quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

F1 Pré-Temporada: Jerez De La Frontera - 2º Dia

Após o problema na parte elétrica que deixou a Mclaren no box na terça, Button pôde ir à pista para cravar o melhor tempo até aqui registrado nestes dois dias de testes. O piloto inglês falou sobre o desempenho do novo motor turbo e do sistema de freios:
“Tenho a impressão de ter sido o motor com mais potência que já dirigi. Temos muito torque e pouca pressão aerodinâmica, o que faz ser difícil de controlar, mas podemos nos beneficiar disso e tem sido muito divertido dirigir. Você pode usar toda a energia elétrica em voltas rápidas, mas não dá para usar em todas as voltas, porque senão ficamos sem energia. Precisamos de um espaço para recarregar.” (Site Total Race)
“É claro que está muito cedo e ainda há muito trabalho há ser feito. Precisamos trabalhar tanto nos freios quanto na tração e isto me anima muito, pois vejo muito potencial para evoluirmos em tais aspectos. O novo sistema de frenagem é muito complicado, ajustá-lo será difícil"
(Site Grande Prêmio)
Segundo dia de testes que contou com a presença da Mclaren que, pelas mãos de Jenson Button, foi a mais veloz do dia, seguido por Kimi Raikkonen e Valtteri Bottas. Sebastian Vettel fez apenas oitos voltas e seu dia terminou mais cedo devido a problemas no ERS do Renault Turbo. Não tem sido uma boa jornada para o time tetra-campeão da Fórmula-1.
A Pirelli aproveitou a parte da manhã para testar os novos pneus de chuva. Como choveu na madrugada por aquelas bandas, a pista, pela manhã, não estava totalmente molhada, o que forçou a fábrica a colocar tratores pipa para encharcar o traçado. O melhor tempo nessas condições foi de Valtteri Bottas, com a marca de 1'38''102.
De amanhã até sexta será a vez dos outros pilotos assumirem os carros de sua respectivas equipes.

Resultado  
Jerez De La Frontera  
Testes de Pré-Temporada  
Fórmula-1 - Dia 2

1. Jenson Button (McLaren) - 1min24s165, 43 voltas
2. Kimi Raikkonen (Ferrari) - 1min24s812, 47 voltas
3. Valtteri Bottas (Williams) - 1min25s344, 35 voltas
4. Nico Rosberg (Mercedes) - 1min25s588, 97 voltas
5. Sergio Perez (Force India) - 1min28s376, 37 voltas
6. Esteban Gutierrez (Sauber) - 1min33s270, 53 voltas
7. Marcus Ericsson (Caterham) - 1min37s975, 11 voltas
8. Sebastian Vettel (Red Bull) - 1min38s320, 8 voltas
Kimi Raikkonen foi o segundo colocado nesta quarta. James Allison avaliou rapidamente estes dois primeiros dias de testes da Ferrari em Jerez:
“Estou razoavelmente feliz com o que vimos até aqui. Acho que não tem nada muito negativo que descobrimos no carro”

“A pouca quantidade de voltas que demos em relação à era dos V8 não está relacionada a problemas no pacote, mas sim à nossa precaução” (Site Grande Prêmio)

Valtteri Bottas: “Conseguimos dar algumas voltas com a pista molhada. Isto foi positivo porque pegamos algumas informações do rendimento com pneus intermediários. Por fim, mais algumas voltas com a pista seca, deixando, para mim, uma boa impressão do carro”
(Site Grande Prêmio)

Nico Rosberg: "Nós tivemos hoje um grande dia. Conseguimos guiar o carro por muitas voltas, sem problemas, e era isso que precisávamos. E é como você verdadeiramente consegue progredir, trabalhar na confiabilidade e entender todos os aspectos do carro de uma melhor maneira. Foi um dia positivo" (Site Grande Prêmio)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Vídeo: Patrick Nève e a Brabham BT45 nas ruas de Birmingham, 1976

O vídeo mostra algumas passagens do piloto belga Patrick Nève, a bordo da Brabham BT45, nas ruas da cidade de Birmingham, Inglaterra. Este evento promocional tinham o intuito de mostrar que a segunda maior cidade da Inglaterra poderia receber uma corrida de carros.
A primeira tentativa para isto aconteceu nos idos de 1966, quando uma série de reuniões foram feitas na Câmara Municipal da cidade. A idéia ressurgiu em 1972 com Stirling Moss recebendo a permissão para realizar uma corrida por aquelas bandas.
Nem em 1972, muito menos após o passeio de Nève: o evento só foi realizado em 1986 com o nome de Birmingham Superprix que contava com  os carros da extinta F3000 e provas suporte, como o BTCC e F-Ford 1600. A primeira prova, que fora realizada debaixo de dilúvio de proporções bíblicas, foi vencida por Luis Pérez-Sala.
A prova teve mais outras quatro edições, tendo como vencedores Stefano Modena (1987), Roberto Pupo Moreno (1988), Jean Alesi (1989) e Eric Van De Poele (1990).

F1 Pré-Temporada: Jerez De La Frontera - 1º Dia

Raikkonen foi o melhor do primeiro dia em Jerez ao marcar o melhor tempo a uma hora do término
“Nós tínhamos muita coisa para aprender hoje. Mesmo sabendo que queríamos dar mais voltas, eu acho que para um primeiro dia foi tudo bem” -
Kimi Raikkonen
(Site Grande Prêmio) (Foto: Reuters)
Por problemas de confiabilidade, o que é normal devido a juventude dos novos carros, algumas equipes não puderam dar muitas voltas, como foi o caso de Mclaren (problemas elétricos que mal deixaram Button fazer uma volta ao menos); Caterham fez apenas uma volta de instalação e recolheu o seu carro; Marussia ficou presa na sua sede na Inglaterra, devido a problemas técnicos; Sauber, Williams e Red Bull deram poucas voltas. Kimi Raikkonen (Ferrari F14T), Sergio Perez (Force India Mercedes VJM07), Lewis Hamilton (Mercedes W05) e Jean-Éric Vergne (Toro Rosso Renault STR9) foram os que completaram mais voltas, sendo o finlandês da Ferrari - que teve problemas na sua primeira saída para a pista - o mais rápido da primeira sessão com a marca de 1'27''104.
Lewis Hamilton, que havia acabado de fazer a melhor marca pela manhã (1'27''820), estampou o seu Mercedes na barreira de pneus do final da reta após uma falha no aileron dianteiro, ficando de fora do restante do dia.


Resultado  
Jerez De La Frontera  
Testes de Pré-Temporada  
Fórmula-1 - Dia 1

1. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1min27s104 (31 voltas)
2. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min27s820 (18 voltas)
3. Valtteri Bottas (FIN/Williams) - 1min30s082 (7 voltas)
4. Jean Eric-Vergne (FRA/Toro Rosso) - 1min36s530 (15 voltas)
5. Sergio Pérez (MEX/Force India) - 1min41s880 (7 voltas)
6. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber) - 1min42s257 (7 voltas)
7. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - sem tempo (3 voltas)
8. Marcus Ericsson (FIN/Caterham) - sem tempo (1 volta)


Valtteri Bottas esteve ao volante do novo Williams FW36 e completou sete voltas, terminado em terceiro:
"O carro correspondeu minhas expectativas na pista, com mais torque. Parece que é um carro muito diferente em comparação ao do ano passado na maneira como ele se comporta, bem como em relação à potência" - Valtteri Bottas (Site Grande Prêmio)
(Foto: EFE)

Lewis Hamilton começou de forma fulminante a sessão de testes em Jerez ao cravar a melhor volta, mas...
(Foto: Getty Images)


... uma falha na asa dianteira o jogou para fora assim que conseguiu o seu melhor tempo. "Para mim, é um começo incrivelmente positivo ser o primeiro carro a ir para a pista e completar um bom número de voltas" Sobre o acidente: "Claro, é lamentável encerrar o dia mais cedo com todo o pessoal trabalhando tão duro. Parecia que completaríamos facilmente mais quilometragem que qualquer outro carro" - Lewis Hamilton
(Site Grande Prêmio)
(Foto: EFE)

A Red Bull mostrou o seu novo carro e também o colocou a disposição para Vettel, que deu apenas três voltas.
Por mais que tenham seguindo a tendência dos "bicos pornográficos", este não ficou tão mal assim e a genialidade de Adrian Newey pôde ser vista nesta nova dianteira onde foi criada uma quilha para o melhor direcionamento do fluxo de ar. A cor negra ajuda a disfarçar um pouco o bico.

“Existem ainda diferentes situações para analisarmos. É preciso ver o ritmo de treino, ritmo de corrida. E muitas coisas ainda podem mudar e não sabemos o quão grandes serão essas mudanças, mas podem favorecer tanto um lado quanto o outro. Acho que com duas ou três corridas teremos mais condições de julgar quão competitivos estaremos, mas para permanecer no topo temos que nos adaptar o melhor possível a este novo carro. E ele parece bem diferente do ano passado” - Sebastian Vettel (Site Total Race)

(Foto: Getty Images)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Foto 291: Uma vitória franco-luso-brasileira na 52ª 24 Horas de Daytona

(Foto: IMSA/TUSC)
Num suspense no melhor estilo Le Mans as 24 Horas de Daytona, que completou a sua 52ª edição neste final de semana, teve uma vitória triplamente latina: o Corvete DP #5 da Action Express Racing chegou a conquista pelas mãos de Sebastian Bourdais (FRA), João Barbosa (POR) e Christian Fittipaldi (BRA) após um duelo contra o outro Corvete DP #10 da Wayne Taylor Racing, tripulado por Jordan Taylor/Ricky Taylor/Wayne Taylor/Max Angelelli, com direito a uma bandeira amarela no final da prova - nos últimos 10 minutos, mais precisamente. Coube ao português João Barbosa conduzir magistralmente o carro da Action Express à vitória, deixando Max Angelelli para trás assim que a bandeira verde foi agitada.
Para Sebastian Bourdais foi a primeira vitória nas 24 Horas de Daytona e também o primeiro francês a conquistar esta prova desde Emmanuel Collard, que venceu em 2006. Para João Barbosa e Christian Fittipaldi, foi a segunda conquista: o piloto português repetiu o feito de 2010 e Fittipaldi tornou-se o primeiro brasileiro a vencer a mítica prova pela segunda vez, sendo que a conquistou há exatos 10 anos quando esteve no comando de um  Ford Doran.
Desta vez os Riley Ford, que estiveram no comando dessa prova desde 2005, não tiveram uma boa jornada: os dois carros da Chip Ganassi - que neste período venceu cinco edições - não completaram a prova. O outro Riley Ford EcoBoost #60 da Mike Shank Racing, que contou com Oswaldo Negri Jr. no volante, teve problemas no câmbio que tiraram qualquer chance de um bom resultado. Eles voltaram para a corrida, terminando em 47º (12º na classe DP).
De toda forma foi um bom início para o novo campeonato promovido pela IMSA, o TUSC (TUDOR United SportsCar Championship). Uma pena que a equalização feita durante o Roar Before The Rolex 24 at Daytona jogaram os LMP2 para trás dos DPs. Quem sabe num futuro próximo não teremos um confronto direto entre americanos e europeus em terras ianques.
Seria - ou será - sensacional.

sábado, 25 de janeiro de 2014

O som do Renault V6 Turbo

Existia um temor de como seria o som destes motores V6 Turbo que a Fórmula 1 utilizará neste ano de 2014. Algumas simulações de computador desanimaram a maioria, como um que a Mercedes postou ano passado com o barulho do seu V6 se assemelhando ao de uma furadeira, ou algo do tipo. Mas claro que aquilo era um som feito em computador e era para termos uma idéia do que poderia ser o som dos novos propulsores.
Mas a Toro Rosso, que trocou o motor Ferrari pelo da Renault para esta temporada, revelou esta semana em evento em Mugello, onde também fez o shakedown do seu novo STR9, o barulho do novo Renault V6 Turbo. E digo: gostei muito e lembra bastante os dos anos 80.
Um revival para os ouvidos dos saudosistas que assistiram aquela era fantástica dos turbos naquela década.
Curtam o som!

sábado, 11 de janeiro de 2014

"The Intimidator" nas 24 Horas de Daytona, 2001

Por mais que a sua carreira tenha sido muito bem sucedida na NASCAR, era difícil - ou praticamente impossível - ver Dale Earnhardt Sr. pilotando em outras categorias. Fora algumas aventuras na famosas provas do IROC, onde pilotos de outras categorias se confrontavam numa melhor de três corridas, Dale sempre esteve ligado unicamente à NASCAR.
Mas em 2001 o maior nome da categoria resolveu dividir o volante de um Corvete C5-R - com o mítico #3 gravado nele - com seu filho Dale Earnhadt Jr., Andy Pilgrim e Kelly Collins para disputar, pela primeira vez, as 24 Horas de Daytona. O carro foi inscrito na categoria GTS e o quarteto, que largou na 19ª colocação na geral, fechou na quarta posição com 14 voltas de atraso para os vencedores  Johnny O'Connell / Ron Fellows / Chris Kneifel / Franck Fréon que estavam ao volante do Corvete C5-R #2.
Abaixo um pouco da primeira entrada de Dale Earnhardt na prova de 2001.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Vídeo: 24 Horas de Daytona, 1993

Primeira etapa do campeonato de 1993 da International Motor Sport Association, ou simplesmente IMSA, as 24 Horas de Daytona foi realizada entre os dias 30 e 31 de janeiro. 58 carros estiveram presentes naquela prova e estavam divididos em seis classes: GTP, GTU, GTS, Lights, LM e Invitational GT. 
A pole foi feita pelo Eagle Mk III Toyota #98 da All American Racers, com P.J Jones / Rocky Moran / Mark Dismore ao volante com a marca de 1'33''875. A primeira fila foi fechada pelo outro Eagle Mk III Toyota #99 de Juan-Manuel Fangio II / Andy Wallace / Kenny Acheson.
A vitória coube aos autores da pole após 488 voltas e foram seguidos pelo Ford Mustang #11 (Roush Racing) - da classe GTS - com Wally Dallenbach, Jr. / Robby Gordon / Robbie Buhl / Tom Kendall no comando e a terceira colocação coube ao outro Ford Mustang #15 da Roush Racing, com John Fergus / Jim Stevens / Mark Martin dividindo o volante.
A segunda posição na GTP ficou para o Porsche 962 #16 da Dyson Racing, que teve como pilotos James Weaver / Rob Dyson / Price Cobb / Elliot Forbes-Robinson. Em terceiro ficou o Nissan NPT-90 #30 da MOMO Racing com Gianpiero Moretti / Derek Bell / Massimo Sigala / John Paul, Jr. ao volante.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Vídeo: Champions Forever

Creio eu que alguns de vocês já devem ter assistido este documentário, mas aqui fica o registro deste que foi feito por Claude du Boc sobre a temporada de 1973 da F1 e que tem o título de "Champions Forever - The Formula One Drivers" e que foi postado pelo Sal Chiappetta no grupo do F1 Total no Facebook.
Sem dúvida uma jóia e um bom programa para esta sexta a noite. Claro, para aqueles que decidirem ficar em casa.

Foto 290: Schumacher, 45 anos

Enquanto que o velho Michael continua bravamente pela sua vitória mais importante, nós o parabenizamos por mais um ano de vida. E que o velhote saia logo dessa.
Parabéns, Schumacher!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Vídeo: O início da Indy 500 de 1964

Um belo vídeo que mostra os momentos que antecederam as 500 Milhas de Indianápolis de 1964, que contava mais uma vez - a segunda consecutiva - com a presença da Lotus no "Brickyard".
Além das imagens de antes da corrida, mostrando o alinhamento dos carros e os pilotos, também pode ser vista a largada e as duas primeiras voltas até o momento do mais grave acidente da história da prova, que envolveu o estreante Dave MacDonald e o veterano Eddie Sachs que ficaram envolvidos num enorme incêndio. Ambos faleceram, sendo que Eddie teve morte instantânea e Dave morreu horas depois.
Devido a este acidente a USAC introduziu mudanças no regulamento, como a diminuição do tanque de gasolina e obrigatoriedade de, pelo menos, duas paradas de box. Normalmente os carros saiam cheios de gasolina e os pilotos faziam, em média, apenas um pit-stop durante todo o percurso.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Foto 289: Schummy





"Eu sempre acreditei que você nunca deve desistir e que deve sempre continuar lutando, mesmo que exista apenas uma mínima chance." - Michael Schumacher

O velho Michael Schumacher é um daqueles caras que você nunca acha que aconteceria nada com ele, do mesmo modo como Pelé, Senna, Michael Jordan e outros tantos deuses do esporte. Aos 11 anos percebi que eles eram mortais como qualquer um de nós e ontem, após ler as notícias sobre o acontecera com Michael, a minha mente regressou 19 anos no tempo. 
Vai lá Schummy, e tira mais uma "Magic Lap" do bolso cara!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Foto 288: DRM

Essas fotos tiradas na antiga reta do velho Nurburgring são de uma beleza incomensurável. Neste instantâneo, tirada durante a terceira etapa do DRM (Deutsche Rennsport Meisterschaft) de 1982, os carros de Jürgen Hamelmann (URD C81 BMW #12), Klaus Niedzwiedz (Ford Capri Turbo #3) e Dieter Schornstein (Porsche 935J) dividem a freada para entrada da primeira curva do mítico circuito alemão. A vitória ficou com Niedzwiedz, seguido por Rolf Stommelen (Porsche 935J) e Klaus Ludwig (Ford Capri Turbo).
O DRM foi formado em 1972 contando com duas classes (Divisão 1 para carros de 2 e 4 Litros; Divisão 2 para carros abaixo de dois litros). Em sua totalidade foram 14 campeonatos disputados - 1972 à 1985 - e neste período nove pilotos foram campeões, sendo que Hans Heyer foi quem mais venceu com três títulos (1975, 76 e 80). Dos famosos ex-pilotos de F1, Hans Joachim Stuck (1972), Stefan Bellof (1984) e Jochen Mass (1985) foram campeões do certame. Entre as equipes, a Zakspeed foi quem mais levou títulos (6) e entre os fabricantes a Ford venceu seis campeonatos - todos eles com a Zakspeed - utilizando os modelos Capri RS (1972 e 1981) e Escort (1973, 74, 75 e 76).
Em 1985 foi o último campeonato do DRM que já tinha o mesmo prestígio de antes, sendo que as suas corridas, em boa parte, eram realizadas junto da Interseries.
A DTM, que já estava com um campeonato em franca ascensão desde 1984, acabou por substituir o DRM. Curiosamente o DTM fez parte do DRM em 1979, mas com o nome de Rennsport Trophäe que nada mais era que um campeonato para carros de série. As duas categorias foram separadas exatamente em 1984, com o Rennsport Trophäe tornando-se DPM (Deutschen Produktionswagen Meisterschaft) e mais tarde DTM (Deutsche Tourenwagen Meisterschaft). 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Crash: Ricardo Patrese, Osterreichring 1982

Por um momento até pensei que fosse no mesmo ponto em que Andrea De Cesaris havia capotado várias vezes a sua Ligier na edição de 1985, mas o local em que aconteceu este acidente de Ricardo Patrese, durante o GP austríaco de 1982, é outro. Mas o desfecho poderia ter sido igual e... fatídico, já que uma mulher estava fora do cercado e com um pouco mais de velocidade do Brabham poderia ter pego ela e talvez, até mesmo, catapultado em direção a cerca.

Foto 287: Trânsito

Parece aqueles engarrafamentos que costumamos ver pela TV que se formam, principalmente, nessa época de festas. Mas a foto em questão é do grid de largada para as 24 Horas de Nurburgring de 1972, que entrava em sua terceira edição.
A vitória neste ano ficou com a dupla Helmut Kelleners/ Gerold Pankl, que dividiram o volante de um BMW 2800 CS Alpina.

Foto 286: San Remo



E o Rally sempre nos presenteando com belas imagens. As que encabeçam este post são do Rally de San Remo de 1985, com Walter Röhrl / Christian Geistdörfer no Audi Sport Quattro S1; Timo Salonen / Seppo Harjanne no Peugeot 205 T16 E2 e Henri Toivonen / Juha Piironen no Lancia 037.

Foto 285: Aniversariantes

E estivesse entre nós, Michele Alboreto estaria chegando aos 57 anos. E Bird Clemente, um dos melhores pilotos da história do automobilismo nacional, completa 76 anos.
E este que vos escreve, acaba de chegar aos 31 anos. Parabéns a nós!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Vídeo: O último duelo em Paris

E ontem fez 20 anos do Karting ELF Masters, que foi realizado em Paris no dia 19 de dezembro de 1993. Mas aquele evento acabou por se tornar único por ser a última vez que Alain Prost e Ayrton Senna se confrontaram. Senna, assim como fizera em Silverstone meses antes, quando segurou Alain e Schumacher ferozmente, repetiu o feito enquanto esteve na pista. Ayrton acabaria abandonando a prova, que foi vencida por Prost após a desistência de Andrea De Cesaris que estava na liderança.

Atualizado 8/10/2014

Dando uma olhada se achava algo legal sobre Andrea De Cesaris, deparei-me com o evento completo do Karting ELF Masters de 1993. São mais de três horas e vinte minutos, dividos em duas partes. 
Divirtam-se!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Indycar Battles: Paul Tracy vs Michael Andretti, Detroit 1992

Dois dos pilotos que eu mais admirava pela pilotagem e coragem nos bons tempos da velha CART. Paul Tracy e Michael Andretti duelando pela primeira posição durante a etapa de Detroit, válido pelo campeonato de 1992.
E vale lembrar que hoje Paul Tracy completa 45 anos.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Foto 284: Trenton 200, 1963

Clark (#92) e Gurney (#93) em Trenton, 1963
(Foto: UK Racing History/ Facebook)

E não foi apenas em Indianápolis e Milwaukee que a Lotus se fez presente naquele certame da USAC em 1963: Colin Chapman alinhou seus dois Lotus 29 impulsionados pelos Ford e mais uma vez entregou a Jim Clark e Dan Gurney a responsabilidade de guiar as duas jóias.
Clark, como sempre, não decepcionou e cravou a pole com Gurney logo em segundo. Mas a corrida de ambos não foi muito longe: Jim abandonou na volta 49 por problemas mecânicos, assim como Gurney que também desistiu na volta 147. A prova foi vencida por A.J. Foyt.

Além dessa prova de Trenton e da segunda colocação de Clark na Indy 500, o piloto escocês triturou seus concorrentes na prova de Milwaukee quando a venceu - depois de ter feito a pole - colocando uma volta de vantagem sobre quase todos os demais, exceto Foyt que terminou nas mesmas 200 voltas de Jim.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Vídeo: GP da Grã-Bretanha, 1955

Realizado pela primeira vez no antigo hipódromo de Aintree, o GP da Grã-Bretanha de 1955 foi vencido por Stirling Moss nessa que foi a sua primeira conquista na F1. Para muitos a vitória do piloto da casa foi "arranjada", uma vez que Alfred Neubauer, o chefe de equipe da Mercedes, pediu para que Fangio (principalmente ele), Karl Kling e Piero Taruffi abrandassem o ritmo, mas o piloto argentino era o único que poderia competir de igual pra igual com Moss naquela tarde de 16 de julho e por isso o tal pedido. Mesmo com essa possibilidade de a corrida ter sido facilitada para a vitória de Stirling, Fangio foi elegante em dizer que o seu companheiro venceu por méritos.
A corrida foi dominada pela Mercedes, que teve alguma oposição dos carros da Ferrari, fechando a prova com os quatro carros nas quatro primeiras colocações.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Foto 283: Sem nada


"Ok Gilles, pode voltar para colocar a carenagem. Já matou a sua vontade!"
Talvez Gilles estivesse um pouco apressado em testar a nova Ferrari 312 T5 para a temporada de 1980 e nem deixou os mecânicos "vestirem" o carro para o teste. O canadense pegou a máquina e foi com ela "nua" para pista de Fiorano.
Foi um ano desastroso para a Ferrari aquele 1980, tanto que os únicos pontos (seis ao todo) foram conquistados - a fórceps -  pelo próprio Villeneuve.

Foto 282: Emerson, 67 anos

Uma pequena homenagem ao Emerson Fittipaldi, que completa hoje 67 anos. E aqui fica um provável pôster que foi lançado em homenagem ao seu primeiro título, em 1972.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Foto 281: Cosworth

(Foto: UK Racing History/ Facebook)
Jim Clark, Colin Chapman e Keith Duckworth. As expressões dos três não era nada animadora naquela primeira prova do motor Ford Cosworth DFV acoplado no Lotus 49, mas as desconfianças foram dissipadas com a ótima apresentação de Clark que acabou por vencer o GP da Holanda e dar à fábrica fundada por Mike Costin e Keith Duckworth a primeira vitória na categoria.
Porém o motor ainda não estava totalmente "afinado", como ficou visto após o abandono prematuro de Graham Hill na 11ª volta. Os problemas de juventude deste motor privaram a Lotus de conquistar o título daquele ano, que acabou por ficar com o Brabham Repco de Denny Hulme.
Devidamente acertado, o Cosworth dominou as ações a partir de 1968.

Pole Lap: Giancarlo Fisichella - A1 Ring, 1998

Aquele finalzinho clássico de qualificação onde a chuva começa a dar uma trégua e os tempos caem vertiginosamente. Dessa forma foi o fim do treino que definiu o grid para o GP da Áustria de 1998. Enquanto que os favoritos Hakkinen e Michael Schumacher tentavam achar o caminho para pole, Alesi, com a sua Sauber, já havia encontrado com uma bela volta. Deveria ser do francês aquele lugar de honra, mas Fisichella tirou uma volta da cartola e obteve assim sua primeira pole na F1... e a última da Benetton.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O vídeo de fim de temporada do WEC

Numa temporada em que a Audi (mais uma vez) não deu chances aos concorrentes ao arrebatar pela segunda vez o título do Mundial de Endurance, tivemos belas imagens que ficarão para a posteridade e dessa forma foi disponbilizada na sua página no Youtube um vídeo com os melhores momentos do certame 2013.
Divirtam-se!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Vídeo: O pódio do GP de Mônaco de 1992

Não me lembrava, em sua totalidade, do pódio do GP de Mônaco de 1992 e este vídeo me ajudou a refrescar a memória. Foi possível ver que Senna estava detonado após a corrida, tanto que teve um pouco de dificuldade em levantar o pequeno troféu. Mas Nigel Mansell estava muito pior e teve que ser praticamente carregado até o pódio e após espoucar a champanhe, sentou-se ao chão tamanho cansaço após o épico duelo com Ayrton naquele GP.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

GP do Brasil: Interlagos não decepciona

(Foto: Reuters)
Que belo palco o circuito de Interlagos se revelou para  Fórmula-1 neste últimos anos, principalmente nestes últimos nove anos quando a pista paulistana passou do início para a rabeira do calendário do mundial em 2004. De lá para cá foram dez GPs disputados e seis decisões de títulos (2005, 06, 07, 08, 09 e 2012) e as mais variadas emoções no "Templo" do automobilismo nacional. Independente do tempo que sempre altera em determinados anos, as corridas foram ótimas. É claro que por excelência 2007, 08 e 2012 foram as grandes corridas em que a decisão do mundial esteve em jogo e a chuva - especialmente 2008 e 2012 - fez-se presente e nos brindou com doses cavalares de emoção e suspense. Ontem a chuva, que caiu a cântaros no sábado, resolveu tirar uma "folga" no domingo e nos privou de uma prova, no mínimo, caótica. Mas nem precisou para esta fosse sensacional em todos os sentidos.
Foi muito bom ver todos os pilotos empenhados neste último GP da era dos V8 2.4 que foram introduzidos a partir da temporada de 2006. Boas brigas no fundo do pelotão, assim como no meio e na dianteira, em especial pela segunda posição para baixo já que Sebastian Vettel teve apenas um pouco de trabalho com Rosberg durante a primeira volta, onde o seu conterrâneo conseguiu uma melhor partida e liderou quase toda a volta. Sebastian ainda conseguiu recuperá-la antes de passar pela linha de chegada, o que lhe deu a oportunidade de disparar e vencer a corrida tendo liderado todas as voltas. Foi a sua 13ª no ano (igualando a marca de Schumacher em 2004) e a sua nona consecutiva (que iguala também a marca feita por Ascari nos anos de 1952-53). Neste ritmo é provável que ele alcance as marcas de Michael Schumacher até o final da década. Merecido.
Não posso deixar de destacar o empenho de Mark Webber e Felipe Massa cujas carreiras  se encerraram, mas de modo distinto: enquanto que o australiano mudará para ares bem mais tranquilos, onde ele estará a
(Foto: Reuters)
serviço da Porsche no Mundial de Endurance a partir de 2014, Massa terminou a sua relação de onze anos com a Ferrari, sendo que oito delas como piloto da Scuderia (2003 foi piloto de testes e desde 2006 como piloto titular). As homenagens rendidas pelas suas respectivas equipes foram emocionantes, assim como as reações dos pilotos após a corrida: Webber fez tirou o capacete na volta de desaceleração para saudar o público e mostrar a eles o lado humano da competição e Felipe fez alguns donuts em frente a arquibancada da reta dos boxes para agradecer a torcida. Mas a corrida dos dois foram aguerridas, talvez empurrados pelo sentimento de dever cumprido em seus trabalhos. Mark foi combativo e duelou com Hamilton - a quem ele aplicou uma bela ultrapassagem por fora no Laranjinha - e depois com o seu amigo Fernando Alonso em duas ocasiões, todas pela segunda posição. Massa não teve uma boa classificação ao sair apenas em nono, mas fez uma boa largada e estava brigando com Lewis pela quarta colocação quando um Drive Through, por ter passado por sobre a linha branca que separa a entrada dos boxes da pista, o fez cair na classificação. Recuperou-se bem e terminou em sétimo. Merecia mais... Fernando Alonso também foi combativo e até conseguiu seguir o ritmo do Red Bull de Webber em alguma oportunidade, mas o seu Ferrari não tinha tanto folego para andar no mesmo passo dos "foguetes" de Milton Keynes. Ele esperava pela chuva, assim como os dois Mercedes de Rosberg e Hamilton, que estavam, nitidamente, acertados para o possível aguaceiro que não veio, e o que se viu foram os carros prateados despencarem na classificação. Menção para os "Mclarens Boys" Button e Perez que fizeram uma prova
(Foto: Getty Images)
honesta em Interlagos ao terminarem em quarto e sexto respectivamente, numa das piores temporadas da Mclaren desde 1980. Espera-se dias melhores por lá.
Apesar da chuva não ter caído e apenas uma levíssima garoa ter dado as caras na pista de Interlagos, a prova foi ótima. Como disse, pilotos extremamente animados proporcionaram bons duelos e transformaram essa corrida numa das melhores do ano. Foi bom que a temporada tenha terminado assim num ano que Sebastian Vettel não parecia ter condições de dominá-la amplamente, mas que a melhora do RB09 ainda no final da primeira parte do campeonato tenha dado à ele as condições perfeitas para extrair o máximo e dizimar a concorrência a pó. Foram 13 vitórias no ano, sendo nove consecutivas, fora a velocidade e tenacidade com que ele esteve nestas provas da segunda parte do campeonato.
Um campeonato absolutamente merecido para Sebastian, que parece ter, ou estar, alcançando o ápice de sua pilotagem. E apenas com 26 anos...

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Foto 280: Tudo por uma foto


Sim, a galera era corajosa demais naquela época em que as pessoas ficavam à beira da pista para pegar uma foto durante as provas de Rally.

Foto 279: Jo Siffert, Michigan 1969






Jo Siffert - com Stirling Moss - em alguns estágios da etapa de Michigan da Can-Am de 1969. O piloto suíço conduziu o Porsche 917 PA #0 da Porsche Audi ao quarto lugar após ter largado em terceiro. A prova dominada pelo esquadrão da Mclaren Cars com a vitória ficando para Bruce Mclaren, seguido por Denny Hulme e Dan Gurney. Todos os três pilotando o Mclaren M8B Chevrolet.
Aliás foi uma temporada somente da Mclaren, com Hulme e Bruce lutando desenfreadamente pelo titulo. Os dois dividiram as 11 etapas entre eles, com Mclaren vencendo seis corridas contra cinco de Denny e a pontuação entre os dois também foi próxima, sendo que Bruce levou o campeonato por cinco pontos de diferença (165x160). Chuck Parsons terminou em terceiro, 80 pontos atrás do campeão.
Siffert foi o quarto no campeonato, com 56 pontos.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Foto 278: Targa "Porsche" Florio

Tratando-se de provas de endurance a partir do final dos anos 50 até meados dos ano 90, enquanto esteve com equipe oficial - ou semi - a Porsche dominou amplamente qualquer competição do gênero em estivesse envolvida. E não foi diferente com a mítica Targa Florio, onde a fábrica germânica venceu 11 edições entre os anos de 1956 e 1973, este último quando a prova disputada na Sicília ainda contava pontos para o Mundial de Marcas.

94ª 24 Horas de Le Mans - Depois do desaire, melhor tempo para a Cadillac no ultimo treino livre

(Foto: DPPI) Pouco tempo depois de uma qualificação eletrizante que viu a posição de honra ser trocada por conta de uma infração, a Cadillac...