quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tchau Toyota!

Me lembro do ínicio da década quando ouvi o anúncio da entrada da Toyota na F1. Realmente fora um estrondo! A maior vendedora de carros do mundo iria participar da maior categoria de monopostos e isso traria, para a F1 e a própria Toyota, uma propaganda e tanto.
A Toyota tinha levado um senhor azar na sua experiência nas edições de 1998 e 1999 das 24 horas de Le Mans, quando seu carro, o soberbo e lindo GT One, quebrou quando tinha a vitória quase assegurada. Então resolveram tentar a sorte na F1 e passados praticamente quase 10 anos, após o ínicio do seu projeto, a fábrica japonesa decidiu sair de cena.
A decisão foi tomada já algum tempo e o comunicado sairia no próximo domingo, mas eles adiantaram as coisas e anunciaram nesta quarta durante uma coletiva em Tóquio que estavam saindo da F1 por conta de problemas econômicos acarretados pela crise, que ainda detona alguns países no mundo, e também pela baixa venda dos carros neste ano que, pelos estudos da fábrica, vai continuar por 2010 todo.
A Toyota injetou grana à beça desde sua entrada na F1. Na maioria das temporadas, desde sua estréia em 2002, a equipe nipônica gastava, em média, de 600 a 800 milhões de dólares anuais para simplesmente alinhar nos GPs em posições intermediárias. Tudo bem que ainda tiveram algum sucesso, por mais pequeno que fosse, como por exemplo as poles de Trulli (EUA 2005 e Bahrein 2009) e Ralf Schumacher (Japão 2005), a quarta posição no mundial de construtores do mesmo ano com 88 pontos, sendo o grande momento da fábrica na categoria.
A equipe ainda contou com os serviços de dois brasileiro: Cristiano Da Matta em 2003 até a metade de 2004 e depois com Zonta pelo resto daquela temporada. Ambos não conseguiram grandes resultados.
Hoje a mais uma fábrica vai definir seu futuro na F1: a Renault vai fazer um reunião em sua sede para resolver o seu futuro.
E assim a debandada continua!

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