que Button entrou nos boxes para a sua parada voltando em terceiro. Alonso foi na volta seguinte, a 39ª, e conseguiu, por muito pouco, voltar na frente de Jenson. Massa, que havia assumido a ponta com a parada de ambos, parou na volta 40 e saiu em terceiro ficando ali até o final.
Alonso, como era esperado, abriu uma vantagem confortável para Button e passou para vencer sua terceira prova no ano. Button fechou em segundo e Massa em terceiro. Vettel apareceu num ótimo quarto lugar quando atrasou sua parada até a última passagem, no que se tornou uma grande estratégia, pois ultrapassar Kubica, Rosberg, Hulkenberg e Webber na pista seria impossível.
O lucro de Alonso, Button e Vettel nesta prova é que agora, com os problemas de Hamilton e Webber , eles voltam a ter chances: Fernando chega à 166 pontos, ficando a vinte e um de Webber; Button é o quarto com 165 e Vettel em quinto com 163. Hamilton perdeu o primeiro lugar no campeonato, mas esta há cinco pontos de Webber.
Ainda acredito, e acho, que o campeonato ficará com Lewis ou Mark porém a próxima prova será em Cingapura, onde todos os cinco concorrentes ao título e mais Felipe Massa andam muito bem. Vale lembrar que a Ferrari vai sofrer com seus motores para as próximas etapas: tanto Alonso e Massa usaram seus oitavos motores nesta prova italiana, o que também diz um pouco da bela performance de ambos. A Red Bull volta a ser forte nas próximas provas e a Mclaren também estará no mesmo nível dos touros vermelhos.

O belos duelos da prova: em primeiro plano, Massa ataca Alonso por fora após a largada mas perderia a briga na chegada da chicane Roggia; na foto do meio, Schumi e Webber discutem a oitava posição, com o australiano a levar a posição também na chicane Roggia; no último instantâneo o momento em que Alonso ultrapassa Button e assume a liderança da corrida.

Hamilton cabisbaixo após seu abandono: "Foi claramente um erro meu, um daquelas coisas que acontecem quando você está correndo e disputando forte. Eu estava tentando posicionar o carro de uma maneira e estava muito perto do Massa. Ele tocou na minha roda e danificou o carro. Eu não podia fazer nada".


Button e Vettel também lucraram com prova complicada de seus companheiros e estão vivos novamente na briga pelo título. E até que enfim, Sebastian usou a cabeça e soube fazer uma prova inteligente segurando o jogo de pneus macios por 52 voltas, fazendo a troca na abertura da última passagem. Pulou de um certo oitavo lugar para quarto.

RESULTADO FINAL
Grande Prêmio da Itália- Circuito de Monza- 14ª Etapa
12/09/2010

1. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1h16min24s572
2. Jenson Button (ING/McLaren) - a 2s938
3. Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 4s223
4. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - a 28s193
5. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 29s942
6. Mark Webber (AUS/Red Bull) - a 31s276
7. Nico Hulkenberg (ALE/Williams) - a 32s812
8. Robert Kubica (POL/Renault) - a 34s028
9. Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 44s948
10. Rubens Barrichello (BRA/Williams) - a 1min04s200
11. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso) - a 1min05s00
12. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India) - a 1min06s100
13. Vitaly Petrov (RUS/Renault) - a 1min18s900
14. Pedro De la Rosa (ESP/Sauber) - a 1 volta
15. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) - a 1 volta
16. Adrian Sutil (ALE/Force India) - a 1 volta
17. Timo Glock (ALE/Virgin) - a 2 voltas
18. Heiki Kovalainen (FIN/Lotus) - a 2 voltas
19. Lucas Di Grassi (BRA/Virgin) - a 2 voltas
20. Sakon Yamamoto (JAP/Hispania) - a 2 voltas

Abandonaram a prova:
Jarno Trulli (ITA/Lotus), na 47ª volta
Bruno Senna (BRA/Hispania), na 12ª volta
Lewis Hamilton (ING/McLaren), na 1ª volta
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber), na 1ª volta

Melhor Volta: Fernando Alonso (Ferrari) 1min24s139

sábado, 11 de setembro de 2010

Trinta provas depois, uma Ferrari na pole e pelas mãos de Fernando Alonso

Não era a minha aposta inicial, mas com sua volta impecável no início da Q3, com a marca de 1min21s962, Fernando cravou a sua primeira pole na Ferrari. Também foi a primeira da equipe em trinta provas (a última tinha sido com Massa, no GP do Brasil de 2008) além de ser a primeira em Monza desde 2004 quando Schumi saiu na frente.
O maior favorito a pole, Hamilton, marcou apenas o quinto tempo e ainda perdeu o quarto lugar no fim do treino para seu rival direto ao título Mark Webber. O australiano que teve problemas hidráulicos ontem e hoje pela manhã teve contratempos com o câmbio, passou o treino todo entre sexto e oitavo conservando os componentes problemáticos. No final conseguiu salvar um bela quarta posição. Mas na prova não acho que vá ter uma grande jornada. Talvez tenha que contar um pouco com a sorte. Já Hamilton errou em uma das suas melhores voltas e no fim não conseguiu melhora. Mas ainda aposto numa ótima prova dele amanhã.
Massa sai em terceiro. Fez boa classificação, aonde chegou a fazer o melhor tempo no Q2, mas no Q3 os pneus macios não rederam o esperado e assim ele perdeu chance de fazer a pole ou até mesmo ficar em segundo, formando a primeira fila totalmente vermelha.
Na frente saem dois que ainda sonham com o título. Alonso, como já disse fez uma ótima volta que não pode ser alcançado por ninguém e Button, que fez o melhor tempo no primeiro treino de sexta, voltou a ficar em evidência ao colocar seu Mclaren em segundo. De se destacar que ele usa o duto frontal e um pouco mais asa enquanto Hamilton não usou o duto e trabalhou com pouca asa. Foram desempenhos quase parecidos durante todos os pedaços do classificatório, mas no final o atual campeão conseguiu um bom resultado sobre seu conterrâneo e companheiro de equipe. Se vai dar certo durante a prova, dai é outra história. Vale lembrar também que Alonso não tem feito grandes largadas e isso pode dar a chance de Button pular na frente.
Barrichello sai em décimo, Di Grassi em 21º e Senna em 22º.


RESULTADO- GRID DE LARGADA PARA O GRANDE PRÊMIO DA ITÁLIA- 14ª ETAPA

1 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m21s962
2 - Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - 1m22s084
3 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m22s293
4 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m22s433
5 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m22s623
6 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m22s675
7 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1m23s027
8 - Nico Hulkenberg (ALE/Williams-Cosworth) - 1m23s037
9 - Robert Kubica (POL/Renault) - 1m23s039
10 - Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - 1m23s328

Q2:
11 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m23s199
12 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - 1m23s388
13 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - 1m23s659
14 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m23s681
15 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - 1m23s919
16 - Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari) - 1m24s044

Q1
17 - Jarno Trulli (ITA/Lotus-Cosworth) - 1m25s540
18 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Cosworth) - 1m25s742
19 - Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India-Mercedes) - 1m25s774
20 - Vitaly Petrov (RUS/Renault) - 1m23s819 *
21 - Lucas di Grassi (BRA/VRT-Cosworth) - 1m25s974
22 - Bruno Senna (BRA/Hispania-Cosworth) - 1m26s847
23 - Sakon Yamamoto (JAP/Hispania-Cosworth) - 1m27s020
24 - Timo Glock (ALE/VRT-Cosworth) - 1m25s934**

*Perdeu cinco posições por obstruir a passagem de Glock durante a Q1
** Perdeu cinco posições por troca de câmbio

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Vettel surpreende e fica em primeiro em Monza

Por mais que Vettel tenha ficado na frente nesta sexta-feira em Monza com o tempo de 1'22''839, não acredito que ele tenha bala na agulha para tentar, neste sábado, a pole para o GP italiano. Aposto unicamente em Hamilton, que fechou o dia em quarto. Ele disse que o carro funcionou bem com e sem o duto frontal, o que reforça ainda mais a minha aposta nele. Mas a equipe ainda não decidiu se vai usar ou não o duto na prova.
A Ferrari, com Alonso e Massa que terminaram em 2º e 3º respectivamente, também pode entrar na briga direta por essa posição. Foi um bom treino de ambos, assim como o de Button, que tinha sido o mais rápido da manhã. Os Red Bulls tenho a crença que podem fazer bom treino, mas déficit do motor Renault por atrapalhar e para complicar Webber teve problemas hidráulicos durante os treinos, o que também preocupa um pouco.
Barrichello teve um mal treino de manhã quando ficou em penúltimo, mas melhorou a tarde ao marcar o sétimo tempo. Di Grassi ficou em 22º e Senna, com problemas no seu Hispania, terminou em 24º.
Neste treino Paul Di Resta, piloto reserva da Force India, andou pela manhã no lugar de Sutil e ficou em 18º na tabela geral.

RESULTADO- TREINOS LIVRES PARA O GRANDE PRÊMIO DA ITÀLIA- 14º ETAPA

1. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull Renault): 1min22s839
2. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): 1min22s915
3. Felipe Massa (BRA/Ferrari): 1min23s061
4. Lewis Hamilton (ING/McLaren Mercedes): 1min23s154
5. Jenson Button (ING/McLaren Mercedes): 1min23s210
6. Mark Webber (AUS/Red Bull Renault): 1min23s415
7. Rubens Barrichello (BRA/Williams Cosworth): 1min23s708
8. Robert Kubica (POL/Renault): 1min23s709
9. Nico Hulkenberg (ALE/Williams Cosworth): 1min23s852
10. Nico Rosberg (ALE/Mercedes): 1min23s857
11. Adrian Sutil (ALE/Force India Mercedes): 1min24s181
12. Vitantonio Liuzzi (ITA/Force India Mercedes): 1min24s380
13. Vitaly Petrov (RUS/Renault): 1min24s407
14. Michael Schumacher (ALE/Mercedes): 1min24s448
15. Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso Ferrari): 1min24s517
16. Pedro de la Rosa (ESP/Sauber Ferrari): 1min24s547
17. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber Ferrari): 1min24s785
18. Paul di Resta (ESC/Force India Mercedes): 1min24s923
19. Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso Ferrari): 1min25s106
20. Jarno Trulli (ITA/Lotus Cosworth): 1min26s204
21. Heikki Kovalainen (FIN/Lotus Cosworth): 1min26s306
22. Lucas di Grassi (BRA/Virgin Cosworth): 1min26s631
23. Timo Glock (ALE/Virgin Cosworth): 1min26s676
24. Bruno Senna (BRA/Hispania Cosworth): 1min28s256
25. Sakon Yamamoto (JAP/Hispania Cosworth): 1min29s498

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

E a Ferrari sai incólume


Não vou empunhar a bandeira dos que gritaram "eu já sabia" sobre o veredito da FIA com relação ao caso Ferrari-GP da Alemanha 2010. Até porque, não sei o que vai acontecer amanhã então poderia muito bem a entidade máxima ter punido os vermelhos, mais isso não aconteceu.
O mais doido de tudo é e FIA tentar rever uma coisa, que há oito anos, ela mesmo criou sob polegares invertidos e do clamor dos amantes automobilísticos sobre o acontecido no GP da Áustria de 2002. Agora ela vem, absolve a Ferrari de um ato explícito e resolve, para ano que vem deixar as ordens de equipes comerem á solta durante as provas.
A Ferrari há tempos é uma protegida da FIA. Ela era, que ao lado da extinta CSI (Comissão Esportiva Internacional), precursora da também extinta FISA, participava diretamente dos contratos com os organizadores de GPs desde a década de 50. Com o ganho dos lucros, boa parte ia para ela e CSI e as migalhas eram jogadas para as pequenas e já ameaçadoras equipes inglesas. Até o aparecimento de um certo Ecclestone para tomar conta disto e também dos interesses das equipes, as coisas funcionavam desse modo.
Na metade da década de oitenta, quando a Ferrari bateu o pé sobre o uso dos motores turbo e ganhou a batalha contra o ranzinza Balestre, que queria colocar motores V8 de 3,5 para todas as equipes a fim de igualar a categoria. A Ferrari decidiu sair em direção à Indy. Tudo estava pronto, até o carro e o piloto seria Bobby Rahal. Vendo que não teria chance, a FIA voltou atrás e decidiu continuar com os turbo. Essa decisão deixava, também, a Ferrari livre para usar seus tradicionais V12 quando os turbos um dia fossem banidos.
Então não estranhei quanto ao veredito da FIA, mas acho que por uma questão de respeito, deveria tê-los punido com mais severidade. Ok, mas em outras vezes já houve jogo de equipe e se punissem a Ferrari teria que desenterrar outros casos. Mas é bom lembrar que nas outras ocasiões, o campeonato já estava afunilado a disputa de dois pilotos.
Mas essas mudanças constantes de regras sempre que houver um caso polêmico, deixa o público confuso e mesmo para quem acompanha sempre também não é fácil. Espero que mudem e deixem as coisas mais claras agora e não voltem mais atrás na sua palavra.
A FIA sempre vai abaixar a cabeça quando for a Ferrari o centro de alguma polêmica, principalmente agora que o presidente é nada mais que o cabeça das artimanhas da era Schumacher na equipe encarnada, Jean Todt. Assim foi em 2002 e agora em 2010. E não estranhem, mais uma vez, caso aconteça algo novamente a Ferrari sair incólume.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Os estreantes de dez anos atrás

É sempre bom voltar ao passado e ver como as coisas funcionavam e quando você presenciou os fatos, não importando se foi in loco ou à distância, sempre terá uma opinião mais firme sobre os fatos.
No grid de largada para o GP da Austrália de 2000 havia três jovens estreantes, mas dois desses, em especial, carregavam uma futura esperança que as suas nações automobilísticas depositavam neles: o inglês Jenson Button e o alemão Nick Heidfeld. O terceiro debutante era o argentino Gaston Mazzacane. Com relação a Luciano Burti, este fez apenas a corrida da Áustria pela Jaguar em substituição a Irvine que estava doente, então não cabe como análise esta sua única participação em 2000.
Os dois primeiros eram jovens e velozes e tinham um destino que, suas respectivas nações, acreditavam que eles eram os salvadores da pátria. Para Jenson significava levar a Inglaterra ao topo da F1 novamente, que já que estes não tinham um piloto de classe desde a aposentadoria de Nigel Mansell e que Damon Hill, mesmo vencendo o mundial de 96, nunca tinha inflado a torcida como nos tempos do “Leão”. Já para Nick, este era apontado como o sucessor natural de Schumi quando este aposentasse e suas qualidades mostradas em duas belas temporadas na F3000 (vice em 98 e campeão em 99) e sendo assistido pela Mercedes, tanto que foi piloto de testes da Mclaren nestes dois anos, deixava a crítica alemã totalmente certa que ali estava a figura de um campeão. Mazzacane não teria grandes aspirações, pois era o mais velho dos três e seu currículo pré-F1 não empolgava multidões.
Destes três Button, então com 20 anos, tinha sido o mais privilegiado ao estrear pela Williams que estava se reestruturando com a chegada da BMW para o fornecimento de motores. Ele também teria como companheiro Ralf Schumacher, que por mais que fosse jovem também, apenas 24 anos, tinham já em suas costas três temporadas completas e de alguma forma isso seria um grande aprendizado para o inglês. Ele teve sua idade questionada quanto a pouca experiência em monopostos, que era resumida a dois anos de F-Ford (98) e F3 (99) todas na Inglaterra, mas isso dissiparia no decorrer do daquele mundial. Heidfeld, com 23 anos, foi correr na Prost Grand Prix sendo talvez uma péssima escolha e teria a companhia do veterano Jean Alesi. Gaston estava na Minardi e como todos sabem a equipe não tinha muito a oferecer-lhe, a não ser experiência em corridas de F1.
Jenson Button, em Spa, na sua melhor apresentação naquele ano

Nick Heidfeld teve inúmeros problemas na Prost naquele ano e vários acidentes

Mazzacane só fez figura durante aquele ano e foi superado com facilidade pelo seu companheiro Marc Gené. Das 17 provas daquele ano, largou treze vezes em último

A primeira temporada deles foi até previsível. Button, com um carro melhor, conseguiu surpreender os críticos e fez frente à Ralf em algumas situações, como conseguir largar por cinco vezes na frente do alemão. Entre estas conquistas foi de se destacar a suas classificações em Spa, quando fez o terceiro tempo, e em Suzuka, ao largar em quinto, quando todos já sabem que são os dois circuitos mais técnicos e desafiadores do calendário. Marcou 12 pontos, terminando o mundial em oitavo e sua melhor classificação numa corrida foi em Hockenheim, quando terminou em quarto. Nick teve dias complicados na Prost, como já era de se esperar. Motores Peugeot com pouca potência e a bagunça interna na equipe, não deram nem a ele e Alesi a chance de trabalharem e mostrem resultados, principalmente para ele que era um estreante. Vale lembrar também que ele se envolveu em vários acidentes naquela temporada, num número elevado que poderia ter sepultado seu futuro na F1 desde já. Não marcou um ponto se quer naquele ano e sua melhor posição de chegada foi a oitava colocação em Mônaco.
Passados dez anos, Button e Heidfeld tiveram suas carreiras quase que esquecidas dentro da categoria, simbolizando um fracasso do que poderiam ter conseguido com o talento que os reservava. Jenson passou pela Renault em 2002, esquentando lugar para Fernando Alonso, e em 2003 desembarcou na mutante BAR (que mais tarde tornar-se-ia Honda, BrawnGP e agora MercedesGP) onde viveu o céu e o inferno. Ótimas temporadas em 2003, 04 e uma mediana em 2005. Em 2006, ano que a equipe se tornou Honda, venceu na Hungria mas o campeonato foi complicado e pioraria ainda mais nos dois anos seguintes. A estréia arrasadora do seu compatriota Lewis Hamilton em 2007, deixou Button ainda mais esquecido entre fãs e imprensa britânica. A sorte lhe sorriu quando a Honda saiu e deu lugar a BrawnGP, onde conseguiu o seu campeonato mundial em 2009. Heidfeld sempre foi discreto e mesmo sendo mais rápido que seus companheiros desde a sua entrada na Sauber em 2001, sempre ficou para trás os vendo conquistar vitórias e títulos, Foi assim com Kimi Raikkonen em 2001 e Massa em 2002, superou-os com tranqüilidade, mas ficou pelo caminho quando estes foram para equipes melhores, com Raikkonen indo para a Mclaren em 2002 e Massa saindo para ser piloto de testes na Ferrari e voltando em 2004 pela Sauber muito mais experiente. Nick ainda correu pela Jordan em 2004 e pela Williams em 2005, onde obteve até hoje seu melhor resultado geral na categoria ao marcar a pole para o GP da Europa em Nurburgring. Voltou para a Sauber em 2006 e assim como em outros tempos, foi suplantado por Kubica que estava muito melhor que ele nos dois últimos anos da associação BMW Sauber. Sem emprego, foi ser piloto de testes da Mercedes e neste segundo semestre, foi escolhido pela Pirelli para testar seus pneus que serão usados em 2011.
Mazzacane ainda correu 4 provas pela Prost Grand Prix em 2001. Depois saiu da F1 e vagueou por outras categorias, entre elas a já extinta ChampCar e a Fórmula Truck brasileira, atualmente corre em categorias do seu país natal, a Argentina.

domingo, 5 de setembro de 2010

GP da Itália, 1971

Ronnie Peterson (March), Peter Ghetin (BRM), François Cevert (Tyrrel), Howden Ganley (BRM) e Mike Hailwood (Surtees) travaram um duelo dos melhores nas voltas finais do GP da Itália, disputado em Monza. Utilizando o vácuo dos adversários, este cinco se revezaram na liderança do GP na últimas voltas e na volta final Peterson ultrapassou Cevert na entrada da Parabólica, mas como de costume, acabou derrapando um pouco para fora da curva deixando a parte de dentro para Ghetin emparelhar com e ele e vencer a prova por míseros 10/1000!
A diferença entre ele e Ganley, quinto colocado, foi de 0''61/10 e de quebra havia sido a prova mais veloz da história com a média de 241,61 Km/h, superado 32 anos depois por Schumi que venceu em Monza 2003 com a média de 247,58 Km/h. De se destacar que em 71 foi o último ano da prova no traçado original. A partir de 72 a pista recebeu as chicanes no final da reta dos boxes e o "S" na curva Ascari, dimunuindo assim sua velocidade alucinante.
Abaixo o resumo deste GP com áudio natural, sem narração:

Resultado do teste

O piloto na foto acima se trata de Eddie Irvine, que testou o Onyx ORE-1- Cosworth numa sessão de testes feita no circuito francês de Paul Ricard no ano de 1989.
Naquele mesmo ano, Irvine disputou o campeonato de F-3000 pela equipe Pacific e obteve o nono lugar na classificação final com 11 pontos.
Sobre o capacete, Eddie era fã de Ayrton Senna e por isso mandou criar um casco com o mesmo design que o usado pelo piloto brasileiro na F1. Interessante é que Irvine, quando estreou na F1 no GP do Japão de 1993 ao volante do Jordan 193, acabou levando um soco de seu ídolo Senna por ter-lhe fechado a passagem quando o brasileiro ia colocar uma volta nele. Naquela altura o piloto irlandês já usava seu capacete nas cores vermelho e verde, mas com o desenho ainda lembrando o que Ayrton usava.

sábado, 4 de setembro de 2010

Tragédias Monzianas

Desde que me entendo por gente e acompanho a F1 desde o final do anos 80, sempre achei o circuito de Monza um dos que tem o ar mais carregado. Não apenas de suas históricas provas, mas também, principalmente, pelas tragédias que ali aconteceram. Em quase 90 anos de existência, que será completada em setembro de 2012, Monza foi palco de vários acidentes fatais. Eis alguns:


GP de Monza, 1933- Após um carro ter derramado óleo na curva Sul durante a disputa da primeira bateria, Giuseppe Campari, pilotando seu Alfa, escorrega na poça de óleo que foi mal coberta pelos comissários com o uso de areia (!!!!) e acaba capotando seu carro, morrendo esmagado por este. Na tentativa dos outros pilotos em escapar desta poça, Borzacchini rodou e capotou seu Bugatti que foi deslizando pela borda da curva. Morreria horas mais tarde quando dava entrada no hospital. Na nona passagem, no mesmo local, o Conde polonês Stanislav Czaikowisk também escaparia por causa do óleo e capotaria seu Maserati que incêndiou-se a seguir. De se lembrar que Campari, para ter um carro mais leve durante a disputa, preferiu correr sem os freios dianteiros que, de alguma forma, poderia tê-lo salvado. Este era seu último GP, já que havia anunciado sua retirada das competições para se dedicar ao canto liríco.


GP da Itália, 1961- Numa disputa, ainda no início da prova, Von Trips que estaa na briga pelo título daquele ano, acaba por tocar rodas com o novato Jim Clark no final da reta Parabólica. Seu carro é lançado contra um barranco que serve de catapulta, indo de encontro a uma multidão. O carro saiu desgovernado e passou que nem um foice, matando além de Von Trips, mais 14 pessoas. O título ficou com seu compenheiro de Ferrari Phil Hill. Talvez o destino de Trips estivesse traçado, pois o avião que o conduziria de volta a Alemanha caiu matando todos os passageiros e tripulantes.


Treinos para o GP da Itália , 1970- Emerson Fittipaldi já havia tomado um susto quando perdeu o freio de seu Lotus 72 no final da parabólica, batendo na traseira do Ferrari de Giunti e decolando. Com o carro de Emerson lá foi Rindt treinar. Sem a asa traseira, para ganhar mais velocidade de reta, e sem o uso de cintos de segurança (ele temia sofrer algum acidente a ficar preso nos cintos, como aconteceu com seu amigo Piers Courage, morto em Zandvoort naquele ano) Rindt chegou ao final da Parabólica e passou por Denny Hulme e quando buscou o freio do Lotus, não achou. O carro guinou para a esquerda indo bater no guard-rail, que estava mal fixado naquele ponto. A frente do carro desintrou-se e Jochen, que estava sem o cinto, deslizou e teve sua garganta degolada pelo vidro do painel. Rindt ainda ganharia aquele mundial, tornando-se o único campeão post-mortem da F1.


GP da Itália, 1978- Com os carros ainda alinhando, a sinal para a largada foi dada para a largada e quando os carros se afunilavam para a entrada da primeira chicane, Patrese deslocou seu Arrows de forma brusca o que forçou Hunt a também fazer o mesmo movimento. Nisso Peterson, que já havia batido pela manhã no warm-up e destruido sua Lotus 78, vinha de trás e acabou sendo jogado contra ao guard-rail. O carro teve a frente totalmente destruída e em seguida incendiando-se. O fogo foi apagado e Ronnie retirado do carro com a ajuda de outros pilotos e comissários. Ele foi atendido na pista e levado para o hospital, onde foi operado. Morreu horas depois, por conta de uma embolia múltipla.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Teste

Espero que seja bem difícil. Adivinham que é o piloto, carro, pista e o ano que foi feito a foto? O resultado sai apenas no domingo. Divirtam-se!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Stefan Bellof, 25 anos atrás

Há 25 anos atrás, numa disputa contra Jacky Ickx, o jovem piloto alemão Stefan Bellof morria após embater seu Porsche 956 contra o guard-rail na subida da Eau Rouge em Spa. Desaparecia assim umas das grandes promessas do automobilismo alemão e que com tempo, seria uns dos maiores da F1. Em breve farei um post sobre ele e Ayrton Senna. Abaixo um vídeo tributo a Bellof.

Algumas linhas sobre o fim do kartódromo de Natal

Deveria ter escrito este texto alguns dias atrás, mas a falta de tempo não me deixou fazer isso. Escrevo sobre o triste fim, mais um, de uma pista de corridas aqui no Brasil. Trata-se do kartódromo de Natal, no Rio Grande do Norte, que será destruído em breve para a construção de um estádio para a Copa do Mundo de 2014.
Acho que a prefeitura de Natal, ou diabos que seja, se inspirou na palhaçada do governo carioca que mutilou o belo autódromo de Jacarepaguá para o Pan-Americano de 2007, resolveu seguir o mesmo caminho ao anunciar esta atrocidade com o kartódromo. Onde estão os homens da CBA que nada fazem? É um tanto estranho. Ficam quietos e enquanto isso uma pista de onde deveria sair novos talentos está condenada a dar lugar a um estádio. Aposto que têm vários outros terrenos desocupados, baldios que poderiam servir para este fim, mas assim como em outra ocasião, acham mais fácil destruir um para dar lugar ao outro. Será que eles vão prometer construir outro kartódromo, assim como Rio prometeu construir outro autódromo, para que a crítica fique mais branda? Acho difícil e assim como São Tomé, só acredito vendo.
Dr. Paulo Scaglione, ex-presidente da CBA, fez uma cruzada para tentar barrar a destruição de Jacarepaguá, mas estando sozinho nesta empreitada, seus esforços foram por água abaixo. E agora, com a nova presidência, nada foi feito. Ora é apenas um kartódromo e ainda por cima no nordeste, talvez pensem assim.
Bom, está escrito. Talvez isso não passe de uma crítica mesmo, afinal este pobre blog não tem tanta força assim, mas meus amigos que lêem meus devaneios e que talvez não saibam deste acontecimento ficaram indignados com que está para acontecer, assim como estou me expressando neste texto.
E mais uma vez o automobilismo brasileiro perde, mais uma vez.

O kartódromo de Natal inaugurado em 1990 e que depois teve seu nome modificado para Geraldo Neto, seu idealizador, será demolido em breve paa dar lugar a um estádio que será construído para a Copa de 2014