sábado, 13 de setembro de 2014

Foto 392: Laboratório

(Foto: Getty Images)
Após mais de um ano onde imagens, vídeos e textos percorreram o mundo sobre a sua criação, tivemos nas ruas de Beijing a largada da Fórmula-E. Foi um bom início da categoria destinada a carros elétricos com uma série de boas disputas, que resultaram em toques e também no acidente espetacular entre Nicolas Prost e Nick Heidfeild que duelavam bravamente pela liderança. No final, a vitória ficou de presente para Lucas Di Grassi.
Mas na verdade o texto não é apenas para falar da prova, e sim para destacar a idéia da categoria que é desenvolver ainda mais o conceito do carro elétrico para o futuro automotivo e também, porque não dizer, automobilismo de competição.
Entendo perfeitamente a maioria das pessoas olharem torto para esta categoria pelo simples fato dela ser de carros elétricos, afinal de contas fomos criados assistindo corridas com carros movidos à motor de combustão e com barulhos ensurdecedores. Comparo essa situação também quando o automóvel foi criado, e as pessoas que estavam inteiramente acostumadas com cavalos e carruagens terem visto aquilo com certo desdém. Tanto que um jornal - acredito que tenha sido francês - ter garantido que o automóvel jamais substituiria os cavalos. Bem, não só apenas o substituíram como também deram um bom descanso aos cavalos com o passar do tempo e belas carruagens foram virando peças de museus. Ah, os pobres cavalos devem ter agradecido a criação do automóvel...
Voltando aos dias atuais, acredito que o carro elétrico não irá substituir para já os carros de combustão no automobilismo, mas sim trabalhar em conjunto como já vem sendo feito há algum tempo no Mundial de Endurance e agora na Fórmula-1 com seus sistemas Híbridos. Mas se caso algum dia, viemos a enfrentar algo parecido como foi nos anos 70, na famosa Crise do Petróleo, não estranhe se alguém não hesitar em por carros 100% elétricos numa competição de alto nível.
Apesar de parecer estranho você ver uma corrida onde os pilotos precisam trocar de carro porque a bateria tem duração para apenas trinta minutos - a corrida tem 45 ao todo -, é de se esperar que com o passar tempo eles solucionem este probleminha e coloquem baterias cada vez mais duráveis em corridas e os pilotos não precisem mais pular de um carro para o outro durante o certame. O barulho, que mais parece uma furadeira, ainda é o que deixa o fã do automobilismo mais descontente, mas o que me chama mais atenção por ser algo bizarro, é o uso do Tweeter para que o piloto preferido de cada pessoa ganhe um booster durante a competição caso tenha mais menções.
Apesar de todas as controvérsias em torno dessa categoria, acredito que ela fará bem o seu papel que é desenvolver a tecnologia para a indústria automobilística. Afinal de contas, há anos que os estudos sobre os carros elétricos estão em andamento e agora, em pleno século XXI, onde filmes retratavam que esta seria uma época dominada por carros voadores - vejam bem -, os carros movidos a eletricidade começam a ganhar o seu espaço e certamente ganhará os seus entusiastas.
Para os demais, que torceram o nariz para esta categoria, eu os lembro que a grande contribuição do esporte à motor é exatamente essa: desenvolver a tecnologia para o uso da industria automobilística.
Foi assim lá no primórdios do carro à vapor, está sendo assim com o carro elétrico, e sempre será com qualquer outra tecnologia que for ser apresentada daqui algum tempó.
E o mundo não pára.

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