terça-feira, 30 de abril de 2013

Foto 194: Roland Ratzenberger, 19 anos atrás

Últimas instruções antes das últimas voltas do piloto austríaco na F1, durante o treino classificatório para o negro GP de San Marino de 1994.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Foto 193: Zeltweg

As provas no velho Zeltweg proporcionavam belas fotos. Mais uma do belo acervo de Dale Kistemaker, que acompanhou a F1 nos anos 80.

A última vitória de Alboreto

São os momentos finais do GP da Alemanha de 1985, disputado no então novo traçado de Nurburgring e  Michele Alboreto estava no encalço de Keke Rosberg que estava na liderança da corrida, mas os problemas de freio no seu Williams fez com que o finlandês diminuísse o ritmo deixando que o italiano se aproximasse dele. Alain Prost ambém pressionava Alboreto na luta pela segunda posição, mas sem esboçar um ataque.
Ao final da volta 45, na última curva, Alboreto conseguiu a ultrapassagem sobre Rosberg que ainda perderia a segunda colocação para Prost na mesma manobra. Gradativamente, Michele aumentou a diferença para Alain e venceu o GP alemão.
Foi a sua última vitória na F1 e atmbém de um piloto italiano pilotando pela Ferrari na categoria.  

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Foto 192: A largada dos 1000Km de Monza, 1970

Semanas atrás publiquei uma foto do Porsche 917 e Ferrari 512S descendo a reta dos boxes durante os 1000Km de Monza de 1970.
Pois bem, aí fica o instantâneo do grid passando pela reta oposta e entrando na Parabólica. Na foto, o Porsche 917 K #10 de Vic Elford/ Kurt Ahreins Jr. seguido pelo Porsche 917 K #7 de Pedro Rodriguez/ Leo Kinnunen; a Ferrari 512S #3 de Ignazio Giunti/ Nino Vaccarella/ Cris Amon e mais atrás a outra Ferrari 512S pilotada por John Surtees/ Peter Schetty. A primeira fila foi formada pelo Porsche 917 K #8 de Jo Siffert/ Brian Redman e a Ferrari 512S de Chris Amon/ Arturo Merzario.
A prova foi vencida por Pedro Rodriguez e Leo Kinnunen.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Foto 191: Segrave

Henry Segrave ao volante do Talbot 700, durante o primeiro Grande Prêmio da Grã-Bretanha disputado a 7 de agosto de 1926 na pista de Brooklands. A corrida foi vencida pelos franceses Robert Sénéchal e Louis Wagner dividindo o comando num Delage 155B, após quatro horas de prova.
Henry Segrave foi o primeiro grande piloto britânico, tendo destaque em especial em 1923 ao derrotar os franceses no seu território quando levou o Sunbeam à vitória no GP do Automóvel Clube da França. Foi a primeira vez que um piloto inglês vencia um GP e pilotando um carro britânico.
Segrave ainda venceu outras corridas na Espanha e em Miramas, na França, quando decidiu abandonar as corridas de carros e partir para os recordes de velocidade.
Em 1926, pilotando um Sunbeam Tiger de 4 Litros, ele estabeleceu um novo recorde de velocidade terrestre ao chegar a marca de 152,33 mph (245,149 kmh) nas areias de Southport (ING). Um ano depois ele veio a recuperar esta marca que tinha sido quebrada por Parry-Thomas. No comando do HP Sunbeam Mistery "The Slug", Henry alcançou 203,79 mph (327,97 kmh) numa das estradas de Daytona Beach.
Em 1929, Segrave estabeleceu pela última vez um recorde sobre a terra: com o Golden Arrow, ele atingiu a marca de 231,45 mph (372,46 kmh) novamente em Daytona Beach. Depois ele seguiu para tentar o recorde sobre a água.
Ainda em 1929 ele duelou com o recordista de velocidade sobre a água, Garfield Wood. Ele desbancou o favoritismo de Wood na disputa realizada em Miami, sendo que o antigo recordista não perdia há nove anos. Após esta conquista, Segrave foi agraciado com o título de cavaleiro.
Henry Segrave morreu em 1930, aos 33 anos, quando tentava quebrar o recorde de velocidade na água. O seu barco, o Miss England II, bateu em uma pedra no lago de Windermere (ING) matando de imediato o seu mecânico Victor Helliwell. Segrave foi retirado com vida, apesar dos graves ferimentos. Foi levado ao hospital e lá recebeu a notícia de que havia quebrado o recorde. Poucos minutos depois, estava morto.

Foto 190: Na trilha de Michael

E Sebastian Vettel vai caminhando a passos largos para igualar, ou até quem sabe ultrapassar Michael Schumacher nas estatísticas da Fórmula-1.
Nesse quadro apresentado pela Sky Sports, os dois maiores pilotos que Alemanha já teve na F1 tem seus números comparados ao atingir 103 GPs. E Vettel leva vantagens em alguns quesitos, como no número de poles e de títulos.
E pensar que tão cedo veríamos alguém com chances de buscar as marcas estratosféricas de Michael Schumacher...

domingo, 21 de abril de 2013

Grand-Am: Road Atlanta, 4ª Etapa

E a quarta etapa da Grand-Am Rolex Series foi realizada na pista de Road Atlanta na tarde deste sábado. Entre os DPs a vitória foi do duo da Chip Ganassi no BMW/Riley #01 Scott Pruet/ Memo Rojas, seguidos por Alex Popow/ Ryan Dalziel com o Ford/Riley #2 da Starworks e a terceira colocação ficando com John Fogarty/ Alex Gurney com o Corvete DP #99 da GAISNCO Auto Insurance.
Na classe GT, vitória para John Edwards/Robin Liddell com o Chevrolet Camaro #57 da Stevenson Auto Group (a segunda vitória deles, repetindo o feito da última etapa disputada no Alabama). A segunda posiçõa foi de Patrick Lindsey/Patrick Long com o Porsche 911 #73 da Park Place Motorsports e a terceira com a dupla Jeff Westphal/Alessandro Balzan com a Ferrari 458 #63 da Scuderia Corsa.
Na GTX, reação da Mazda que enfim se impôs ao domínio da Porsche: vitória para Andrew Carbonell/Joel Miller com o Mazda 6 #00, seguido por Jim Norman/David Donohue no Porsche Cayman #38 da BGB Motorsports e em terceiro outro Mazda 6 pilotado por Tom Long/Sylvain Tremblay com o #70.
Já os brasileiros, melhor resultado para Pizzonia junto de Gustavo Yacamann que levaram o Ford/Riley #6 da Michael Shank Racing ao quarto lugar. Christian Fittipaldi junto do português João Barbosa, pilotando o Corvete DP #5 da Action Express Racing fechou em 12º entre os DPs.
Abaixo o vídeo completo da corrida que teve 120 voltas.

GP do Bahrein - Corrida - 4ª Etapa

"Foi uma corrida fantástica", Vettel sobre a sua vitória de número 28 na F1.
(Foto: AFP)
As três primeiras voltas do GP barenita lembraram muito o início da corrida da China, disputada semana passada. Naquela ocasião as Ferraris atacaram a Mercedes de Hamilton como uma matilha de cães caçando um coelho e os dois carros vermelhos resolveram a parada em pouco metros. Uma semana depois a cena se repetiu e uma Mercedes, a de Rosberg, foi atacada sem piedade por Alonso e Vettel. Este último foi mais impiedoso: perdeu a segunda colocação para Fernando na largada, recuperou-a  nos esses após uma bel ultrapassagem sobre o espanhol e partiu para cima de Nico Rosberg e efetuou a ultrapassagem na terceira volta. E depois disso ninguém mais viu Sebastian na corrida. Uma prova solitária, bem ao seu estilo, andando extremamente rápido para abrir uma larga diferença e vencer com tranquilidade. Uma conquista com a sua marca.
O sofrimento que Sebastian e Red Bull passaram na China com o alto desgaste dos pneus, não foi apresentado nessa etapa e o desempenho deles foi tão dominante quanto o de Alonso na semana passada. Vettel chegava a virar quase dois segundos melhor que seus adversários diretos: enquanto que um surpreendente Paul Di Resta marcava voltas na casa de 1'40/ 1'41, o piloto alemão cravava voltas excepcionais entre 1'39/ 1'40. E o ritmo continuou inabalável após os seus três pit-stops, tanto que ele cravou a melhor volta da corrida há poucas voltas do fim ao baixar para 1'37''9.
Para os demais a prova foi trabalhosa. O duo da Lotus escalou o pelotão para conseguir um pódio, com Kimi em segundo e Grosjean em terceiro - repetindo o pódio de 2012 lá mesmo no Bahrein. Os duelos foram os pontos altos desse GP, com destaques para a disputa interna da Mclaren entre Button e Perez que por muito pouco não resultou em acidente, principalmente quando o mexicano deu um leve toque no pneu traseiro direito do carro de Jenson. Mas foi de louvar o desempenho de Sergio, que foi cobrado fortemente por Martin Withmarsh dias atrás por não ser combativo e nesta corrida bateu rodas com Grosjean, Rosberg e Alonso para ganhar suas posições que resultou num belo sexto lugar. Outra disputa que animou foi a de Hamilton vs Webber pela quinta colocação, que durou um bom par de voltas com Lewis conseguindo ganhar a colocação. Paul Di Resta parecia forte para chegar ao seu primeiro pódio na categoria e o segundo da Force India na história, mas Grosjean estava em melhores condições e desalojou o escocês ddo terceiro posto. Parece que a presença de Sutil na equipe o forçou psicológicamente a andar bem. A Ferrari teve o seu dia de cão: se na China as coisas transcorreram quase que beirando a perfeição, essa corrida no deserto foi um balde de água fria no time vermelho. Os problemas no DRS de Alonso e os dois pneus furados de Massa, destruíram uma corrida que se desenhava para eles. Mesmo com estes contratempos, Alonso salvou um oitavo lugar fazendo quase que todo certame sem o uso da asa traseira.
A prova do Bahrein fecha por enquanto o ciclo da Fórmula-1 pela Oceania/ Ásia/ Oriente Médio e voltará para o seu habitat natural para a disputa do GP da Espanha que abrirá a temporada européia. Se as dúvidas que cercavam a categoria antes do seu início eram muitas, agora podemos dizer que estão bem respondidas: Red Bull, Ferrari e Lotus num nível acima das demais; Mercedes bem, mas não como gostariam e Mclaren batendo cabeça para tentar solucionar os problemas neste início de campeonato.
A verdade é que não há um super carro neste momento. Red Bull e Ferrari vão oscilar com boas e medianas apresentações devido o consumo de pneus, talvez a coisa pendendo um pouco para os rubro taurinos que paracem não ter um bom rendimento com os pneus macios e super macios. A Ferrari aparenta ter resolvido esse quesito nos seus carros e a Lotus é que apresenta um desempenho uniforme no trato com a borracha apresentada pela Pirelli neste ano.
A pista de Barcelona não é muito camarada com os pneus, mas até lá as equipes, ou até a mesmo a Pirelli, que já ascenou com possíveis mudanças, podem apresentar algumas novidades. E tempo para isso é que não vai faltar.

Resultado Final 
Grande Prêmio do Bahrein 
Circuito de Sakhir - 57 Voltas - 21/4/2013

1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR) - 57 voltas        
2 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) - a 9s1       
3 - Romain Grosjean (FRA/Lotus) - a 19s5       
4 - Paul di Resta (ESC/Force India) - a 21s7       
5 - Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - a 35s2       
6 - Sergio Perez (MEX/McLaren) - a 35s9       
7 - Mark Webber (AUS/RBR) - a 37s2       
8 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 37s5       
9 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 41s1       
10 - Jenson Button (ING/McLaren) - a 46s6       
11 - Pastor Maldonado (VEN/Williams) - a 1m06s4       
12 - Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) - a 1m12s9       
13 - Adrian Sutil (ALE/Force India) - a 1m16s7       
14 - Valtteri Bottas (FIN/Williams) - a 1m21s5       
15 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 1m26s3        
16 - Daniel Ricciardo (AUS/STR) - a 1 volta       
17 - Charles Pic (FRA/Caterham) - a 1 volta       
18 - Esteban Gutierrez (MEX/Sauber) - a 1 volta       
19 - Jules Bianchi (FRA/Marussia)- a 1 volta       
20 - Max Chilton (ING/Marussia) - a 1 volta       
21 - Giedo van der Garde (HOL/Caterham) - a 2 voltas                 

Não completou a prova:
Jean-Eric Vergne (FRA/STR) - a 16 voltas

sábado, 20 de abril de 2013

GP do Bahrein - Classificação - 4ª Etapa

Foi a segunda pole de Rosberg na F1. A primeira foi na China, ano passado, quando venceu também o seu primeiro GP.
(Foto: REUTERS)
A exemplo de Lewis Hamilton conseguira na semana passada ao fazer a pole para o GP da China, Nico Rosberg também não deu chances aos concorrentes e cravou a segunda pole da Mercedes na temporada. A marca do alemão foi de 1'32''330 contra 1'32''584 de Sebastian Vettel, que superou Fernando Alonso no final do Q3. Mas o piloto espanhol talvez tivesse chances de conquistar até mesmo a pole, caso não errasse duas vezes na sua última tentativa. A desvantagem de Fernando para Nico foi de apenas 0''337 décimos e para Vettel de 0''083 centésimos. E os três sairão com os pneus médios para a prova.
A quarta colocação tinha sido feita por Hamilton, seguido por Webber. Mas com a punição de ambos -  Lewis perdeu cinco posições por ter trocado o câmbio e Mark foi punido com a perda de três devido ao acidente com Jean Eric Vergne durante o GP chinês - proporcionou a Massa pular de sexto para quarto no grid. A sua diferença para a marca alcançada por Nico chega a quase um segundo, mas isso tem explicação: o piloto optou pelo uso do pneu duro para a corrida. Na sequência aparecem os dois carros da Force India, com um ótimo trabalho feito por Paul Di Resta e Adrian Sutil; Mark Webber, Kimi Raikkonen, Lewis Hamilton e Jenson Button, fecham os dez primeiros. É de se destacar o trabalho de Button, que arrancou um lugar neste Top Ten no final do Q2 e mostra mais uma vez que a Mclaren tem um carro abaixo até mesmo da Force India neste momento.
Com relação a corrida de amanhã, é de se esperar uma briga intensa entre os três primeiros que estarão com os pneus médios, mas Felipe é o que aparece com boas condições de tentar algo por sair com os duros. Poderá retardar ao máximo a parada de box e pelo que os dois pilotos ferraristas declararam, a diferença entre os pneus médios e duros é muito pouca. Talvez isso seja uma verdade, tanto que Fernando Alonso fez a sua melhor marca (1'32''878) no Q1 com os pneus duros. Comparado ao que ele fez no Q3, o tempo foi 0''211 pior. Mas toda essa estratégia dependerá, também, de uma boa largada dele na corrida de amanhã.

Grid de Largada para o Grande Prêmio do Bahrein - 4ª Etapa

1 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) -  1m32s330
2 - Sebastian Vettel (ALE/RBR) - 1m32s584
3 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1m32s667
4 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m33s207
5 - Paul di Resta (ESC/Force India) - 1m33s235
6 - Adrian Sutil (ALE/Force India) - 1m33s246
7 - Mark Webber (AUS/RBR)  - 1m33s078*
8 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus)  - 1m33s327
9 - Lewis Hamilton (ING/Mercedes)  - 1m32s762*
10 - Jenson Button (ING/McLaren) - sem tempo
11 - Romain Grosjean (FRA/Lotus) - 1m33s762
12 - Sergio Pérez (MEX/McLaren) - 1m33s914
13 - Daniel Ricciardo (AUS/STR) - 1m33s974
14 - Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) -  1m33s976
15 - Valtteri Bottas (FIN/Williams) - 1m34s105
16 - Jean-Eric Vergne (FRA/STR) - 1m34s284
17 - Pastor Maldonado (VEN/Williams) - 1m34s425
18 - Charles Pic (FRA/Caterham) - 1m35s283
19 - Jules Bianchi (FRA/Marussia) - 1m36s178
20 - Giedo van der Garde (HOL/Caterham)  - 1m36s304
21 - Max Chilton (ING/Marussia)  - 1m36s476
22 - Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber)  - 1m34s730*
 
* Mark Webber perde 3 posições no grid por acidente com Jean-Eric Vergne (STR) no GP da China; Lewis Hamilton perde 5 posições no grid por trocar a caixa de marcha da Mercedes; Esteban Gutiérrez perde 5 posições no grid por acidente com Adrian Sutil (Force India) no GP da China.
 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Revista Speed - Edição 10

A edição de número dez da Revista Speed foi ao ar nesta manhã. O carro-chefe desta edição fica por conta de uma entrevista feita com Nicolas Costa, que foi campeão da Fórmula Abarth em 2012 e que este ano estará na GP3. Além disso, matérias sobre a F1, GP2 e MotoGP estão neste número.
Outro destaque fica para a matéria feita pelo Paulo Alexandre Teixeira que fala sobre o possível regresso da Honda à F1 pela equipe Mclaren em 2015, o que poderia reeditar uma das vitoriosas parcerias da categoria. Outras duas matérias também levam a assinatura do Speeder: sobre o belo e vitorioso Lotus 49 e os vinte anos do GP da Europa de Donington Park.
As tradicionais colunas "O grande Circo", "Bus Stop", "Fire Up" e "Papo Ligeiro" abordam temas como a tensão no Bahrein; a crise na Red Bull; as cobranças de Ecclestone para autódromo de Interlagos e difícil missão dos times pequennos para chegar na casa dos pontos.
A minha contribuição para esta edição foi o tributo ao "Barão" Wilson Fittipaldi e sobre a vitória de Ayrton Senna no GP do Brasil de 1993.
Espero que gostem desta edição:

O link da décima edição da Speed: http://speedrevista.wordpress.com/2013/04/18/speed-10-abril-2013/


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Foto 189: Rindt, 71

Jochen Rindt e sua esposa Nina, durante um passeio de lancha no lago de Geneva em 1970. O campeão post-mortem de 1970 estaria completando 71 anos hoje.

Foto 188: Clark e Spa

Se havia um circuito que Jim Clark não gostava, este era o desafiador Spa-Francorchamps. Irônicamente era uma prova que ele dominava em qualquer que fosse a situação, tanto que a venceu quatros vezes de forma consecutiva (1962, 63, 64 e 65).
Na foto acima, o piloto escocês caminhando para a sua segunda vitória no GP da Bélgica de 1963 com a sua Lotus 25-Climax após ter largado da oitava posição. Ele terminou quatro minutos à frente de Bruce Mclaren.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

GP da China - Corrida - 3ª Etapa



A julgar pelo ritmo apresentado durante as 56 voltas do GP chinês, dificilmente alguém seria páreo para Fernando Alonso naquela rara tarde de sol em Xangai. Após uma classificação onde Lewis Hamilton ditou o ritmo e Kimi Raikkonen mostrou mais uma vez a força da Lotus ao colocá-la na primeira fila, era difícil prever se a Ferrari teria ritmo para brigar, principalmente, com a Mercedes de Hamilton. Mas a má largada de Kimi e o ataque maciço do duo ferrarista na abertura da terceira volta, ao ultrapassar Lewis na reta de largada, facilitou a vida de Alonso que teve apenas o trabalho de construir uma vantagem que lhe deu o conforto de fazer os pit-stops e voltar na frente ou próximo dos seus rivais diretos.
As câmeras on-board e as externas mostraram o quanto que a pista chinesa é porosa. Devido ao tempo fechado dos últimos anos, ora por poluição, ora por causa da chuva, isso ficou camuflado e pouco podíamos ver o quanto que ela é abrasiva. Com a Pirelli levando seus pneus macios e médios, as equipes tiveram um quebra cabeça infindável neste fim de semana e que por incrível que pareça, foi dominada amplamente por um carro que tinha sérios problemas de desgaste de pneus nos últimos anos. A Ferrari parece ter resolvido esta questão, pois até o ano passado este era o grande calcanhar de Aquiles da equipe vermelha. Se eles acertassem o carro para andar bem com um tipo de pneus, quando o outro fosse usado certamente o ritmo de corrida seria prejudicado. Ontem Alonso não demonstrou nenhum tipo de dificuldade com isso, tanto que quando seus pneus médios já deveriam estar na lona, ele conseguia manter um bom passo frente  aos demais. Na sua luta por um lugar no pódio, Vettel parecia ter condições de tirar de Fernando a chance de ganhar a corrida quando fez a sua parada na volta 34. Ele alcançara Raikkonen e Lewis rapidamente na luta pela 2ª e 3ª posições e seus tempos de volta eram muito bons e sua desvantagem para Alonso era de 23 segundos. Mas após seis voltas e depois de ter superado seus dois rivais, Sebastian se encontrava com 19 segundos de desvantagem e essa diferença ficou oscilando nessa casa até que Alonso parou nos boxes em torno da volta 40-43 e voltou em segundo, bem próximo de Vettel. Uma volta foi o suficiente para o espanhol passá-lo e abrir larga vantagem. Para Sebastian ainda restava a chance de colocar os macios e fazer um curto stint no ritmo de classificação. Isso foi possível faltando quatro voltas para o fim e ele descontou uma diferença de 7-8 segundos para Lewis em três voltas, virando tempos na marca de 1’36 – num momento que os demais já viravam na casa de 1’39-1’40. Mas os dois erros na entrada e contorno do curvão que antecede a reta oposta, o privou de passar Hamilton na reta na última volta e conseguir o terceiro posto.  
Devido a esta característica abrasiva, a corrida ficou ligada ao consumo dos pneus e quem soube melhor administrá-los é que se saiu bem. Fernando Alonso foi o vencedor, mas Button também brilhou neste quesito que lhe é habitual. Com um carro nitidamente abaixo de Red Bull, Ferrari, Mercedes e Lotus neste momento, o piloto inglês conseguiu retardar ao máximo as sua paradas de boxes e livrou um honroso quinto lugar, sendo que chegou a ficar em segundo em algumas ocasiões, e fez apenas duas paradas contra três dos quatro primeiros. Com um carro em melhor condição, podia ter subido ao pódio. Lewis, com a sua Mercedes, aparentava estar em grande para este GP quando cravou uma pole com certa folga e o desempenho do seu carro com pneus médios era satisfatório a ponto de ser indicado como favorito a uma vitória. Esse desempenho não apareceu e Hamilton teve que contentar-se em brigar com Kimi Raikkonen pela segunda posição. O piloto finlandês mostrou bom desempenho mais uma vez, mas os danos de um incidente com Pérez num estágio da corrida, que por pouco não resultou num grave acidente, o atrasaram bastante. E nem o Lotus, que mostrou ser um carro bem econômico no trato com os pneus, não escapou de fazer três paradas de box. Apesar de Mark Webber ter sido limado na primeira metade da corrida, devido um pneu solto, a Red Bull sofreu com os desgastes dos pneus no carro de Vettel. Largando com os médios e arriscar apenas duas paradas, essa idéia foi para o ralo quando Sebastian parou na volta 14 para fazer a sua primeira troca de pneus. O restante da corrida foi uma batalha intensa do tri-campeão com os compostos para tentar conservá-los ao máximo. Ao que parece, este deve ser o grande desafio dos rubro taurinos durante esta primeira parte do mundial: tentar diminuir o alto desgaste dos pneus e dar a Sebastian a chance de lutar pela pole, sem ter que sacrificar essa oportunidade como aconteceu na China.
A Ferrari apresentou uma melhora nos seus carros e, pelo menos neste momento, parece ser o melhor carro do lote e isso pode se confirmar na corrida da semana que vem, no explosivo GP do Bharein. Uma semana não parece ser suficiente para que os concorrentes consigam correr atrás de evoluções para que possa alcançar o time italiano. Mas isso pode muito bem ser apenas um acerto feliz que Alonso conseguiu para esta etapa. A verdade mesmo é que a Pirelli acena com a possibilidade de mudar a composição dos pneus para a corrida da Espanha, a quinta etapa. E se a Ferrari conseguiu entender o “segredo da borracha”, talvez desfrute muito pouco dela. 

Resultado Final - Grande Prêmio da China - Circuito de Xangai - 56 Voltas - 3ª Etapa - 14/04/2013

1- Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1h36m26s945
2- Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) - a 10s100
3- Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - a 12s300
4- Sebastian Vettel (ALE/RBR) - a 12s500
5- Jenson Button (ING/McLaren) - a 35s200
6- Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 40s800
7- Daniel Ricciardo (AUS/STR) - a 42s600
8- Paul di Resta (ESC/Force India) - a  51s000
9- Romain Grosjean (FRA/Lotus) - a 53s400
10- Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) - a 56s500
11- Sergio Perez (MEX/McLaren) - a 1m03s800
12- Jean-Eric Vergne (FRA/STR) - a 1m12s600
13- Pastor Maldonado (VEN/Williams) - a 1m33s800
14- Valtteri Bottas (FIN/Williams) - a 1m35s400
15- Jules Bianchi (FRA/Marussia) - a 1 volta
16- Charles Pic (FRA/Caterham) - a 1 volta
17- Max Chilton (ING/Marussia) - a 1 volta
18- Giedo van der Garde (HOL/Caterham) - a 2 voltaS

 
Não completaram:                                                    
Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - na 22ª volta
Mark Webber (AUS/RBR) - na 16ª volta
Adrian Sutil (ALE/Force India) - na 6ª volta
Esteban Gutierrez (MEX/Sauber) - na 5ª volta
 
Volta mais rápida: Sebastian Vettel (ALE/RBR) - 1m36s808


sábado, 13 de abril de 2013

WEC: Dobradinha para a Toyota no grid das 6 Horas de Silverstone

E os Toyotas dominaram a primeira fila do LMP1 para as 6 Houras de Silverstone.
(Foto: Toyota Motorsports)
Apesar de um domínio destruidor da Audi nos treinos livres, chegando a andar abaixo do tempo alcançado por eles na marcação para a pole do ano passado, foi a Toyota quem colocou as cartas na mesa neste primeiro "time" que será a batalha das duas fábricas pelo título de 2013 do Mundial de Endurance.
Apesar de um confuso treino classificatório, que agora é contado a partir da soma das quatro voltas dadas pelos dois pilotos de cada carro, e que ainda foi agravado pela chuva que caiu no intervalo entre as duas tomadas de tempo, ocasionando uma demora na correção dos tempos, Nicolas Lapierre e Alexander Wurz levaram o TS030 Hybrid #7 a pole com a marca de 1'48''021, contra 1'49''995 do trio Anthony Davidson/ Sebastien Buemi/ Stephane Sarrazin, que conduziram o outro Toyota #8.
A Audi aparece com o #2 pilotado por Tom Kristensen/ Loic Duval/ Allan McNisch na terceira colocação, seguida pela surpreendente Rebellion Racing com a sua Lola-Toyota em quarto, conduzida por Nick Heidfeld/ Nicolas Prost/ Neel Jani. O Audi dos campeões de 2012 André Lotterer/ Bernard Tréluyer/ Marcel Fässler ficou apenas em quinto.
Na LMP2 a melhor marca ficou para o trio Antonio Pizzonia/James Walker/Tor Graves, que pilotaram o Delta-ADR #25. O Morgan LMP2 Nissan, pilotado por Alex Brundle/Olivier Pla/David Heinemeier-Hänsson, ficou em segundo e em terceiro o Oreca Nissan #26 da G-Drive que será conduzido por Roman Rusinov/John Martin/Mike Conway.
A Aston Martin fez miséria nas duas classes destinadas aos GTs: fez a dobradinha na LMGTE-PRO e na LMGT-AM e parece. Na LMTG-PRO, o trio Darren Turner/ Stefan Mücke/ Bruno Senna fizeram a pole no Aston Martin #97, seguidos pelo outro Aston Martin #99 de Fred Makowiecki/Pedro Lamy/Paul Dalla Lana e na terceira posição aparece o Porsche #91 de Timo Bernhard/Patrick Pilet/Jörg Bergmeister. Kamui Kobayashi, que dividirá a Ferrari 458 #71 da AF Corse com Tony Villander e que fará a sua estréia amanhã no WEC, ficou na última posição deste grupo. Na LMGTE-AM, o Aston Martin #96 de Jamie Campbell-Walter/Stuart Hall/Roald Goethe foi o pole, com o #95, pilotado por Christoffer Nygaard/Kristian Poulsen/Allan Simonsen, logo na cola. Em terceiro sairá a Ferrari #61 do trio Jack Gerber/Matt Griffin/Marco Cioci.
A prova terá transmissão pelo canal do WEC no Dailymotion à partir das 8:00 da manhã (horário de Brasília).
Abaixo o grid de largada para as 6 Horas de Silverstone.
(Clique para ampliar)
    

“Um tiro psicológico na concorrência.”




No último 11 de abril completou-se 20 anos da magnífica vitória de Ayrton Senna em Donington Park, quando ele conquistou cinco posições na primeira volta numa pista totalmente molhada devido à chuva que caíra minutos antes e disparando para uma de suas melhores performances na categoria.
Como de costume, os grandes pilotos brasileiros tinham uma coluna na Revista Quatro Rodas onde falavam sobre as suas corridas e as perspectivas para as próximas etapas e Ayrton Senna relatou aquele GP da Europa que foi publicada na edição de maio de 1993.

Ayrton Senna – Depoimento Exclusivo

Parece que a Ford não está interessada em ganhar muitas corridas na F1

Cheguei a mais uma vitória na Fórmula 1, a 101ª da McLaren, que está quase igualando o recorde de 103 corridas da Ferrari. Não preciso provar mais nada para conseguir um motor igual ao da Benetton. Só espero que algum iluminado da Ford perceba que ela mesmo está perdendo a grande chance de ganhar mais provas. O propulsor fornecido à Benetton é bem superior ao nosso. Num teste realizado em Silverstone, a diferença chegou a três quartos de segundo. Depois da vitória no Brasil, pensei que dificilmente teria outra satisfação semelhante. Mas Donington Park foi incrível. Naquele autódromo, pela primeira vez em minha carreira, pilotei um carro de Fórmula 1 e, por ironia do destino, um Williams. Lembro que o próprio Frank Williams estava presente e anotou todos os meus tempos. Até hoje guardo as cópias dessas anotações. Depois do GP da Europa, tenho mais uma ótima recordação para arquivar na memória. Tudo influiu na minha vitória: a chuva, a primeira volta, as paradas de boxes, os retardatários...
A primeira volta foi um tiro psicológico na concorrência. Não larguei tão bem assim como comentaram e fui espremido pelo Schumacher no canto da pista. Tive que colocar duas rodas para fora, mas recuperei a posição antes da primeira curva. Mas aí havia o Wendlinger, que largou uma posição atrás de mim. Passei por fora no trecho seguinte, um mergulho, o trecho mais veloz da pista. Ainda restavam os dois FW15 e, atrás de Damon Hill, atrasei a freada e logo fiquei em segundo. A próxima vítima era Prost e tive de esperar os “esses”, onde há uma chicane. Ele freou bem antes do normal e abriu uma brecha perfeita para mim.
Na volta seguinte, eu estava  com boa vantagem sobre os demais. Não demorou muito para que a chuva parasse e a pista começasse a secar. Não tive outra opção, senão entrar nos boxes no final da 18ª volta e colocar pneus slick. Prost fez o mesmo na volta seguinte e mantive a liderança. Todos sabem: os Williams são muito melhores do que qualquer outro carro, que se nivelam um pouco debaixo de chuva. Quando saí dos boxes com slick, resolvi puxar o máximo para garantir uma vitória. Mas eu estava entre a cruz e a espada, porque é preciso tomar muito cuidado ao dirigir com pneus de pista seca num asfalto úmido. Por outro lado, se diminuísse o ritmo, os pneus perderiam pressão e temperatura. Quanto mais frio, menor a aderência e o carro fica sem estabilidade.
Guiar no úmido com slick em dois momentos da prova definiu a minha vitória. A pressão é indescritível. Não se pode relaxar nem mesmo nas retas e Donington Park tem algumas curvas “cegas”, que não colaboram nos aspecto da segurança. Por isso, redobrei a preocupação com quem estava à minha frente. Também tive problemas no pit stop. Na terceira troca de pneus, a roda traseira direita não queria sair de jeito nenhum e a demora parecia uma eternidade. O Prost, que foi para os boxes no mesmo instante, retornou ao local cinco vezes mais tarde. Então recuperei a liderança – com slick em pista úmida! Segurei a até a volta 57, quando, literalmente, fiz uma visita aos boxes. Por culpa do nosso novo sistema de rádio, ninguém compreendeu quando avisei que estava chegando para colocar pneus de chuva. Ao encostar o carro, vi os mecânicos saindo da garagem com os pneus nas mãos. Passei reto, não tinha outro jeito.
Esse não foi o único problema provocado pelo mau funcionamento do rádio. Demorei um tempo razoável para entender o que os mecânicos me avisavam a respeito de problemas de consumo. No grid, antes da largada, quando meu engenheiro Giorgio Ascanelli e eu achamos que seria melhor adicionar um pouco mais de combustível, fomos avisados sobre a impossibilidade da operação. Devido a um problema de vazamento e a falta de tempo em repará-lo, os mecânicos selaram meu tanque. Portanto, o meu consumo ficaria no limite. Mudei meu estilo de dirigir, trocando as marchas em rotações mais baixas. Tirava o pé do acelerador um pouco antes da entrada das curvas e freava com menos ímpeto. Pequenos detalhes que pouparam litros preciosos no final. Em piso seco, a briga será dura até com os Benetton. E não há piloto ou pista que possa superar no relógio a diferença a favor dos Williams.

Se Ayrton foi magistral naquela tarde fria de Donington, o que dizer da condução de Rubens Barrichello? Ele estava em sua terceira corrida na F1 a serviço da Jordan e as suas duas primeiras corridas tinham sido frustrantes devido a quebras do carro, mas a sua habilidade já tinha sido demonstrada nas corridas de Kyalami e Interlagos. 
A sua largada foi tão brilhante quanto a que Senna fez, ao sair de 12º para quarto na primeira volta, e mostrou qualidades nas constantes mudanças de condições de pista e tempo que foi aquele GP europeu. Correu boa parte da prova entre os cinco primeiros e faltando seis voltas para o fim, estava em terceiro até que o carro parou com problemas.
Assim como Ayrton, ele também escreveu sobre a sua corrida para a Quatro Rodas:

O pódio escapou de Rubinho

“De um lado, estava Jean Alesi. Do outro, Michael Schumacher. Aí eu pensei ‘Vai ser dureza’. Comecei a acelerar e abrir distância. Peguei confiança e me achei o máximo. Em Donington, eu tinha um carro acertado para a chuva, resultado da confiança mútua entre mim e Jordan. Penso que estou progredindo. Ao rememorar o GP da África do Sul, sinto que aprendi demais. Tenho um entendimento muito especial com o Gary Anderson e isso reflete no acerto do carro, que, na terceira prova, melhorou demais. Por exemplo: em sete trocas de pneus, só faltou a sintonia uma vez. Eu ia parar, mas resolvi dar mais duas voltas, porque achava que ainda estava andando rápido. Aí cometemos um engano ao colocar pneus para pista seca, quando o certo seria justamente o contrário. Poderíamos esperar mais um pouco para a troca. Infelizmente, enfrentamos o problema da bomba de gasolina, na sucção do combustível para o motor.
Minha maior dificuldade é a falta de tempo. Ainda não pude fazer uma corrida simulada, rodar uns 300Km para desenvolver o carro, experiência que proporcionaria mais informações sobre a máquina. Afinal, a meta é preparar o Jordan e ambicionar um terceiro ou segundo lugar. Nosso objetivo é competir com as escuderias favoritas, como fizemos no GP da Europa, onde larguei bem, ultrapassei o Herbert e Alesi e depois alcancei Schumacher. Foi um susto, porque meti o carro por dentro e só não batemos porque ele notou a minha presença e puxou o Benetton de lado. Pedi desculpas aos Senna pela bobagem no momento em que ele me passou. Eu pensava estar em terceiro, à frente dele. Os comissários não deram bandeira azul (ultrapassagem obrigatória) e, por isso, mantive a minha trajetória.
Levei em conta que não adiantava estar em terceiro lugar e dar uma rodada. Puxa vida, eu havia arriscado tudo até ali e achava que era o momento de maneirar. Mas eu era tão mais rápido que Damon Hill e acabei não resistindo a uma ultrapassagem. Eu até me imaginei subindo ao pódio quando estava na terceira posição. Mentalizei meu pai assistindo à corrida. Nesse instante, me distraí, cometi um erro e disse: ‘Pai, saí fora’. Também pensei no pessoal do Brasil no instante que em que deixei o Schumacher passar na 22ª volta para rodar logo em seguida, bem na minha dianteira. Suspirei e disse: ‘É hoje. É hoje o dia da minha realização. Não vou marcar só um ponto, vou marcar um monte. Até que o carro pifou... Tudo bem, vamos em frente.”

Apesar de ter ficado pelo caminho, a atuação de Barrichello rendeu elogios de Senna no final do GP: “Rubinho conduziu o Jordan sem tomar conhecimento de máquinas mais potentes. Seu talento dispensa comentários”.
Assim como acontecera em 1938, quando Tazio Nuvolari venceu com a Auto Union naquela pista, Donington nunca mais realizou uma corrida em grande nível. Mas fora abençoada com o espetáculo que foi aquele Grande Prêmio.

*Retirado da Revista Quatro Rodas, publicado na edição de maio de 1993

GP da China - Classificação - 3ª Etapa

A primeira pole: Hamilton foi absoluto nos três estágios do treino, ao marcar o melhor tempo em todos eles.
É a sua primeira pole pela Mercedes.
(Foto: EFE)
Devido o alto desgaste dos pneus macios na pista chinesa, o treino que definiu o grid para o GP chinês foi modorrento pelo fato dos pilotos terem arriscado pouco visando economizarem os compostos. Tanto que o número de voltas que cada piloto deu, em especial aqueles que passaram para a Q3, somando os três estágios do treino, deve ter girando em torno de 5 a seis voltas para garantir uma boa classificação. E isso refletiu em alguns posicionamentos neste treino.
Hamilton levou a sua primeira pole pilotando pela Mercedes ao fazer a marca de 1'34''484, contra 1'34''761 de Raikkonen que levou a Lotus um ótimo segundo lugar. Alonso fez o terceiro tempo e Rosberg o quarto, com Massa ficando em quinto e Grosjean em sexto.
Com um olhar direcionado para a estratégia, Vettel ficou apenas com a nona colocação, mas sairá com pneus médios enquanto que os ponteiros largarão com os macios. Button também teve uma boa apresentação neste treino ao colocar a Mclaren em oitavo e assim como Sebastian, ele largará com os médios. A surpresa foi o desempenho de Daniel Ricciardo com a sua Toro Rosso, ao levá-la ao sétimo posto. Mark Webber, que teve ficou pelo caminho na Q2 por falta de combustível, sairá na última posição devido a falta de 1 litro de gasolina que é usado para análise.
A Mercedes ratificou a boa apresentação feita nos treinos livres e a pole de Hamilton só confirmou o seu favoritismo para a corrida de amanhã. Eu particularmente apostava numa dobradinha da equipe, mas Raikkonen e Alonso estiveram em melhor forma que Nico. Mas apesar do favoritismo da Mercedes, o bom mesmo é olhar atentamente para a Lotus, principalmente a de Kimi Raikkonen. Eles não apareceram tão bem nos treinos anteriores e o finlandês fez um ótimo trabalho ao conseguir essa segunda colocação. O fato de largar na frente diminui bastante o perigo de ficar preso em um duelo, como aconteceu na Malásia com os dois carros negros. Kimi e Romain fizeram três paradas cada, uma a menos dos que ia à frente, mas o atraso com disputas deixou o duo de fora da briga pela vitória em Sepang, sendo que tinham um bom ritmo. Largando mais a frente, é de se esperar que possam fazer bons stints e surpreender a por enquanto favorita Mercedes.
Já a Ferrari esteve bem e aparentemente seria a segunda força nos treinos, mas a aparição das Lotus deixará o trabalho ainda mais pesado para Alonso e Massa que se mostraram satisfeitos com o ritmo dos dois carro. Com relação a Red Bull, eles optaram pela estratégia em tentar pegar os seus rivais durante a corrida, tanto que Vettel abdicou da pole ao usar um jogo de pneus médios enquanto boa parte usava os macios. Sairá em 9º e apostará no desgaste excessivo dos demais para subir de posições.

Grid de Largada para o Grande Prêmio da China - 3ª Etapa

1º Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min34s484
2º Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) – 1min34s761
3º Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1min34s788
4º Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1min34s861
5º Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1min34s933
6º Romain Grosjean (FRA/Lotus) – 1min35s364
7º Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso) - 1min35s998
8º Jenson Button (ING/McLaren) – 2min05s673
9º Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) – sem tempo
10º Nico Hulkenberg (ALE/Sauber) – sem tempo
11º Paul Di Resta (ESC/Force India) – 1min36s287
12º Sergio Pérez (MEX/McLaren) – 1mi36s314
13º Adrian Sutil (ALE/ Force India) – 1min36s405
14º Pastor Maldonado (VEN/Williams) – 1min37s139
15º Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso) – 1min37s199
16º Valtteri Bottas (FIN/Williams) – 1min37s769
17º Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber) – 1min37s990
18º Jules Bianchi (FRA/Marussia) – 1min38s780
19º Max Chilton (ING/Marussia) – 1min39s537
20º Charles Pic (FRA/Caterham) – 1min39s614
21º Giedo van der Garde (HOL/Caterham) – 1min39s66
*22º Mark Webber (AUS/Red Bull) – 1min36s679


*Desclassificado

quinta-feira, 11 de abril de 2013

E vai começar...

E neste domingo, em Silverstone, a segunda temporada do Mundial de Endurance, o WEC, terá o seu início com as 6 Horas de Silverstone. E no canal do FIAWEC no youtube foi disponibilizado agora pouco um vídeo promocional da categoria, que mostra as batalhas que teremos este ano nas 4 categorias que participam do mundial. Mas claro que o duelo a ser acompanhado de perto é da Audi vs Toyota, que terá um capítulo à parte em Sarthe no mês de junho.
 

Jim Clark, Indy 500, 1965

E depois de duas tentativas frustradas, mas que deixaram a comunidade automobilística americana boquiaberta devido a performance apresentada por eles num carro de motor central, Jim Clark, Colin Chapman e a lendária Lotus-Ford #82 venceram o desafio e levaram um carro de motor traseiro à vitória na Indy 500 de 1965, derrubando os monstros de motores dianteiros.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Grand-Am: Alabama, 3ª Etapa

E aqui fica os melhores momentos da terceira etapa da Grand-Am, disputada no sábado no Alabama. A vitória entre os DPs ficou com a dupla Max Angelelli e Jordan Taylor com o Corvete DP da Wayne Taylor Racing. A segunda posição ficou com John Fogarty e Alex Gurney (Gainsco/Bob Stallings Racing) e a terceira com Ricky Taylor e Richard Westbrook (Spirit of Daytona Racing), todos pilotando Corvetes DP.
Entre os GTs, John Edwards e Robin Liddell venceram com o Camaro GTR da Stevenson Motorsports e na GX Jim Norman e Spencer Pumpelly, com o Porsche Cayman da BGB Motorsports, foram os vencedores.
Abaixo os melhores momentos da Porsche 250, disputada no sábado.

domingo, 7 de abril de 2013

Crash: SuperCar V8 e WTCC

E dois acidentes até de certo ponto parecidos aconteceram no final de semana da Supercar V8 australiana e no WTCC,
Na etapa disputada em Symonns Plains (Tasmania), Scott Pye, com o seu Holden, escapou forte na primeira curva do circuito indo bater na guard-rail do outro lado da pista. Apesar da forte pancada, que chegou a levantar o carro, o piloto saiu bem.

Já no warm-up para a etapa de Marrocos do WTCC, disputado nas ruas de Marrakesh, Tom Boardman, pilotando um SEAT, passou reto e acertou a barreira de pneus, destruindo a frente de seu carro. Alex MacDowalls, com um Chevrolet, foi acertado pelo SEAT de Boardman, mas sem grandes danos para o piloto e o carro.
Boardman foi levado ao Hospital Militar de Marrakesh onde foi examinado, mas nada constatado.
Aparentemente, tanto no acidente em Symonns Plains como no de Marrakesh, os freios falharam.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Vídeo: O final do GP do Brasil, 1978

Foi a corrida onde o saudoso circuito de Jacarepaguá recebeu a F1 pela primeira vez, sediando o GP do Brasil de 1978. E assim com em 1972, quando Interlagos teve a sua corrida extra-campeonato, Carlos Reutemann, com Ferrari, a venceu.
Mas a grande festa foi o segundo lugar de Emerson Fittipaldi com o Copersucar F5A, que subia ao pódio pela primeira vez com o carro brasileiro. A terceira posição foi de Niki Lauda com a Brabham.
Legal ter encontrado essas belas imagens, com o autódromo carioca lotado e a reta dos boxes quase tomada pelo público para festejar aquele segundo lugar do Bi-Campeão mundial com o belo F5A. Bons tempos.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Vídeo: Hunt e Sheene

Dois dos caras que mais souberam aproveitar da fama que o mundo dos motorsports pode lhes proporcionar. James Hunt e Barry Sheene aproveitaram tudo e mais um pouco naquele período da segunda metade dos anos 70, e mais famosa delas foi quando fizeram uma "festinha" com 33 aeromoças da Bristish Airways nas duas semanas que antecederam a prova de 1976 no Japão. Sem contar o álcool e a cocaína que foi consumidas durante este período.

*Sua preparação era pouco convencional, para dizer o mínimo. Ele havia passado as duas semanas anteriores à prova em uma farra de álcool, cannabis e cocaína com seu amigo Barry Sheene, que havia sido o campeão mundial de motovelocidade naquele ano.
[…]
No Japão seu playground era o Tokyo Hilton, onde cada aeromoça da British Airways era deixada na recepção para uma folga de 24 horas. Hunt fazia a abordagem no ato do checkin e as convidava para uma festa em sua suíte – elas sempre aceitavam.
Não era incomum que ele e Sheene fizessem sexo com todas aquelas mulheres, normalmente juntos.
[…]
Quando Hunt chegou ao aeroporto de Heathrow, 2.000 fãs estavam esperando para recebê-lo. Ele cambaleou bêbado pelos degraus do avião em direção aos braços de sua mãe, Sue, e sua bela e sofrida namorada Jane Birbeck.
Ela estava saindo com ele havia quase um ano, mas não fazia ideia de que ele havia dormido com 33 comissárias da British Airways e inúmeras fãs japonesas durante sua estada de duas semanas em Tóquio.

E abaixo fica o documentário apresentado pela Playboy em março de 2012, onde a história de Hunt e Sheene é contada.


*Extraído do livro Shunt: The Story of James Hunt

terça-feira, 2 de abril de 2013

MotoGP: Grande Prêmio da Alemanha, 500cc, 1989

E aqui vai um presente para os amantes das provas em duas rodas: o GP da Alemanha disputado no velho Hockenheim, válido para campeonato mundial das 500cc de 1989.
A pole para aquela sexta etapa foi de Kevin Schwantz (Suzuki) com o tempo de 2'02''620 e a vitória ficou com Wayne Rainey (Yamaha), seguido por Eddie Lawson e Michael Doohan que pilotavam os Honda.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Vídeo:Donington, 1938

E foi a última corrida disputada no velho Donington, ainda com os carros da era "Grand Prix". Tazio Nuvolari pilotou com a sua maestria de sempre ao mostrar a todos que também sabia domar os carros da Auto Union com motor central. Um breve duelo com Hermann Lang, da Mercedes, que liderava a prova. fez a torcida local vibrar a cada passagem do "Mantuano Voador" que tirava, em média, três segundos por volta.
Tazio ultrapassou Lang, que enfrentava problemas com o pequeno para-brisa que havia se quebrado após uma pedra o acertá-lo. O pequenino italiano venceu a corrida com 1min 38s de avanço sobre o piloto alemão após 3 Horas e 6 minutos de corrida.
Foi a última prova daquele ano para os "Grand Prix" e também última vez que uma prova daquele nível foi realizado naquele lugar.
Somente 55 anos depois é que a Fórmula-1, oriunda daqueles tempos de ouro dos "Grand Prix", retornou ao renovado Donington Park. E Senna os brindou com uma exibição magistral.