terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Foto 305: Jody Scheckter e Andrea De Cesaris da Fórmula-1 moderna



 
Uma dupla rápida, mas que pode render alguns prejuízos (ou lucros) para a Lotus neste 2014
(Foto: Lotus F1 Team)
Ao longo destes anos, mais precisamente destes três últimos, dois pilotos me vieram à mente quando via as confusões causadas por Romain Grosjean e Pastor Maldonado: Jody Scheckter e Andrea De Cesaris eram pilotos velozes, muitos velozes, mas ambos tiveram a marca dos acidentes (espetaculares) em suas carreiras.
Sobre Jody Scheckter não é preciso procurar muito. Basta uma pequena lida em sua biografia que tem aos montes espalhadas pela internet que ele foi um estreante dos mais velozes quando a McLaren lhe deu a primeira oportunidade em 1972, no GP dos EUA. O pódio lhe escapou por pouco exatamente por ter rodado e a nona colocação acabou como um consolo para ele. Mas Jody ficou conhecido pra valer em 1973 após o enrosco com Emerson Fittipaldi durante a disputa do GP da França, quando Scheckter estava liderando e fechou uma tentativa de ultrapassagem de Emerson ocasionando o incidente que eliminaria os dois da corrida mais tarde. Para completar, na corrida seguinte, o famoso acidente na reta dos boxes de Silverstone durante o GP da Grã-Bretanha quando ele rodou e ficou atravessado e uma leva de pilotos não conseguiu desviar, acarretando um engavetamento e a interrupção da prova. Jody ficou de fora de quatro corridas (Holanda, Alemanha, Áustria e Itália) voltando apenas no Canadá, onde se envolveu em outro acidente agora com Cevert. A sua ida para a Tyrrell em 1974 acabou sendo um belo divisor de águas na sua carreira e o amadurecimento numa equipe que estava órfã de Jackie Stewart e do seu sucessor natural, François Cevert, foi visto ao longo daquele ano quando ele chegou a discutir o título mundial contra Emerson e Clay Regazzoni.

Já Andrea De Cesaris era mais um daqueles pilotos ultra-velozes do final da década de 70 que almejava chegar à F1. O apoio gordo da Marlboro, facilitado pelo fato de seu pai ser representante da marca na Itália, viabilizou a sua estréia na categoria já em 1980 quando substituiu Vittorio Brambilla na Alfa Romeo nas duas corridas finais, no Canadá e EUA. De Cesaris voltaria à Alfa Romeo em 1982, depois de uma passagem não muito animadora pela McLaren, lugar onde conseguiu o recorde (negativo) de destruir 22 chassis ao decorrer da temporada. Por sorte a
Scheckter e seus acidentes com Emerson (acima) e em Silverstone
Marlboro arcou com gastos do seu piloto, mas Ron Dennis acabou por convidá-lo a se retirar da equipe ao final do ano. Foi aí que a alcunha de “De Crasheris” ganhou notoriedade e seria reforçado pelos anos seguintes devido o seu alto número de acidentes. Mas De Cesaris era rápido e isso ninguém podia negar. A sua pole em Long Beach, o pódio em Mônaco, as primeiras voltas seguras e velozes, desafiando pilotos como Prost e Tambay, em Spa-Francorchamps e mais a melhor volta nessa corrida – todas em 1983 –, foram notas importantes para que seus críticos vissem que o italiano era rápido e, com um pouco de paciência, ele poderia fazer boas apresentações. Uma pena que nem sempre ele sabia onde estava o seu limite e na maioria das vezes, ou quase, a sua corrida terminava no muro.
Mas, Grosjean e Maldonado lembram estes dois pilotos do passado? A meu ver sim. Grosjean seria um “novo Scheckter”, assim como Maldonado um “novo De Cesaris”. Sobre o venezuelano, há tempos, para ser mais preciso, quando foi confirmada a sua estréia pela Williams em 2011, que muitas pessoas faziam essa associação. De fato elas tinham razão: um forte apoio financeiro, velozes, mas extremamente estabanados. Se bem que o seu primeiro ano foi mais brando, com poucos acidentes, mas 2012 ele esteve envolvido em vários
De Cesaris destruindo tudo na Holanda 1981 (acima) e depois
na Áustria, em 1985
incidentes e acidentes principalmente após a sua primeira vitória conquistada no GP da Espanha. Certamente aquela conquista em Barcelona garantiu a ele uma sobrevida na Williams. O dinheiro da PDVSA também ajudou (e muito) nos gastos que o rápido venezuelano deu a equipe de Frank Williams.
Romain teve a sua primeira aparição na F1 ainda em 2009 pela Renault, altura em que disputava a GP2 e foi escalado para substituir Nelsinho Piquet na segunda parte da temporada. Apesar de seu notável talento na categoria de acesso, Grosjean foi jogado na fogueira e suas atuações foram bem pífias e um acidente ainda no início do GP da Bélgica, acabaria por complicar ainda mais uma possível chance de continuar para 2010. Ele voltaria em 2012 pela Lotus e alternaria ótimas atuações com acidentes, sendo que o da largada do GP da Bélgica (mais uma vez) tenha sido o pingo d’água para que a FIA lhe desse um gancho de uma prova, o que de certa forma mudou bastante o seu jeito em 2013 tornando-se em um dos destaques da temporada.
A Lotus está bem servida com eles? De certa forma, sim. São dois pilotos rápidos, mas que ainda podem cometer certos excessos principalmente vindos de Maldonado. Vale lembrar que ele teve uma péssima temporada em 2013 pela Williams e somando isso a lavada que tomou de Bottas, é de se esperar que agarre essa oportunidade para tentar reviver alguns dos bons momentos que teve em 2012, principalmente nas classificações. Grosjean também está numa fase interessante da sua vida: casou-se ano passado, já é pai – assim como seu parceiro Maldonado – e começará a temporada como líder de uma equipe que perdeu gente como Eric Boullier – que foi para a McLaren –, Kimi Raikkonen – que se mudou para a Ferrari – e uma série de técnicos que se espalharam por algumas equipes da F1. O seu amadurecimento nos GPs do ano passado foi animador e sem dúvida é algo que mantém a esperança dentro do time de Enstone.
Já para a Lotus, que tem enfrentado uma série crise financeira que parece nunca ter fim, o que importa mesmo é que todo pessimismo em volta dessa dupla se transforme em pontos e os prejuízos materiais sejam os menores possíveis.
Talvez o famoso mantra da Ferrari de “traga as crianças para casa” seja de grande valia para eles neste 2014.

O que esperar dessa dupla? Acredito que o grande embate entre Grosjean e Maldonado aconteça nas classificações e se o carro for bom, serão figurinhas fáceis nas Q3. Isso também trará certo divertimento para as corridas com os dois se metendo no meio dos favoritos e embaralhando um pouco as coisas. Nas corridas coloco mais fé na regularidade de Romain. Pastor é veloz nos treinos, mas na provas, onde que de fato vale, ele não consegue repetir o êxito.
Mas de toda a forma será interessante – e divertido – acompanhar a Lotus e seus dois pilotos.

Foto 304: Escalando

Não dá para identificar quem estava tentando escalar a bancada alta de Daytona, na edição de 1971 das 24 Horas, segunda etapa do Campeonato Mundial de Marcas, mas pode ser tanto um de seus dois pilotos - Dr. Helmut Marko/ Rudi Lins - como também um fiscal ou mecânico da Porsche.
Marko e Lins conduziram este Porsche #3 917K da equipe Martini & Rossi Racing Team durante 462 voltas da 688 realizadas. Eles abandonaram devido um acidente. O outro Porsche da Martini, conduzido por Vic Elford/ Gijs Van Lennep, já havia abandonado a prova também  por acidente.
A corrida foi vencida por Pedro Rodriguez/ Jackie Oliver no Porsche #2 917K da J.W.Automotive Engineering, seguido pelas Ferraris 512M de Ronnie Bucknum / Tony Adamowicz (North American Racing Team) e Mark Donohue/ David Hobbs (Penske-White Racing)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Foto 303: Graham, 85 anos




E o homem que venceu as três grandes corridas do último século (GP de Mônaco [1963, 64, 65, 68 e 69], 500 Milhas de Indianápolis [1966] e 24 Horas de Le Mans [1972]), denominada como "Tríplice Aliança", completaria hoje 85 anos.
Talvez seja um recorde que dificilmente será batido devido a série de cláusulas contratuais que impedem os pilotos (em especial os de F1) de disputarem as outras corridas, como a Indy 500 e 24 Horas de Le Mans.
O único piloto que está em atividade e que pode tentar essa sorte, é Juan Pablo Montoya que venceu a Indy 500 em 2000 e depois o GP de Mônaco em 2003.

Foto 302: Preferência

Brooks e Moss em Nurburgring, 1958: vitória para Tony, após a desistência de Stirling por problemas elétricos em seu Vanwall
(Foto: beatlesandhuxley.com)
"Eu nunca tive tantas oportunidades de treinos como eu queria, porque se eu fosse mais rápido do que ele (Stirling Moss), a equipe o deixava sair novamente. Ele podia querer meu chassi e o motor dele, ou vice-versa, o que significava mais trabalho para os mecânicos. Para David Yorke, chefe da equipe, fazia sentido manter o número dois por alguns décimos mais lento. Stirling tinha a certeza de que ele teria sempre o melhor carro. Se não tivesse, ele misturaria tudo! Dito isso, sempre fomos os melhores amigos e ainda somos."
As palavras são de Tony Brooks, que foi companheiro de Stirling Moss e Stewart Lewis-Evans na temporada de 1958 na Vanwall, ano que a equipe de Tony Vandervell tornou-se a primeira campeã de construtores da F1 e por muito pouco não fez de Moss o primeiro campeão inglês da categoria, primazia qual que ficou por conta de outro inglês, Mike Hawthorn, que estava na Ferrari.
Como acontece nos dias de hoje, a vida de Brooks não foi tão fácil e mesmo que estivesse no "fim de semana dele", certamente Moss teria algum porém para freá-lo. Portanto ele precisaria da ausência de Stirling para conseguir algo de interessante, como aconteceu em sua três vitórias naquela temporada (Spa, Nurburgring e Monza) onde Moss abandonou por problemas mecânicos. Caso contrário, a história para o simpático piloto inglês poderia ter sido amarga.
E certamente você pensava que a moda de "tratamento vip" era exclusividade dos Sennas, Schumachers e Alonsos da vida. Isso vem de muito, mas muito tempo...

*A fala de Tony Brooks foi retirada da Revista "F1 Racing" de 2008, da sua edição de Nº12

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Vídeo: Stock Car, Interlagos 1994

Uma das jóias dos irmãos Neri na sua conta no Youtube: a primeira bateria da nona etapa da Stock Car em Interlagos vencida por Djalma Fogaça.
Divirtam-se!

Foto 301: Um ponto

A classificação de Kimi Raikkonen para o GP de Mônaco de 2007 tinha sido desastrosa: uma batida nos "esses" da Piscina havia danificado a suspensão dianteira direita, o que deixo-o de fora do Q3 conquistando apenas a 16ª colocação.
A Mclaren com o seu duo Alonso-Hamilton dominou a prova sem qualquer tipo de problema ou incomodo, mas Raikkonen, se beneficiando da estratégia da Ferrari e de algumas desistências a sua frente, conseguiu um oitavo lugar que lhe garantiu um ponto.
Ao final da temporada, naquela magistral prova em Interlagos, aquele esforço em Monte Carlo teria ainda mais valor.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Foto 300: 500cc, Silverstone 1983

A linha de frente das 500cc em Silverstone, 1983. De baixo para cima: Kenny Roberts (Marlboro Agostini-Yamaha YZR500), Freddie Spencer (HRC-Honda NS500), Randy Mamola (HB Suzuki RG500), Eddie Lawson (Marlboro Agostini-Yamaha YZR500), Marc Fontan (Gauloises Sonauto-Yamaha YZR500), Takazumi Katayama (HRC-Honda NS500), Ron Haslam (Honda UK HRC-Honda NS500) e Jack Middelburg (Femis-Honda RS500) partindo para a segunda largada do GP da Grã-Bretanha das 500cc.
A prova foi interrompida na sexta volta, numa altura em que Kenny Roberts, Randy Mamola e Freddie Spencer se revezavam na liderança da corrida, quando Peter Huber e Norman Brown se colidiram na curva Stowe. A força do impacto foi tamanha que os capacetes de desprenderam da cabeça dos pilotos e as motos ficaram totalmente destruídas. Huber e Brown morreram no local.
A prova foi retomada e a vitória acabou ficando com Kenny Roberts, seguido por Freddie Spencer e Randy Mamola.

Foto 299: A primeira

Uma Spa laranja. Bruce Mclaren, com a sua elegante Mclaren-Ford M7A, liderando um grupo formado por Pedro Rodriguez (BRM P133), Jacky Ickx (Ferrari 312/68) e Jackie Stewart (Matra-Ford MS10) durante o GP da Bélgica de 1968.
Foi a prova que marcou a primeira vitória da Mclaren Racing Limited após a sua estréia na F1 em 1966, durante o GP de Mônaco. A história de 182 vitórias havia começado.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Foto 298: Fan Club

(Foto: Formula 1 Amarcod/ Facebook)
Legal essa foto de Frank Williams usando uma camiseta estilizada com o rosto do Jochen Rindt, em 1970. Provavelmente era de algum fan club do piloto austríaco.
Outro detalhe - ao que me parece - é que a foto tenha sido feita antes da morte de Rindt. Pelos pinheiros ao fundo e altura de onde eles se encontram, pode ser da pista de Zeltweg, ou Osterreichring como queiram. 

Vídeo: As 12 Horas de Bathurst

Numa das melhores edições dos últimos das 12 Horas de Bathurst, realizada neste domingo no fabuloso Mount Panorama, a vitória coube à Ferrari da equipe Maranello Motorsport/ II Bello Rosso que contou com o quarteto formado por John Bowe/Peter Edwards/Mika Salo/Craig Lowndes para derrotar a Mercedes da HTP Motorsport do trio Maximilian Buhk/Thomas Jäger/Harold Primat. A vitória foi conquistada por apenas 4 décimos...
Atenção especial para os vários duelos nesta corrida... Divirtam-se!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Foto 297: RAC Tourist Trophy, Dundrod 1955

Moss e sua Mercedes 300 SLR em Dundrod, 1955
Apesar do circuito de rua mais famoso da Irlanda seja o traçado utilizado para o Tourist Trophy, que acontece anualmente na Ilha de Man, o país possui outro belo traçado: situado no condado de Antrim, a pista de Dundrod - que a exemplo da pista da Ilha de Man, também utiliza vias públicas - teve a sua primeira corrida em 1950 com uma etapa para carros esporte e com vitória de Stirling Moss a bordo de um Jaguar XK120 - vitória que ele repetiria no ano seguinte com uma versão C do Jaguar XK120.
A pista irlandesa, no seu início, tinha 11.934Km de extensão e em 1965 sofreu uma pequena redução para 11.910Km. O World Sports Car Championship realizou três edições na pista irlandesa entre 1953 e 1955, tendo como vencedores Peter Collins/ Pat Griffith em 1953 (Aston Martin DB3S); Gerard Laureau/ Paul Argmac em 1954 (DB-Panhard) e Stirling Moss/ John Fitch em 1955 (Mercedes-Benz 300 SLR).
A prova de 1955 foi a quinta e penúltima etapa do WSCC e, como já foi dito, contou com a vitória da Mercedes de Moss e Fitch, seguidos pelo outros dois Mercedes 300 SLR da dupla Juan Manuel Fangio/ Karl Kling e Wolfgang Von Trips/ Andre Simon/ Karl Kling. Esta prova reviveu as imagens da tragédia de meses antes em Le Mans: três pilotos perderam a vida durante as primeiras 34 voltas das 84 que foram realizadas naquele dia. Ainda na primeira volta Jim Mayers (Cooper T39) bateu em um pilar de concreto explodindo o seu carro de imediato - o que ocasionou a morte instantânea do piloto - e como não bastasse, William Smith (Connaught AL/SR) acabou por ser atingido neste acidente, vindo falecer mais tarde. Quando a chuva apertou por quase todo o circuito, alguns acidentes se sucederam e entre eles Richard Mainwaring (Elva-Climax) veio falecer após um acidente na volta 34. Após esta prova, o RAC Tourist Trophy voltou a fazer parte do calendário do WSCC em 1958 no circuito de GoodWood e ano passado o troféu do RAC Tourist Trophy foi dado aos vencedores das 6 Horas de Silverstone. Coube à Allan McNish/ Tom Kristensen/ Loic Duval (Audi R18 e-tron quattro) receber o mítico troféu.
Já a pista de Dundrod, atualmente, sedia a Ulster Grand Prix que é destinada a motos e tem sua realização desde 1922.

O trailer da Lotus

Ainda que os problemas financeiros sejam o grande problema desta equipe, o bom humor em postagens na internet a tornam a mais simpática dentre as demais. E o vídeo divulgado agora pouco, mostra bem isso:

Vídeo: Teaser do Mundial de Endurance

Mais um teaser sobre o Mundial de Endurance que terá a sua temporada iniciada em 20 de abril, com as 6 Horas de Silverstone.
Apesar de haver uma destaque para as demais categorias, não tem como não fugirmos da expectativa do que será o duelo entre o trio Audi, Toyota e Porsche neste mundial na LMP1.
Enquanto isso, contamos os dias para o início da batalha...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Pole Lap: Nigel Mansell - Silverstone 1992

Talvez a vida de Nigel Mansell estivesse bem mais tranquila pilotando aquele FW14B em 1992, quando ele iniciou o seus trabalhos para o GP da Grã-Bretanha. Mas como qualquer outro piloto de ponta que quando vem pilotar em sua terra natal, o seu ânimo era ainda maior para tentar fazer um bom trabalho frente a sua torcida.
E Mansell partiu para umas das poles mais sensacionais das 14 que ele assinalou naquele ano: Nigel enfiou quase dois segundos em Ricardo Patrese - seu companheiro de Williams - atingindo a marca de 1'18''965 contra 1'20''884 do italiano. Uma soberba volta.
No domingo a corrida foi um passeio de Mansell, que aumentava nas primeiras voltas cerca de 1 segundo a cada passagem para Ricardo. Não foi de estranhar Patrese pedir para que "Il Leone" baixasse as calças para que pudesse ver quantas bolas tinha o piloto inglês após aquele final de semana assombroso. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Foto 295: Respeito

Senna e Prost no pódio do GP da Hungria de 1988
(Foto: f1-photo.com/ The Cahier Archive)
"Eu acredito que a competição que enfrentei naquela época me fez ser um piloto melhor, embora eu só tenha realmente compreendido o significado da minha rivalidade com Ayrton depois que me aposentei. Nossos duelos realmente beneficiaram a Fórmula 1 e elevaram a disputa para um outro nível, mais humano. Nós tivemos personalidades diferentes, uma forma contrastante de pilotar e uma abordagem distinta sobre o esporte. Mas depois que parei de correr, entendi que o jeito de Ayrton foi muito mais claro, e preciso agradecê-lo, porque 50% do meu sucesso se deve a ele." (PROST, Alain. em 03 fev. 2014. Entrevista à revista "Motor Sport")
 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Foto 294: Boost

Claro que as coisas ainda estão nebulosas após estes primeiros testes realizados em Jerez De La Frontera, mas se você puder abanar um pouco a névoa conseguirá ver que a Mercedes é quem parte na frente desta nova F1, seguida de perto pela Ferrari. Não falo das equipes, mas sim dos motores e enquanto estas duas já deram passos importantes na pista espanhola, a Renault quebra a cabeça para tentar solucionar os problemas enfrentado pelas sua clientes Red Bull (a Master), Toro Rosso e Caterham. Com esta série de contratempos durante os quatro dias, a atual rainha do grid foi a mais prejudicada tendo dado apenas 21 voltas com Vettel e Ricciardo. Por outro lado as declarações de Christian Horner ao dizer que a equipe gastará entre 25-30% a mais que nas temporadas anteriores, soa como um presságio de que nem tudo estará fácil para a equipe dos energéticos. Mas com a equipe técnica que tem e com um piloto do calibre de Vettel, que já demonstrou conseguir sair de situações complicadas, não duvide que estarã no páreo no final do ano. Mas ainda sim o motor Renault Turbo é quem ditará o ritmo dela e das outras duas equipes.
Tenho visto reclamações com relação ao ritmo dos carros nestes, com os pilotos a andarem com o "freio de mão puxado", mas na verdade a velocidade não foi tão forte assim devido a imposição dos engenheiros das equipes, que estão mais preocupados em colher máximo possível de informações. Talvez no Bahrein os pilotos possam dar um "gás" nas voltas durante os testes na pista barenita. Mas confesso estar ansioso para ver como se comportarão estas novas unidades debaixo daquele calor...
Outra coisa que reparei foram os comentários sobre os freios, que podem mudar um pouco o jeito dos pilotos atacarem as entradas de curvas. Será que eles podem antecipar as frenagens? Isso poderia gerar um pouco mais de ultrapassagens...
O que nos resta é apenas observar e jogar conversa fora.

Vídeo: O pit stop do 919 Hybrid

Contando os dias para o início do WEC, que se realizará no dia 20 de abril com as 6 Horas de Silverstone. E enquanto que a data não chega, a Porsche preparou mais um vídeo da sua mais nova cria que estará no grid de largada para a etapa inglesa, o 919 Hybrid.

Foto 293: Corre, corre...

Jackie Stewart e sua Tyrrell 003 a caminho da vitória no GP da Espanha de 1971, disputado no belo circuito de Montjuich Park. Mais atrás Jacky Ickx, que terminaria em segundo com a Ferrari 312B e Chris Amon fechou o pódio a bordo da Matra MS120B.
Ao lado o garotinho correndo na calçada, tentando "vencer" Stewart... outros tempos.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Foto 292: Gilles e Jones

(Foto: Ventisetterosso/ Facebook)
Se havia um duelo que levantava os espectadores no final da década de 70 e início dos 80, era o de Gilles Villeneuve e Alan Jones. Dois pilotos rápidos e de trato bruto para com os carros e que não aliviam o pé durante uma disputa. Se encontraram várias vezes na pista, mas sempre com total respeito um para com o outro.
Na foto que encabeça o post, Villeneuve ultrapassando Jones na reta de largada de Mônaco para assumir a liderança que lhe daria a vitória mais tarde no Principado, em 1981.

F1 Pré-Temporada: Jerez De La Frontera - 4º Dia

Felipe Massa foi o melhor do dia em Jerez e se mostrou satisfeito com o que realizou nestes dois dias. Mas mantêm cautela: "No geral, estou contente com meus primeiros dias na Williams e satisfeito com o que vi da equipe nesta semana. Claro que é importante ser competitivo, mas treino é treino e, daqui em diante, o negócio é se preparar para o Bahrein e para a abertura do campeonato, que na verdade é o que mais vai contar"
"Não foi um grande dia porque choveu, mas completamos várias voltas que nos permitiram entender o comportamento do carro no molhado, tanto com os pneus quanto com o motor"
"Também superamos apenas hoje o total de voltas dos três dias anteriores, o que julgo como outro passo à frente. Agora, temos de nos concentrar para aumentar ainda mais a quilometragem diária nos próximos treinos no Bahrein." (Site Grande Prêmio) (Foto: Getty Images)
O quarto e último dia de testes em Jerez De La Frontera contou com a terceira equipe a liderar a tabela de tempos na pista espanhola. Coube a Felipe Massa levar o FW36 da Williams ao topo dos melhores tempos ao superar Fernando Alonso em quase um segundo (1'28''229 x 1'29''145) e mostrar, mais uma vez, a ótima forma dos motores Mercedes que lideraram três destes quatro dias de testes. Além de Felipe, o top cinco contou com o Force India de Daniel Juncadela (piloto de testes da equipe indiana) em terceiro, Magnussen em quarto e Hamilton em quinto, todos com motores Mercedes.
A Red Bull, assim como as outras equipes clientes Toro Rosso e Caterham, sofreram com os Renault Turbo que apresentaram problemas. Pior para a tetra campeã - mais uma vez - que teve que se retirar mais cedo dos testes após problemas no RB10, numa altura em que Daniel Ricciardo tentava ganhar quilometragem e a equipe, numa tentativa de dar melhor refrigeração ao problemático Renault, abriu um buraco na lateral do carro que mal pôde ser avaliado. Contando as voltas de Vettel e Ricciardo, a equipe completou apenas 21 giros...
O treino desta sexta teve pista molhada na parte da manhã - período que Alonso foi o mais rápido - e a tarde com a pista úmida.
Os próximos testes acontecem durante os dias 19, 20, 21 e 22 de fevereiro no Bahrein.

Resultado  

Jerez De La Frontera  

Testes de Pré-Temporada  

Fórmula-1 - Dia 4


1. Felipe Massa (BRA/Williams) - 1min 28s229 (86 voltas)
2. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1min29s145 (115 voltas)
3. Daniel Juncadella (ESP/Force India) - 1min29s457 (81 voltas)
4. Kevin Magnussen (DIN/McLaren) - 1min30s806 (110 voltas)
5. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min30s822 (41 voltas)
6. Jules Bianchi (FRA/Marussia) - 1min32s222 (25 voltas)
7. Adrian Sutil (ALE/Sauber) - 1min36s571 (69 voltas)
8. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - 1min36s951 (91 voltas)
9. Kamui Kobayashi (JAP/Caterham) - 1min43s193 (54 voltas)
10. Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - 1min44s016 (9 voltas)
11. Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull) - 1min45s374 (7 voltas)

Fernando Alonso foi o melhor na parte da manhã, quando a pista esteve molhada por causa da chuva. A tarde ele foi superado por Felipe Massa. Foi o piloto que mais deu voltas no circuito hoje: 115 voltas
(Foto: Getty Images)

Jules Bianchi fez um bom trabalho ao colocar a Marussia na sexta colocação. "O carro parece ser ótimo de pilotar e estou muito satisfeito porque consegui boa quilometragem."
"Ainda tivemos alguns momentos com a pista úmida. No final, satisfeitos com o bom desempenho do sistema, colocamos os pneus macios e pudemos dar algumas voltas. Ainda é cedo, mas estamos muito felizes com o progresso do nosso programa. Não é um início ruim" (Site Grande Prêmio)

Lewis Hamilton destacou como será a pilotagem destes novos carros:

“Será um ano seriamente desafiador para todos. Tudo é diferente – temos um novo sistema de freio, que no momento não é a melhor coisa de se usar. Estamos tentando ajustar isso. Temos novas funções em nossos volantes e também estamos ajustando isso. Temos mais botões multifuncionais no volante, então é um grande desafio.” (Site Total Race) (Foto: Getty Images)


(Foto: Twitter/tgruener)

Explicações... explicações... e mais explicações: Daniel Ricciardo cercado pela imprensa após mais um dia frustrante para a Red Bull. Mas o piloto australiano acredita numa recuperação do time: "Eu não acho que isso vai nos afetar a longo prazo. Temos o melhor time do mundo e eles estão lutando para reverter isso"
"Não é como se tivéssemos começado a temporada, não estamos perdendo pontos por não estarmos na pista agora. Ainda temos muito tempo para voltar."
"Os problemas que tivemos nos últimos dias são complexos. O sistema deste ano é complexo, não será algo resolvido em 24h. É melhor agora que temos algum tempo longe da pista para descobrirmos o que precisa ser feito." (Site Grande Prêmio)
Na primeira foto, o jeito que a Red Bull encontrou para melhorar a refrigeração do motor Renault Turbo

Kamui Kobayashi voltou à F1 e foi o piloto que utiliza motor Renault Turbo a completar mais voltas: 54 voltas


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

F1 Pré-Temporada: Jerez De La Frontera - 3º Dia

Kevin Magnussen fez a melhor marca da semana até aqui e não escondeu a sua felicidade: “Hoje foi um grande dia para mim. Estava absurdamente ansioso e pouco dormi à noite. Sou um calouro, estava animado só de poder guiar o carro. De qualquer jeito, este não foi um dia como outro qualquer no seu novo trabalho: eu conheço todo mundo da McLaren, realmente me sinto em casa”
(Site Grande Prêmio)
(Foto: Getty Images)
O terceiro dia de testes em Jerez De La Frontera serviu para que os outros pilotos de suas respectivas equipes tomasse partido dos novos carros, excetuando-se a Mercedes que está revezando Hamilton e Rosberg no volante do W05. Hoje foi a vez do piloto inglês guiar a máquina germânica e amanhã Rosberg retorna ao cockpit.
Kevin Magnussen foi quem cravou o melhor tempo do dia e da semana até aqui, ao baixar a marca para a casa de 1'23 na parte da tarde. Felipe Massa, que pilotou o FW36 hoje, fechou em segundo e Lewis Hamilton em terceiro.
E hoje foi mais um dia amargo para as equipes que utilizam motor Renault, em especial a Red Bull que enfrentou mais uma vez problemas na sua unidade, deixando Daniel Ricciardo à pé após três voltas. Eles não voltaram para a pista amanhã.
A Marussia pôs, enfim, o seu novo carro na pista: o MR03 foi pilotado por Max Chilton, que fez apenas cinco voltas sem marcar tempo.

Resultado  
Jerez De La Frontera  
Testes de Pré-Temporada  
Fórmula-1 - Dia 3

1. Kevin Magnussen (DIN/McLaren) - 1min23s276 (52 voltas)
2. Felipe Massa (BRA/Williams) - 1min23s700 (47 voltas)
3. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min23s952 (62 voltas)
4. Jenson Button (ING/McLaren) - 1min25s030 (40 voltas)
5. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1min25s495 (57 voltas)
6. Nico Hulkeberg (ALE/Force India) - 1min26s096 (17 voltas)
7. Jean Eric-Vergne (FRA/Toro Rosso) - 1min29s915 (29 voltas)
8. Adrian Sutil (ALE/Sauber) - 1min30s161(34 voltas)
9. Robin Frijns (HOL/Caterham) - sem tempo (10 voltas)
10. Max Chilton (ING/Marussia) - sem tempo (5 voltas)
11. Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull) - sem tempo (3 voltas)

Felipe Massa: "Infelizmente, não fizemos a quantidade de voltas que queríamos, mas foi bastante aceitável par ao primeiro dia de testes, considerando todas as mudanças e também as alterações do regulamento. O carro parece diferente em muitos aspectos. É preciso entender o motor, o chassi, os pneus e o turbo, mas acho que será muito divertido"
(Site Grande Prêmio)(Foto: Getty Images)

Lewis Hamilton: "Estou realmente me sentindo bem depois desses testes e acho que demos um passo à frente. Há ainda muitos desafios pela frente nas próximas semanas e meses, mas precisamos enfrentá-los um de cada vez"
(Site Grande Prêmio)(Foto: Getty Images)

Jenson Button: “Olhando para os tempos do segundo dia, a troca de informações é bem interessante, porque é óbvio que nós testamos um programa muito diferente do que o do Rosberg, configurações dos motores diferentes e tentamos coisas opostas. Temos muita coisa útil para compartilhar e sei que Bottas e Pérez também têm”
(Site Grande Prêmio)(Foto: Getty Images)

Fernando Alonso, assim como Raikkonen na terça, enfretou problemas logo na sua primeira saída para a pista. Uma vez solucionado o problema e com algumas voltas com o novo carro, ele destacou que o bólido tem potencial: "Cada volta que damos é importante, em cada uma se aprende algo e se descobre problemas e oportunidades"
"A meta é percorrer muitos quilômetros aqui e, sobretudo, nas próximas sessões no Bahrein. A F14T parece ter muito potencial, mas ainda temos muito que fazer"

(Site Grande Prêmio)

Daniel Ricciardo certamente estava ansioso para mandar ver na nova RB10, mas o motor Renault Turbo não colaborou e abriu o bico após três voltas:
“Eles disseram alguma coisa sobre ter de voltar para a fábrica e lá consertarem o problema. Por outro lado, eles estão tentando deixar tudo pronto para que amanhã a gente possa dar algumas voltas”
“Ainda temos muito tempo. O tempo está ao nosso lado, por enquanto. Mesmo que viajemos para Melbourne com problemas, a temporada é muito longa” (Site Grande Prêmio)
(Foto: Getty Images)


A Marussia apresentou o seu novo MR03 em Jerez. Max Chilton levou o carro para apenas 5 voltas. John McQulliam, chefe de design da equipe, falou um pouco sobre o novo carro: “O carro foi fabricado e finalizado em um padrão muito elevado, obtendo simultaneamente nossas metas de economia de peso mais significativa até o momento e, mais importante, com um olho crucial na manutenção do nosso excelente histórico de confiabilidade” “Sem dúvida, o maior desafio do projeto foi em termos de resfriamento, mas esta é uma das algumas áreas em que não só estamos muito satisfeitos com a resposta do design, mas também com o grau de inovação que atingimos com a nossa solução." 
(Site Grande Prêmio)
(Foto: Marussia)

94ª 24 Horas de Le Mans - Depois do desaire, melhor tempo para a Cadillac no ultimo treino livre

(Foto: DPPI) Pouco tempo depois de uma qualificação eletrizante que viu a posição de honra ser trocada por conta de uma infração, a Cadillac...