segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Vídeo - Herbert MacKay Fraser, O Primeiro Pernambucano na Fórmula-1

A confirmação de Rafael Câmara pela Haas para a temporada de 2027 da Fórmula-1, fez surgir uma história que poucos conheciam: Herbert MacKay-Fraser, que correu sob a bandeira dos EUA, era pernambucano de nascimento. 

A história completa eu conto no vídeo do Blog Volta Rápida no Youtube.

sábado, 17 de outubro de 2026

Vídeo - Can-Am, Laguna Seca 1979


Melhores momentos da penúltima etapa da Can-Am de 1979 realizada em Laguna Seca. Destaque para a presença de Jacky Ickx, Keke Rosberg, Geoff Lees, Geoff Brabham, Bobby Rahal que era pilotos estavam ou estariam na Fórmula-1 em alguns anos. 

De se destacar a grande volta de Keke Rosberg para a obtenção da pole position. 


segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Vídeo - Quando fotografei Nossa Senhora Aparecida num carro de Corrida

 Após um bom tempo, voltei a gravar um vídeo no canal do Blog Volta Rápida lá no Youtube. Desta vez falando um pouco de quando registrei a imagem de Nossa Senhora de Aparecida em um carro de corrida lá em Interlagos. 

Ficou muito bom. 

Apreciem!


domingo, 11 de outubro de 2026

F1 2026 - O despertar de Max

Mais um pra conta de Max e Red Bull: a segunda no ano e a primeira do piloto em Marina Bay
(Foto: Red Bull/ Twitter)

Se existe um momento que todos sabem que haverá um amplo domínio nas corridas, é quando Max Verstappen se encontra à vontade com seu carro. Isso foi muito comum nos últimos anos, principalmente nos anos de seus bi e tricampeonato. Ainda que este ano as coisas não foram fáceis na primeira parte do mundial, com Max sendo bem ácido em suas declarações - seja com o carro/ equipe, seja com o regulamento - as coisas melhoraram de forma significativa nos últimos GPs após o recesso: descontando seu acidente em Zandvoort logo no inicio, ele foi terceiro em Monza; segundo em Madrid e Baku; venceu em Sepang e agora em Marina Bay, local que até então ele nunca havia vencido. 

As duas corridas desse final de semana foram de amplo domínio do tetracampeão, tendo apenas um breve trabalho com a melhor largada de George Russell na Sprint Race. Mas o erro deste quando estava prestes a completar a primeira volta, facilitou as coisas para Max e ele venceu a corrida de sábado sem maiores problemas. Ele repetiria a pole da Sprint na qualificação para a corrida principal indicando que poderia repetir a dose no domingo. E foi o que o aconteceu. 

Ainda que Charles Leclerc tenha pressionado ele nas voltas iniciais, Max estava com tudo sob controle e usou a sua vantagem para se distanciar quando viu que as Ferrari tinham alguma velocidade, que mais tarde verificou-se inútil frente ao poder de fogo do carro rubro-taurino nessa pista que num passado já distante era território certo de vitória nos tempos de Sebastian Vettel: ali o piloto alemão venceu três vezes seguidas (2011, 12 e 13) ao volante dos Red Bull - e conquistaria uma quarta e uma quinta já pela Ferrari nos anos de 2015 e 2019. 

Para Max foi a primeira vitória em Singapura, enquanto que para a Red Bull foi a primeira desde a conquista de Sérgio Perez em 2022. Mas uma certeza que ficará a partir daqui é que eles se econtraram nessa segunda parte do mundial e credencia o piloto holandês chegar ao vice-campeonato, coisa que era impensável até antes da tradicional pausa de agosto.

A Ferrari poderia mais nessa corrida? Se a disputa fosse contra até mesmo contra Mercedes ou Mclaren, talvez até pensassem em algo, mas desta vez eles esbarraram num duo inspirado que foi Max e Red Bull. Charles Leclerc foi muito bem na qualificação, ficando muito próximo da pole para a corrida principal, mas não conseguindo seguir o ritmo de Verstappen e com isso a segunda posição acabou sendo de bom agrado para ele. Lewis Hamilton não esteve em seu melhor fim de semana e a mancada de não ter parado para fazer uma troca de pneus no último VSC lhe custou a posição no pódio. Ele assumiu a culpa pela aposta arriscada e após a prova ele passaria mal devido o desgaste.

Se tem um piloto nesse final de semana que fez um corrida bem consciente para a sua situação no campeonato, foi Kimi Antonelli. Sua qualificação não foi das melhores para a Sprint Race - saiu de sétimo - , mas se beneficiou do acidente de Russell no início e do enrosco das Mclarens para chegar num bom quarto lugar. E na corrida principal fez o suficiente para subir ao pódio sem correr grandes riscos ao terminar em terceiro, somando pontos ainda mais importantes para a sua caminhado ao primeiro título mundial. George Russell teve mais um final de semana complicado: teria uma boa oportunidade na Sprint Race, mas desperdiçou com o acidente e na corrida largou do final do pelotão devido a troca de motor e demais componentes, mas não conseguiu ir muito além que a nona posição. Se ele ainda sonha com este título, precisará de um grande milagre nessas etapas finais. 

A Mclaren teve mais um de seus finais de semana apagados com seus dois pilotos. O enrosco na volta final da Sprint Race era bem evitável e na corrida principal nenhum de seus dois pilotos teve ritmo para conseguir almejar algo nessa etapa. 

De todo modo, este GP de Singapura seguiu a sina de ser uma corrida longa e modorrenta e bem parca de emoções. Meio que é uma marca registrada desde circuito que completou neste 2026 dezoito anos de sua estreia no calendário do Mundial de Fórmula-1.    

domingo, 4 de outubro de 2026

F1 2026 - Malware GP


Os carros alinhando no problemático GP do Bahrein, em Sepang
(Foto: F1/ Twitter)

Deve ter sido bem engraçado o desespero dos caras da FIA/ Liberty Media quando viram os carros parando na pista por problemas no software. Bem provável que nunca tivessem pensado que, em algum momento, pudessem dar algum problema em mais carros de uma vez só. Uma comparação meio "porca" que faço é com o famoso GP da Inglaterra de 2013 quando os pneus Pirelli resolveram estourar feito bombinhas de São João em plena corrida, uma vez que a reclamação das equipes na época giravam em torno da durabilidade da borracha. Uma vez arrumada a carcaça da construção destes, as coisas voltaram ao normal.

O problema acabou se originando por conta dos carros estarem rodando lentamente e, como foi esta a primeira corrida no ano com situação de chuva mais pesada, acabaram descobrindo - ou lembrando - de que estes novos motores tem um modo de 250kw para serem usados em situação de chuva. Com o turbo caindo de potência, fica complicado a MGU-K recuperar a energia e isso implica num corte de todo sistema do motor. Não à toa que Max Verstappen sentiu uma perda de potência na volta de apresentação, causando um "efeito safona" e automaticamente os demais que vinham à seguir também sofreram algo - especialmente os que usam os motores Ferrari, com Lewis Hamilton chegando parar na pista e sendo seguido pelos carros da Haas e Cadillac. A Audi também sofreu com esse problema. 

Apesar de Nikolas Tombazis, o diretor de monopostos da FIA, ter dito que “Não conseguimos testar o software tão extensivamente quanto gostaríamos, porque houve muito pouca pista molhada este ano”, é de se esperar que uma categoria do porte e história da Fórmula-1 tivesse um projeto mais bem feito e testasse ao máximo todos os sistemas, tentando prever quaisquer problemas futuros num regulamento novo e que ainda carecia - e carece - de mais tempo para maturar. As criticas dos pilotos são válidas e o episódio de hoje é só mais um capítulo patético do que estamos vendo nessa temporada bem deplorável e triste de um campeonato do tamanho da Fórmula-1.

Para o público que levantou cedo - Brasil - para assistir essa corrida, que retornou brevemente ao belo circuito de Sepang para receber a alcunha de "Grande Prêmio do Bahrein", ainda sobrou a alternativa de voltar para a cama e não perder muito tempo de sono. Mas para quem paga - muito - caro para se deslocar ao autodromo e assistir as corridas, é uma situação bem decepcionante - ainda mais tomando um verdadeiro dilúvio. 

Passou da hora da Liberty Media para de cobrar do espectador para assistir seus GPs e pagá-los para tal. É mais justo.


A corrida

Max Verstappen esteve na sua boa forma de sempre em Sepang
(Foto: Red Bull Racing/ Twitter)


Apesar dos pesares, tivemos um bom GP. Dificilmente alguém pararia Max Verstappen hoje em Sepang. Uma junção de sede por vitória - que não vinha desde o GP de Abu-Dhabi de 2025 - com um carro muito bom - que tem se destacado nas últimas provas - deu à Max a condição perfeita para que pudesse arrancar para a sua primeira conquista neste ano de 2026. A sua má arrancada na largada, sendo superado pelas duas Mercedes, não causou grandes danos em sua autoconfiança e em poucas voltas ele estava no comando do GP após uma breve disputa com Kimi Antonelli pela liderança deste GP. Independente de qual tipo de pneu ele estivesse usando hoje, Verstappen estava em outra classe e isso foi importante para que ele, Red Bull e especialmente a Ford - que não conquistava uma vitória desde o caótico GP do Brasil de 2003 com a Jordan e Giancarlo Fisichella - voltassem ao topo do pódio. 

A Mercedes poderia muito bem ter fechado a prova com seus dois pilotos no pódio, com Kimi em primeiro e Russell em terceiro, mas este último sofreu uma falha no motor quando a corrida estava com cinco voltas para o fim e acabou abandonando e vendo a diferença que ele conseguira diminuir na prova de Baku subir novamente em relação ao seu companheiro de Mercedes. Antonelli ficou em segundo e mostra, até aqui, uma maturidade e confiança que o faz caminhar bem para o primeiro título mundial. É claro que ainda faltam sete corridas para o final do campeonato, mas ele conseguiu se recuperar de alguns revezes nessa temporada e isso conta muito para o mental. 

A Ferrari teria alguma chance hoje? Bem difícil, visto que o ritmo de Verstappen estava em outro plano, mas uma segunda posição era bem possível. A pista secando lentamente tirou de Hamilton uma aposta que teria sido certeira em outros tempos, quando ele arricou continuar com os macios numa pista ainda úmida/ molhada em alguns trechos, o que o jogou para trás no pelotão, mas quando a pista passou a apresentar uma melhor aderência, ele conseguiu escalar o pelotão de forma rápida e com os pneus macios tendo boa durabilidade, Lewis igualou com os quatro primeiros e isso lhe deu a oportunidade de parar, fazer sua troca para médios e continuar na caçada à Isack Haadjar que seria superado mais à frente pelo piloto inglês. Charles Leclerc também fez boa recuperação, mas não esteve nem perto da velocidade de Lewis nesse final de semana. Mas salvou alguns pontos, ao menos. 

Depois da prova de Madrid, onde Lando Norris foi dominante, esperava-se que a Mclaren fincaria a bandeira de principal opositora da Mercedes nessa fase final de campeonato, mas essas duas últimas corridas não das melhores para os "Papayas". Uma boa chance de se recuperar é em Singapura. 

Do pelotão intermediário, é impossível não destacar o grande resultado de Fernando Alonso com o sofrível Aston Martin. Já foi uma baita façanha ele e Lance Stroll terem levado seus carros ao Q2, e nessa corrida o ritmo do espanhol esteve bom o suficiente para conseguir um suado e louvável oitavo lugar numa pista que ele conhece tão bem.

Gabriel Bortoleto parecia ter uma boa condição de pontos hoje, mas um enrosco com Carlos Sainz na segunda curva do circuito, pôs tudo a perder. E isso piorou quando acabou tomando 10 segundos por ter sido considerado culpado pelo entrevero. 

Os acontecimentos de hoje em Sepang é parte de um capítulo de uma condição que deveria ter sido muito bem cuidada e sanada para depois pensar em colocá-la em prática. 

Mas é aquela coisa: apressado acaba queimando a boca. Problema é, que nesse caso, todo mundo se dá mal por tabela. 

Vídeo - Herbert MacKay Fraser, O Primeiro Pernambucano na Fórmula-1

A confirmação de Rafael Câmara pela Haas para a temporada de 2027 da Fórmula-1, fez surgir uma história que poucos conheciam: Herbert MacKay...